Quarta-feira, Abril 06, 2011

ROLETA RUSSA NO RATO

O Estado Português precisa de resgate financeiro urgente. Sócrates precisa de resgate político e escapatória ao putativo prestígio que supõe ter coleccionado externamente fosse raspando os joelhos nas mais diversas instâncias internacionais fosse bajulando Merkel, pseudo-conspícuo, ou Sarkozy e quejandos. Qual dos dois sobreviverá ao outro? Primadonna ou Portugal? A cada hora que passa, conclui-se que é Sócrates, que não hesita em cilindrar e trair o interesse geral com as bufas da sua opera buffa de desculpas, demonizações, sacos de pancada avulsos, PSD, FMI, desresponsabilização continuada e contumaz, tudo servido num tom patético, inflamado, hiperbólico, crispado, tipo: «… desculpe, essa pergunta não está correctamente formulada…»; «… essa pergunta que me faz não tem a mínima fundamentação …»; «… desculpe mas essa pergunta ofende-me …»; «…isto é fácil de entender para quem esteja de boa-fé e de espírito aberto…»; «… reconheça que não tem razão …». Que bom para ele! Para que o Coiso coreografe salvar a face, inferniza Portugal e atola os portugueses no curral da dívida. Por que se não prostram eles diante do si, messias e salvador?! 

7 comentários:

Anónimo disse...

Não foi Passos que duplicou a dívida pública; não ele que duplicou o desemprego; não foi ele que não reduziu, como se devia, os desperdíciuos no Estado; não foi ele que elevou os juros para mais de 7%. Foi ele que dançou o tango da tanga com um irresponsável psicopata, mentiroso, demente, cabrão, filho da puta, aventureiro que está a levar o País à ruina.

Anónimo disse...

Num livro de finanças célebre, dois reputados autores americanos deixaram a pergunta: serão as Administrações de (algumas) empresas um passivo?
Em Portugal, e transpondo a questão para o Governo, não há qualquer dúvida que o Governo Sócrates constituiu o nosso maior passivo.
Consumiu todos os activos e aumentou as exigibilidades para um montante como não se via há 150 anos. Se tal acontecesse numa empresa,toda a gente pediria cadeia para os gestores.

Anónimo disse...

Vamos ouvir, muitas vezes e em inglês, frases começadas por:
"Portugal is expected to do....."
Passo a reproduzir a tradução do Thesaurus para essa frase:
Quote
Doing what is expected
Main Entry: obey
Part of Speech: verb
Definition: conform, give in
Synonyms: abide by, accede, accept, accord, acquiesce, act upon, adhere to, agree, answer, assent, be loyal to, be ruled by, bow to, carry out, comply, concur, discharge, do as one says, do one's bidding, do one's duty, do what is expected, do what one is told, embrace, execute, follow, fulfill, get in line, give way, heed, hold fast, keep, knuckle under, live by, mind, observe, perform, play second fiddle, respond, serve, submit, surrender, take orders, toe the line
Antonyms: disobey, mutiny, rebel
Roget's 21st Century Thesaurus, Third Edition
Copyright © 2011 by the Philip Lief Group.
Cite This Source
Unquote

Anónimo disse...

Todavia não me canso de enfatizar, o actual PM e a sua equipa não apareceram no lugar por obra e Graça do Espírito Santo. Estão lá porque assim foram votados pelos eleitores. Os eleitores escolheram este rumo (e não apenas no momento do voto mas também pelas reivindicações feitas ao longo dos anos e qualquer partido sabe o que lhe granjeia votos) e fizeram as suas opções. Como todas as opções esta tem as suas consequências e quem as tomou sofrerá as suas agruras, naturalmente. Não me parece nem correcto nem justo desculpabilizar a sociedade como um todo pelas escolhas que fez ao longo dos anos.

Anónimo disse...

1. Qual política económica? Mas temos uma? Sei que há um Ministério da Economia, mas lá por haver um ministério não quer dizer que haja uma política. Há umas coisitas, aqui e ali, para ver se apanham algum investidor mais distraído, mas é uma figura absolutamente irrelevante. Ou melhor, foi transformado numa figura absolutamente irrelevante. O grande protagonista é o Ministério das Finanças, algo que numa situação normal, é absolutamente aterrador porque não é o Ministério das Finanças que produz ou vai produzir riqueza.

2. É realmente necessário ser-se muito infantil para acreditar que o crescimento é infinito... ou então muito parvo. Seja como for, qualquer uma das duas hipóteses é má.

3. Para haver este ponto 3, tem de haver o ponto 1, sem este as alíneas do ponto 3 não servem para rigorosamente nada, a não ser para encher papel.

4. E voltamos outra vez à questão do ponto 1. Costuma acontecer quando se transforma um meio (que é o ministério das finanças), num fim.

5. Aaahaaaaa! Agora sim, interesses económicos. Pois... só não tenho tanta certeza que tenham sido os nossos.

6. Nem devia ser só pelos nossos credores. Devia ser por todos nós. É chato, mas já deu para perceber que não são da cúnfia. Deviam prestar contas a cada um dos Portugueses e aos credores.

7. Confesso que acho curioso que o mesmo Governo que diz às famílias "Poupem!", depois vai fazer exactamente o mesmo que as restantes famílias endividadas fazem e que é... contrair um novo empréstimo para pagar os anteriores. Ora aí está algo que também não costuma funcionar. O que dá, é uma falsa sensação de que está tudo sob controlo, só que não está.

8. Ó Dr. TM diga lá, este ponto 8 é um súbtil golpe de génio, não é verdade? Se for o actual executivo a pedir o resgate, não fazem mais do que a sua obrigação. Caso não o faça, então vamos começar a legitimar as acções do próximo. O argumento é bom, mas insuficiente para apaziguar o sentimento de revolta. Como dizem os americanos: "two wrongs don't make one right".

9. Outra vez a política económica? Mas qual política económica? E se passar a ser decidida no exterior qual é o problema? Pelo menos passavamos a ter uma. Agora, se a populaça concorda ou não, isso já é outra história. Como é do conhecimento geral, nós temos uma forma de acolhimento que é histórica. 1º acolhemos com pompa e circunstância, passado um tempinho já começamos a torcer o nariz e no fim corremos tudo ao pontapé. Ao longo da história, este é o nosso comportamento enquanto povo. Não está bem, nem está mal, é assim. Sejam espanhois, sejam franceses, sejam ingleses ou sejam os credores, tenham eles que forma tiverem.

10. Normalmente estas coisas são sempre pagas a um alto preço.

Anónimo disse...

P.P.Coelho nada fez e nada vai fazer.
Quando muito terá direito à cadeira do Paulo Rangel em Bruxelas.

Anónimo disse...

E porque é que são todos "Anónimos" ?????
Porque o povo tem que continuar a fingir-se sereno porque nunca se sabe quem pode estar a ler ????

Virginia