Segunda-feira, Abril 11, 2011

NOBRE DESINFECTA-SE DO PS

Ao conhecimento da aceitação do convite feito por Passos Coelho, abateu-se sobre Fernando Nobre um tsunami de ódio, ontem, no Facebook, associado ao apoucamento de que muitos o cumulam. Um homem bom, consabidamente bom, será sempre bom para além das opções que ouse fazer. No entanto, por momentos, pareceu a muitos que Nobre perdera toda a honorabilidade quando ninguém pode ser honorável e perder a honorabilidade de um momento para o outro: basta ver como as patranhas decisórias, as falsidades políticas e o monturo de fascismo em seis anos de Primadonna lhe granjeiam, mau grado todas as evidências, enorme babação adorabunda. Confesso que se  visse Nobre passar para a esfera totalitarizante de esse PS disforme, primário, de hermética seita religiosa, ficaria tremendamente desiludido. Fez o contrário. Faz todo o sentido. Agora pode contribuir não para refundar a partidocracia mas para procurar transformá-la e influenciar nova práxis por dentro do sistema se é que Passos o deseja realmente. Se os sectores socialistas-socratistas procuraram agora apor-lhe o estigma de vendido parece-me mera lógica de horda cega que se encarniça contra Passos Coelho como o Benfica saliva de homicídio para cima de Pinto da Costa. É a mesma turba ululante e alienada que se prostra e adora a Besta na Missa Cretina chamada XVII Congresso. Nobre desinfectou-se de este PS e fez bem.

4 comentários:

Anónimo disse...

Bem dizia Ana Gomes no Congresso de Matosinhos que a rosa cheira mal... Eu diria que tresanda. O nível a que chegou o PS de José Sócrates deixa pouca margem para que este faça parte de uma solução pós-eleitoral. É inaceitável que um partido com as responsabilidades do PS chegue ao ponto de dirigentes de outros partidos serem recebidos com vaias e apupos. É inaceitável que dirigentes políticos com responsabilidades usem do ataque pessoal gratuito como uma forma normal e natural de fazer política.


Lá vai o tempo do Partido Socialista em que José Sócrates se fazia acompanhar de Vitorino, Correia de Campos, Jaime Gama... Até mesmo António Costa tem criticado, até mesmo Assis discorda da linha dura e apela ao diálogo... Hoje, o partido de Sócrates é o de José Lello, Ricardo Rodrigues, Carlos César e Almeida Santos. Ficaram os trauliteiros de serviço. Gente disposta à mentira, como provou o episódio sobre o Conselho de Estado, gente disposta ao ataque pessoal, gente que não vem para discutir política ou o país, mas o poder e cargos políticos. É este o PS de José Sócrates de hoje, e será este o PS que terá de ser corrido no pós-eleições quando restar apenas a fossa em que transformarão o partido e a campanha eleitoral.

Hoje, é a vez de José Lello e Vital Moreira virem atacar Fernando Nobre... É um estagiário sem currículo com falta de nobreza, porque não aceitou integrar as listas do PS à Assembleia da República, e integrou antes as do PSD... O que estes senhores fizeram hoje foi um ataque pessoal desnecessário e que apenas os diminui politicamente, agora que sabemos que quem criticam lhes recusou um convite...

Carlos Alberto disse...

Felizmente o Joaquim, quando se trata de assunto que não futebol é bastante clarividente.

Anónimo disse...

Menos erva e mais tabaco

Anónimo disse...

“A Cidadania foi para a gaveta”. O comentário de Abilio José Peres, um dos mais de 39 mil seguidores que Fernando Nobre tem no Facebook, resume a indignação que está a varrer a página, criada para a campanha presidencial. A “desilusão” deve-se à candidatura às legislativas, nas listas do PSD.

Essa é, aliás, uma palavra recorrente no mural de Fernando Nobre desde ontem, quando Passos Coelho o apresentou como cabeça-de-lista social-democratas por Lisboa. “Mais do mesmo, infelizmente pensei que fosse diferente, mas acabou por querer ingressar na lista dos 'políticos', aqueles que tanto condenava. Que desilusão. Ainda bem que não ganhou as presidenciais...”, escreve Elias Lage.

“Votei em si acreditando na sua independência e querendo dizer aos políticos portugueses que não me revia nas suas políticas e valores. Agora juntou-se a eles! Sinto-me muito desiludida... Não voltará a ter o meu voto, esteja de que lado for”, acrescenta Teresa Mendes. Pedro Cunha está surpreendido: “Como é que é possivel... estou sem palavras. Que desilusão.”

Os comentários entram a bom ritmo na página. Natália Vieira: “Sou e sempre fui uma grande admiradora sua. Ontem fiquei muito mas muito decepcionada consigo! Parece que o bichinho da ganância política o picou e influenciou. Ao contrário do que muitos dizem, você não precisa de um lugar de destaque, ainda por cima num partido político que você tanto criticou, para fazer algo por Portugal! Nunca precisou. Votei em si nas últimas presedênciais mas hoje estou desiludida e isso não escondo de ninguém.”

"Com o meu voto não conte!", adianta Jose Antonio Luz, directamente a Fernando Nobre, que ficou em terceiro na última corrida para Belém, atrás de Cavaco Silva e de Manuel Alegre, com 14 por cento. A independência partidária, que explorou durante a campanha, ajudou-o a conseguir cerca de meio milhão de votos. A indignação dos seus seguidores no Facebook vem daí.