Quinta-feira, Abril 07, 2011

QUERIDO FMI

«O PS devia ser ilegalizado, extinto, banido, encerrado, irradiado, atirado para a cadeia. Se é notório para todos (e para 'eles' também) que o problema é pinto-de-sousa como obstáculo intransponível a qualquer passado, presente ou futuro entendimento - então 'o partido' devia ser capaz de tratar-lhe da saúde internamente; e de sanear a coisa, de modo a apresentar-se com um módico (mesmo que seja muito reduzido...) de dignidade e credibilidade. Até o Partido Comunista da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas levava a cabo regularmente purgas e "pacificações internas" clarificadoras; auto-regenerando-se temporariamente. Mas não. O PS não passa agora de um bando de patifes e de gangsters enquistados nos cargos, na chulice, nas negociatas prometidas a empreiteiros e a importadores de carris e catenárias, no compadrio com banqueiros-PS-aventaleiros; nos próprios pratos-de-sopa-de-lentilhas (ou de finos cremes-de-espargos, tanto faz...). Apenas estão a defender os seus sujos segredos e os seus esquemas de cleptomania organizada. Não o Interesse do País. Semelhante associação devia ter sanções da ONU e as contas congeladas; e não Kadahfi - esse benemérito coronel de olhar vago e discurso incoerente. Até quando é que o País, a Europa, o Mundo terão de ser brindados com as intervenções dementes de Almeida Santos? Não seria hora de a lei-da-vida e o darwinismo atirarem trastes como ele e Alegre (a oxidada trombeta trovadoresca) para o Museu das Aberrações, a instalar apropriadamente no Entroncamento?» Besta Imunda

8 comentários:

Anónimo disse...

Mais uma vez os sábios da economia, “sabichões da treta” acertaram. Em todos os canais de TV apareceram logo para cobrar o prémio, “eu já tinha avisado… eu já tinha previsto isto…os bancos estavam a ficar mal por causa do estado…eu sempre disse que esta era a solução…etc”, senhores da verdade única e absoluta. São precisamente os mesmos que no passado perante a euforia tonta e gananciosa dos bancos venderem crédito (nem que fosse a meter cheques pré preenchidos pela porta dentro das casas das pessoas) para alimentar uma economia de formato liberal (podre) afirmavam que tudo era perfeito, eram os mercados a funcionar, nós é só chegamos agora lá, etc.
Os senhores da economia, não detectaram “a bolha”, não criticam os bancos por cobrarem ao Estado e a todos nós as consequências de “golpadas” que deram os seus gestores, não criticam o modelo liberal, não criticam as “famosas” agências de raiting que em tantos momentos colocaram os bancos e os especuladores sempre com boa nota na pauta da economia, não detectaram os créditos em rede, ou melhor sem rede…
No momento em que rebentou a crise económica, apenas souberam dizer que toda a falsidade praticada pelo mundo da finança, se deveu a grandes esquemas matemáticos difíceis de detectar.
Agora estão aí todos, apenas apontar factos e cenários, apontar soluções compromete as pessoas e estes senhores nunca quiseram estar comprometidos com a sua opinião. O que se passou ontem e tem passado na TV pública é bem exemplo disso, são sempre os mesmos a traçar cenários, apontar factos, a mostrar desenhos, mas nunca soluções.
Já chega, estes senhores “liberais de gravata” são os responsáveis por este modelo de economia e sociedade, que escolhe o rendimento financeiro, o poder do dinheiro em vez da vida humana e os seus valores. Pena é que a Europa, vendedora de sonhos esteja a ser governada por estes senhores, ou por políticos que se tornaram reféns desta politica. O FMI nada resolve, o modelo é mau, não existe regulação, a democracia está ferida com ela havemos de sofrer todos nós, para mais uma vez se satisfazer a ganância de uns, que afinal são sempre os mesmos.
Chegados até aqui, mais uma vez é o Estado, a democracia, os valores humanos, que ficam para trás, e isso deixa-nos tristes.
VIVA PORTUGAL

Anónimo disse...

Estamos exaustos. Meses depois de se ter tornado óbvio para toda a gente sensata - bastaria, se mais não fosse, comparar os custos de endividamento possíveis no mercado com os possíveis ao abrigo de um acordo de ajuda externa e projectar a diferença como fardo adicional para os anos vindouros -, o Governo quebrou e aceitou. Não sem antes, através de uma execução orçamental desastrosa, de que não há memória recente, ter o Governo agravado todas as condições que tornavam eloquentemente inevitável, pela perda de qualquer réstea de credibilidade, o recurso à referida ajuda. Estamos exaustos - financeiramente exaustos, economicamente exaustos, politicamente exaustos, moralmente exaustos -, depois da verdadeira odisseia que foi aceitarmos fazer o inevitável, o óbvio de há muito tempo. Se gastarmos tanta energia a aceitar dar o próximo passo - a reestruturação da dívida (as condições de acesso à ajuda a partir de 2013 talvez, para nossa sorte, sejam mais impositivas no timing)-, se tudo o que for necessário fazer, e o que é necessário fazer, não restem dúvidas, é sumamente doloroso, nos consumir o que este passo consumiu, é normal que nada sobre no fim. Nem pedaço de alma.

Anónimo disse...

Os problemas não se resolvem com optimismo, pensamento positivo, wishful thinking, bola para a frente ou teimosia. A determinação não torna certas soluções erradas.

max weber thorenson disse...

esse benemérito coronel que distribuiu o $ por toda a áfrica

tem lá ele culpa que o tenham usado mal

Floribundus disse...

'a montanha pariu um rato'

aqui a lei é sempre 'lex ad tempus'

os xuxas são uma sociedade de eructações

José Domingos disse...

Excelente texto. Esta gentalha, deveria ser julgada, por roubo e gestão danosa.
Espero que os aventalados sem pátria, fiquem sem o olho, pela terceira vez, puseram o país, na ruína,

Anónimo disse...

Razão tinha e tem o Dr. Henrique Medina Careira, profeta da desgraça de serviço segundo alguns ou visionário bem acordado e avisado segundo a maioria, honra lhe seja feita quando disse ou referiu que "tudo isto era só Casca" como aquelas Santolas que largam ou substituem a Carapaça antiga e que não serve para nada é o que tudo isto é, é só Casca para não dizer casca grossa.

Anónimo disse...

"bem acordado e avisado segundo a maioria".
Parece-me evidente que a maioria NÃO subscrivia a opinião dele. Se verdades incômodas fossem bem aceites e percebidas pela maioria em Portugal, Portugal não era Portugal.
Em Portugal, uma mentira bonitinha e bem apresentada faz pender o prato da balança sempre, inexorávelmente, do seu lado.
E acredito que, infelizmente, isso nunca vai mudar.
Eu, se pudesse, já emigrava.
Virginia