O ÓBITO QUE FALTA AO COVEIRO

O cilindro compressor do ainda Governo já não se esconde, a degradação patenteia-se clamorosamente: «Nas costas do País, à revelia dos parceiros sociais, o Governo que se intitula socialista negociou este pacote em exclusivo com a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu. Isto acontece, note-se, cinco meses depois de o chefe do Executivo ter garantido que não seria necessário um novo plano de austeridade em 2011. Acontece dois meses depois de Sócrates e Teixeira dos Santos terem anunciado que as metas de execução orçamental haviam sido atingidas. E uma semana depois de o primeiro-ministro ter garantido à Europa que Portugal estava em condições de cumprir as metas estabelecidas para o défice das contas públicas. E quatro dias depois de o ainda ministro das Obras Públicas proclamar aos quatro ventos novos investimentos públicos no valor global de 12 mil milhões de euros. Percebe-se agora, sem margem para dúvidas, qual o objectivo da visita que Sócrates fez a Berlim na semana passada: rasgar definitivamente o contrato que estabeleceu com os eleitores portugueses na campanha para as legislativas de Setembro de 2009. Esta legislatura já morreu. Falta apenas saber qual será a data exacta que constará da certidão de óbito.» Pedro Correia

Comments

Anonymous said…
Fico espantado com alguns comentários, que embora, respeite, discordo plenamente. Quando alguém diz que trabalhou durante algum tempo fim-de-semanas, 12 horas por dia, sem ver a família, pergunto a essa pessoa se gostou de fazer isso; Se acha que é modo de vida?; Se acha que a isso não se chama de exploração do ser humano?... E é isso que se passa não só em Portugal mas em todo o Mundo. Exploração do ser humano em detrimento da nossa qualidade de vida para servir propósitos puramente monetários... Quando alguém diz que quem realmente trabalha está em casa a descansar e não na manifestação, pois tem que trabalhar na segunda-feira, aqui digo que sou dessas pessoas que trabalha toda a semana e fui à Manifestação pois penso que o que está a passar em Portugal é absolutamente indigno. Sou Engenheiro, não me considero À Rasca, mas fui para me solidarizar com todos os que passam dificuldades em arranjar trabalho e acima de tudo, para criticar todo o estado das coisas em Portugal e no Mundo. Quero dizer aqui também que fico contente em ver que a Manifestação foi apartidária e laica, não apadrinhada por um qualquer partido ou religião que usa as pessoas.

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