Domingo, Outubro 16, 2011

JUSTICEIROS OU INJUSTIÇADOS?

Todos os injustiçados em Portugal estão a unir-se numa luta sem tréguas para sanear os efeitos perversos da desgovernação dos últimos seis a dez anos de descalabro moral, orçamental, ético, político, que o socratismo representou. Temos de limpar Portugal dos crimes que esses anos representaram, colocar as coisas nos seus devidos lugares. Um Povo habituado à bufaria e à desconfiança preventiva do outro, coisa herdada em séculos de medo, terror, conformação às sucessivas formas de inquisição cá estabelecidas, exige libertação através da concertação das ruas com o que se impõe a partir da governação e está efectivamente a ser decretado: o socratismo poluiu todos os vectores da vida pública, ameaçou, chantageou, meteu no bolso de trás a Justiça, furtou-se a qualquer escrutínio público. Os principais videirinhos socialistas deixaram por cá as suas relíquias e as suas viúvas da assessoria língua-de-pau, enquanto se exilaram a salvo disto. Outros videirinhos socialistas continuam a exalar esterco e insolência nos cargos que ainda ocupam no Parlamento, por exemplo. Limpe-se Portugal desse lastro comprovadamente inescrupuloso com os dinheiros públicos. O Poder político não poderia continuar na mão desses arrivistas de meia-tijela, ávidos espertalhões bem-falantes como Sócrates, vendedor de farturas e grande semeador de merda. Quando a maior tempestade financeira do século se abatia sobre o mundo, ele a potenciou precisamente contra nós. Sobejaram laivos de sociopática persistência e demente teimosia khadafiana. As consequências estão à vista. O que se fez cá dentro foi agravar a tempestade, destelhar o nosso edifício de quaisquer hipóteses de sustentabilidade. Se Cavaco foi um monumento de calculismo e impotência, nunca encalacrando tais agentes políticos, até que a reeleição estivesse garantida, quem desgovernou risonha e optimisticamente não pode continuar em paz, gozando os seus duvidosos proventos. Cace-se o lixo. Imputem-se responsabilidades. Quem engordou indevidamente, deve-nos explicações a nós que roçamos o pó sem qualquer culpa. É por isso que não poderia ser mais estranho que, num País sem justiça ou com ela desproporcional para com o grau de ladroagem do ladrão, o constitucionalista José Joaquim Gomes Canotilho alerte, não para a impunidade grosseira no País, mas para os perigos dos “justiceiros”, e para “a ideia, que está muito no povo, que temos de colocar no pelourinho” aqueles que “fizeram mal ao país”. Ó José Joaquim, qual é a alternativa? Ficar tudo como dantes enquanto empobrecemos e sofremos e os autores morais e factuais da nossa miséria se cevam e locupletam? Por amor de Deus, façamos justiça, crivemos, analisemos os pecados governamentais dos anos mais recentes. Exijamos uma Justiça corajosa, finalmente, ousada. Inove-se em coragem, por favor. Há quem esteja na prisão por muito menos comparado com a extensa incúria, ladroagem e dano político dos últimos anos socratistas.

2 comentários:

Anónimo disse...

O alerta de Canotilho não passa da constatação da realidade, uma análise fria da situação actual, nada que o actual governo não saiba, a ausência de cortes nas transferências para o Ministério da Administração Interna é uma forma de não fragilizar mais as forças de segurança no pressuposto de que vão ter de actuar, e vão mesmo, mas não vão chegar para as encomendas, a continuar o esganar do povo vai haver tropa na rua.
Faça-se justiça, mas não se deve ficar por Sócrates, ele poderá ser um dos últimos responsáveis, não é o principal.
Luis Carlos

Henrique Sousa disse...

É só uma questão da «justiça» tomar a dianteira. Porque esperam para prender o Sócrates? Se o deixarem cá fora ele corre sério risco de vida.