Quarta-feira, Outubro 12, 2011

O FÍGADO E O PÂNCREAS DE JOBS

Informação, informação, informação. No nosso tempo, as ovelhas da informação somos nós pastando nos fartos pastos dela. Em última análise, pode ser que cheguemos a algum lado, na dispersão e no efémero ou haverá qualquer coisa que nos unifique e faça serenos, seleccionando o essencial. Seja como for, no combate às nossas fragilidades e vulnerabilidades enquanto espécie será, provavelmente, o excesso e não o défice de informação que nos poderá resgatar de perigos e solucionar problemas. Custa imenso perder espíritos tão à frente como Jobs, cuja certidão de óbito já se tornou notícia comentável. E bem: «Muitas vezes em medicina e saúde explicam-se os acontecimentos não pelas causas mas pelos efeitos. Para esconder a verdadeira causa. Se Jobs foi sujeito a transplante do fígado, certo é que tomava imunossupressores para evitar a rejeição do fígado transplantado. O sistema imunitário serve, entre outras coisas para impedir o avanço dos cancros, isto é, dos vírus que causam cancro. Os imunossupressores anulam o sistema imunitário. O transplante é uma terapia pouco satisfatória. O fígado de Jobs foi descartado porque já devia ter cancro. As doenças do pâncreas fragilizam todo o organismo. A transformação dos alimentos em matéria assimilável pelo organismo é feita por enzimas produzidas pelo pâncreas. A verdadeira terapia é produzir vacinas ou antivíricos contra os vírus que causam cancro.» Francisco Tavares

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