FATAL PACHECO E FLÁCIDO

Que é que se esperava de José Pacheco Pereira? Um diagnóstico tão exigente e cru como os que foi fazendo ao socratismo ao longo dos anos. Mas não. Porque odeia Passos como odiou Menezes e odiará qualquer candidato que não seja seu afilhado, coloca-se numa posição cínica de relativismo-fatalismo perante o que resulte de estas eleições que deveriam purgar Portugal do socialismo devastador e do derradeiro cangalheiro da nossa soberania. Não. Escreve como quem desculpa, relativiza e nivela a podridão putrescente que nos estrangulou até aqui, como se não urgisse uma renovação ética e um pacto de verdade e fiabilidade entre eleitores e eleitos. Um mau serviço à verdade e à avaliação da vocação tiranizante socratista: «... não é líquido que aquilo que fez muita gente abjurar de Sócrates não seja também uma ilusão: que, deitando Sócrates abaixo, se impedirá muita austeridade.» JPP

Comments

Bic Laranja said…
O primeiro imperativo nacional (nacional?!) é livrarmo-nos do traste. O Coelho é só mais um que se põe a jeito no alterne. Muito fraquinho, por sinal.
O abrupto, esse, não interessa para nada.
Cumpts.

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