Durante anos invejámos a capacidade de empreender, fazer riqueza e dinheiro por parte dos nossos vizinhos espanhóis, tudo lhes parecia sair mais fácil e era um milagre de baixo preço as coisas que lhes comprávamos [bolachas, sabonetes, conservas] aparentemente mais bem sucedidos na aplicação dos fundos comunitários e na vontade de trabalhar. «Têm razão para se sentirem mais orgulhosos de si mesmos que os demais povos, esses cretinos!», costumávamos pensar com os nossos botões, talvez. Agora, sabemos que grande parte desse activismo e de esse sucesso fora uma ilusão que não passou disso, balão insuflado sabe-deus por que cajas hoje esgotadas e pré-falidas, segredo bem-mal guardado. As bases de apoio eram cediças. Não será à toa que, vítimas dos malefícios e insuficiências da governação socialista, em Espanha a emigração supere a imigração pela primeira vez em décadas em Espanha: mais de meio milhão de pessoas vai sair do país.
1 comentários:
O crescimento de Espanha desde Aznar, que não é socialista, baseou-se no imobiliário. Este deu «boom» e «sayonara España». Lembro-me das comparações feitas sobretudo nos primeiros anos do milénio. Eu cá só dizia: esperem para ver. Cresceram, pois cresceram. Endividaram-se até ao tutano, pois endividaram-se. De 7,6% de taxa de desemprego, em 2006, passaram, agora, para os famosos c. 20% dos inícios dos 90. Mas há a tal pequenina diferença, estão endividados como tudo.
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