ERVA DANINHA

Ontem o Presidente da República foi o meu absoluto porta-voz. Tardava ali uma atitude de denúncia e até combate explícito do que têm sido a longa noite autocrática, clientelarista, espectaculosa do socialismo-socratismo mentiroso: uma falácia de tal modo cara e devastadora, conforme todos os dias se atesta, que nos afunda sem contemplações nem grandes angústias no despesismo clientelar. A austeridade só é austera para o anónimo contribuinte: ficamos nós incumbidos de dar todo o sangue fiscal para salvar o País. Já a boyzada PS fica onde está, tal como está, não mexe, não sai, porque é ela a tal plataforma-base de apoio eleitoral do socialismo-socratismo. Um PS sob Sócrates representará sempre o envenenamento dos mínimos de ética no Regime, significará mais ignorância e mais brutalidade como formas de actuação na esfera pública, grau zero da fiabilidade, tragédia da palavra de credibilidade nula, desculpas continuadas com a Crise Internacional, com os outros, com Santana, com o largo passado de erros dos outros que desculpa eternamente os seus, infinitos e grosseiros. Dizer uma coisa. Fazer outra. Falar de Estado com gula e dominá-lo tão absolutamente que o contribuinte se vê depenado e perseguido até à quinta casa. Houve quem evitasse falar de carácter e mau carácter nesta triste história de seis anos de evidente sociopatia: mas é esse tópico o cerne da nossa situação drástica. Não se pode ter todos os dias nas TVs, sorridente e airoso para o respectivo número de circo repetido, um perfeito palhaço não apenas pobre como acima de tudo cleptómano do pobre cidadão. Depois de Cavaco ter posto o dedo na Ferida Nacional, falta agora o solene e vital pontapé no cu à erva daninha Primadonna. Basta! Pim! 

Comments

Anonymous said…
E a duvida fica, em quem acreditar?
Em Cavaco Primeiro-Ministro ou na mesma figura Presidente?
Recordemos que Cavaco Primeiro-Ministro mandou polícias bater em polícias, ordenou que se interviesse no bloqueio da Ponte 25 de Abril onde o ministro da administração interna aterrou de helicóptero e as forças de segurança usaram balas reais tendo como consequência mais grave um jovem tetraplégico para toda a vida.
Foi ainda um governo de Cavaco Silva quem ordenou o aumento das propinas originando o descalabro a que se assiste hoje.
No discurso da segunda tomada de posse o senhor Silva não ousou beliscar as forças representativas do capitalismo selvagem em Portugal, seria porque todos eles estavam em cartazes da sua campanha eleitoral?
Chego a pensar que a manifestação programada para o próximo dia 12, a da “geração à rasca” é mais uma manobra do Lima, o das escutas em Belém.
Uma coisa é certa, o tal Lima continua lá, em Belém.

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