Sempre simpatizei com António José Seguro, pessoa e político, especialmente quando lhe notava aparente combate à corrupção e à desonestidades do Poder Político, coisa gritante na viscosidade do socratismo maquiavélico. Foi esboçando ténues reacções que só lhe ficaram bem. Acontece que não há nada de virtuoso em ser-se militante do Partido Socialista tal como o conhecemos hoje: partido-lastro no Aparelho de Estado, partido da captura das mais-valias e vantagens várias de se tornar poder político, absorvendo o Estado, sendo o Estado, sob a óptica paquidérmica do abuso, da arrogância velhaca, do pior unilateralismo possível, primário e terceiro-mundista. Qualquer líder que se arrogue em motor anímico de um País converterá em merda tudo aquilo em que toque: assim foi com o Primadonna e o seu voluntarismo voador, levitando demente, sobre o alastrar iniludível da realidade. A abominação moral mais asquerosa foi poder com José Sócrates. Essa é uma herança extremamente pesada para o TóZé. Dadas as responsabilidades do Partido Socialista por tal endividamento infrene do Estado Português, o TóZé deveria ser menos veemente e descabelar-se menos ao apontar levianamente o dedo aos actuais actores da governação. Com isso perde todo o meu respeito. Não lhe conviria apontar o dedo, mas introduzi-lo na fenda da má consciência socialista. Uma década não chegaria para autopsiar todo o lixo-relíquia de duas legislaturas absolutamente malignas.
1 comentários:
"Cúmplice por omissão". Fica-lhe bem, sim senhor. Ele estava a falar dele, não estava?
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