quinta-feira, setembro 30, 2010

O DINAMITADOR

CHEGOU O MOMENTO DE FUGIR

«Disse Sócrates ontem: "Chegou o momento de agir" e também isto, "pensámos muito" antes de avançar com estas medidas". Não pára de mentir, o homem. Senão vejamos: Ainda há menos de uma semana o ministro Mendonça fazia finca pé no avanço dos tgv´s e quejandos, (...). Mas, pasme-se, nestes escassos dias, Sócrates nem meteu os pés no país, e, entre a convicção do ministro Mendonça e o despacho de Teixeira dos Santos que mata a convicção de Mendonça, quando é que Sócrates teve tempo para cagar, quanto mais pensar? Não teve. E essa é a prova provadinha que isto anda totalmente destrambelhado pelos lados do governo. E se, ao contrário do que diz Campos e Cunha, os tais, essa entidade tão maligna quanto holográfica, mercados internacionais se puserem a pensar mais de dois minutos sobre Portugal, vai ser uma barraca, porque, deste quadro sobressai a evidência de que não há estratégia, apenas reacção. E a reacção impede uma visão de futuro alargada, consolidada, coerente (...) Bom, perante isto, se não começarem a saltar vidros das montras e os carros calcinados não começarem a fazer parte do cenário citadino em Portugal, estes portugueses não merecem a História que transportam nos seus corpos marrecos.»

O CADÁVER E A ADRENALINA

Esta noite que ficará para a história como aquela em que um Governo inimputável, bem adequado a eleitores igualmente inimputáveis por feérico empenho ou alheamento demencial, deu a derradeira injecção de adrenalina a um cadáver frio e irremediável. Paz à sua alminha!

O PORTUGAL QUE HÁ DEZ ANOS NÃO EXISTE

«Quanto ao serem verdade as projecções de Medina Carreira Portugal já não existiria, lamento ser eu a informar que efectivamente o Portugal de há 10 anos já não existe, o Portugal com a capacidade de decisão de há 10 anos já não existe, o Portugal com a autonomia de há 10 anos já não existe, o Portugal com um valor social competitivo em termos de mercado global de há 10 anos, já não existe. O Portugal de há 10 anos não era melhor em tudo que o Portugal de hoje, mas poderia ter melhorado em praticamente tudo e não o fez. Portugal encontra-se há algum tempo limitado nas horas de crescimento, só cresce de noite porque o governo dorme. Que há saída, claro que há, há sempre, que era escusado termos sido guiados para esta situação com uma enorme maioria de responsabilidade dos seus amigos e correligionários do PS, era sim senhor. (tempos relativos de governo neste últimos 30 anos, incluo os que o próprio Medina Carreira governou em nome do PS).»

ALMEIDA À SOLTA

«O povo tem que sofrer as crises como o Governo as sofre», esta pérola, lúcida como uma bebedeira de Verão, quentinha como as castanhas de Novembro, pertence a Almeida Santos, para quem o Governo-PS, coitado, também sofre as crises como nós. Pois sofre. Sofre politicamente por ser devastador e incompetente ao fazer o mais fácil corajosamente, como se a chantagem não compensasse. Sofreria eleitoralmente por ser mentiroso e sem credibilidade, mas não se perspectivam eleições nem temos povo para desacatos e insurgências. Sofre por ser presidido por um atoleimado narcisista, intrusivo nas instituições, coleccionador de suspeitas, e, no entanto, sempre em pé, acima de qualquer um que furte cebolas no hipermercado. Deve ser por isso que agora tal Governo se acha no direito e até no dever de fazer-nos sofrer carnal, psíquica, moralmente, aniquilando o que falta da economia e do ânimo colectivo. Este Almeida e o seu País-PS, PS-Paraíso de e para a Clientela-PS, multidão intocada de apadrinhados, beneficiários de benesses e filhos dilectos, gente incapaz de sofrer, só capaz de gastar, — ora tal Almeida é um caso admirável de internamento falhado.

quarta-feira, setembro 29, 2010

DEMOCRAMERDA

«Pois se democracia só com partidos políticos, então que se deite a democracia ao balde, juntamente com a maltinha-partidária; e depois que se atire o seu conteúdo pela janela fora - a horas próprias, com a técnica do "água-vai" do tempo do intendente Manique. Que adianta a "democracia" que temos e que conhecemos tão bem? Sócrates falsifica documentos e usurpa funções, mas o PR e os tribunais fazem vista-grossa; ricardo-rodrigues rouba em público e o acto fica gravado em imagem e som, mas chama a isso "acção directa" e recebe palmas na AR; os boys do PS usam dinheiros públicos e privados para financiar campanhas partidárias e comprar votos, mas o MP leva uma eternidade a investigar de modo a que tudo prescreva; os jornalistas estão domesticados e agora já só são admitidos nos jornais e TV's se forem analfabetos, mas a malta acha que "há liberdade de expressão". E pronto, eis a democracia.»

IMPONDERÁVEL PORCARIA

Estamos muito bem colocados no ranking da desgraça, no top 10 mundial de países de maior risco de crédito (há quem lhe chame o índice da bancarrota…) Portugal ocupa um saliente 6.º lugar, logo abaixo do Paquistão, mas ainda acima da Ucrânia, o que muito nos honra: 1.º Venezuela; 2.º Grécia; 3.º Argentina; 4.º Irlanda; 5.º Paquistão; 6.º Portugal; 7.º Ucrânia; 8.º Iraque; 9.º Dubai; 10.º Roménia. A "culpa" de tudo isto objectivamente é do PSD. Agora a sério: é de quantos se deixam enganar com as manobras circenses dos maiores mentirosos e cretinos que a História recente portuguesa testemunhou. Eles que não arranjem bodes expiatórios conforme tem acontecido, agora que se abrem a partilhar irresponsabilidades: demitam-se ou demitam-nos. Dêem-nos a nós uma crise e sacrifícios mas com líderes que tenham as mãos limpas disto, desta vergonha ao retardador e a toque de caixa, o toque dos credores internacionais. Nada toque as clientelas políticas! Não se mexa nas clientelas políticas postas a mamar dos sucessivos orçamentos! Refúgio por refúgio, refugiem-se esses sôfregos, esses mentirosos e desonestos nas prisões vazias de gente instantaneamente grada sempre impune! Dêem parabéns aos que re-elegeram esta porcaria para governar: empobrecer-nos, mentir-nos e sair airosamente é mesmo com eles! Mais miséria da grossa para cima dos tugas e um pouco de colorido: o casamento homossexual! Bravo, Sócrates! Bravo!

