As últimas eleições representaram o rechaçar da Mentira Total e Absoluta encabeçada pelo Partido Socialista e pelo partido socratista dentro desse partido. Foi possível mudar de Governo e dar uma oportunidade a pessoas sem responsabilidades directas no caminho que nos trouxe até aqui. A longa farsa socratista acabara, mas para trás ficaram buracos de vária magnitude, 3000 milhões no semestre ainda da responsabilidade gestionária socratista. Se medidas brutais no Governo Passos são tomadas elas decorrem das decisões em roda-livre, perfeitamente escandalosas e despudoradas, do anterior Governo, pelo que exigir o julgamento dos responsáveis pelo estado do País é não apenas legítimo, mas de suma justiça. É perigoso admitirmos que no passado se possa ter feito, decidido, danado, o futuro com total e absoluta impunidade e sem qualquer prestação de contas, dada a situação péssima do País. A longa noite de embuste socratista obriga a atitudes inéditas do Ministério Público, porque a crise externa jamais servirá de desculpa ao anterior Governo. Está por explicar para que fim agudizou ele absurdamente a dívida e o défice malbarantando qualquer esforço até aí simulado, com aumentos na Função Pública e a trapaça dos ajustes directos antecedendo as eleições 2009. Um Governo que duplica em seis anos a dívida soberana merece o quê? Todo o repúdio e a rejeição nas urnas e, hoje, a indignação e busca da verdade toda. O titular de um tal Governo merece mais: merece responder pelo o mal que fez ao País. Não bastou o urgente e higiénico derrube desse Governo maligno para permitir clarificar as coisas, expor as mentiras com que se varrem responsabilidades para debaixo do tapete parisiense. É preciso mais. Muito mais que isso.
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