sexta-feira, dezembro 31, 2010

DESFAZER O MITO

Avaliar é dizer a verdade olhos nos olhos. Sócrates habituou-se a dizer a mentira olhos nos olhos. Nisso é bastante convincente, audaz, e até inovador com a prótese do Teleponto a ajudar.

UM PENSAMENTO AUSPICIOSO

«Os pobres portugueses de 2011 vão comer restos de restaurantes, decorados com um doutoramento. Como os bacharéis do século XIX. O progresso é óbvio.» VPV

DO ISLÃO CRISTIANICIDA

Vale bem a pena ler e reler o quanto Rui Hebron, Jorge Costa, Nuno Gouveia e José Manuel Fernandes coincidem ao coligir factos e reflectir sobre a matança sistemática de cristãos, a intolerância intrínseca contra cristãos, a perseguição e a restrição violenta das liberdades dos cristãos operadas por um certo Islão planetariamente expansionista e civilizacionalmente exclusivista. Tal como o Nazismo e o Comunismo, um Islamismo sob esta forma rude e reles de pretensa religião hegemónica disseminada pela desproporção demográfica e pelo terror orgânico e organizado, não pela persuasão civilizada, tem de ser afrontada por todos os meios. Escrevendo. Denunciando. Procriando responsavelmente. Não vão faltando razões para olhar Israel cada vez mais com os olhos da compreensão que nos merece. A alternativa é o gradual afundamento europeu e ocidental na ditadura de uma unidade castrada e submissa no seu ultra-integrismo. Não acredito nesse Islão ensanguentado que envergonha a Humanidade.

UM ERÓTICO-SECADOR CHAMADO LISBOA

«Efectivamente a gaja é muito boa. É mesmo doente-de-boa. Nesta província, que é Lisboa, até as 'imigrantes' e as 'turistas' (de variadíssimas proveniências) — mal desembarcadas dos Boeings e dos Airbuses — ganham subitamente pudores e são atacadas de modéstias perturbadoras, que as levam a puxar constantemente as saias para os joelhos (esse tesouro anatómico feminino). Não adianta se de onde vieram — seja Sergipe, Ancara, o Bósforo, o Volga, Karachi ou Buenos-Aires — estavam cheias de erotismo e lascívia selvagem: Lisboa seca tudo; e não pode ser culpada a já enfraquecida e muito esbandalhada Igreja Católica. Trata-se mesmo do ar, da água ou de algum misterioso miasma. Tal como o patriotismo, a honestidade e a competência: aqui não vingam. Por cá, as divas erótico-sexuais estão todas caídas entre Kátia Aveiro e Rita Pereira, as preferências oscilantes de cabos-de-infantaria e pseudo-gestores bensocas de cabelo azeitado. Deus nos ilumine. Bom ano de 2011 para os meus amigos.» BI

ESTÓNIA NO TITUBEANTE EUROCLUBE

Em que é que os estónios estavam com a cabeça? Segundo o The Telegraph, andam felicíssimos com a ideia de integrar a EuroZona e mesmo o José Manuel Durão Barroso diz o contrário do que lhe vai obrigatoriamente na mente, lá mais para o fim da citação: «The Baltic country becomes the 17th member of the euro and the first from the former Soviet Union. Some 85m euro coins featuring a map of Estonia and 12m banknotes have gone into circulation, starting a two-week phase out of the national currency, the kroon. [...] Estonia was due last night to celebrate the occasion with fireworks and a gala concert featuring the music of George Gershwin. In the first minutes of the new year, Andrus Ansip, the prime minister, was scheduled to withdraw some euro notes from a bank machine installed for the occasion in front of the opera house in Tallinn, the capital. José Manuel Barroso, the president of the European Commission, welcomed the country of 1.3 million to the eurozone, saying: "Estonia's entry means that over 330 million Europeans now carry euro notes and coins in their pockets. "It is a strong signal of the attraction and stability that the euro brings to member states of the European Union."» The Telegraph

ALDRABAR NÃO COMPENSA

Acho triste que muitos dos apressados abençoadores do último relatório PISA, incluindo ex-ministros, não tivessem preferencialmente optado por um silêncio prudente para não caírem no ridículo. O Carlos Botelho, tal como eu, não perdoa: «Se o primeiro-ministro Sócrates (e a tropa que o acolita) não tivesse feito um aproveitamento demagógico/aldrabado do último relatório PISA (enfim, o homem não consegue escapar à sua identidade), não haveria lugar a fazer comparações, agora, entre esse e o dos Testes Intermédios (3.º Ciclo e Secundário) de 2010. A comparação é desajustada, porque os dois relatórios tratam, em grande medida, de objectos diversos? É verdade, num sentido. Mas acontece que a inevitável comparação não é feita sobre aspectos neutralmente "técnicos" - é feita sobre um objecto já inquinado por Sócrates: como não podia deixar de ser tratando-se da personagem em causa, o Relatório PISA foi transformado num objecto de propaganda política - e da mais rasteira e grosseira que se possa conceber.» Carlos Botelho

O ÊXODO DECIFRADO IV

RAPOSO E O CRONOS CONOTADO

ABT - 6
Fica-se exultante quando, desconfiadamente, se vai ler o voluntarioso Henrique Raposo e, em vez do fervor liberalóide fuzilador e taliban, com o que se depara cá o blogger PALAVROSSAVRVS é com comentário literário sob a forma tentada. Sobre Rentes de Carvalho. Escritor que o Henrique 'descobriu' e deseja dar-nos a encontrar, encantado que está. Muito bem. Chama-lhe 'profeta'. Rentes, um homem dos mil ofícios também da minha Vila Nova de Gaia, antes da longa aventura holandesa, vale bem a pena, é verdade. Que tal uma referência à página pessoal e outra ao blogue do José Rentes de Carvalho? Não lhe ocorreu. Porém, lida a resenha do Raposo, com um pequeno sorriso pelo pequeno prazer possível, na verdade o que se salva, e a nado como Os Lusíadas, é a seguinte feliz citação raposina, onde a compaixão pela suposta infelicidade sexual dos portugueses do interior, em Rentes e em Raposo, me comove até às lágrimas: «... na televisão (holandesa) um longo programa sobre orgasmos, técnicas de coito, aberrações, confissões (...) os presentes a discutir com a desinibição que se tornou costumeira (...) recordo como quando me encontro na aldeia se me tornam sensíveis os profundos tabus que lá continuam a envolver a sexualidade. É como se ela não existisse, ao mesmo tempo que as pessoas recebem através da televisão um bombardeio de erotismo. E pergunto-me como deve ser melancólica e frustrante a vivência sexual da minha gente, que por um lado vê a liberdade, mas por outro continua presa a formidáveis cadeias.» in Tempo Contado via Henrique Raposo

quinta-feira, dezembro 30, 2010

ROTUNDO FIASCO? ROTUNDO VIDENTE!

