Pensei que só em Cuba, Coreia do Norte e outros antros de opressão e chantagem continuada, sítios onde o poder se perpetua nas mãos dos mesmos ad libitum, era possível a coisa horrorosa de uma personalidade cultuada, diante da qual toda a gente — jornalistas, aliás tratados como trastes e sacos de boxe, opositores, aliás espezinhados como ratos desprezíveis —, só tem de ajoelhar-se, talvez prostrar-se em adoração. Não. Na Madeira o registo abominável é exactamente o mesmo, tirando os limites que o pudor impõe. E que tal um refrescar de ares, domingo? Tivesse havido lealdade, comedimento, zelo, com o dinheiro dos portugueses, e este post [assim como outros] nunca teria sido escrito.
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