NÓS, OS ÍNTIMOS DE RONALDO
Pertenço àquele grupo de admiradores de Ronaldo que não têm problemas com o seu modo de ser, a sua riqueza, o seu desempenho na Selecção, os seus looks, nada. Pura e simplesmente não embirro com Ronaldo. Ponto. O jovem é uma máquina, um fenómeno à escala planetária e queira Deus, quanto aos seus feitos, méritos e títulos, bolas e botas, sandálias de ouro, prata, bronze, a missa ainda esteja a metade e a procissão ainda vá no adro. Há só uma coisinha que, por aqui e por ali, vou forcejando por corrigir: os desempenhos orais do jogador, sim, porque a Língua Portuguesa poderia ser [creio que ainda será] muitíssimo mais bem tratada por ele. Gosto de imaginar que se um homem se medisse pelo uso impecável, apaixonado, intenso, perfeccionista, da língua materna, eu é que seria o Ronaldo e ele estaria a escrever uma posta dedicada a mim pela Língua de Ouro. Ronaldo pertence ao mundo e ao mundanal e não poderia ser doutra maneira, fazendo de cada um de nós, átomos da globalização, quer queiramos quer não, íntimos dele, basta pensar no modo como andamos embebidos e inundados de informação de todo o tipo sobre essa estrela do futebol.
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