Com tanta lucidez por centímetro cúbico, não sei por que MST se arvora em vidente e, pior, em fatalista do Sistema, sem poder antecipar o grau de penetração ou subscrição do candidato em muitos e muitos cidadãos e maximizando o miserável efeito dos tristes debates, ao escrever isto: «Fernando Nobre é das primeiras experiências mais a sério de concorrência entre um candidato civil e os candidatos profissionais — e o primeiro rotundo fiasco da experiência. Mal rodeado, mal aconselhado, Nobre provou que um homem bom não faz um bom candidato e um homem sério não faz um sério candidato. Uma coisa é vir de fora da política, coisa que o "povo" tanto reclama; outra coisa é a total impreparação política, coisa que nem o "povo" aguenta. Afinal de contas, só Cavaco Silva é que se atreve a insinuar que o cargo de Presidente da República não é um cargo político. Mas ele mostrou, no debate/massacre com Nobre que, pelo menos e como lhe compete, conhece os poderes do Presidente e como funciona o sistema constitucional.» MST

O ÊXODO DECIFRADO III

SENTIDO CÍTRICO

Que País seria o nosso se se votasse com sentido cívico, construtivo, faro para os melhores, mais éticos, mais empreendedores?! Mas não. Vota-se com sentido cítrico. Vota-se por clubite na punhada rosa. E tudo isso transposto para as presidenciais já se sabe no que dará. Já deveríamos saber melhor.

BRANCA DE ESPERMA

É que tudo, mas mesmo quase tudo, pode acontecer.

O ÊXODO DECIFRADO II

INVERTEBRADA OPINIÃO DE SILICONE

Os opinadores em questão são baços, inócuos, ambíguos, duplipensantes, inertes e por isso irritam sobremaneira pessoas como eu ou como o Paulo: «Em tempos, Madrinha sentiu-se muito ofendido quando lhe chamaram a atenção para o facto de ter opinado sobre questões educativas, defendendo os interesses dos então professores-titulares, sendo casado com uma professora-titular. Não viu qualquer problema nisso e e atacou quem lhe chamou a atenção, considerando ser uma espécie de caça às bruxas. Quanto a Adão e Silva não me lembro de nada de relevante que tenha opinado sobre o assunto, porque raramente escreve algo que desperte interesse no areal desértico dos apologistas do Governo. Antes ler o Câmara Corporativa, que é mais claro ao que anda e menos sofisticado.» Paulo Guinote

BRASIL 121?

O preconceito republicano está vivo, apesar de ser impossível provar, à luz dos conhecimentos actuais, que o que é republicano é bom. O preconceito da superioridade regimental da república, porém, está vivo. Não faltam repúblicas infelizes, como a Portuguesa, mas o preconceitozinho, esse está vivinho, devidamente subsidiado, cá e lá. Mas terá ele algum sentido? Acho que não! «Poder-se-ia esperar que o maior país latino-americano também estaria perto de festejar seus dois primeiros séculos de vida republicana, mas o Brasil apenas se tornou república em 15 de novembro de 1889.» Isaac Bigio

O INFINITAMENTE IMPOSSÍVEL

Uma vida inteira a esconder e a disfarçar podridão, comprometimento, malícia, corrupção, venalidade, é absolutamente incompatível com gestos abnegados, de liminar decência ou absoluta transparência. Ele nunca beberia este cálice: «Se José Sócrates quisesse acabar com a novela da sucata, e não tivesse nada a esconder, poderia ele próprio divulgar as suas conversas com Armando Vara. Ganhava credibilidade e respeito e reforçava a tese de que é vítima de cabalas político-judiciais.» Carlos Ferreira Madeira

TARTUFO SOLIPSISTA 1 — TROLHA LITERÁRIO 0

O melhor da vida? Além das crianças, como diz Pessoa, bloggers a mimosearem-se com requintes de vocabulário e literatura. É suculento que paixões, verve autojustificativa, golpes baixos, ganchos traiçoeiros, corram sem peias, sem a mariquice das intimações repressoras. Nós somos nós com os nossos ódios, as nossas zangas, as nossas aversões, na pureza de as dizer e as sentir. Um povo de impostores e hipócritas tem mais é que condensar pérolas como estas: «É natural e não me custa reconhecer que devo a cortesia de uma explicação a quem vem aqui ler-me. O que não inclui, evidentemente, o João Gonçalves, um tartufo solipsista que tem de destilar todos os dias o seu ódio a alguém para se sentir vivo.» vs. «Ignorava que O Cachimbo de Magritte acolitava pulhas. [...] Já há uns tempos o referido pulha tinha revelado a sua exaltada ignorância ao sugerir o meu quase "fascismo" por apreciar Ezra Pound. Como disse na altura, tratava-se de um trolha literário.» Eu, se fosse a tomar partido, preferiria de longe o tartufo solipsista ao pulha trolha literário. Simpatias e gostos não se discutem. Não há nada a fazer. Porque só recebi coices e olímpicos desprezos do pulha trolha literário, naturalmente que daqui vai um grande abraço ao meu amigo tartufo solipsista João Gonçalves!

ALEGRE OU CAVACO? VOTAR É NOBRE!

O debate aberto ontem, pelas 20h30m, entre Cavaco e Alegre não me suscitou particular interesse. Sabia que, pelo Twitter, acompanharia o que tivesse de acompanhar, tendo a RTP1 vagamente como ruído de fundo. Mais tarde, faria uma revisitação à coisa, muito por alto, através da SIC-N. Pois bem, o re-candidato reelegível Cavaco mostra-se infinitamente profissional nestas coisas, fundamenta-se muito bem: a gestão governamental do dossiê BPN tem sido displicente, inepta e arrastada na proporção da abundância de casos a envolver o Primadonna. Nada como ter a podridão do BPN por arma de enlamear e conspurcar o PSD/Cavaco em retaliação pela longa lista de nojos socratinos foçados pela imprensa. Cavaco parece determinadíssimo em reeleger-se: fresco como uma alface, remoçado, remete os oponentes para as suas imensas páginas na Internet. Sigh! Zero. Alegre há muito que se neutralizou até ao limite do inofensivo. Zero. Um e outro sob esta exposição proporcionada pela disputa presidencial estarão sempre em perda porque um e outro calaram de mais ou imobilizaram-se de mais perante a péssima Governação na execução orçamental, impotente a federar os cidadãos, daninha porque sem frugalidade e auto-exigência no exercício de funções. Havia uma marcação cerrada a fazer a um Governo que não deu o exemplo, não apontou uma linha de rumo sério de saída para a Crise, dada a sofreguidão exclusiva pela manutenção do Poder a todo o transe e a trabalheira na sufocação manhosa dos negros casos do PM, Face Oculta incluída. O País perde com um pessoal político demasiado mesquinho, dedicado à fachada e a si mesmo, ultramentiroso, com um olho cavo nas sondagens e outro, o do cu, ocupado nos largos lixos deixados para trás. Votar massivamente em Nobre será a nossa última oportunidade cívica para higienizar a vida pública nacional para além do velho e rançoso sistema corporizado por Alegre e por Cavaco, faces da mesma indiscutível má moeda. Votar é Nobre!

