segunda-feira, fevereiro 28, 2011

UM ÓSCAR PINOQUIANO

Afinal, a Academia também agraciou com um Óscar um grande filme do Pinóquio, que agradeceu pinoquianamente a quantos votaram nele. Vale sempre a pena visitar essa grande página de humor cujo fantástico artesão é Henrique Monteiro!

JESUS VAI HISTÉRICA

Mas afinal o que é que se passa com Jorge Jesus? Surto de caspa ou nada mais que efeitos da religião Benfica que enlouquece perigosamente os mais incautos? Há sempre a solução de um exorcismo ou essa coisa omnipresente chamada calmantes. Recordem-lho.

domingo, fevereiro 27, 2011

A MALIGNIDADE DA CHANTAGEM

«Parece que ainda ninguém concluiu que o principal contaminante do aterro político e governativo que faz feder este país é este incompetente e malicioso primeiro-ministro.»; «Segundo este "filósofo", então a estabilidade passa por aqui, em silêncio: compreender o desemprego de 600 000. Aceitar redução de salários e aumento de impostos. Manipular a comunicação social. Andar à bolina com o Kadhafi e o Chavez e chamar a isso politica externa, depois da Espanha, Espanha, Espanha...Saudar os 70 000/ano que abandonam o País e emigram. Ficar indiferente quando o PGR diz preto no branco que há escutas que lhe escapam e que são ilegais. Insultar empresários que criam emprego e andar aos abraços com os que mamam subsídios. Inaugurar os primeiros dez, os segundos vinte e os terceiros trinta metros de túnel do Marão. Colocar objectivamente o País como colónia da Alemanha. Saudar a execução orçamental derivada do aumento de impostos, mais impostos, e mais impostos. Prever no orçamento 70 US Dolares para o petróleo, que já chegou aos 110 e tudo numa boa. Defender o estado social e retirar cada vez mais estado social da carteira das pessoas. Falar do simplex para empresários e vê-los a fugir de Portugal.Dizer que a economia não suporta crises políticas e andar em campanha contra a oposição. Dizer mal do Bloco e ter passado o Natal a mandar subir ao palco do Alegre o PS e o Bloco. Resistir ao FMI pelo discurso, chamando o FMI pela acção. Presidir a um governo que se evaporou. No ambiente, sem dúvida que está lá uma pessoa, no gabinete da dita. Na Justiça, as mesas têm Magalhães e pouco mais. Nas obras públicas depois do jamais, está o ministro afogueado. Nos estrangeiros, um bom homem. Na presidência, um repetidor de trejeitos à Sócrates. Na defesa um missil à deriva. Na indústria, um enfado esta coisa dos mercados. Nas finanças, o-sempre-em-pé dos 7%que-seria-uma-tragédia-que-já-não-é. Na saúde, o défice não importa. Na educação também uma pessoa está lá, é garantido. No parlamento, eu cá sou pelos 130 deputados. Estabilidade, disse ele. Mas como dizia o anúncio, porque é que no meu tempo não havia Gloco? Porque agora com Gloco as nódoas saiem tão rápido!!! É só pedir Gloco, PPCoelho.» Anónimo

SÓCRATES PROSTITUI AS PALAVRAS

Ninguém, em cem anos de história portuguesa ou em novecentos dela, prostituiu tanto as palavras como José Sócrates, ninguém abusou delas tanto e tão impunemente. Lenocínio continuado, trata-se de uma vergonha, quer quando se proclama «Estado Social», falindo-o e recuando dele todos os dias, quer quando se vocifera «qualificação» ao mesmo tempo que o facilitismo penetra cada interstício do sistema educativo espezinhador de docentes, quer quando se ladra «país mais próspero», afinal esbulhado de fisco como nunca há memória. Próspero é o PS. Próspero é José Sócrates. Com tais laivos de cínico, sorrisos trocistas, desplante e desprezo pela realidade, Portugal agoniza e o ambiente político fétido contamina as energias de todos. Mas é como se pairasse no ar um registo chantagista poderoso o suficiente para adormecer contestação e paralisar qualquer ruptura com a mais perversa colecção de poderes, caras de pau, caras de cu, vozes jumentícias, desde o 25 de Abril, ontem a aplaudir a demência pura e a sua «moção». É necessário que o Primadonna seja removido, demitido, preso, julgado, encarcerado, metido num colete de forças, enviado para uma ilha prisional. Sócrates é o Mal que faz mal ao País. Não se vislumbra nada mais nocivo e contraproducente.

