Domingo, Outubro 02, 2011

UMA PAUSA À CRISE E AO RUÍDO


Respirar de alívio e esperar que a mentalidade inconformista se prolongue em cada jogo. Gostei da garra com que o acossado Vítor Pereira festejou os golos, tão cercado de farpas, críticas e observações até aqui. Talvez o elogio venenoso de Vieira tivesse sido o maior estímulo ou a provocação perfeita para a efusividade passional do mister e para que acontecesse o que aconteceu esta noite: o regresso de uma equipa funcionando como equipa. Gostei de ver Walter, finalmente. Está visto que sabe ser útil, pode ajudar imenso a equipa e talvez já o pudesse ter feito de há duas jornadas ou mais a esta parte. Ainda partilhamos a liderança com o Benfica, por isso, e só por isso, esta goleada não passa de uma pausa à crise e ao ruído. Voltaram os célebres gritos de revolta e as metas de curto e curtíssimo prazo, mas o grito foi pequeno e a meta é curta perante a ânsia dos adeptos. O fim da crise e do ruído entre as nossas hostes acontecerá assim que se regressar ao futebol irresistível, à posse de bola, ao brilho europeu e ao vislumbre dos títulos. Era preciso um arranque de raiva, um despertar bem vincado, mas trata-se somente de uma pausa à crise e ao ruído, enquanto algo mais não se consolida. Que tal uma liderança incontestável, no banco e na Liga?!

1 comentários:

meirelesportuense disse...

É uma pausa para respirar e avaliar melhor a situação...Mas percebe-se que a equipa não está muito bem, Walter justificou a chamada, com ele a equipa pode fazer o que sabe fazer melhor...Se tivesse sido utilizado antes, estou convicto agora que não perderíamos os pontos que perdemos.
O futebol é uma coisa simples, inventar o quê?...