O ÊXODO DECIFRADO I

E AGORA LULA MAIS A FRIO

LULA — A TEORIA DO GOSTOSO

Como eu o compreendo! Lula bem pode ufanar-se de ter sido o que foi enquanto presidente do Brasil. «That's my man!»  exclamou Obama um dia, coisa que foi lida como lisonjeiro elogio sincero tendo em conta o caloroso humanismo daquele. A Europa está completamente desprovida de ideias e não tem senão uma pálida concepção do que seja Uma Saída Clara da Crise a não ser castigar fracos e pobres e esperar que passe. Uma vergonha! Não há um só líder europeu que suscite o respeito de oitenta por cento dos seus concidadãos, como acontece com Lula, tirando por ventura as casas reais nórdicas, cujos Governos há muito que actuam tendo por escopo o efectivo e comprovável Bem Comum, lição que ainda não chegou a Portugal. Mas regressemos a Lula e ao que disse ontem, na Bahia: «Foi gostoso passar pela Presidência da República e terminar o mandato vendo os Estados Unidos em crise, vendo a Europa em crise, vendo o Japão em crise, quando eles sabiam tudo para resolver os problemas da crise brasileira, da crise da Bolívia, da crise da Rússia, da crise do México.» Hence I  rest my case!

quarta-feira, dezembro 29, 2010

O ESTADO ANIMAL

«Ora, foi ali estabelecido que, por exemplo, uma urgência polivalente custa ao utente 9,60€. Significa isto que um desempregado ou um pensionista, com o tal rendimento de 490€ mensais, se tiver que recorrer a uma urgência duas vezes num mês, gastará perto de 20€. Isto é, quase 5% do seu rendimento mensal.» Rui Rocha

BAFORADAS MARICONERAS

«Em vez do homem médio da unha grande do dedo mindinho, da mariconera, do palito depois do almoço, das baforadas no meio das refeições, apreciador de galheteiros de azeite esconso e de vinhos competentemente martelados, a ASAE prometia o paraíso, multando, encerrando e expondo ao opróbrio público a malícia e o "risco" de um pratinho mal lavado, de uma ginja tragada em copos cambados, de um avental com nódoas de gordura, a frequência de tascas de reputação duvidosa e de restaurantes assemelháveis a prostíbulos.» JG

NÃO HÁ PROBLEMA

O PAPÁ PS

Umas das instituições mais eloquentes da vida pública portuguesa é o Tribunal de Contas. Eloquente mas inconsequente. Mais uma a pregar no deserto da Ética. Por mero acaso encontrou motivos para a demissão dos gestores da CP, da REFER ou do Metro. Porquê? Por violação da lei, uma vez que colocaram o dinheiro na banca comercial em vez de no Tesouro. O Estado-PS, porém, nunca demite ninguém. Os seus gestores, os seus Vara, os seus Rui Pedro Soares estão e estarão sempre a salvo. Ninguém se importa. Ninguém se choca. Ninguém protesta. E mesmo que se importem, choquem, protestem, se importem, o tempo passa, tudo passa, tudo se esquece. Os socialistas têm uma reserva ilimitada de água do rio Letes. Mais a mais trata-se do precioso pessoal político do PS. Tem inteira e absoluta imunidade por inerência. Essa aristocracia da transgressão de tantos filhos do PS enche-nos de nojo: não se percebe como é que um povo inteiro se demite de protestar, que transija com isso e já não transija com clamorosas injustiças ou certos protestos a medo. Há sempre papá para eles, os meninos da política colocados a mamar estrategicamente, financiadores afinal dos partidos de poder e base de todos os apoios, estes gestores. Até quando suportarás, pachorrento leitor, o Papá PS, esse estado dentro do Estado, essa moralidade à parte no concerto das instituições?!

LULA! BRASIL, TERRA DO AFECTO

Por que motivo a esmagadora maioria dos brasileiros adora Lula? À parte os seus defeitos e o levantamento biográfico das suas falhas, com a devida exposição pública, assim como as do seu partido hegemónico PT, o facto é que Lula é amado pelo seu Povo e isso de ser amado conta para a política como o pão pesa na alimentação e encarece em Portugal. Os pobres são generosos e têm memória. Recompensam com amor quem pensou e actuou em seu favor. Um Rei não seria senão o que Lula representa e construiu: um representante passível de ser amado pelo seu Povo. Nós detestamos sinceramente Sócrates, lamentamos a fragilidade e incapacidade para o conflito clarificador que Cavaco evidencia e sabemos que não amamos nenhum deles. Fernando Nobre, pelo contrário, já tem algo que concita afectos e um intenso respeito. O que é, então? É a generosidade. É a vontade de amar e pensar de um modo zeloso e intenso num Povo inteiro, a começar pelos seus meios de subsistência e pelo que tem a dizer. Em Cavaco e em Sócrates vemos apenas representantes de uma elite instalada que verdadeiramente se está a borrifar para o grosso dos portugueses por mais que venham estrategicamente lacrimejar o contrário. Mas regressemos a Lula. É a segunda vez, que me lembre, que Lula chora em público. Como um menino. A figura bem prosaica, grávida, humana, patética. Chamem-lhe o que quiserem, este homem sente amor pelo seu Povo e pelo seu cargo pela primeira razão. Ao ser homenageado na noite desta terça-feira em Pernambuco, estado onde nasceu, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de mais uma despedida do cargo e afirmou que continuará ajudando a «resolver os problemas do Brasil». Outros fazem questão de agravar os nossos problemas pela determinação em continuar a fazer a mesma merda discricionária, merda favoritista, merda controleira dos media, merda mancomunada com a Banca. Não teremos direito a melhor que isto?

terça-feira, dezembro 28, 2010

MENTIRA MILHÕES DE VEZES REPETIDA

«Se uma mentira repetida mil vezes se transforma em verdade, também uma verdade ignorada repetida mil vezes se transforma em verdade consensual. Portanto, e uma vez mais: o Ocidente está a ser asfixiado pelas políticas socialistas de desenvolvimento e recuperação económicos baseadas no endividamento e investimento públicos. Os beneficiários desta tragédia (todas as tragédias beneficiam alguém) são os políticos socialistas e os seus parceiros preferenciais, os banqueiros. Por motivos óbvios, os banqueiros sobreviverão aos políticos socialistas, daí que os políticos socialistas procurem emprego junto dos banqueiros.» R. Rodrigues

ENSITEL VS. JONASNUTS

Um belíssimo post do Aventar, pelo Jorge Feliscorno, sobre o caso Ensitel vs. Jonasnuts. Brilhante porque faz o ponto da situação de este braço de ferro entre a liberdade e a cidadania dos blogues e páginas sociais face a alguns poderes, pardos ou explícitos, tantas vezes rudes com indivíduos, tantas vezes escassamente legitimados, aos quais custa que nos mobilizemos, nos insurjamos, denunciemos, protestemos, fazendo da nossa opinião descomprometida o derradeiro camartelo contra abusos habituais e habituais impunidades. É pena que este levantamento seja ainda residual e excepção. As coisas iriam melhor com outros conflitos assim clarificadores.

