Não há recursos, mas a necessidade de moralização da política e de higienização dos seus actores é clamorosa e será — porque será! —, sobretudo um começo de conversa: «Depois ouvi os comentadores e as profecias do vazio que se segue, da ausência de consequências ou de certezas na presença dos 200 mil e tal que se manifestaram pela país. Na SIC N António Costa Pinto — que admiro muito — diz que peçam as gentes o que pedirem, não há recursos. Logo a seguir, o historiador Rui Ramos veio dizer que as reinvindicações são vagas e acabou por recorrer-se a uma linguagem e estilo semelhante às do PREC — e que, no fundo, pediu-se hoje outra redistribuição. E parece-vos mal? Pedir outra redistribuição? Reclamar por uma nova redistribuição? Sim, os recursos podem ser parcos, mas as fatias cortam-se de faca afiada e podem alterar-se as gulas pelo bolo.» Marta Rebelo
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