Pode Domingos declarar que não deseja a euforia. Mas o tsunami de euforia que varre o sportinguismo só lhe pode ser benéfico a si, habituado a gerir as emoções da massa adepta envolvente, prometendo realismo e transcendência, jogo após jogo. A euforia, num clube há demasiado tempo no armário da bipolaridade, é uma necessidade, está aí e veio para ficar, assim as vitórias continuem com jogadas e golos inebriantes. Com Domingos, os efeitos da gestão desportiva do plantel sportinguista serão similares ao que vimos no Braga: foi a euforia que embalou o clube para o sucesso e foi o discurso coerente de Domingos o principal catalizador da crença adepta assente nos conceitos de 'humildade' e 'trabalho'. Nada melhor que uma dose enorme de químicos naturais associados ao prazer de-ver-jogar para se passar da velha neurastenia desportiva sportinguista à dependência da adrenalina. Se o Sporting se depara repleto de possibilidades, a roçar de novo títulos, taças, golos de belo recorte e excelentes resultados, a culpa é toda do Domingos.

0 comentários:
Enviar um comentário