VERGONHOSO, CASTRADOR, PIDESCO

Vale a pena ler com atenção esta saga: a falta de humildade, a sanha persecutória de uma empresa manifestamente mal comportada: «Parece que a Ensitel não gosta mesmo nada dos posts que aqui escrevi sobre a minha experiência enquanto cliente deles, e acha que eu não tenho o direito de partilhar, neste meu espaço, aquilo que penso e sinto acerca da empresa. Posto isto, os senhores, em vez de me telefonarem e perguntarem como é que poderiam resolver o problema, decidiram que era mais eficaz pedirem aos advogados que os representam que me escrevessem, intimando-me a apagar os posts em causa. Não pediram direito de resposta, não perguntaram como é que poderiam resolver o problema, não quiseram, sequer, saber, porque razão é que eu estava chateada com eles, não, decidiram que o que queriam era que eu apagasse os posts. Não apaguei.» Jonasnuts

MAGNIFICENT — U2

IRRESPIRABILIDADE DEMOCRÁTICA

Lamento imenso, mas a tragédia portuguesa tem uma causa e uma raiz que não se diluem facilmente nas nossas responsabilidades enquanto Povo. Não. Sócrates é o problema grave de Portugal. A sua determinação um sinal maligno. Vemos na História dos homens personagens determinados para mal de todos. Na verdade, a humanidade sofreu imenso para nada por causa da determinação de perfeitos filhos da puta. Por exemplo, o marfinês Laurent Gbagbo, mesmo perdendo as últimas eleições, está determinado a permanecer no cargo que ocupava. Dispensávamos perfeitamente esse tipo de determinação. Mesmo execrado, mesmo ostracizado pela Comunidade Internacional e as mãos repletas de sangue mais ou menos inocente [quem vive da bala, morrerá pela bala], quer continuar porque é determinado e resiliente. Hitler foi determinado até ao fim trágico que se conhece para o seu Povo e milhões de seres humanos arrolados na morte e na desgraça. Sócrates, cujo carácter psicótico não deixa dúvidas a ninguém limpo de preconceitos ou clubite política, é o problema: não federa; não gera confiança; mero habilidoso em sucessivas patranhas. Evacuá-lo a tempo e horas permitir-nos-ia respirar novamente. Seria preciso aliar a determinação à benignidade e ao bom carácter. Sócrates é absolutamente maligno e incapaz. Não gosta de gente, a não ser dos idiotas a quem paga principescamente para dizerem o que exige ouvir porque são assessores de estética, oportunistas da palavra melíflua. Não gosta de humor, castra e estrangula quaisquer vozes satíricas que lhe embaciem o semblante estelar. Não suporta críticas, não suporta o pluralismo, cioso de si e do seu Poder. Há anos que está a mais. Hoje vê-se para quê e com que danos irreparáveis. Ou ele, ou nós. 

A CAPITULAÇÃO DO HUMOR PORTUGUÊS

«O humor corrosivo não interessa ao ditadorzeco cá do burgo. Vai daí, a rtp-xuxa já fez saber que o contra-informação deixará de emitir a partir de dezembro, depois de ter sido remetido para horários tardios. Quanto aos gatos, trocaram a rtp pela sic, por conveniência própria. A rtp, por razões óbvias, não poderia pactuar com a fustigação semanal,a que o socretino estava sujeito. A transferência, terá sido acordada, de forma a que os gatos, deixassem de miar. Assim, ficaram a receber da sic 1,4 milhões de euros anuais, sob a condição de não incomodarem o querido líder. O resultado foi o desaparecimento dos mesmos, enquanto criadores de humor. Limitam-se agora a publicitar a meo, paga pelos contribuintes. Venderam-se, está mais quem visto! Resta saber se o cachet pago pela sic (os tais 1,4 milhões)não vêm direitinhos do meo! Não estou a ver o balsemão pagar aquela quantia, para os tipos não fazerem nada em termos de programação televisiva! A cruzada contra os críticos é a marca registada desta governança. Por isso não me admira que a música dos xutos "Sr.engenheiro" tenha desaparecido de circulação pelos mesmos motivos. Há coincidências em demasia, para ter sido obra do acaso. Não sei se as coisas se passaram assim,mas levanta muitas suspeitas, ai isso levanta. ps. Não critico as posições dos artistas em causa, a vida custa a todos e nem se pode remar contra a maré....»

segunda-feira, dezembro 27, 2010

UM TANGO A CHEGAR AO FIM

«E enquanto o Governo, através do primeiro-ministro, ameaça mais cortes no rendimento dos portugueses, a taxa de juro das obrigações do Estado português continua a subir, chegando os títulos a dez anos, hoje aos 6,84%. Debaixo da cenografia do bluff socratino, está próximo o pedido de socorro financeiro do Governo português, para adiar a bancarrota do País, resultado do delírio despesista dos governos socialistas nos últimos quinze anos.» ABC

PACHORRENTA REBELIÃO

Evidentemente que por cá, digam o que disserem, no pasa nada. Debalde alvitrarão sociólogos sobre levantamentos, insurgências, explosões sociais. Este Povo foi pacientemente educado para aguentar conforme a coisa vier e para contar exclusivamente consigo mesmo, ainda que se encoste ao Estado e dependa ostensivamente dele. Os portugueses resumem-se bem na máxima: Quem não estiver bem, que se ponha melhor. Cultivando couves, engordando galinhas ou emigrando para onde estiver a dar, tudo, menos beliscar a placidez mortífera das nossas cidades monumentais, das nossas velhas praças imaculadas. «Quem está por cima e domina isto, lá saberá...», eis um português mediano a pensar e a desistir. Por isso as piores injustiças e atropelos do terceiro-mundo são potencialmente possíveis cá e até já evidentes. Não poderíamos ser mais independentes e liberais: «... recalcar a expressão crítica por causa de dependência pode conduzir a verdadeiras explosões, mais tardias, mas mais cruas ou violentas.» António Barreto

EXACTAMENTE

Impossível não concordar: «3 - Fernando Nobre é a única novidade neste projectado bocejo de regime. Só ele inquieta e afronta o sistema político tal como ele é e está. Sem apoios visíveis (diz-se que os soaristas lhe retiraram as promessas de auxílio quando, atarantados, perceberam que Nobre tinha mais aptidão para roubar votos a Cavaco do que em enfraquecer Alegre), centrou o seu discurso na denúncia dos defeitos do situacionismo e na sua condição de paladino do cidadão anónimo. A azia que provoca aos instalados das várias Cortes do regime é sintomática. A sua candidatura poderá ser a semente para que, um dia, as pessoas possam votar de acordo com aquilo que se ouve em toda a parte sobre a política e os políticos.» CAA

BLOGDANILO — DANILO GENTILI

Há mais de um ano que vou lendo e seguindo, especialmente no Twitter, o humor de Danilo Gentili, mas também no BlogDanilo. Trata-se de um humor criativo, crítico, duro, metido na e pela Política, muito ao estilo norte-americano, mas mesmo assim brasileiramente inovador. Um humor difícil por ser frontal, perspicaz, e por isso mesmo ainda muito rejeitado, quer no Brasil, quer em Portugal, País ainda mais triste porque nele se encerra o Contra-Informação e mesmo os Gato Fedorento passam mais tempo em férias que com qualquer coisa de interventivo ou pelo menos activado. Ora, a realidade pública, especialmente a política, exige mais que nunca um tipo de humor corrosivo e transformador que corrija [ou faça por isso] os costumes à maneira antiga [penso em Gil Vicente], que é a de sempre: com a sátira, com o escárnio, com a ironia. Explorem-no. Leiam-lhe os textos. Façam bom proveito.

DVM LOQVIMUR

«Dum loquimur, fugerit invida aetas: carpe diem, quam minimum credula postero. («Enquanto falamos, o tempo invejoso voa: aproveita o dia de hoje, não confies no futuro.») Horário, Odes

NÃO GOSTO DE OPTIMISMO ALDRABÃO


Nem de vaidade, nem de vitimismo serôdio depois de sádico e prolongado sonegar da realidade. Gosto de verdade assente na honestidade.