sábado, fevereiro 26, 2011

MAIS KHADAFIÓCRATES RAIVOSO

Estou a ver, pela SICN, um coiso acossado, repleto de raivas e novos slogans, «células estaminais»; «igualdade»; «por um País mais próspero»«Porque eles querem privatizar». Gagueja, sibila, atropela sílabas, pantomina, gesticula, ginga, joga, abre as asas, esganiça, dramatiza, ironiza, chasqueia, faz esgares rasgados como sorrisos de crocodilo. Alguém lhe explique que «célere» é igual a «rápido». Uma tempestade de demagogia este Sócrates, no seu reduto de parlapatice. «Eu acho», diz ele. «O Estado e o Estado e o Estado». «Eles têm uma agenda ideológica». Há qualquer coisa de infinita e criminosamente desfasado da realidade neste cromo que não se enxerga e na sua frenética «moção global estratégica nacional»Bom apetite para ela, otários! É grande a comédia da palavra esgrimida pelo Khadafiócrates local cujo valor é o mais absoluto zero. A fealdade moral e política está toda lá: todo o socratismo é ultradireita, castração, mentira por grosso. «Viva o Partido Socialista! Viva o PS!», diz ele. Deus tenha piedade de nós.

MISÉRIA INSTITUCIONAL E INSTINTUAL

«Mas o que me interessa é o princípio do excerto. Se o deslocarmos do contexto para o nosso, actual, os sinais devolvem-nos um país pouco mais "evoluído" em matéria de liberdades do que aqueles cuja história VPV conta. Um presidente do STJ empenhado em perseguir todo o mundo e o outro por causa dos seus "poderes", um punhado de partidos, à esquerda e à direita, "albanizados" e asnáticos, uma sociedade dita civil que oscila entre a passiva ajoelhada perante ao Estado e a parvoíce de matilha da "geração facebook" que "ameaça" com a rua, um jornalismo falho de audácia (vá lá, Fernando Madrinha no Expresso ousou denunciar a "correcção" no episódio da prisão de Paços de Ferreira), as recentes "golpadas" no sufrágio universal, etc., etc., dão cor a uma miséria institucional e instintual que não pode manifestamente dar lições a ninguém. Não há liberdade, há de quando em quando liberdades. Um princípio português.» JG

ZELOTA ALEGRIA A DUAS NOTÍCIAS ROUFENHAS

O blogger Tomás Vasques aparece num júbilo estranho a celebrar duas 'boas notícias' que, na verdade, são más. Puro cabresto. Há outras leis violadas, outras endémicas impunidades impunitárias, outros valores que suplantam a obediência estrita a uma dada hierarquia; outras entorses morais e funcionais que nada nem ninguém adressa, bem pelo contrário, basta ler uma entrevista roufenha do PGR Pinto Monteiro que leva a autojustificação ao limite do patético. Todos os sinais de castração não são «boas notícias», mesmo porque o regabofe é todo outro: clientelar, feito de distorção justiciária, regabofe corrupto, coisas que estimulam o respeitinho, a subserviência, o andar domados e cabisbaixos, seja o blogger da 'boa notícia', seja o tal juiz do tal tribunal posto na linha a propósito das escutas ao Sócrates do costume. Salazar, Khadafi, Chávez, tudo o que é censório e persecutório faz escola no socialismo-socratismo que detesta gente rija, combativa e denunciadora dos seus desmandos, menos ainda se o fazem mediante um fino sentido da sátira ou um forte sentido de pura resistência. Incompetência e corrupção extremas não suportam a sátira, a literatura, o chiste, a blague, o humor, não suportam que simplesmente se lhes resista, nada. E a ironia é que, só quando convém, a hierarquia é chamada à colação e a lei e o resto. Partindo de um blogger tão inteligente e resistente, como o Tomás Vasques, é de estranhar tão zelota alegria.

