BARAÇO DE OURO PARA POLÍTICOS
É um orgulho, sim, senhor, que Cristiano Ronaldo e Nani integrem a lista dos vinte e três candidatos a receber a Bola de Ouro 2011, que distinguirá o melhor futebolista do ano, juntando-se a José Mourinho e André Villas-Boas, também entre os dez candidatos a melhor treinador de 2011, prémio no ano passado ganho pelo primeiro. Não deixa de ser irónico que esse nossos excelentes, filhos da excelência que por cá ainda é parida e acrisolada lá fora, provenham de um País com um nicho de mediocridade irredutível: a política. Seria uma óptima ideia se a União Europeia instituísse um prémio anual para os seus primeiros-ministros, ministros das Finanças e ministros da Justiça, equivalente à Bola de Ouro. O Baraço de Ouro. Este prémio distinguiria aqueles políticos que pusessem os respectivos países sem défice, com superavit, ou com o menor défice comparativo dentro da Zona Euro, com os maiores índices de crescimento económico e com um sistema de Justiça célere e verdadeiramente cego. Utopia? Talvez. Mas se há excelência recompensada e reconhecida no domínio lúdico futebolístico, deveríamos exigir excelência absoluta e indeclinável na nobilíssima Arte da Política, onde têm pontificado por demasiado tempo, pelo menos na Europa, a abulia e a mais covarde procrastinação.

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