O PS-Governo foi um desastre em dose dupla para o qual faltam adjectivos. Entre sufocar jornalistas, perseguir professores, facilitar o aborto arbitrário e atirar famílias para a indigência automática graças à leviandade do divórcio instantâneo, à beira da bancarrota, como escreve Zita Seabra, não se pode esquecer que está tudo interligado. Enquanto se ceva do erário, o infecto socratismo sarnento tem sido uma excelente e eficaz máquina de matar portugueses [de fome ou imoralidades em cascata] à qual é preciso pôr cobro: «Os resultados começam a estar à vista e já não me refiro ao envelhecimento dramático da população portuguesa a níveis imbatíveis na Europa. Refiro-me, sim, às palavras do Presidente da Comissão de Ética, o prof. Miguel Oliveira e Silva, um dos responsáveis pela actual lei, que acaba de propor a sua revisão, sublinhando o facto de mulheres terem recorrido a dois ou três abortos nestes breves anos de vigor da lei. Considera ele que, perante estes resultados, "não devemos continuar a pagar dos nossos impostos um segundo aborto recorrente a uma pessoa que, irresponsavelmente, após o primeiro, falta à consulta de planeamento familiar". [...] A caminho das eleições e mergulhados em números da crise económica, num país endividado e sem futuro, corre-se o risco de esquecer que tudo está interligado e que dois conceitos (simplificando um pouco) estão na origem de tudo: ausência de ética e de responsabilidade na sociedade, na família e em cada português.» Zita Seabra
1 comentários:
Caros socialistas: ou o PSD é um partido com um programa 'neoliberal' ou é um partido que não tem nada de novo para apresentar ao país, e então em nada difere deste PS. Há duas coisas que vão servindo de base ao argumentário socrático do momento: i) nós não temos ideias, mas mal ou bem vamos preservando o status quo e as ideias dos outros são bem mais perigosas; e ii) nós não temos ideias, mas os outros também não as têm e por isso, mal por mal, deixem-nos a nós no poder. Isto não é apenas pouco, é triste, até no que representa de falência do regime e no perigo que coloca à sustentabilidade da nossa democracia. Dai que perceba a insistência de alguns socialistas para que o PSD apresente as medidas concretas que pretende aplicar ao país: é que ou é isso, ou nas próximas eleições seremos confrontados com uma escolha - no que se refere aos dois maiores partidos - nada feliz: entre programa nenhum e nenhum programa.
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