SUINIDADE SOCIALISTA

1. Porcalhentamente, os socialistas querem sangue nestas presidenciais. E é logo a fedente Edite a exigi-lo. Estaria tudo bem, desde que dessem o exemplo e sangrassem eles também. Mas não. Óbice supremo às medidas anticorrupção, flácidos comtemporizadores do sr. merdas-mil, Primadonna, a vaidade mais devastadora em detrimento do País, os socialistas querem que Cavaco dê explicações sobre o modo como negociou acções da SLN. Não estou contra. Desde que o cerne corrupto, incompetente, maligno e malévolo, chamado socratismo, faça exactamente o mesmo, que não fez, nunca, quanto à extensa lista de lixos que a PGR tem inumado de modo sorna e sistemático. 2. Nobre, o meu candidato, bem poderá denunciar isto mesmo, essa porca e cínica dualidade socialista, se for o homem que tem sido, o único com um discurso anti-Sistema, o único que nos espelha a todos, enteados menores da partidocracia e suas prostituições e traições ao bem comum. Aguardarei por isso. Espero que não tenha de esperar sentado.

EM 2011 PRECISAMOS DE BOAS NOTÍCIAS

Não sei se isto está ainda em vigor [É incrível como certas piadas e mentirolas tiveram e têm estranhos contornos de verosimelhança!]. Se, por causa do Magalhães, as criancinhas diziam a Maria de Lurdes Rodrigues que queriam ser socialistas quando fossem grandes, nós só queremos descontos. Ainda há cá disto, ó Evaristo?!

PALMIROCA LAROCA ATEIA, MAS NÃO ACENDE

Palmiroca Laroca retruca que eu a insulto [por lhe ter meigamente apodado de Totó e Palmireta?] e regouga que não tenho nada de relevante a dizer, contribuindo para as cuequinhas do debate de que se acha excelsa promotora. Mas a verdade é que, dentre os milhares de comentários meus censurados na Jugular, desde que esse monturo de respaldo PS-governativo surgiu, alguma coisa de meu há-de ter sido minimamente decente. Lembro-lhe isto: por causa de essa censura jugularesca um naturalíssimo desânimo pavloviano instala-se no comentador, mesmo no espírito mais resiliente. Quanto ao ponto do post, a melhor forma de ateísmo é ignorar religiosos e religiões. Não percebo por que encarniçar-se apaixonadamente sobre Papas, católicos, igrejas e não o fazer com filhos da puta da política, corruptos, venais, mentirosos, cabrões, abusadores, seviciadores de sociedades, pedófilos espirituais de nações inteiras: excesso de paixão por excesso de paixão, tal como demasiado desdém por demasiado desdém, sempre obnubilarão o mais importante nesta efémera vida: viver e deixar viver.  

UMA PROSAICA EPIFANIA

Um post que faz justiça à nova-velha obscenidade nacional reencontrada  o exibicionismo caritativo, cheio de gestos de consolo retroactivos. Ninguém como o Luís para dizer a coisa como segue: «Sim, eu esperava uma epifania e obtive-a: Portugal não está deprimido nem mortificado como se diz por aí. Pelo contrário, Portugal está exultante. Portugal está em júbilo, porque bastou um ano de crise para reencontrar os seus pobrezinhos no adro da igreja, os seus velhos de pés em chaga, os meninos escalavrados a lamber o ranho e a estender as mãos. E já tinhamos todos tantas saudades.» Luís M. Jorge

domingo, dezembro 26, 2010

PALMIRETA TOTÓ

A matéria religiosa deve apaixonar-te, Palmireta, embora lhe sejas anacrónica detractora, mas, snobismos à parte, a Fé tem de ser  só pode ser! — residual a bem dela própria. Assim como discreta. Está escrito que a sua lógica é a do fermento e não a da massa bruta.

CANSATIVO E LODOSO

O cansativo e lodoso Sócrates simboliza tudo o que há de esconso, danoso e venal na política portuguesa. Qualquer apelo seu à confiança e à determinação em vencer a crise económica soa a comédia ou ao estertor do sarcasmo mais cruel. As mensagens de Natal deveriam servir para grandes e sinceros mea culpa, grandes passes de lucidez por actores limpos, mas esta gente devastadora insiste em aparecer-nos pela frente, segregando falinhas mansas e mentiras velhas. As dificuldades para 2011, e que se farão sentir sobre os mais fracos dos fracos, são um crime português e europeu e merecem combate absoluto e total, feito de palavras, argumentos e gestos. Não é justo o roubo adveniente. Não é justa a miséria que alastrará.

sábado, dezembro 25, 2010

YOAV — BEAUTIFUL LIE

SUL, MEU SUL

Que emoções enraizadas nutri naquelas infinitas viagens que fazia, semana a semana, rumo ao meu Sul! Parte da paisagem portuguesa me corria os olhos, as aves do céu, a luz dos dias, as torrentes transbordantes. Com a face colada ao vidro, contando árvores. Ininterruptamente, do Porto a Lisboa e daí ao meu amado destino, eu sonhava e submergia nos braços de Deus, submisso e luminoso, capaz de um sorriso e de um amor irreprimível e incondicional pelas pessoas. As minhas empatias fáceis, automáticas eram filhas da contemplação. Do Porto a Aveiro, de Aveiro a Coimbra, de Coimbra a Leiria, de Leiria a Santarém, de Santarém a Lisboa, de Lisboa a Almada, de Almada a Setúbal, de Setúbal ao meu amado destino. Deixava-me ir, alguém conduzia o Expresso. Ia só. Esfomeado e humilde. Sentado num canto. Raras vezes, uma conversa anónima, uma partilha feliz. Na maior parte das vezes e do tempo, no meu cérebro, Schubert, Fauré, Mozart, Paganini, Bach, e a paisagem exterior doía com a paisagem interior ressoando densa e espiritual. Tenho saudades de sentir e pensar o que ambas me davam a pensar e a sentir, mas sei o Caminho. Meu Natal, meu Cristo, passam por esse despojamento venturoso, duplo viajar e absoluto chegar a Casa.

quinta-feira, dezembro 23, 2010

AVE MARIA — PIETRO MASCAGNI


Ave Maria, madre Santa,
Sorreggi il piè del misero che t'implora,
In sul cammin del rio dolor
E fede, e speme gl'infondi in cor.
lkj

O pietosa, tu che soffristi tanto,
Vedi, ah! Vedi il mio penar.
Nelle crudeli ambasce d'un infinito pianto,
Deh! Non m'abbandonar.
lkj

Ave Maria! In preda al duol,
Non mi lasciar, o madre mia, pietà!
O madre mia, pietà! In preda al duol,
Non mi lasciar, non mi lasciar.

