EDUARDO CLEPTO-DOS-SANTOS
Não há como contornar as coisas. Se ninguém contestar José Clepto dos Santos, a normalidade será sempre a sua normalidade, como se as coisas não pudessem ser bem melhores para os angolanos. Entretanto, porque o medo é mestre, as prisões de Luanda abrem-se para jornalistas, mas podem não ser suficientes para os que tiverem coragem de lutar por mais verdade, democracia e liberdade em Angola. Como abafar o Facebook que se transformou na irresistível base para o panfleto moderno, para a revolução pacífica, mas rija e tenaz?! Não é possível sem suscitar um manto de vergonha sobre os repressores. Mudar pode ter muita força. Não se pode domar multidões convictas e unidas sob os mesmos sacrifícios porque as tiranias armadas não abrem mão dos seus privilégios sem algum resistência. Mesmo os grandes traídos políticos, grandes esbanjados, grandes exportadores de gente, os célebres Portugueses, mesmo esses talvez possam agarrar os colhões do Sistema que os domina, dominado por Almeida Santos, a clique socratista e mais uns poucos à babugem do Erário. Se quiserem. Dia Doze poderá servir para qualquer coisa, ainda que não faltem desdenhadores destas moções. O século em decurso vai percebendo o poder de reunião e convocação através da Internet, fora da agenda de generais, fora do trilho dos ávidos, fora de lideranças carismáticas que logo se convertem no que combateram. Avanço verdadeiro consiste na igualdade anárquica de não haver subordinados nem líderes senão simbólicos apenas porque se sacrificaram mais e uniram mais. O tempo pode ser finalmente das Gentes para as quais não tem havido políticas nem pensamento político nem interesse, só moções intimidatórias e demagógicas, só controlo e crescente exploração. Cá arrasta-se pelo lixo mais vil o vil clepto nojo socratino. Lá é Eduardo Clepto dos Santos que perdura. Seis anos de desvario, tal como trinta e dois de tirania, são mil anos para Deus e para os pobres a quem pertence o Reino dos Céus, para os que choram, para os humildes, para os que têm fome e sede de fazer a vontade de Deus, para os que têm misericórdia dos outros, para os que têm o coração puro, para os que trabalham pela paz, para os que sofrem perseguições. Nestas coisas, nem um til mudará de sítio até que tudo se cumpra.

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Comments
e temos de os ver e 'gramar' todos os dias