À esquerda e à direita levantaram-se logo vozes virginais contra escolha de Fernando Nobre para cabeça de lista do PSD por Lisboa e candidato a presidente do parlamento. Não se percebe a perplexidade, se o Vento sopra por onde quer e ninguém sabe aonde vai. Trata-se de uma iniciativa de Passos Coelho que exige sequência com a designação de mais independentes, mais espíritos livres, mais competências da sociedade civil o mais apartidárias possível para uma deputação completamente renovada por Portugal. Com todos os defeitos que possa ter, Nobre não é um canino ao serviço do amo, nem bandeira para guardar no armário, após as últimas presidenciais, mas a tarja a exibir neste tempo de desfaçatez e perigoso fim de ciclo que a tal se recusa. Nobre não é um político, não aspira a mordomias nem a obscenidades e pode romper com muitas delas no Parlamento e o facto de ter sido mandatário do BE para as europeias, em 2009, membro da comissão da recandidatura de Soares, em 2006, só pode reforçar a certeza da sua liberdade para um banho lustral de ética, frugalidade e comedimento democrático na suposta sede da democracia, hoje funcionarizada e servil.
3 comentários:
Tão democratas que eles são
(ou somos).
Os adeptos das cartilhas partidárias,
rasgam as vestes.
Estávamos longe de ver tanta consciência: social? política? clubista?
Ou ausência de auto consciência.
O outro, o eterno outro inconveniente,
quando não decide como nós.
Nada mesmo a fazer.
Maybe, mas cheira-me mais a monumental tiro no pé colectivo do PSD.
Espero apenas que não seja o primeiro de uma série.
Virginia
Já várias vezes escrevi que a coisa política não se resolve nas próximas legislativas, P.P.Coelho indesejado pelos barões do PPD/PSD, a escolha de um independente para a presidência da Assembleia da República é mais um motivo para aumentar o ostracismo que os “donos” do partido laranja dedicam ao actual líder.
Estou em crer que o PPD/PSD só estabilizará quando Rui Rio reganhar o partido para os “senhores”.
Prevejo que (se andar com sorte) Pedro Passos Coelho terá de se contentar com a cadeira de Paulo Rangel na Europa, e o Paulinho voltará à Assembleia da República como líder parlamentar.
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