A LISTA DE CHICHINDLER


O Daniel Oliveira anda muito selectivo, escolhendo o pobre Cavaco como alvo preferencial quando o mal se distribui tão abundantemente pelas aldeias caducas da partidocracia flatulenta. Claro que quem navega na bloga de primeira linha [alforge de boys efectivos ou putativos], a elite cocó dos grandes reis na barriga borrifante e cagante, essa que beneficia de todos os holofotes  essa toda prostitui-se eleitoral ou exegeticamente com a máxima naturalidade. Isso da selectividade dani-oliveiraniana devem ser fumos da coligação alegre e o seu hibridismo BE/PS de Polifemo anão, igualmente ciclope. Escrito o post dani-oliveiraniano, veio o Tiago Mota Saraiva estilo «Não, não, o coelhinho veio com o Pai Natal e o Palhaço no Comboio ao Circo!» e comeu-o: «Daniel, imagina se Jorge Coelho, Armando Vara, Rui Pedro Gonçalves, Vitalino Canas, José Lello, Ricardo Rodrigues, Rui Gonçalves, os manos Penedos, Mário Lino, Santos Ferreira, André Figueiredo ou José Sócrates fossem investigados pela justiça, como qualquer outro cidadão sobre os quais existem suspeitas criminais (e nalguns casos provas)?» Eu não consigo imaginar o inimaginável nem o impossível nem o improvável. Não deixa de ser interessante esta lista de perpétuos imunes. 

QUANDO OUTROS FRIAMENTE NOS AMAM

Fez-me bem ler o que Alexander Ellis pensa de Portugal.

WHEN LOVE TAKES OVER

NOBRE DEMOLIDOR

Nobre é o candidato mais surpreendente. Não vale a pena respeitar o rumor de que os dados estão lançados. Não estão. Ele é alguém cujo discurso mais irrita e enerva os demais candidatos do sistema. As questões que levanta e o modo como confronta directamente os seus adversários embaraça-os. Tossem. Engasgam-se no próprio cuspo por se verem julgados por alguém com as mãos limpas, que olha às pessoas antes de olhar para os imperativos decadentes de Partido. Nobre enerva e engasga igualmente os comentadores mais ténia do sistema, os desse-ponto-de-vista-Delgado, os e-vou-já-terminar-Ricardo-Costa, alapados na SIC-N e nas demais plataformas de reprodução de todos os lugares-comuns. No último pseudo-debate, Alegre teve de encostar-se às tábuas e enveredar pela via defensiva:  «Tenho, como qualquer cidadão, a minha quota-parte de responsabilidade na actual situação do País. Aliás, mais do que um simples cidadão. Mas o Sr. Fernando Nobre entrou no sistema. Não está aqui para derrubar o sistema». A linguagem de Fernando Nobre, dizem os espúrios comentadores, é a de um taxista. Será? Sinal belo de refrescamento da sociedade civil seria que lhe dessem ouvidos e florescesse uma esperança nova, uma esperança alternativa. O certo é que pode ser ele a fazer o milagre de "derrubar os muros" criados pelo actual sistema político, que passam por trucidar e ignorar olimpicamente o cidadão, o seu bem-estar, a sua felicidade, critérios de dignidade alargada a nortear a vida pública.

TE AMO — RIHANNA

KEEP DREAMING, EDU!

Gosto, sempre gostei, de Eduardo Catroga. Simpatias, vá! Mas registo a candura deste desabafo: «Os portugueses, nas últimas eleições, não perceberam a situação em que o país se encontrava e votaram em quem não falou a verdade [...] terá de haver um refrescamento do executivo [...] e a altura preferível é o Verão, antes da apresentação das contas para 2012.» Candura porquê? Porque, em se tratando do actual Executivo e do seu líder, a vontade indefinida de exercer o múnus de avacalhar isto está-lhe no sangue. O País pode bem resvalar, ser crucificado externamente, que este PM meteu na testa de aço que está para durar providencialmente, que a foto de família portuguesa precisa da sua figura de atleta do Jet Lag como de outros símbolos de raça arraçada de besta e humanidade repleta de fraquezas. Por isso, como gato a bofe, agarrou-se à Líbia, dependurou-se no Brasil, segura a China por um colhão, tem um olho de engate seja com que pária com dinheiro for. Tem-nos no sítio, professa o vulgo, e por isso certos beirões revêem-se nele. Certos transmontanos revêem-se nele. Certas mulheres de baixo QI revêem-se nele. Se não durar, estão comprometidos o modo de vida e as causas vitais de quantos o combatem debalde há tanto tempo. Se ele durar, eles vivem. Se ele perecer, perderão a razão de lutar, declaram irónicos os que estão muito bem assim. Não é ele o eterno emenagogo?! É.

CHINA GIRL

BUCÓLICA E MISERÁVEL PAISAGEM

«Tal como na poesia, na literatura, na arquitectura, na pintura e no desenho (e por arrasto subalterno, na fotografia); sobretudo na pintura, que é prática (não forçosamente 'arte') que é o suporte mental e cultural do Ocidente, e que me é absolutamente necessária. Em suma, cadáveres esquisitos por todo o lado! Na política eles não são 'esquisitos' porque são o corrente e o vulgar: os cadáveres ambulantes, os falantes, os roubantes, os vigilantes, os que estão dentro de armários, os que estão em S. Bento, os que estão "nas sedes", os que estão nas reitorias e nas universidades, e nos observatórios, e nos 'institutos, e nas autarquias; e depositados ou escondidos mais ou menos por toda a parte  salpicando graciosamente a bucólica e miserável paisagem portuguesa. Sócrates é cadáver adiado, zombie, arimaspo, sapo-boi-dos-infernos, porteiro-dantesco e cheira mal; mas usa Armani.»

RECESSÃO DA DECÊNCIA

A gula por poder e a exclusividade cega, impudente e interesseira do seu exercício [coisa que nos desmobiliza e que Sócrates explorou na sua mais terrível fealdade], o desprezo pelos cidadãos e pelas mentes mais dinâmicas e criativas fora do lóbi ou dos interesses habituais; o costume de os governantes ludibriarem os seus povos, forjarem resultados educativos inflados de fraude — eis as marcas do terceiro-mundo, incluindo Portugal. Com absolutos mentirosos e acabados desonestos, não há economia que resista: «A democracia também pode entrar em recessão? Pode. É esta a resposta que fica da primeira década do século XXI. Tanto mais perturbadora quanto o século XX terminou com a convicção de que o mundo caminhava irreversivelmente para a sua consagração universal como o sistema que toda a gente, em todo o lado, estava disposta a reconhecer como o mais compatível com a condição humana.» Teresa de Sousa

CADÁVERES ESQUISITOS

Estou também aqui com o máximo de prazer, confiança e entrega. Qualquer crítica maliciosa ou canhestra me será espora: farei melhor, andarei mais depressa 
e irei muitíssimo mais longe.

COM UM BRILHOZINHO NOS OLHOS

AS MINHAS PALAVRAS

Fiz por reinar sobre as palavras rainhas de 2010. Arrostei com injustiças imensas, paguei caro a subtileza de ter o trabalho precário que desde há quinze anos tenho por precário. Sim, porque trabalhar é muito caro, arruína-nos todos os meses. Sofri com quem sofreu e cometi a ousadia de escrever aqui todos os dias sobre isso. Gritei como um parvalhão tolaço, eu, o castiço, eu, o faceto, o patético, contra toda a podridão em que se converteu a vida pública portuguesa, repleta de passes de cínico, encharcada de doses de hipócrita. Fui cagado e ignorado num País que caga sobre / e ignora toxicamente / o seu presente e o seu futuro, os seus melhores, basta pensar na puta da bloga lá em cima, Blasfémias, 31 da Armada, Insurgente e outros, que igualmente ignora, espezinha e despreza quem, como eu, lhe há-de sobreviver. As minhas palavras de combate foram penhora-BES, pobreza frequente, miséria à vista, pães quotidianos amassados pelo diabo contra os quais, por pura técnica de resistir, vou sorrindo, encontrando as melhores hormonas para olhar olhos nos olhos seja a quem for. Que se fodam os mercados e a inverdade! Puta que pariu o rating, o défice e o fisco! Bardamerda com o FMI, as receitas, os custos e os aumentos. Viver de quê? Comer o quê? Vomitei a bazófia autossuficiente dos socratistas. Nunca comi da ilusão, fruto amargo do palhaço supremo Sócrates, vendido pelo Baldaia e pelo Marcelino, protegido pelo director do Circo, Cavaco: não, não sou pessimista, mas vivo rente ao chão por tempo de mais e envergonho-me da cambada de maricas que pensa ou dispensa Portugal. Senti e vivi a realidade portuguesa por meses negada e renegada pelo palhaço absoluto Sócrates, nunca é de mais repetir: absoluto Palhaço, saco de pancada que mais a jeito se põe: adora-se e adora rever-se nas TVs com o gesticular estudado e as veemências de merda com que nos tortura há seis anos odiosamente. Ele e um punhado de cabrões bem pagos para dar cabo disto com um brilhozinho nos olhos.