LAURA TORRISI

NOVA RUTE REMÉDIOS

RESPEITO JORGE JESUS

Não foi original Jorge Jesus, a quem respeito, quando disse ao site-órgão informativo da UEFA que o Benfica é vivido pelos seus adeptos como uma religião mais que como um clube. Eu diria que é vivido como uma herege idolatria legítima, por vezes masoquista, coisa bem menos grave e irracional que ser, nos dias de hoje, "socialista". Não se compreende tantos adeptos do sistema responsável pelo desastre em decurso que reduz o rectângulo a cinzas.

OLGA KURYLENKO

ANIMAIS IRRACIONAIS

«Curioso argumento, aquele que é usado por vários imbecis quando confrontados com estes depósitos de vermes gastadores que são as empresas públicas, as EPE's, as autarquias e as suas "municipais" e os Institutos: «Não se consegue baixar a despesa! São muitos e não há nada a fazer; ninguém obedece! Ninguém sabe quantos são, todos pedem de maneira descontrolada e todos obtêm as verbas, etc, etc.». Então é a admissão total de incapacidade, e que nada vale já a pena! E que "não há nada a fazer". Pois saiam de cena e vão para casa! Se com os partidos não há solução, pois então que estes sejam remetidos à organização de bailes e festas em salões de bombeiros, com rifas e prémios de batedeiras eléctricas e secadores de cabelo. Que peste, esta merda dos "partidos"! Desde que D.ª Maria II foi rainha que andamos com estes percevejos às costas!»

IMBERBES E IMBECIS

«Não creio ser necessário preparar a reunião porque, à medida dos poderes presidenciais, a reunião será inócua de sentido e matéria para discussão. Conforme acima descrito, o destino já foi definido pelos mercados financeiros e é apenas uma questão de tempo até o FMI chegar. Naturalmente que haverá culpas a distribuir por todos mas a verdade é que nesse momento (não muito distante), será interessante avaliar o comportamento dos socialistas portugueses perante o descalabro Sócrates. Antes do estouro que agora se aproxima, nem um se ouviu, com excepção de Carrilho (mais um vez). Todos os outros ou são seguidores fieis ou viveram no fio da navalha da gestão de silêncios cúmplices: não discordamos nem concordamos, sobrevivemos, tratamos da vidinha...e ainda fazemos uns brilharetes na TV.»

terça-feira, setembro 28, 2010

GERALDINE BAZAN

«A UM POLÍTICO DE MERDA»

ÀS ARMAS!

GRANDE FANTASIA CONSTITUCIONAL

O tema da Constituição tornou-se-nos odioso apenas porque deflectiu imperdoavelmente as atenções gerais do que realmente importa no presente português: perceber o grau de nocivo, nefando e imoral que passa por Governo do País  nas omissões e covardias rapaces, face às clientelas; nos criminosos atrevimentos saqueadores para com os cidadãos e contribuintes. Não erra António Barreto nem pode deprimir-nos mais do que já estamos, quando, no final de uma palestra sobre "Desenvolvimento Regional de Cidadania", promovida pelo Rotary Club de Coimbra/Olivais, diz ser necessário fazer uma distinção entre direitos fundamentais e direitos sociais e económicos. «Vamos à Constituição e vemos que o cidadão português tem todos os direitos e mais alguns. Tem direito à saúde e educação de graça, à habitação», mas estes direitos «não são compatíveis com o actual estado das finanças públicas.» Eu diria, com o actual estado de saque ao contribuinte por parte dos Orçamentos de Rapina e que dita umas finanças públicas ao nível do Zimbabué com uma fiabilidade zimbabueana. Segue-se que na verdade o preço tende a ser tão exorbitante que os direitos sagrados dos portugueses não passam do cínico papel constitucional. Na realidade, tudo tende a ser pago (manuais escolares, taxas moderadoras) e se assim é, o melhor é rasurá-los de uma Constituição de Fantasia.

MIL VEZES BANDIDOS

OCDE E O ESTRUME MEDIÁTICO

PRENDAM O PINÓQUIO

Os portugueses pagam, e pagam bem!, os luxos de um Estado gordo e imoral, clientelarmente cevado nos institutos, observatórios, fundações, benesses, reformas duplas, triplas, milionárias, com que a República esmaga o cidadão, o oprime. É a República, estúpidos! Mesmo a OCDE vem caucionar mais aumento de impostos sobre os mesmos estrangulados de sempre, em Portugal: milagres diabólicos de consenso que a Internacional Socialista sabe sacar! Vergonha inominável quando tudo assenta na mais perfeita e prolongada Mentira. Não admira que Portugal (como também a Irlanda) estejam em alerta vermelho nos mercados internacionais porque os riscos da dívida dos dois países são os que mais sobem no mundo esta terça-feira. Os juros da dívida portuguesa aproximam-se mesmo, e a passos largos, dos níveis registados na Grécia um dia antes da intervenção do FMI no País. Estes "socialistas" brincam ao equilibrismo no arame da incompetência. O PSD deu a mãozinha a isto, cada vez mais bem à vista. Obviamente, era demitir, com piçada e prisão preventiva, o grande Nenúfar Falsário, com todos os seus bajuladores.

segunda-feira, setembro 27, 2010

IRÃO, LULA E DILMA

Lula gosta do Irão e de Ahmadinejad, esse novo Ghandi do amor, do pacifismo e da fraternidade universal em face da Grande Besta Americana. Por isso estende a mão a um Regime que reincide em condenar a iraniana Sakineh Ashtiani à morte, por adultério, apesar de ser viúva. Calma. Já não será lapidada. Não. Tudo mudou com a suspensão da sentença, por pressões internacionais sobre o maravilhoso Regime de Teerão. A mulher, de 43 anos, deverá agora ser enforcada: elevada lentamente pela lenta grua sádica com a qual se enforcam seis ou sete porque quando se liquida um iraniano liquidam-se logo dois ou três. Já estou a imaginar o abraço amoroso de Estado que Dilma dará a esse Regime repressor e sangrento. De bem com o Mal. A cada País, o seu socratinejad.

