Desleixo, incompetência, dolo, malícia — fecha-se o cerco a Sócrates. Um cortejo de erros desde o funesto dia 12 de Março, 2005, em que, soberbo e fútil, se encerrou na sua Torre de Marfim Propagandística. Dali fez explodir a Dívida Pública em mais de 60 mil milhões, ignorando todas as vozes e avisos. Sustentar a Clientela é caro, mas compensa. Logo as opiniões, as TVs, os Jornais, as TSF e tantos outros dependentes do beneplácito do Estado amansaram com o seu favor verbal, elogiando o palhaço, o circo, os animais. Com dinheiro vivo, farto, fácil, o Poder desliza lubrificadamente nas calhas da mentira: manter o TGV, negociar dolosamente os contentores em Alcântara, reincidir em auto-estradas redundantes. Tudo isso enquanto se esmaga a População, espoliando-a dos mínimos, empobrecendo-a, explorando-a mediante trapaças, passos em frente e passos atrás. Em 2007, perante os primeiros sinais da crise, todos os vícios, proventos, caudal clientelar ficou na mesma. Veio 2008 e era preciso nutrir as mesmas clientelas e até alargá-las-Parque Escolar. 2009, do mesmo para pior, com o acrescido serviço da fraude eleitoral pelo ocultamento dos valores da dívida, crime dos crimes, monstruosidade das monstruosidades. Sem perdão, mas com prisão. Veio 2010. Arrolaram o PSD ao OE2011, por causa do berbicacho de um défice em roda livre, para que aprovasse às cegas um documento misterioso. BPP e BPN arrastaram-se como armas de arremesso político. Agora espetam-nos com o célebre PEC IV. Pagam-no os reformados. Pagam-no os desvalidos. Pagam-no os desempregados. Não há Rua que chegue a tanta Merda Perpetrada contra o Povo Português.
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