quarta-feira, dezembro 22, 2010

O ANESTESISTA REGIMENTAL

Dou-me conta agora mesmo que Cavaco, com o seu velho enunciado pastoso por estabilidade, foi sendo desde há muito um dos anestesistas da sociedade civil, da urgência em discordar, das rupturas por decência. Dou razão ao opinador a seguir citado que resume a quantidade de culpas e culpados que nos trouxeram a esta deriva irresistível, vocação terceiro-mundista de contumazes mal governados: «Os órgãos de controlo do Estado, desde essas pomposas inutilidades denominadas presidentes da República até às entidades que vigiam as derrapagens públicas, limitaram-se a avisos ténues e sibilinos, quando não alimentaram os piores equívocos.» CAA

HIBRIDISMO PANTANOSO

Passos Coelho não consegue imaginar uma série de cenários, aguarda ataques virulentos da enguia socratista, mas poucos têm dúvidas de que Alegre perderá pesadamente sobretudo pela covardia de se não declarar como suprapartidário, por não romper com este PS vicioso e por representar o hibridismo discursivo mais pantanoso e desastrado das esquerdas de conveniência. Será interessante avaliar o grau de humilhação que o aguarda no dia 23.

DE ESPANHA NI BUEN VIENTO NI BUENA CAJA

«Depois da banca irlandesa sucumbir, são agora as famosas "cajas" espanholas, outra falsificação. Durante anos, os gestores portugueses invejavam-nas pelo apoio às empresas espanholas. Pois bem, elas, que representam metade do sistema financeiro espanhol, estão a ser activamente socorridas pelo Banco de Espanha e por dinheiro de contribuintes através de fusões. De um ano para o outro, passaram de 48 "cajas" para 16, um terço. Cá seria um escândalo. Mas é apenas mais um milagre. Como o irlandês.» Pedro Santos Guerreiro

O DIABO ABORTA A BOM RITMO


Uma tragédia silenciosa, feia e maligna como quem no-la impingiu sem pedagogia nem ética nem sentido humano de qualquer espécie. Uma pestífera violência bruta sobre inocentes escandaliza absolutamente. O Altíssimo incarnou para que o amor imperasse e florescesse não para que um deserto de caprichos ficasse em seu lugar: «E, mais do que com os resultados, está desiludido com as mulheres: 354 foram reincidentes e fizeram mais do que um aborto em 2008 e 2009. "Fui ingénuo. Tenho pena que não tenham estimado uma lei feita para salvaguardar a sua saúde: era para protegê-las das complicações dos abortos clandestinos, não para fazerem dois ou três em dois anos."» i

PS, SEGUNDO MARCELO ADNET

CAVADELAS

TRAVO SADOMASOQUISTA

José Pacheco Pereira, espécie de Mourinho ególatra da intelectualidade inequívoca política, pode até ter razão no que adiante se reproduz, mas não deixa de ser pouco natalício e bastante inconsequente estar agora, a propósito de Assange e sua WikiLeaks, com analogias e alusões pouco sábias e algo sadomasoquistas: «Não tenho dúvidas que alguma informação retirada dos arquivos da PIDE/DGS em 1974-5, em particular a que mais interessava aos soviéticos porque era oriunda de serviços de informação que trocavam informações com a polícia portuguesa, como o BOSS sul-africano, ou mesmo com origem na própria PIDE/DGS nas colónias, matou gente na Guiné, Angola e Moçambique depois da descolonização.» JPP

terça-feira, dezembro 21, 2010

DIXIT DOMINVS

PARTIDOCRACIA PORTUGUESA COM CERTEZA

Que a partidocracia portuguesa é feia, porca e má, não restam dúvidas, basta pensar na novela obscena que é o BPN, filha directa dos partidos de poder e seu malicioso exercício. Isto explica em parte que a economia nacional se dissipe sem resgate, o dinheiro se esvaia e emigre simplesmente porque os preços do monopólios estabelecidos, combustíveis, luz, comunicações, não param de aumentar por contraponto com Espanha. Mesmo o Tribunal Constitucional, detectando embora várias irregularidades nas contas partidárias de 2007, com a maioria dos partidos com assento parlamentar a reincidir na impossibilidade de confirmar a origem das suas receitas, não parirá mais que esta notícia esquecível, inútil e inconsequente.

sábado, dezembro 18, 2010

POLIFONIA DO DESASSOSSEGO

Tudo tem uma explicação singela no mais das vezes. Razões para repetir uma voz, uma frase, um post? Largos meses, por vezes anos, de censura sistemática de comentários! O que faz de mim castiço aos olhos do Valupi fá-lo patético aos meus: custa-me ver ignorada a polifonia do desassossego que grassa por aí e a redução de tudo à aritmética dialéctica frouxa da politiquice. Quanto ao facto de eu crer ser Valupi apoiante de Alegre, tenho a firme convicção de que Valupi existe somente por e para Sócrates, pretoriano entre os demais pretorianos e Nobre será talvez a voz que melhor reproduz o senso cumum português e por isso um alvo. Pontualmente, Valupi apoiará quem melhor servir os propósitos de caos e dispersão política convenientes à magnífica sobrevivência de esta legislatura, como aconteceu com a outra. Por isso, a coisa situa-se nesta operação lógica: Valupi apoia Defensor de Moura contra Nobre, Nobre contra Cavaco, Alegre contra Cavaco, Lopes contra Cavaco, Nobre contra Cavaco, Alegre contra Alegre, Alegre contra Nobre, Cavaco contra Alegre. E, sim, é verdade: primeiro escrevo. Depois ponderarei sobre a questão delicada de ler aturadamente Valupi e concluir as coisas definitivas. Mas só após os desenhos animados.