APEQUENAR PORTUGAL

Os telegramas divulgados pela WikiLeaks são poéticos e até épicos porque reescrevem a história sob um ângulo imprevisto ao investirem contra o espesso cinismo da cena internacional e ao exporem também entidades diplomático-políticas doentias, malsãs ou simplesmente demasiado humanas. É belo confirmar ressentimentos que mesmo norte-americanos nutrem por aqueles que não lhes compram armas, os preterem em favor de outros parceiros. Este telegrama enviado para Washington pelo ex-embaixador dos Estados Unidos em Lisboa, Thomas Stephenson, apequena o Ministério da Defesa português e apequena Portugal, o que levanta a questão: por que sentem grandiosos e engrandecidos os grandes? Nada que um bom torpedo pelo cu não clarificasse de vez. O lento processo de desorgulho português necessita de uma reacção exemplar: mudar de regime [um Rei que assuma a chefia de Estado como paixão e serviço, sem dolo, tudo ao contrário do absolutamente reles socratismo] reganhar orgulho, voltar a ser grandes e a funcionar como grandes.

O CÁBULA SUPREMO

«... chegámos a um ponto tal que confio mais que a Sr.ª Merkel defenderá melhor os interesses portugueses do que o lic. Pinto de Sousa. É que pior do que ele já fez a Portugal é impossível. E tem de ser a Europa a obrigar o Estado português a equilibrar as suas contas, não do lado da receita, como fazem os socialistas, mas pelo da despesa, como faria qualquer governante patriota, sério e responsável perante o nosso futuro colectivo.» Rui Crull Tabosa

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

PASSOS FUNESTOS

Estou há muito desiludido com Passos Coelho. Acomete-o um estranho medo de instabilizar a podridão patrocinada pelo Primadonna como se alguma coisa má, ainda pior?, dependesse do que dissesse. De que é que tem medo? Está na hora de demolir estrondosamente a grande farsa socratista para o que não há camartelo nem verve que bastem. As sondagens, sempre à medida e ao serviço da putrefacção socratista-socialista, vão dando sinais de dissonância rumo à maioria absoluta. Nem assim. 
lj
Comentário de dois leitores: 1. «Só vejo uma explicação para isto: Falta uma semana (ou menos) para que a 'coisa estoure' e ele não quer dar razão ao 'dito cujo' para se fazer de vitima.» 2. «Se Passos Coelho mexer uma palha o homem e os seus fiéis atiram logo a crise para cima do PSD. E otários como os portugueses são, ainda lhes dão maioria absoluta. Este é o sonho deles.» 

LÍBIA — VERBAL BROADSIDES

Há quem sonhe alto e espere norte-americanices impossíveis da parte de certos europeus: «It's time for one of the Libya's European neighbors, France or Italy, to step up to the plate. It's easy enough for President Nicolas Sarkozy ro fire verbal broadsides in the direction of Tripoli, and Prime Minister Silvio Berlusconi to express anxiety over a possible influx of Libyan refugees on Italian shores. But which one of them will have the courage to put their planes in the air over Libya, risking dogfights with Gaddafi's jets or his antiaircraft batteries?» Bobby Ghosh 

A POPOTA MAIS GORDA

Ana Garcia Martins reúne toda a esperteza do mundo e o mais hábil engraçadismo para ter um sucesso absoluto na bloga para a qual julguei impossível haver 20 000 leitores diários, tratando-se de um só blogger. Muito mais que somente faro para o negócio: toda ela, Ana Garcia, é negócio. Tudo lhe corre naturalmente bem, intensamente amada ou odiada. Negócios são negócios e A Pipoca Mais Doce, com a quotidiana reprodução lustrosa de banalidades, parece um sucesso. Nós, a bloga esforçada, sem classe, sem fashion, nada actual, nada cosmopolita, nada arrojada, nada moderna, sem Time Out, sem interesse, sem alter-ego, sem peças de roupa nem sugestão de restaurante, sem sapatos, sem malas, sem marcas, sem produtos, sem a apipocamaisazeda à perna, sem hate mail, sem fútil, sem cor-de-rosa, sem mais para mulheres, sem livros que tenha lido, sem exposições, sem sugestões para vestidos de noiva, sem ideias para quem hesite acabar com o namorado ou tirar jornalismo, sem assumidamente fútil e cor-de-rosa, sem qualquer toque parolo de Benfica, sem capacidade de fazer sonhar, desanuviar e não estar a pensar nas coisas que chateiam as pessoas, sem nada de giro, sem montes de blogues a falar de nós e dos nossos passes de oco, sem O Sexo e a Cidade, sem a Carrie Bradshaw como ídolo, sem Nova Iorque como destino, sem gosto por sapatos e por roupinha, sem 250 pares de sapatos, sem closet com eles expostos em prateleiras no qual não se deixa entrar crianças nem animais, sem Manolo Blahnik, sem os Louboutin que existem no mundo, que serão centenas ou mesmo milhares, sem primeiros nem últimos passos no caminho da riqueza, sem peça fetiche, sem baby steps, sem eventos, sem lançamentos de produtos e festas, sem a vida escarrapachada na "Nova Gente", sem perspectiva de romances, sem Margarida Rebelo Pinto, sem o target, sem a pachorra para o Diário da Tua Ausência, sem inveja nem a glória de ser invejada, sem a curiosidade dos outros, sem o encanto dos blogues, — nós não temos sucesso. Temos fome. Temos pouco dinheiro, as paredes do quarto pequeno estão repletas de um bolor negro, dois pares de qualquer coisa como calçado e o mesmo casaco por meses, um carro velho e desconjuntado, um salário que não paga fraldas nem iogurtes nem luz nem água nem electricidade nem TVCabo nem gás e às vezes somos quatro na mesma cama para parecer menos frio, cinco, quando o sobrinho vem passar cá o fim de semana, a casa é fria, húmida e a canalha tosse e peida todo ano e nós também. É assim e não poderia ser de outra maneira.