RECAUCHUTAGEM CURRICULAR

domingo, setembro 26, 2010

NENÚFAR FATAL

Nas Nações Unidas, Sócrates, Sócrates, Sócrates, falou no primado do direito num País calcado aos pés por si em fartos domínios, incluindo o da Justiça. Um País desrespeitado por toneladas de leis labirínticas, práticas desigualitárias e arbitrariedades mil por ele exemplificadas. Um Nenúfar Fatal, este Sócrates! Quando o vejo a andar de Metro ou inaugurando Nadas, de cotovelos levantados e o olhar perdido entre acompanhantes de cenho temeroso, lembro aqueles personagens maneirentos do século XVIII, segundo o retrato maneirento que o cinema tece. Só lhe falta a peruca branca de bandós e os punhos de renda. Está ali um Rei-Sol portando o trágico eclipse de Portugal.

UMA JANGADA SOBRE TRAMPA

DOUTRINADORES

«É cíclico. De quando em vez, alguém faz o esforço de doutrinar o Paulo. O resultado é semelhante ao que acontece quando um casal de testemunhas de Jeová bate à porta de um católico praticante: dali não leva nada a não ser os ecos da irritação por causa de um certo olhar de superioridade moral e técnica. Isto é, a minha religião é melhor que a tua, o que devias estar a escrever é aquilo que eu acho que devias escrever. É uma presunção. Já aconteceu antes e ele irrita-se sempre com essa espécie de “testemunha de Jeová” que sabe melhor do que os outros o que deve ser escrito. É também um agente de uma espécie de absolutismo intelectual: só eu sei como se deve pensar e o que pensar. Poupem-me! Criem o vosso próprio “blog”. A sério, não é complicado, isto é, não preciso fazer uma acção de formação.»

DA OPTIMÍSTICA VAGINA

A pouco e pouco levantam-se umas vozes que ousam colocar o dedo na ferida nacional. Não na grande e optimista vagina imaginária portuguesa, que só os "socialistas" contemplam e saciam. Não. Essas vozes dizem que o que está à vista nos fere. A sustentabilidade do Estado Português está ferida de morte e essa ferida não pode ser disfarçada. Mas é. E porquê? Porque o modus operandi chantagista dos "socialistas" Sócrates, Pedro Silva Pereira e Teixeira dos Santos, dispõe-se a liquidar Portugal, desde que o seu Poder irresponsável se prolongue, dure, fique. Caminhamos para a metamorfose de Portugal num protectorado do FMI, de Berlim, de Bruxelas? Sem dúvida, cada vez mais: de acordo com estes "socialistas", tudo bem, desde que sob o grande guarda-chuva clientelar e político "socialista". Hábeis no plano da comunicação, os "socialistas" transformaram Passos num refém, com o concurso activo do próprio Passos. Refém de um mau, vicioso e desonesto Orçamento e antecipadamente culpado por ele. Culpado também por poder não haver Orçamento. Culpado por cinco anos de governação quimérica "socialista", apesar de algumas raras virtudes que Clara Ferreira Alves gosta de realçar, globalmente sacana com os mais fracos, quer subsidiando-lhes a preguiça e a anomia, criando dependentes económicos politicamente gratos, quer impondo um fisco abusivo aos que vivem do trabalho. Eles dizem que "tudo está bem" e que as notícias do endividamento não passam de "puro alarmismo". As notícias e os ventos internacionais demonstram que a situação do País é péssima e há algo que podendo ser feito não está a ser feito. No meio de tal procela de mentiras "socialistas", não há nem pode haver leme a que a fraca nau tuga obedeça. Torna-se difícil decidir sobre a vida. Sintetiza-o bem António Freitas Cruz, no JN: «... a Espanha arrancou para a recuperação à custa de medidas muito duras. Zapatero teve coragem e resignou-se, pelos vistos, a perder as próximas eleições. Sócrates nunca admitirá uma eventualidade dessas. Aliás, vive num mundo cor-de-rosa, onde tudo vai bem, a crise acabou e o que importa é inaugurar mesmo que ainda não tenha sido construído.»

VOTE NA MULHER PERA

sábado, setembro 25, 2010

ENGOLIR UM PÂNTANO DE SAPOS

MICAELA REIS

O ANTIDISCURSO

A ONU tem visto de tudo. A nobreza ideal originária degradou-se. De tempos a tempos, alberga abomináveis palhaços, criminosos que vão sujar aquele universal púlpito com jorros de sangue alheio e a lama de uma abominável irresponsabilidade. Ahmedinejad em tiradas demenciais. Chávez em momices supremas. Depois há anões deslumbrados consigo mesmos que, após longamente enganarem e oprimirem os próprios próprios povos ou por malícia ou por incompetência ou por puro desejo de Poder, dão-se ainda ao espectáculo de enganar o mundo inteiro com telepontos melífluos, poses seráficas e lindezas conceptuais. Discursar como Ghandi. Ser como Estaline. Balde de merda com eles e seria pouco. Por exemplo, o primado do direito, em Portugal, tem sido recentemente o poder político violentar e perseguir tudo o que é independente na denúncia do compadrio geral danoso da política e dos políticos. E tem sido intrusão na Justiça num crescendo de promíscuo abuso sobre os media. Lindo exemplo! Viram o "discurso"? Já podem vomitar.

