POLÍTICOS SÉRIOS E POLÍTICOS VELHACOS
Quando olho para cima a fim de vislumbrar se há Governo e se ele governa não diviso nem Esquerda nem Direita. Só vislumbro seriedade, sentido de Estado ou a completa rarefacção ou inexistência disto. Antes de Passos, Sócrates, irmãos gémeo de Vara e dos valores que o pariram, governava com os pés e limpava-se ao papel higiénico-Portugal. Cavar dívida e favorecer os favorecidos era o lado para onde dormia melhor. A sua palavra valia uma bosta de cão ao longo do passeio. Havia um séquito de aduladores das benesses e dos favores de Estado e era para esses, exclusivamente para esses, que havia Desgoverno PS. Agora, por que há um Governo que procura por todos os meios extrair-nos do abismo, e fazê-lo o mais rápida, prestigiante e consistentemente possível, os mesmos outrora fodilhões do erário apodam-no de servil ou colaboracionista ou envergonhado perante os poderes externos, padecendo da síndrome do bom aluno. Sim, por razões de hipócrita patriotismo, os cabrões fautores da Bancarrota contestam que seja preciso mostrar aos mercados, à troika, o Patriotismo de haver por aqui quem tenha palavra de honra. Ama o nosso País e revermo-nos na sua História pressupõe a insubmissão e a valentia de cumprir um acordo assinado, de respeitar uma palavra dada, um contrato estabelecido. Os filhos órfãos de Sócrates e todas as metástases remanescentes do socratismo seguem outra lógica que lhes deveria garantir ou prisão ou hospício. Primeiro danam e sugam o País, depois vêm clamar contra a ausência de consciência superior de nacionalidade. Começassem por ser eles mesmos incapazes de rapacidade à primeira oportunidade.
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