Sábado, Março 12, 2011

O ÓBITO QUE FALTA AO COVEIRO

O cilindro compressor do ainda Governo já não se esconde, a degradação patenteia-se clamorosamente: «Nas costas do País, à revelia dos parceiros sociais, o Governo que se intitula socialista negociou este pacote em exclusivo com a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu. Isto acontece, note-se, cinco meses depois de o chefe do Executivo ter garantido que não seria necessário um novo plano de austeridade em 2011. Acontece dois meses depois de Sócrates e Teixeira dos Santos terem anunciado que as metas de execução orçamental haviam sido atingidas. E uma semana depois de o primeiro-ministro ter garantido à Europa que Portugal estava em condições de cumprir as metas estabelecidas para o défice das contas públicas. E quatro dias depois de o ainda ministro das Obras Públicas proclamar aos quatro ventos novos investimentos públicos no valor global de 12 mil milhões de euros. Percebe-se agora, sem margem para dúvidas, qual o objectivo da visita que Sócrates fez a Berlim na semana passada: rasgar definitivamente o contrato que estabeleceu com os eleitores portugueses na campanha para as legislativas de Setembro de 2009. Esta legislatura já morreu. Falta apenas saber qual será a data exacta que constará da certidão de óbito.» Pedro Correia

1 comentários:

Anónimo disse...

Fico espantado com alguns comentários, que embora, respeite, discordo plenamente. Quando alguém diz que trabalhou durante algum tempo fim-de-semanas, 12 horas por dia, sem ver a família, pergunto a essa pessoa se gostou de fazer isso; Se acha que é modo de vida?; Se acha que a isso não se chama de exploração do ser humano?... E é isso que se passa não só em Portugal mas em todo o Mundo. Exploração do ser humano em detrimento da nossa qualidade de vida para servir propósitos puramente monetários... Quando alguém diz que quem realmente trabalha está em casa a descansar e não na manifestação, pois tem que trabalhar na segunda-feira, aqui digo que sou dessas pessoas que trabalha toda a semana e fui à Manifestação pois penso que o que está a passar em Portugal é absolutamente indigno. Sou Engenheiro, não me considero À Rasca, mas fui para me solidarizar com todos os que passam dificuldades em arranjar trabalho e acima de tudo, para criticar todo o estado das coisas em Portugal e no Mundo. Quero dizer aqui também que fico contente em ver que a Manifestação foi apartidária e laica, não apadrinhada por um qualquer partido ou religião que usa as pessoas.