SALAZAR, SOMBRA SOMBRIA

QUE VENHA O "FEMI"

PPC: OUTRO LÍDER MORTO

Passos Coelho está a ser assado pelo Governo. Na praça pública o verde líder está no ponto, a tostar lindamente, sob a dramatização manhosa da Crise pelo PS. No meio, há um País sodomizado como poucos países africanos ou da América Latina são literalmente sodomizados pelas suas "elites" depravadas, ávidas, imorais. Sócrates e Coelho. Dois líderes. O mesmo mal que se complementa, mas não se alterna. Um é politicamente ignóbil, humanamente rasca, mentalmente psicótico, egocêntrico, tirano: porque o é e todos consentem nisso sem se borrarem de vergonha. O outro é simplesmente ingénuo: decente, até nobre na linguagem política, pactuou de boa fé com o Mal, o puro Mal, sede de todos os vícios, residência de todas as gulas, o mau carácter de quem muitos não gostam de falar para se remeterem às ideias e assim julgar fugir de processos de intenção, quando um carácter desmesurado e maligno está completamente em causa. Coelho julgava levar a melhor de uma aliança maliciosa com um malicioso. Mais um líder a prazo no PSD. Este PS está habituado a encenações torpes. Faz-se de tudo, desde que as suas clientelas se conservem acima do interesse geral e a salvo da imagem negativa formulada a partir do exterior. Trinta e cinco anos depois, o vício é descomunal: clientelas vastas, parasitárias, incapazes de compaixão para com a gente comum comprimida de dificuldades. Incapazes sequer de perceber que País é este que estrangulam de austera tristeza por amor do seu estômago. O País do PS é um mundo à parte. Feliz. Comensal. Bojudo: nada falta aos seus. Os seus medram. Os seus vicejam. Os seus estão a salvo, menos Carrilho. Menos Henrique Neto. Menos certos socialistas decentes incapazes de se deixar licitar, depois espezinhados e menoscabados por causa da sua independência. Não importa se o PS governa bem ou mal. Importa destruir os líderes da oposição e durar. Abatê-los um após outro, com todas as armas do teatro vil. Com todos os recursos da comunicação mentirosa. Com todas as armadilhas da retórica.

ACREDITAR, DISSE ELE?

«Aquilo em que muitos portugueses não acreditam não é em Portugal (se bem que seria preciso que alguém explicasse o que é isso de acreditar num país – sobretudo num país que, historicamente, dá mostras de não saber governar-se). O que muitos portugueses já não conseguem acreditar é num Governo que, nos tempos que correm e depois da novela política dos PEC, não consegue estancar a despesa do Estado, alimenta o crescimento da dívida pública à média de 2,5 milhões de Euros por hora e que compra 2500 carros novos. Num governo que mantém mais de 600 fundações, alimentadas directamente pelo Orçamento. O que muitos portugueses já não acreditam é numa meta de 7,3% do deficite público para 2010, quando têm como Ministro das Finanças alguém que, no ano transacto, se “enganou” 5 vezes na previsão e execução orçamentais, entrando, provavelmente, para o “Guiness” por ter tido necessidade de rectificar o Orçamento, outras tantas vezes. Coisa bizarra de incapacidade de previsão, mesmo descontando o facto de ter sido um ano de eleições! O que começa a ser difícil de acreditar é que as coisas possam mudar rapidamente quando o próprio Presidente da República canta a cantiga da necessidade de se viabilizar, a todo o custo, o Orçamento 2011 – Orçamento esse que será preparado e apresentado pelo mesmo Governo e pelo mesmo Ministro das Finanças que faz do “engano” um estado de governação.»

PSICÓTICO DESGOVERNO

sexta-feira, setembro 24, 2010

NENA RISTIC

BOJUDO CIO & ARDOR ANAFADO

Em matéria de finanças e boa gestão, nada mais devastador que o Partido Socialista. Providencialmente, as crises internacionais sempre lhes bordejaram as legislaturas, a fim de revelar um bocadinho o que, de outro modo, ficaria inteiramente oculto. Basta a presente tonelagem e calado de Lellos nos Institutos Públicos. Basta a quantidade de gestores públicos Lellos, excedentários e incompetentes, embora politicamente em estado de Cio & Ardor, como o anafado e bojudo Lello, na RTPN. Lello é aqui mera metáfora de uma gulotonaria infinita a par de um gosto trauliteiro assinalável. Gente que nada sofreu até agora, enquanto que, no plano do sofrimento social geral, a procissão portuguesa ainda vai no adro. Politicamente é outra conversa. Ninguém bate o PS no plano da dramatização e da capitalização em seu benefício do favor geral: temos pena dos que choram. E os que choram, se não chorassem, não mamavam. Lágrimas de crocodilo, chantagem, vale tudo. Dir-se-ia que, para conservar poder e vícios nos aspectos supranomeados, vale a pena enforcar mais e mais os portugueses e fazer birra no segundo S. Carlos, o Parlamento: o poder pelo poder é mais doce, as suas benesses inefáveis. Do regougar socialista parlamentar de ontem, escreve João Miranda, resultam estas conclusões: «As contas de 2010 não estão controladas e o governo arrisca-se a falhar a meta do défice. Para atingir a meta do défice de 2011 é preciso aumentar os impostos outra vez. O Partido Socialista não sabe governar sem dinheiro. E precisa de muito dinheiro para governar. Qualquer corte significativo da despesa está fora de causa.» Não pode ser somente o Carlos Abreu Amorim a falar na Despesa que importa abater.

ILS SONT FOUS CES GAULOIS BIJOUX

quinta-feira, setembro 23, 2010

TUDO SOBRE CABRÕES

Não fosse a casta reles que se banqueteia em torno do grande socialismo-Ali-Babá e faz da política pela política a Cruz com que hoje se crucifica Portugal, estaríamos um pouco mais tranquilos como os espanhóis e o seu atempado sentido de Estado. Assim, não. O Governo teatralizará coisas sérias para que a discussão sobre o Orçamento de Salvação Nacional facilite o escondimento grotesco das suas responsabilidades. Roubar-nos o 13.º mês, coisa que virá, pode ser imputado a outrem. Com duas de letra, talvez se liquide Pedro Passos Coelho na sua intransigência negocial, posto a jeito, aliás, para suceder a MFL no cemitério de líderes do PSD. Perante um Governo de Ali Babás e Primadonnas, amante da tirania e disposto a tudo para se manter onde está graças a mentiras lenineanamente repetidas, há muito que não estamos no domínio da política, mas no da maldosa malignidade elevada ao extremo dentro de um puro tacticismo politiqueiro. Passos será triturado pela máquina comunicativa do Governo e isso é inteiramente merecido porque tanta ingenuidade é moléstia comparada com a manha mais deslavada e pútrida da trupe socratina. Cavaco, outro grande cúmplice de esta enorme podridão, assistirá a roubos fiscais sucessivos sobre as pessoas e não dirá uma palavra, deixando-nos entregues aos corruptos e desonestos políticos portugueses. Como não haveremos de clamar pelo FMI ou por alguém que nos poupe a humilhações e ataque o sórdido despesismo corrupto das fartas clientelas intocadas até agora?!