RUI, UMA SERGANTANA OBSOLETA

Como é grotesco esse arrastar-se à tona-esterco de uma governação cem por cento falhada.

O HOMEM DA VOZINHA DE HÉLIO

Pensei que a roçar gloriosamente o mais espesso vácuo justiciário bem intencionado e ultra-retórico tínhamos somente Pinto Monteiro, o ronceiro PGR, e Marinho Pinto, ambos vozes de aguardente e fiéis guarda-costas do Primadonna, função que cumprem com zelo tal que os não vemos em cio por mais coisa nenhuma. Mas não. Também temos o célebre vozinha de hélio, Noronha, agora aflita com a «destruição imediata» das escutas telefónicas do processo Face Oculta, havendo tanta coisa a carecer de acção imediata. Estranho. Ou talvez bem pelo contrário. Mas quem é que aperta bem apertados estes senhores para que não tenham olhos nem mente nem língua nem mãos senão para a inextricável protecção do Primadonna?!

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

CONSTANTES ENTRE ABOMINÁVEIS TIRANOS

Foto replicada daqui.

SITUACIONISMO TELEVISIVO

Deverá ser por uma espécie necessidade fisiológica que José Alberto Carvalho e Judite de Sousa, director e subdirectora da informação do canal público, possam eventualmente mudar-se em breve para a TVI. Quanto mais cedo se descolarem da obediência aos ditames controleiros do socialismo-socratismo, paga aliás a peso de ouro, melhor para eles. Qualquer um procuraria demarcar-se do lixo subliminar nestes anos de Circo e castração rente mediática. Seis anos de silêncios e contemporizações, provendo e promovendo a mentira por omissão, demissão. Seis anos de submissão canina ao situacionismo abafador que o socratimo-socialista promoveu milimetricamente. Nem mil programas laudatórios Prós e Prós, por exemplo, prostrados ao Primadonna e à sua visão estrábica do País, nos salvaram da iminente bancarrota e da necessidade de um prudente pessimismo preventivo. Já agora, para onde se transferirá Fátima Campos Ferreira? Por que não desaparecer nos infinitos arquivos dos abrantes?!

FERIDA QUE DÓI E BEM SE SENTE

De que novos desesperos e disposições novas a tudo se fará a vida de milhares no Grande Porto? Por cada penhora cretina, por cada naufrágio familiar, por cada desemprego enraizado no Outono da vida, um emigrante ou um homicida? Um topa-a-tudo ou um suicida? E no entanto, crime é crime. A arma era branca, mas não branqueia a malícia.

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

KHADAFI E SADAM

Khadafi está completamente louco. Espuma como um bicho acossado. Fabricará um morticínio nunca visto se antes disso não for detido. Com muito mais razão mereceria uma caça internacional como aquela com que Sadam foi contemplado. E é para ontem.

