Sabe que não vale nada, mas sabe também que vai ganhar as eleições pelas razões do medo, da chantagem de cujas subtilezas qse tornou um experiente e subtil ministrador. Habitou-se a desrespeitar os líderes fracos e venais do Continente, insultando-os dia sim, dia sim. Quando insultava Sócrates, parecia ter descoberto a raiz abominável da mediocridade política socialista, a suprema farsa manipuladora e a razão para a decadência da Democracia, mas logo passou a negociar com ele um armistício de silêncios e cumplicidades quando a desgraça daquela inundação se abateu sobre a Ilha. O povo madeirense também é gente e merecia melhores ares, nulos medos, mais independência da figura grotesca do seu Rei Nu, sim, porque, no pior dos sentidos, a Ilha nem é democrática nem tem nada a ver com uma república monárquica ou republicana. É um lugar híbrido, onde de um só palhaço imortal, de figura roliça e farronca, se faz imprescindível à pluralidade e à felicidade das pessoas. Uma lástima.
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