BERLUSCONIZADOS E MAL PAGOS

«De facto somos mesmo portugueses; modestos, periféricos, de rasgo pouco duradouro, de escândalo pequeno como a alcovitice nas aldeias. Até os líderes ridículos cá são mais pequeninos: a Itália, ainda assim, tem Berlusconi, as suas putas maiores e menores, o seu capachinho Gucci, os seus fatos de seda e de alpaca feitos por medida em Milão, os seus carros de luxo, as suas casas novas-riquíssimas, as suas estações de televisão, as suas emendas estratégicas e abertamente gangsters à lei, os seus guarda-costas, os cidadãos que lhe esfregam maquetes de catedrais no focinho, o seu sorriso de boneco-de-loja mas com o charme dos mafiosos etc.; e tudo num País fabuloso de história, cultura, arte, povo, tradição. Nós cá temos pinto-de-sousa: sabe-se onde roubou os seus milhõezitos e a quem em concreto (a nós); sabe-se que vive num prédio, que teve uma empresa de pneus com o doutor-dos-robalos e a velha edite. E que gosta de coisas com ecrans e duns fatitos de pronto-a-vestir com um largo emblema de fábrica, com umas asas. Pobreza.»

A OPRESSÃO TECNOLÓGICA

«A desautorização dos professores há muito que vem decapitando as escolas. Os melhores professores, aqueles que desprezam o eduquês e se regozijam com cada avanço dos alunos no sentido da liberdade que só a cultura confere, esses vão-se reformando em catadupas, ignorando penalizações monetárias. Preguiçosos? Corporativistas? Deles foi traçada essa imagem pelo miserável poder político e pela miserável imprensa que o promove.Vão ficando os jovens, assustados pela sua situação precária, os acomodados/serventuários do dito poder, transformados em "his master´s voice" e, como todos os capatazes, ainda mais agressivos do que a voz que os comanda. Restam os amargos, consumidos por um "supremíssimo, íssimo, cansaço".Depois do "Magalhães", é agora a altura de avançar em força para os "quadros interactivos" e foi já ordenado que TODOS os professores frequentem acções de formação nesse âmbito. Entretanto, eu, que de forma fundamentada sustento há décadas que a civilização da imagem tende a destruir a civilização do livro, gostaria de publicar uma lista exaustiva das obras literárias e dos autores que foram sendo retirados dos programas de Português.De Fernão Lopes a Mário de Sá-Carneiro, há de tudo... Penso que todos os professores que considero dignos desse nome ficarão gratos ao Professor Manuel Maria Carrilho pela clareza e frontalidade com que desmontou este tenebroso mito do "tecnológico". Há demissões que devem ser encaradas como honrarias e esta foi uma delas. E citando um comentador"mais não digo, que o nojo é muito".»

quarta-feira, setembro 22, 2010

SEREIAS DO DIABO

Sensível ao crescer de tom da lusa exasperação pelas contas decadentes da República Fraudulenta e ciente de que nos vendeu de peito feito um perfeito embuste nas últimas legislativas, o ex-Presidente da República e avô cantigas socialista-maçónico Mário Soares considerou hoje ser necessário que os dois principais líderes políticos portugueses, José Sócrates, o Tecnotirano, e Pedro Passos Coelho, o Grande Molusco, «cheguem a um entendimento». Já se percebeu o trágico desfecho dos cantos de sereia socratistas: descrédito, falsificação, sob o solene não tugir nem mugir de quem mama. Soares também poderia considerar que nos deveríamos suicidar colectivamente ou arranjar uma espécie de regicídio simbólico com infinita mais razão para sucedâneos simbólicos de regicídio, que daria no mesmo. Desaparecer. Sim, porque quando a soberania se degrada e desaparece na humilhação de legítimas exigências externas, nada se salva.

GAY BELICOSO E VIRIL?

A homossexualidade militar é um dado desde tempos imemoriais. O único problema é falar e assumir isso. Antes de uma batalha contra os Germanos, as legiões Romanas perderiam todo o moral se, no seu discurso motivacional de guerra, o General assumisse uma já consabida ou sobejamente conhecida virilidade invertida muito dele no plano pessoal e íntimo, passe o pleonasmo. No plano militar, há coisas que não encaixam lá muito bem: em militarês, "assumir" está a mais, minha querida e dulcíssima Isabel. Há derrotas piores, mesmo numa sociedade pudibunda como a norte-americana. Beijo.

DA LIBERTINAGEM MEDIÁTICA

A liberdade de expressão, nos países que a consentem, libertinou-se e todos corremos o risco de incorrer em ou ser vítimas de libertinagem comunicacional. Assistimos, a par de um ilimitado e bem democrático poder de disparatar, ao poder ilimitado de se ser ainda mais irrelevante por mais relevantes que sejam as nossas emissões de opinião ou constatações sobre a vida pública. Isso de um lado. Do outro lado, assiste-se ao maior descaramento possível do Poder Político e dos poderes que se lhe subordinam, entre os quais alguns media e a Justiça. No cerne de tanta libertinagem e relativismo, o referido descaramento tornou-se infinitamente maior: pense-se no significado de assessores íntimos do Executivo descerem ao registo agressivo e directo da bloga, excederem-se nele. Pense-se no uso cómico da arma YouTube. Não é preocupante que um menino de dez anos aprenda a esgrimi-la bem. Preocupa que ninguém queira saber o que fazem ou deixam de fazer putativos ou efectivos eleitos e responsáveis públicos que se passeiam ainda que nus na sua grunha incompetência ou malvadez política. Nada decorre das piores suspeitas. Não há consequências das notícias mais graves envolvendo abusos, influências abusivas, pressões indevidas por parte dos "actores" políticos, coisa por si mesma suficientemente grave e sintomática da putrefacção cívica que grassa em Portugal. A libertinagem mediática começa neles. Acaba neles num movimento cínico perpétuo. Pátria infeliz e mal servida, meu Deus!

