DOIS ENORMES TRAFULHAS
«O segundo [Sócrates] construiu um esquema em que a contracção de mais e mais dívida lhe permitiria vender mundos maravilhosos aos incautos. Sócrates nunca o reconheceu, mas tudo não passava de uma grande ilusão que nunca sobreviveria a um abrandamento dos mercados financeiros, quando os investidores se retraíssem e o Estado português, com a dívida que acumulara, só conseguisse obter financiamento para cumprir as obrigações dessa mesma dívida a taxas de juro proibitivas. Uma vez chegada a crise, foi o fim da festa.[...] São muitas as diferenças entre Sócrates e Maddoff — quase todas, certamente, em desfavor do grande trafulha americano. Mas há, também, uma equivalência fundamental e uma diferença em desfavor do louco que nos governa. A equivalência é a de que ambos impuseram a terceiros, com consequências catastróficas, uma mentira cuja dependência de um destino certo e trágico não tinham como ignorar. A diferença é a de que apenas Maddoff não enxota as culpas que lhe cabem.» Francisco Mendes da Silva
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Comments
Diz-se que Alves dos Reis terá sido descoberto por uma simples coincidência, de um bancário atencioso verificar que tinha na mão duas notas de 500$00 com o mesmo número de série! Outro grande senhor!
Os aldrabões nacionais actuais são diferentes:
- Existem dezenas de milhares, e por vezes até milhões de pessoas; que sabem como e onde funcionam os esquemas de fraude, corrupção e enriquecimento ilícito...
- Estranhamente, só o sistema judicial é que não sabe de nada ou não as consegue provar...
- Isto chama-se impunidade e terceiro-mundismo!
Mas que não se enqueçam de levar também um certo professor universitário de economia que tenta convencer todo o mundo que não sabia das manobras da Sociedade Lusa de Negócios/BPN auferindo taxas gordas e safando o dinheiro atempadamente.