Segunda-feira, Maio 09, 2011

SOCRATINIZADOS

Do alto da sua provecta idade, o Tomás deixa-me perplexo e até angustiado com aquilo que o angustia e confunde: sem dúvida que se trata de uma vergonha nacional que tenha sido necessária uma troyka estrangeira para programar em tempo recorde reformas vitais para uma governação sóbria e séria e o cumprimento sério e rigoroso da parte que nos cabe, dada a dívida criminosa avolumada em apenas seis anos. Que essa troyka no-las apresente em conferência de imprensa apenas prolonga o vexame, mas a autoria dele não é dela. O rebaixar de Portugal advém da obstinada desgovernança socialista, rapace por um lado, camelonicamente assente em propagandesco por outro. É a desgovernança socratista que antecede o epifenómeno da ingerência afinal invocada por endividamento terminal. Bastaria uma dose sobeja de frugalidade socialista [geneticamente impossível e improvável!] e seriam cá escusadas interferências externas. Por isso,  faz muito mais que serviço público o alemão que escreveu no Financial Times ser impossível «gerir uma união monetária com governantes como Sócrates». Quem nos ajoelhou chantagística e oportunisticamente aos pés dos estrangeiros, quem foi, Tomás!

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