LOREDANA CANNATA

A CÉSAR O QUE NÃO É DE CÉSAR

Que o poder socratista é à prova de demissões, é um facto asqueroso e indesmentível por mais podres que sejam os titulares. Tem particular piada quando César se empertiga contra Cavaco, o inócuo Cavaco. O pior é que, na hora H impoluta, não passa de mais um dos tais do sistema "socialista", esse que legisla em causa própria, preventivamente, para benefício não de uma minoria étnica, mas de uma minoria política solícita e tribal entre si e entre os seus na defesa de um Estado Social muito seu e para uso exclusivo deles. Para quem não seja adepto da indigência intelectual, tais coisas são duras. Tudo a propósito do que o i pôs na capa, no Sábado, gerou a costumada polémica estéril e inconsequente, sempre que envolve "socialistas", e Manuel Queiroz sintetiza assim: «A secretária regional do Trabalho dos Açores, Ana Paula Pereira Marques, mudou as regras de atribuição de bolsas de estudo de uma forma que, curiosamente, beneficiava o filho, que estuda para piloto-aviador em Évora. Carlos César chamou-lhe "uma não notícia" porque já antes esse curso era apoiado e permitiu-se até criticar a RTP e a RDP por terem falado no caso. Isto talvez nos relembre qualquer coisa insular que o PS costuma criticar... O anexo à portaria diz mesmo o seguinte: "Podem aderir ao presente regime complementar de bolsa de estudo os alunos residentes permanentes na Região Autónoma dos Açores que, independentemente dos seus recursos económicos, da idade e do ano que frequentem, façam prova de estar matriculados fora da Região Autónoma dos Açores num curso de formação profissional que satisfaça os requisitos fixados." É este Estado social magnífico e omnipotente que talvez tenhamos de defender com unhas e dentes  algo que se pode dar, sublinho, "independentemente dos seus recursos económicos, da idade e do ano que frequentam". Ou seja, mesmo quem tiver elevados rendimentos pode ter direito ao apoio do governo regional.»

ERENICE-CABEÇA-ERGUIDA

ALÇADA PARODIADA


Isto, sim, é ter toda a piada. Parabéns ao menino que está brilhante. Apenas dez anos. É por ele, pelos meninos brilhantes ou não tão brilhantes como ele, que todas as lutas e reivindicações valem a pena, especialmente a de mais dignidade para os portugueses sob um sufoco fiscal, continuamente esbulhados sem verem o fim ou os efeitos dos sacrifícios que lhes pede o Poder. É preciso refundar Portugal, inverter a pirâmide obscena de trinta anos de "perversão" da vida pública nacional: há que colocar em primeiro lugar os cidadãos que tudo merecem e qualquer coisa decidida deverá ser a bem deles e não das clientelas de corruptos e corruptores políticos. Aos serventuários da política e do poder pelo poder, nada. Sobre esses escreveu Manuel António Pina estas linhas luminosas, no JN: «A vida partidária tornou-se há muito a via privilegiada (até porque, em muitos casos, única) de ascenção social e económica de gente sem qualificações que a distingam senão a capacidade, altamente apreciada, para obedecer e balir sempre em consonância com o rebanho. A AR dá emprego a centenas de eunucos do género dos que, "em vénias malabares à luz do dia/ lambuzam de saliva os maiorais", e que, se alguma vez tiveram uma ideia própria, só a partilharam, como um pecado vergonhoso, com a família e amigos chegados. A carreira diplomática também. Como o cônsul em Bordéus caído em desgraça por ter salvo milhares de judeus das câmaras de gás nazis em desobediência às instruções de Salazar, Manuel Maria Carrilho, embaixador na UNESCO, caiu em desgraça quando, no ano passado, não votou (acordou com o ministro que o fizesse o número dois da missão) no censor egípcio Farouk Osni para o cargo de director-geral da organização. Agora deu uma entrevista ao "Expresso" onde fica à vista que (ó horror!) tem pensamento próprio, distinto da vulgata propagandística do PS. Ontem soube pela LUSA que foi demitido.».

NOS CORNOS DA CRISE

Embora compreensivelmente o papel do Governo seja garantir ter a situação orçamental sob controlo e que respeitará o limite do endividamento da República aprovado para este ano, esse papel está esgotado porque não é credível. Até Alegre desvia as atenções clamando contra aqueles que supostamente clamam pela intervenção urgente do FMI, não percebendo que não é preciso clamar. Basta atentar na realidade para vê-la como "incontornável". A Alemanha, por exemplo, não parece confiar na palavra do Governo português. Garante que o caminho que Portugal segue conduzi-lo-á à triste metamorfose numa nova e ainda mais triste Grécia. Não é só o Governo da  Alemanha a imiscuir-se com severidade sobre a pelintra e periférica republiqueta ocidental. Também o banco JP Morgan garante que a nossa consolidação orçamental está a ser muito «mais preocupante» que a grega. Não são somente os alemães nem somente o banco JP Morgan a desconfiar profundamente da credibilidade do Governo português. Por estranho que pareça, apesar de infindáveis notas de tranquilização governamentais, também a agência de notação Fitch garante que o facto de Portugal falhar a meta de um défice situado nos 7,3% para 2010 é coisa «insustentável» pelas consequências adicionais sobre os já insustentáveis custos de financiamento da "República". O Governo português está nos cornos da Crise. Mas não lhe pega onde dói e urge: o lado clientelar e político por onde o dinheiro público se escoa. O aluado providencial PM, essa donzela primadonna da política de pelica, manda, aliás, os seus serventuários súbditos tranquilizarem a ralé porreira, os porreiros mercados, o povo-pá porreiro. E continua a falar de computadores naquele  gesticular-pívia pomposa, feirante.

terça-feira, setembro 21, 2010

RETALIAR, EXILAR, DEMITIR

Não criticarás a Situação. Não te oporás àquele cuja grenha grisalha brilha acima de todas as calvas e grenhas de líderes europeus e, por que não?, mundiais, flutuando gracioso numa vaporosa aura de majestade indiscutível. Não escreverás livros a criticar o suprassumo das políticas e dos políticos: livro que seja livro, aliás, só existe O Menino de Ouro do PS. Não darás entrevistas, sobretudo se foste ex-ministro socialista e agora lanças dardos como um tal E Agora? Por uma nova República – cuja editora, a Sextante, depois culpe pela demissão-retaliação de que obviamente foste alvo o Chefe Supremo de um País loucamente endividado e num ainda mais insano défice: «Manuel Maria Carrilho acaba de ser demitido das suas funções devido à publicação do livro»Não darás entrevistas ao Expresso a propósito do teu livro em que criticas projectos como o dos computadores Magalhães e o Programa Novas Oportunidades. Capisci?