A CELA IMUNDA DA VERDADE

«Por que é que os partidos não experimentam organizar umas "jornadas parlamentares" numa prisão portuguesa a começar, preferencialmente, dentro da cela onde a "vítima" foi "agredida"?» JG

UMA QUESTÃO DE DECADÊNCIA

Vale a pena ler na íntegra esta reflexão: «Tudo, mas literalmente tudo, o que o Governo tem feito, perante a ameaça do que se está já a concretizar, é tentar evitar a exacção das suas omissões ou acções desastrosas, as suas próprias ou as dos governos socialistas que o antecederam, com novas omissões ou acções desastrosas. [...] Trata-se do ponto de saturação de uma demorada evolução para o abismo, ilustrada por inúmeras curvas: a do défice externo, persistente desde 1995, a do desemprego, em alta desde 2000, salvo uma curta e inconsequente interrupção no princípio do lustro passado, a do endividamento do Estado, das famílias e das empresas, a da produção praticamente estagnada na última década, e em tendência longa para o zero  eis o nó do problema, o problema dos problemas. Vem já da década de 70 do século passado.» Jorge Costa

MANANCIAL DE PORCARIA

O recluso "corrigido" pelo GISP emerdava a cela e o cheiro contaminava a ala e infernizava a vida dos restantes reclusos. O que fazer? Torturá-lo? Limpar-lhe alguém a merda pro bono? Rui Pereira deve saber o que deve ser dito com o manancial de tretas de que é detentor. Depois das recentes presidencais, tornou-se um óbvio especialista em trapalhadas e boas merdas.

CRÁPULAS DA NOVA ESCRAVATURA

O comentário que a seguir se reproduz é um "senhor comentário" que faz justiça à realidade portuguesa há muito pervertida quanto aos desígnios traídos da chamada coesão social, que é nula. Muito bem emitido a propósito desta pérola: «... Com os salários de merda que os privados fazem questão de pagar aos “menos qualificados” nunca conseguirão trabalhadores. Por alguma razão o patrão do Pingo Doce se queixa que não encontra talhantes e outros profissionais. Portugal é o país da OCDE onde o prémio salarial aos licenciados é o mais elevado e aquele cujo leque salarial é mais amplo. O senhor doutor lá de Harvard é capaz de nos explicar por que razão os países onde o leque salarial é muito mais estreito e os salários dos trabalhadores menos qualificados é mais elevado são muito melhores que nós? Aliás, isso da qualificação não é assim tão linear e apresenta-se apenas correlacionada com o bom desempenho económico. As pessoas são mais qualificadas nos países ricos e bem geridos e também mais justos e com maior equidade por isso mesmo: são ricos, bem geridos e mais justos e chegaram lá antes de todos terem excelentes qualificações. Na extinta União Soviética para cada 5 operários (bem qualificados) havia um engenheiro. Nada disso fez com que aquilo fosse algo decente. A conversa da qualificação é treta. Paguem decentemente a toda gente, reduzam o leque para níveis dignos de um país civilizado, respeitem e motivem as pessoas e as coisas só poderão ser melhores. O resto é conversa de crápulas que sonham com modernas formas de escravatura.» Blasfémias

QUEM TEM MEDO DO MEDONHO KHADAFI?

Khadafi, segundo alguém dizia «um líder carismático», afinal um filho da puta tenaz, determinado, instila um medo profundo no seu povo: os insurgentes líbios pensam agora duas vezes antes de saírem às ruas de Trípoli. Reprovado, cuspido e renegado internacionalmente, o tirano sanguinário resiste, de certa forma imitador de Berlusconi, a quem nada envergonha, ou do Primadonna, a quem é mais valiosa a própria precária sobrevivência política que a do País submerso num pântano de juros mortíferos, marca de uma governação falhada. A rua portuguesa está morta, é o que lhe vale. A rua líbia, essa ameaça definhar e morrer apenas porque, ao contrário dos eventos na Tunísia e no Egipto, olhos que não vêem, coração que não sente: Teerão e Trípoli têm esmagado a seu bel-prazer todas as rebeliões populares porque os recursos mediáticos, com as suas milhões de palavras em cada imagem denunciadora, ou são escassos ou são mesmo nulos. As clientelas kadhafianas, basicamente homens armados pró-Regime, andam por todo o lado a ameaçar quem se junta em grupo, segundo relatos de residentes na capital líbia. Dêem-lhe câmeras, repórteres, palpitação de vida e os líbios serão Livres. E os seus mortos não terão morrido debalde. 

terça-feira, fevereiro 22, 2011

LIBIDO LIBERTÁRIA LÍBIA

Há sempre beleza numa revolução. Sempre. Umas com consequências mais libertadoras que outras, conforme a História bem atesta, para não falar nos avanços e recuos. Na Líbia, a coisa mostra-se fulminante e sangrenta em face do que se passou na Tunísia e no Egipto. Ali a brutalidade repressiva já excedeu expectativas e a entrega apaixonada só pode ser premente: ou agora ou nunca. Bengasi e Sirte já lá cantam do lado dos insurgentes. O regime de Muammar Khadafi vai angustiado e não seguro. Ainda bem. Verificam-se deserções de monta nas suas hostes. Qualquer coisa de novo e profundo faz caminho, embora incerto. Nasce a pulso, entre vítimas, algozes vitimados, linchamentos, incêndios. Por vezes dá inveja tanta libido libertária, tanta generosidade em morrer. A liberdade é afrodisíaca.

