Segunda-feira, Outubro 03, 2011

O MAL DE TODO ESTE CHINFRIM

«O mal de todo este chinfrim é nunca serem apuradas responsabilidades; e que, por mais que as administrações e governos sejam incompetentes até ao babete, os seus titulares saiam sempre livres como passarinhos  para poderem recolher pachorrentamente os proventos da reforma ou do estatuto de 'senador' (cuja obtenção está apenas dependente da passagem de uns meros 6 a 12 meses sobre a prática dos crimes lesa-pátria). Não há critério (limites de endividamento), não há 'ratios', não há regras ou circunstâncias que possam  neste país-cigano  demonstrar limpidamente perante a opinião pública ou os tribunais que um governo ou certos governantes se entregaram à delapidação ou ao dolo; e mesmo que houvesse, a malta cá é pouco ou nada dada a gostar de ver cumprir ou de ver fazer cumprir a lei  os tribunais incluídos. O caso Isaltino é nisso paradigmático: condenado sucessivamente, o processo foi-se esfarrapando e perdendo força com reduções de pena e agora com convenientes erros processuais. Ninguém duvida que o autarca é corrupto e que praticou crimes fiscais  e isso é mesmo verdadeiramente o pior para a nossa sociedadezinha soalheira e sulista, que tudo desculpa para que nada mude. Jardim  além da sua grosseria habitual que também é considerada gira  encobriu, falsificou, manobrou, contornou, gastou, comprometeu (os outros...), desorçamentou, endividou, inaugurou, mentiu; usou truques constantemente como prática normal. Faz lembrar alguém; ou 'muitos alguens'  autarcas de Norte a Sul, presidentes ou gestores de EP's, ministros e outros vigaristas. Um dos grandes males da democracia e da existência dos partidos é o facciosismo desbragado: o que é péssimo num, já é aceitável e desculpável no outro. Para que tudo 'isto' fosse um pouco mais sério, o Povo tinha que ser todo mudado de alto-a-baixo ou descoberto outro povo  novinho em folha e ainda por estragar.» Besta Imunda

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