segunda-feira, setembro 20, 2010

SARA TOMMASI

HUMILHAÇÃO

Caminhamos a passos de gigante, dependurados embora ao pescoço optimista do PM, para um destino tão humilhante como o grego, tão nitidamente desprestigiante e degradante como o de uma republiqueta rapace, ridícula, caquética, sem rei nem roque. Com todos os vícios da aristocracia estomacal dos seus grandes reformados principescamente: o défice do Subsector Estado aumentou 445 milhões entre Janeiro e Agosto de 2010, face ao período homólogo de 2009, e regista agora um valor de 9 190 milhões de euros. Em Roda Livre! A cada dia, há todas as razões e mais algumas para rasurar esta República da Treta, refrescar da base ao topo um Regime Podre, Falhado a começar pelos políticos de polichinelo e a acabar nos cidadãos que medram entre esquemas subsidiários e escarros ao contribuinte. Mas, calma, dizem-nos da parte do Governo-Estado-PS que está tudo sob controlo e dentro do previsto, por mais chocante que seja. Os "socialistas", que beneficiam de toda a espécie de benevolência insciente das ignaras gentes, têm agora o dever patriótico de escaqueirar isto sozinhos: já que começaram, terminem o serviço.

BENTO XVI, UM SERENO TRIUNFO

«A visita do Papa ao Reino Unido foi um dos temas grandes da semana passada. A primeira visita de Estado de um Papa a um país que até há pouco tinha um primeiro-ministro  Tony Blair  que se converteu ao catolicismo após deixar as funções governativas. No país de Richard Dawkins, que continua a fazer livros e doutrina pelo ateísmo  alguma até com muita graça e inteligência, outra absolutamente chocarreira , a visita de Bento XVI, o Papa que procura ligar Razão e Fé, foi marcada por manifestações contra e a favor, mas teve indiscutivelmente uma boa aceitação. Depois de um período em que se discutiu se o Estado, em que a Rainha é a chefe da Igreja de Inglaterra, devia pagar os custos da visita, no final o "Papa Rottweiler" tornou-se o "avô santo", como lhe chamava ontem o "Sunday Times". Apesar de tudo, Bento VVI vai passando uma mensagem de simpatia. Algo que não esperariam muitos há cinco anos, quando foi entronizado como sucessor de Pedro.»

CARRILHO E O COISO

O pessoalzinho afadigado no coiso do Governo-PS, o Corporações, não perde tempo: Carrilho, como muitos socialistas com um palmo de testa, obviamente dissidente do culto da personalidadezinha bacoca em funções de PM, foi demitido do seu cargo da UNESCO. Porquê? Francisco José Viegas  e João Villalobos fazem eco de um comunicado da editora Sextante: «Manuel Maria Carrilho acaba de ser demitido das suas funções como Embaixador de Portugal na UNESCO, devido à publicação do livro E Agora? Por uma nova República, que a Sextante Editora acaba de publicar». É uma explicação plausível. Mas os corporativos doem-se dela. E arranjam uma explicação enraivecida, coitados. Não é necessário esgrimir aritmética e cronologia para sabermos quem é que o Primadonna elimina, subtrai ou exila de funções. E fazem muito bem. Mesmo que a notícia da saída de Carrilho da UNESCO já fosse "conhecidadesde a Primavera nem por isso a coisa cheira menos mal, dado o prestígio e a densidade de pensamento do homem por contraste com o lixo manipulador e desonesto que desgraça Portugal.

PELAS GRANDES OBRAS PÚBLICAS

Há que dizê-lo com frontalidade: quanto receberam por abaixo-assinado esses que há um ano, antes das últimas legislativas imorais e fraudulentas, exigiam grandes obras públicas e causticavam "a velha" e o discurso da "velha"? O descalabro presente não lhes contunde a consciência? E a asfixia económica que vivemos não lhes pesa? E a secura da Banca nacional, que dá sinais de estertor, não lhes recorda nada, alguma responsabilidade? Por que treme, por que se assusta Mário Soares, aflito com a necessidade de cortes e dando nisso, à redução vaga, sempre vaga, da Despesa, razão a Passos Coelho, se a não pôde ou não quis dar a MFL, preferindo colar-se ciosamente ao Pantomineiro Supremo, na campanha para isto? Não borrará Passos a cara de esterco se se vir obrigado a adoptar só agora, ipsis verbis, o discurso pré-eleitoral de MFL?! Agora que tudo colapsa, e colapsa de modo feio porque não mais é possível esconder a mais deslavada incapacidade, agora que não há dinheiro absolutamente nenhum para vícios e a tendência é ir buscar ao resto do País as migalhas europeias que, de direito, lhe fariam falta, apenas para que Lisboa cumpra com o mínimo dos seus viciosos e adúlteros compromissos, está na hora de encher a prisão com essa nata de mentirosos que soterraram Portugal a cada manifesto da treta, a cada abaixo-assinado de encher. Faz por estes dias um ano. Inglorious bastards!

COMENTÁRIO DO SÉCULO

«A independência de espírito é uma coisa difícil de obter; e de suportar também. Toda a gente quer  num determinado momento da vida  qualquer espécia de "independência". Primeiro é preciso saber que "espécie" se deseja de facto; e porquê. Ela é desejada porque (os jovens assim julgam pensando só no dinheiro) traz liberdade. Nada mais falso. A independência é um sítio a que se chega e que se conquista. E nenhum percurso é repetível para lá chegar; não há receita. Ela é um resultado. A liberdade é uma ferramenta; apenas uma das várias usadas para chegar à independência. O arriscado ou desagradável pode justamente estar em usar essa liberdade. Em literatura, em política, na moral, na fé, em música, em engenharia, em arquitectura, em economia e finança, nos negócios, no artesanato de potes; o grande perigo e o grande risco é usar a liberdade que nos torna sós imediatamente, e que nos torna suspeitos à maioria (sempre tão segura dos seus erros e confortável em padrões conhecidos). Suportar essa pressão constante e essa hostilidade que nos rejeita não é para todos. Os que "conseguem" viver assim, tornam-se independentes  o que não é o mesmo que bem-sucedido. Trabalhar para os políticos (o estado...), depender dos políticos e "do que vão dizer de nós" tolhe qualquer um. Em Portugal quase não existem eleitores (cidadãos) independentes; todos votam a pensar no seu frigorífico e no filho, que é estúpido e preguiçoso; e na mulher, que é secretária do sr. dr. do PS, ou do PSD, ou da autarquia, ou da empresa que recebe encomenda do estado. O resultado está à vista. A independência é um perigo incontornável e uma existência incerta e incómoda. As elites fazem-se a si próprias e a pulso, enfrentando com mérito tudo e todos com obstinação; e não com lâmpadas de aviário sobre a cabeça tranquila.» Comentário transcrito, o singelo post comentado foi este.