O MOTOR GRIPADO DA INDIGNAÇÃO

Em Portugal nenhuma indignação medra, nenhum escândalo escandaliza, nenhuma injustiça deprime, nenhuma avenida enche, nenhuma raiva eclode, nenhum punho se fecha, nenhum grito grita, nenhum mal se corrige. E é pena. Gado que segue sendo gado, não por aí que o gato da transformação política e cívica vai às filhoses: «...aos “desempregados, ‘quinhentoseuristas’ e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal!.»

PLANO INCLINADO E SECCIONADO

Quando se fica a saber do fim do programa Plano Inclinado inclinamo-nos para a constatação do peso mortífero dos lóbis maçónico e socialista nas políticas da opinião, da informação e, logo, da divulgação ou ocultação sorna dos números igualmente mortíferos da economia portuguesa, os quais deveriam dar prisão efectiva aos recentes locatários políticos da função de Primeiro-Ministro. Não seria a primeira vez que cortam o gasganete à raiz do pensamento, especialmente se o pensamento os acusa de comportamentos de tríade: danosos do mérito, sonegadores da justiça, sabotadores da honestidade. Manobristas. Proteccionistas. Mentirosos. Circenses. Aos que não gostam particularmente de Manuela Moura Guedes nem de Medida Carreira nem de Mário Crespo nem de quantos falem dos factos negros e da desconfortável verdade dos números portugueses, façam um jubiloso brinde com merda. Hip Hip Hooray, motherfuckers! 

UM PAÍS EMPARVESCENTE

«Os meios de comunicação social exultaram com os novos números e ficou-se com a ideia de que as coisas estavam, finalmente, a correr bem ao nível da execução orçamental. Por isso, foi com grande expectativa que muita gente esperou pelos números da DGO, que foram finalmente publicados ontem. Para confirmar que as coisas estavam mesmo a correr bem, decidi confrontar os dados da execução orçamental de Janeiro de 2011 com os dados da execução orçamental do mês de Janeiro dos anos anteriores. E qual não foi o meu espanto (ou talvez não) quando percebi que a história por detrás dos dados da DGO é bastante diferente da euforia demonstrada pelo primeiro-ministro. [...] Moral da história: a melhoria da execução orçamental foi manifestamente exagerada pelo governo. Compreende-se que o governo o tenha feito, pois luta desesperadamente pela sua sobrevivência. No entanto, lá por proclamarmos aos sete ventos que as coisas estão bem, não quer dizer que a realidade o confirme. Aliás, com execuções orçamentais assim, como é que queremos ter o benefício da dúvida dos mercados e dos nossos parceiros europeus? A verdade é que a propaganda do governo, por mais fantástica que seja, já não chega para disfarçar a verdade dos números. E, infelizmente, os números não nos são nada abonatórios.» Álvaro Santos Pereira

ENGANEM-NOS SE PUDEREM

Janeiro representou um marco incontornável na obscenidade da política: impostos aumentaram e deu-se, por isso mesmo, um grande aumento da receita fiscal, salários dos funcionários públicos foram cortados, alguns apoios sociais desapareceram. Mas a despesa do Estado não dá sinais de baixar: daí que nem os mercados nem os observadores externos se deixem enganar com a pantominice socratista-socialista. Controlar as contas públicas deveria passar por morigerar a base de apoio dos Partidos habituais, especialmente o PS, que se meteu por pântanos nunca dantes estagnados. Enraizadas clientelas intactas. Enraizados vícios intocáveis. Enraizada irrealidade gastadora. A despesa do Estado controlar-se-ia eliminando o que tanto custa aos socialistas eliminar: clientelas. Um mal que proliferou até ao limite do estupro ao erário. Só mesmo a Alemanha para pôr fim a esse regabofe, o que não tardará.

