SOU ESCRAVO, PRECÁRIO, ESTAREI MORTO?

A história que o Venerando conta é a minha história e a de milhares como nós, quarentões ou cinquentões. Vale a pena lê-la de fio a pavio porque demonstra que o fenómeno À Rasca é muitíssimo mais transversal. Trata-se de uma cultura imposta intergeracionalmente. Os filhos da elite seguem sendo elite, com escolas de elite e empregos de elite à sua espera, assim como cocaína que passa de mão em mão nas bandejas festivas de certos partidos descolados do próprio Povo. Os outros são escravos quando empregados, são nada quando desempregados, e, quando a coragem abunda e as circunstâncias ajudam, fazem-se emigrantes: «Aquilo que muitos reclamam como sendo a “modernidade”, os salários baixos, a flexibilidade dos empregos, a precariedade e o desemprego, é um grande retrocesso social e um crime contra a humanidade, perpetrado por políticos, banqueiros, financeiros, economistas, apoiados ideologicamente por comentadores, politólogos, economistas e professores de gestão.» Venerando Aspra de Matos

Comments

Popular Posts