domingo, setembro 19, 2010

ORÇAMENTO PARA LILLIPUT

Quem me dera que o meu colega Manuel não estivesse a brincar, já que todos os demais, com enormes responsabilidades do estado para que isto resvala, estão certamente a brincar connosco: «Em rigoroso exclusivo o 2711 antecipa as linhas gerais do Orçamento de Estado. Na proposta do governo privilegia-se o corte das despesas em detrimento da receita fiscal que passa a ser mais selectiva. Assim, temos cortes de 25% na despesa corrente dos ministérios, Assembleia da República e Presidência da República e Banco de Portugal. O fim dos governos civis, Ministros da República e outros cargos inúteis. O limite de mil e quinhentos centímetros cúbicos para as viaturas atribuídas aos directores gerais da administração pública e cargos de estrutura no sector empresarial do estado. 25% dos prémios de gestão passam a ser pagos em títulos da dívida pública, e a partir de um milhão de euros, esse valor, passa para 50%. As reformas extraordinárias dos titulares de cargos públicos e Banco de Portugal, só podem ser recebidas a partir dos 65 anos de idade. Do lado da receita, os ordenados dos escalões mais elevados do IRS passam a ter uma percentagem paga em títulos da divida pública e os encargos com as viaturas atribuídas para uso exclusivo (amortizações ou leasings) passam a contar para o IRS numa taxa de 12% para viaturas acima dos mil e quinhentos centímetros cúbicos e 25% para viaturas acima dos dois mil e quinhentos centímetros cúbicos. Bem, na realidade estava só a brincar. Basicamente o que vai ser feito são cortes na saúde, educação e assistência social e no lado da receita um aumento dos impostos sobre a classe média.»

STULTIFERA NAVIS

Eis uma resenha assustadora de um País assustador, por Vasco Pulido Valente, Público: «O país vai cada vez mais depressa a caminho de um desastre. Mas vai sem a identificação dos culpados. Tudo se passa como se o destino nos levasse para o fundo contra a vontade de toda a gente. O que não é manifestamente verdade. A lista dos loucos da semana  e só desta semana  chega para mostrar a nossa complacência com a irresponsabilidade, o erro e o delírio. José Sócrates  A dívida pública aumentou 14,2 mil milhões de euros do princípio de Janeiro ao fim de Agosto. A dívida directa líquida do Estado está hoje em 147 mil milhões de euros, 90 por cento do PIB (quando devia ser no máximo de 60 por cento). O défice excedeu no segundo trimestre em 6,2 por cento o défice do ano passado e o volume previsto no Orçamento (quando devia diminuir). Os peritos falam em recessão e numa intervenção iminente do Fundo Monetário Internacional. Angela Merkel prometeu sanções. O sr. primeiro-ministro (onde foram descobrir este homem?) mandou um secretário de Estado garantir à populaça que as coisas correm lindamente. E anda, entretanto, em campanha eleitoral, como campeão do "Estado social", para que não tem, ou terá, dinheiro. Pedro Passos Coelho  A Constituição da República, por obra da esquerda (sempre lúcida) e em particular por obra do ilustríssimo dr. Cunhal, é programática e deve ser revista. Acontece que a revisão não é uma prioridade, excepto para o sr. Pedro Passos Coelho, que não consegue perceber a evidência, mesmo se tropeça nela. Desviar Portugal para uma questão neste momento frívola e teórica (e descer nas sondagens) não o incomoda. Consta que o eng. Ângelo Correia (onde foram descobrir este homem?) o aconselha e o aprova. Alegremente, o suicídio do PSD continua. Ribeiro e Castro  Quem convenceu esta soturna mediocridade que alguém o queria para Presidente? Se por acaso, num espasmo de loucura, a que frequentemente é sujeito, Portugal lhe desse meia dúzia de votos, dividindo a direita, metade da população fugia a nado para Marrocos. Não se compreende como Paulo Portas não lhe aplicou ainda uma urgente e necessária martelada. Deputados do PS, PSD e CDS  Anteontem, os deputados do PS, do PSD e do CDS recusaram condenar Sarkozy pela expulsão dos ciganos. Não vale a pena comentar. A Assembleia da República é hoje o centro da desvergonha nacional. Merecia que a deportassem para a Bulgária.»

ALMA FRÍGIDA GENTIL

Que te partiste em dois ou três bocados de fromage, no Casa Nostra... Às vezes o pessoalzinho jugular, gente de uma certa Esquerda eticamente dissoluta e estomacalmente gourmetposta por postar sobre o que não sabe nem vive para assim pactuar com uma atitude geral secular que começa por ridicularizar a Igreja, Papa, padres, freiras, para ir ter ao Nada nesse mesmo sinal de rebeldia com vista a tudo desmistificar, o sagrado, a autoridade, e fazê-lo rindo amarela e convulsivamente, como os ratos gangsters de Roger Rabit  até à morte. A Arte passa por vezes por aí, mas não pode ficar aí porque tais são linhas de conduta inconsequentes, desestruturadas, desesperadas. Basta ver a chuva de insultos sempre que se versa benevolamente por aqui e por ali sobre Joseph Ratzinger e a Igreja: o que é que essa raiva reactiva constrói? Lá porque putos se aliam a grupos fundamentalistas na rasura de Algo que não conhecem e por isso mesmo não amam, pura e simplesmente, f., há conversas que não poderemos ter enquanto, espiritualmente frígida, te resignares a lugares-comuns.