Terça-feira, Outubro 04, 2011

DA URGENTE UTOPIA REVOLUCIONÁRIA

«Urge fazer uma verdadeira revolução, que não foi feita (era o que mais faltava...) quando se deu a paupérrima e logo aproveitada 'revolução dos cravos'. Urgiria se a UE, o mundo, a merda da globalização e os capitais dos corretores-negros não tornassem isso agora impossível. Mas se pudesse 'urgir', ela era fundamental  imprescindível  para podermos continuar a existir, em dignidade, por mais algumas décadas ou séculos. A urgente revolução está para acontecer desde que se deu 'o grito do ipiranga' e  apenas munidos da carta de 1822  ficamos sós a contemplar o nosso umbigo pobre. Mas ela não se deu; esfarrapados por três invasões francesas, geridos por generais ingleses, destroçados e roubados pela Guerra nós portugueses decidimos caprichosamente que a diferença entre absolutismo e liberalismo era apenas uma mudança de personagens e de caciquismos locais terratenentes (agora novo-rico, burguês e falso nobre). A propriedade foi repartida entre partidos (autêntico...), a Companhia das Lezírias um embuste burlão, as barafundas inúteis na Guerra Carlista em Espanha uma negociata de armas e pólvora; e os nossos infelizes Soberanos contemplavam tristemente a farsa da Regeneração  enfarpelada, envernizada de novo em armazéns à Baixa. Mais algumas décadas para concluir (convenientemente) que "o mal, todos os males, estavam na Monarquia; a República é que era!!!". Depois mais dezasseis anos de CRIME e BRUTALIDADE para concluir que "os nossos ideais são muito bons, as condições é que são péssimas". Depois mais algumas décadas debaixo da orientação de um severo Pai para nos dizer como viver (que é a única maneira de o povo português se sentir bem...). Depois a falsa revolução que  passados os disparates leninistas, trotskistas e maoistas  conservou tudo o que havia de pior do regime do Estado Novo (compadrio, cunhas, corrupção, pedinchice, preguiça, funcionalismo aldrabão e utilizador de atestados médicos falsos, acomodação, etc); entre os males seculares que nos assombram estão os caciques e a moleza do povo para o aceitar a troco de umas migalhas. Alberto João é uma relíquia histórica, é um fóssil vivo; e sócrates, uma reles tentativa provinciana de imitar Fontes; e os deputados e autarcas que defendem ferozmente as suas gamelas são os eternos personagens de uma sociedade enferma e viciosa; e o Povo é o pano de fundo deste teatro carnavalesco. A manter-se toda esta malta nada melhora: "para mudar um sociedade há que mudar as pessoas, mudar de agentes; não se pode mudar de política com os mesmos políticos".» Besta Imunda

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