MEU KARMA, TEUS CÁRMINA

Não digo nada,
a cama fofa do meu sono
vale a escassez da hora inerte,
leio-lhes A Menina dos Fósforos
e é como se todo eu fosforescesse
de ardor, acendendo, uma a uma, as minhas ilusões,
no frio obstinado dos homens.

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