SERÁFICA GÉNOVA, VINTE ANOS DEPOIS

Lembro-me de ter conhecido Génova, há vinte e um anos, salvo erro, quando fui a um Sampdoria vs. FC Porto. A impressão da cidade foi de estranheza. Edifícios sumptuosos, sólidos, apalaçados, igrejas e outros monumentos com agulhões para evitar o cagar implacável das pombas, uma certa sagacidade saqueadora das casas de comércio com faro sobre forasteiros e ingénuos, frieza compenetrada nos que passavam na rua, uma vista mágica da marginal com um mar muito verde ondulando à brisa de Fevereiro. Recordo-me ter então pensado imenso em Sophia. Hoje, essa cidade vive uma tragédia impensável, tão seráfica desliza ela pelos tempos.

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