GORILAS PS BRUTALIZAM "12 À RASCA"

Foi de um modo brutal que cerca de uma dúzia de manifestantes ligados ao movimento Geração à Rasca se viram expulsos do local onde o secretário-geral do PS enfastiava a audiência paga a peso de cêntimos para lhe contemplarem a face ensandecida e narcísica, depois de o terem interrompido. Foi hoje, segunda-feira, na cidade de Viseu. «Precários nos querem, rebeldes nos terão», eis o contra-slogan dos manifestantes enquanto o Primadonna cansava o gado envolvente com os seus gastos slogans repletos de lixo. Os doze foram logo postos fora do recinto pela segurança, apesar da interpelação ser pacífica, expulsos à bruta, raivosamente empurrados, partiram-lhes o megafone, uma colega levou um pontapé. Os frutos e as cenas brutais são sempre os mesmos, têm a mesma raiz aqui, em Angola, na Líbia, sob o salazarismo e o marcelismo. Diferem na lata. O grande mentiroso Kadhafiócrates devasta Portugal, mas brinca às moções e à irrealidade e à síndrome messiânica até ao fim, no seu irresponsável orgulho demente. Os tiranos são todos iguais. Confiscadores onanistas. Furiosos repressores, mesmo se o disfarçam com verbosa ironia e falsa tolerância carnavalesca.

Comments

Anonymous said…
Adorei ver os comentários de pessoas afectas ao PS a defenderem o seu querido líder tão atenciosamente, curioso é que as pessoas que demonstram um comportamento (defender os partidos como os clubes de futebol) são pessoas que já passaram por uma ditadura e agora fazem isto ou seja nós estamos mal não é pelas gerações novas mas pelas velhas que corrompem este país, mas espero que isto acabe nem que seja como disse Cavaco um dia sobre a analfabetização quando morrerem acaba, então desculpem la qualquer coisinha mas não fazem cá falta nenhuma pessoas dessas.
Anonymous said…
A geração que foi formada pelas invenções pedagógicas do ministério da educação está agora a sair da universidade. Afinal a educação inventada no ministério da educação não resulta apenas no mau comportamento dessa geração dentro das salas de aula. A geração educada pelas idiotices do ministério da educação pensa que tem direito a alguma coisa fora das instituições de ensino, tal como tinha direito a tudo dentro dessas instituições. A diferença desta geração em relação às anteriores é que esta pensa que o mundo existe para os servir, porque foi essa idiotice que lhe ensinaram da pré-primária à universidade. Esta geração é aquela que se o aluno não gosta e não estuda, a culpa é do professor e muda-se o professor. A geração à rasca está a ter o primeiro choque com o mundo real, e estranhou que ninguém estivesse encarregue de lhes dar a vida que eles querem, como na escola. A geração à rasca tem mais meios do que todas as anteriores. Antigamente não havia internet operacional, hoje os meninos podem procurar emprego no mundo todo sem saírem de casa. Coitadinhos dos meninos que não estão habituados ao mundo. É claro que a culpa é do mundo.
Fernando Lopes said…
Ao que leio, doze jovens (doze), resolveram interromper o discurso de Sócrates, para se manifestarem. A blogosfera, cheia de activistas de sofá, deixou logo quinze posts no Twingly do Público a salivarem de contentamento. Sou insuspeito de gostar de Sócrates, já o disse aqui, mas não me parece o local indicado. Sabiam que o ambiente era hostil e mais do que isso, inadequado. É de má educação interromper o jantar de alguém, dizendo que a comida está um lixo. Mas isso não se aprende na universidade, aprende-se em casa. A agitação é na rua, e na rua doze gatos-pingados não têm visibilidade nenhuma. O que vocês querem é aparecer. Manifestem-se na rua, mobilizem, não façam agitprop para TV ver. É na rua que se travam os combates, não em salas partidárias ...
Ponham os olhinhos no médio oriente.
Anonymous said…
Contra Sócrates a rua não chega. É preciso usar todos os meios mediáticos que ele usa contra nós.
Fernando Lopes said…
Caro Anónimo,

Respeito a tua opinião, obviamente. Mas se pensa que o rabo sentado, ou 5 minutos de fama na TV vão levar a algum lado, discordo.
O Sócrates faz propaganda, e a propaganda não se vence com contra-propaganda, mas com agitação popular.
Da boa, à séria, com cabeças partidas. As revoluções do "somos pacíficos" já nem cá se usam.

Abraço
Fernando Lopes
Anonymous said…
Brutalizados???? Ai esse sectarismo e ódio ao PS.
Toda a gente viu que foram empurrados do local, e não brutalizados. Vamos lá ser correctos.

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