INCRUSTADO NA SUA IRREDUTIBILIDADE
«Há precisamente um ano atrás, a Espanha tomou e executou decisões de corte da despesa classificadas, à época, como muito violentas. Sócrates assobiou para o ar, convencido de que o tempo remediaria o desconcerto. Perdeu tempo e comprometeu definitivamente a confiança dos mercados. Neste momento, Portugal afunda-se e a Espanha começa a ver luz ao fundo do túnel. A outra diferença fundamental relaciona-se precisamente com a forma escolhida para abandonar o poder. Zapatero renuncia. Sócrates permanece incrustado na sua irredutibilidade. Zapatero convenceu-se de que a quebra de confiança do eleitorado espanhol o impede de protagonizar uma solução para problema. Desta forma, permite ao PSOE e à sociedade espanhola trilhar o caminho da renovação política. Quanto a Sócrates, tornou-se ele próprio num problema sem solução. Indiferente ao facto de ser o principal factor de bloqueio da situação política, mantém o PS refém da sua liderança e insiste numa visão unipessoal de irresponsabilidade ilimitada da democracia portuguesa.» Rui Rocha
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São Jorge e o Dragão
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