sexta-feira, dezembro 17, 2010

REPARTIÇÃO DO MÉRITO

No espaço de oitenta e um anos, um homem pode ficar apanhado do juízo: rejeitar o comunismo, rejeitar o nazismo, desconfiar dos partidos, não pôr as mãos no fogo pela sociedade civil e no entanto defender Sócrates com unhas e dentes e mãos e pés. O velho barbeiro Nunes fora um comunista engastado até à medula na arte de mentir e manipular comunista, quer na clandestinidade quer no pós-revolução. Depois rompeu com «esses mentirosos» e há vinte anos é anti-comunista e defensor das democracias ocidentais, Israel incluída. E não tem dúvidas: os comunistas são merda, Sócrates tem-nos no sítio e é honesto. Estrada de asfalto para grandes lobotomias em fim de vida, este Nunes! Tanta lucidez para recair no mais profundo limbo da clarividência. Ao fim da tarde, está na rua a dar de comer a gatos vadios, infinitamente terno, e, se tiver alguém com quem falar, passa à pregação em nome de esse deus providencial Sócrates. «Qual foi o Governo mais contestado desde o 25 de Abril?», pergunta-me ele com um sorriso euromilonário. Digo-lhe, brincando, Vasco Gonçalves, Soares, Cavaco, Guterres... Diz-me que foi Sócrates e para quê?, pergunta. E responde: «Professores, juízes, militares, polícias, todos protestaram e todos perderam.» Não adiantou falar-lhe, com bem humorado acinte, de manipulação de massas, da propaganda, doses cavalares de mentira, humilhação servida a rodos sector por sector que o Governo-PS engendrou selectivamente, enquanto tratava da vidinha dos seus e progredia nos negócios promíscuos dos seus com o Estado-PS, e o Amiguismo-PS prosperava e da Clientela-PS alastrava, castrando a indignação, matando o pudor, violentando a decência e a ética republicana, essa puta como tal tratada. Se insistisse nessa linha argumentária, poderia até perder a "amizade" do sr. Nunes. Não valia a pena. Era um pobre velho zaranza, obstinado, inofensivo, afectuoso. De resto, ali ao frio, eu tinha de ir à minha vida. Nada havia a fazer quanto ao espectro assustador das ideias? Resgate-se a cordialidade para que sobreviva.

quinta-feira, dezembro 16, 2010

RAZOÁVEL IMBERBE FANÁTICO

Henrique Raposo, prodigioso caixa-d'óculos do Expresso e uma espécie de São João Baptista do caminho liberalóide para que nos dirigimos obrigatoriamente, enquanto portugueses e europeus, não deixa de ter razão ao atacar as frases fáceis e feitas de Alegre e de alguns socialistas chorosos. O pressuposto é simples: o socialismo falhou. O seu programa não era de desenvolvimento, mas somente eleitoralesco. Consistia em alternar a compra de votos com financiamento externo esmagador para alimentar um pífio Estado Social intermitente, activo especialmente em anos eleitorais e dormente nos outros, com a imposição de um Fisco devastador, inibidor da livre iniciativa no resto do tempo: «Estamos a assistir, isso sim, ao colapso de uma política assente no dinheiro emprestado pelos tais "agiotas", isto é, estamos a assistir ao colapso do socialismo democrático, tal como ele foi desenvolvido nas últimas décadas (em Portugal e na Europa).» Fora isso, Henrique Raposo mostra-se demasiado imberbe e fanático para ser sequer lido.

O PÉRIPLO EXÓTICO

No Albergue, António Nogueira Leite escreve: «O Professor Teixeira dos Santos tem andado por fora. Primeiro, em tournée por Terras de Vera Cruz, aonde parece que tenciona voltar. Na última semana, em peregrinação pelo Império do Meio à espera de que o novo imperador mande comprar algum do nosso passivo colectivo. Parece-me que o senhor Ministro está a seguir por um caminho algo exótico. No mínimo, curioso…» E eu acrescentaria que tal exótico périplo caro, márca d'água da desesperação socratista, faz-se menos por Portugal e absolutamente mais pela própria sobrevivência e salvação da face. Nem poderia ser de outra maneira para mal de todos nós. 

VALUPI, O CHOURIÇO

O cromo socratista do Valupi atira-se a Fernando Nobre com a verve bruta do paquiderme entre loiça. O que se estranha nesse ataque gratuito e desproporcionado é que a barragem de fogo vá para cima de alguém mediaticamente irrelevante. Trata-se de um bom sinal. Nobre arrisca-se a fazer à candidatura de Alegre o que Alegre fez à de Soares, há cinco anos: humilhá-la. É o mais certo até porque as vozes do Sistema Corrupto Partidocrata cantam o seu canto do cisne precisamente com asnos portentosos como o Valupi. Alegre merece estatelar-se. Anulou-se e desbaratou apoios mergulhando numa antítese política, entre o PS-Governo, esse farrapo, e o BE, essa inconsequência protestativa. 

ULTRAJE INTERMITENTE

Virgens de última hora vêm agora rasgar as vestes apenas porque o El País divulgou telegramas que confirmam que o Governo português dera "luz verde" à passagem de prisioneiros que saíam da base de Guantánamo? O Governo mente descaradamente, dizem. What else is new?! Aprendam a viver com isso e rasguem mais vezes mais vestes com coisas realmente graves e dignas de ultraje num Povo ultrajado. Elas não faltam.

CARLOS

Carlos Pinto Coelho «Gostava que lhe chamassem “o senhor Acontece”, considerava ser essa “uma forma gentilíssima” de lembrar os nove anos, em que diariamente acabava o magazine cultural que teve na RTP2, de 1994 a 2003, com a célebre frase: “E assim, Acontece”. O programa foi cancelado pela direcção de José Rodrigues dos Santos.»

quarta-feira, dezembro 15, 2010

DITA VON TEESE

COISAS PACÍFICAS

«Mais uns meses (ou semanas) e entramos em bancarrota? Também é pacífico.» JG

ESPADA NA GORJA DO REGIME

«Nem sei se Defensor Moura ainda tem espasmos cadavéricos (puramente electro-químicos...) na mesa de necrópsias da política; Robot-Lopes, uma espécie de emanação do intestino estalinista do arquiológico PCP, terá a percentagenzita esperada - qual irrelevante barómetro da bizarria comunista portuguesa. Alegre, gasoso e obsoleto, nada sabe de nada; é apoiado pela aberração esquerdóide e raivosa do BE - esse depósito de estéreis beneficiários do Orçamento-de-Estado. A única característica visível que alegre ostenta, como um espantalho, é ser anti-fascista e ter o apoio tóxico de pinto-de-sousa (que ele no fundo despreza por ser ignorante, usar Armani e não ler poesia). De Cavaco nem vou falar, pois está tudo dito e é tudo sabido. Nobre não me agrada pois tem sem dúvida o sardónico apoio de senescente-soares. Não chega dizer que "já viu gente morrer de fome e esmagada" (numerosos outros anónimos médicos passaram pelo mesmo dentro e fora do País, na Metrópole e fardados no Ultramar, tal como meu pai). Nobre é humano como todos os outros. Não é santo mas queria ser; tem vaidades e ambições. Resta saber se a sua independência dos partidos seria suficiente para manobrar com perícia no armadilhado 'sistema'; e a resposta é "não". Em vez duma eleição precisamos é de usar galhardamente a espada na gorja do regime.»

NUM SABI NADA

Naturalmente, não sabem de nada. Pudera! Para inglês ver, sabem de tudo: a ministra da Educação, Isabel Alçada, disse hoje, no Parlamento, que o seu ministério não tem a listagem das escolas que participaram nos testes do programa PISA e, por sua vez, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), responsável por aquele programa, indicou que também não sabe quais as escolas que participaram. Lost in translation? Pudera! Vai-se a ver e são escolas-bem repletas da nata social assim como acomodadoras de betos e betas.