DE DUAS CLIQUES, A KHADAFIANA

Na questão líbia, o "Governo" de Portugal pode bem limpar as mãos à parede, especialmente Luís Amado, ministro dos Negócios Estrangeiros português, e todos quantos enterraram milhões nessa aposta sem futuro, sem presente, sem ética. Na sofreguidão por qualquer coisa de compensatório em duas legislaturas de grande proventos clientelares e grosseiras perdas alheias, as nossas, nada como o exercício de pseudo-esperteza e agilidade caixeiro-viajantes: para o Primadonna qualquer coisa servia. Uma tirania, duas, três. Os contactos fizeram-se sem olhar a quem. Ainda se ensaiou a Rússia que veio estagiar a Lisboa com uma comitiva de alto coturno e o resultado auspicioso de ter fodido algumas putas caras na respectiva movida. Depois China, Chávez, Líbia. Mais de 250 líbios mortos depois, o que tem este Governo a dizer? Pouco. A medo. Digno de absoluto desprezo. Para Amado, do que o regime libanês precisa não é de uma liminar e inequívoca condenação, mas de «uma espécie de plano Marshall Enquanto a clique de Khadafi mata por grosso e rapidamente: reprime, metralha, esmaga, usa snipers, mercenários, bombardeia aglomerados de manifestantes; pelo seu lado, como desde há seis anos, a clique socratista-socialista pulveriza a verdade com o respectivo massacre aos factos, divide para reinar. Duas cliques, a kadhafiana e a socratista, o mesmo veneno, a mesma merda, diversos graus de um mesmo Mal Absoluto. De ambos não ficará pedra sobre pedra.

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

RICARDO SAIF AL-ISLAM COSTA

Quando Saif al-Islam Khadafi, filho do líder líbio Muammar Khadafi, se mostrou na televisão, pensei ser ele o irmão perdido de Ricardo Costa, o célebre bitaiteiro da SIC, grande monopolista da palavra, hegemónico leitor do palimpsesto político nacional. Recostado e gesticulante, Saif, sósia quase perfeito de Costa ao ponto de ostentar exactamente os mesmos tiques de olhinhos do comentador português, veio prometer reformas e alertar para o risco de guerra civil caso continuem as manifestações nas ruas exigindo o fim do regime. Grande manipulador! Grande argumentador! E esperto. A família tem biliões nos bancos suíços. Há muito a perder. Entretanto, o uso da força para conter os manifestantes que pedem o fim do regime já fez mais de 230 mortos. E fará muitos mais. Perante o furor anti-liberticida que alastra pelo mundo árabe, as contramedidas dos poderes instalados tenderão, em casos como o líbio, ao extremo da repressão, tentando ser bem sucedidas onde outros falharam. Esperançosamente, o que tem de ser terá muita força.

PETICIONAR

Há questões sobre as quais é obrigatório peticionar para obter clareza ou para exercer pura pressão vexatória, dada a estranheza pelos factos, dado o mau lastro biográfico, dado o mau cheiro curricular e o hábito de malabarismos perdulários com dinheiros públicos. Sobre tais questões já peticionei, peticiono e sempre peticionarei. Peticiona tu também.

BY THE LOWEST BID

Que o Daniel se para a banda desconchavada do Primadonna é algo cujo lento e disfarçado desenho se percebe há muito tempo: se vai, vai «by the lowest bid». E fica-lhe feio. Fica-lhe mal.

domingo, fevereiro 20, 2011

AMIZADES DE RISCO

Estes dois últimos Governos de Portugal têm sido amigos da Líbia. Há aparentemente grossos negócios com ela. Mas o respectivo regime ditatorial é tão mau, cheira tão mal, que na resposta à insurgência sequer se poupa aos piores requintes de desumanidade, como o recurso a snipers para um abate selectivo de cabecilhas e de quem calhar, numa óbvia escalada fruto de uma antecipação planificada contra o que desse e viesse, aprendidas as devidas lições do Egipto e da Tunísia. Amizades de risco. Negócios sem vergonha por gente sem vergonha e que nunca correm bem porque não podem correr. Muito mais que azar, o erróneo e o errado acompanham-lhes os passos e atropelam-lhes o kairos.

NADA COM VOZ DE AGUARDENTE

Não gosto de Pinto Monteiro. Tem tudo contra ele. A inutilidade servil e a mania de se rebaixar ostensivamente a mero guarda-costas de Sócrates: «Escutas? Que escutas?». Numa voz de aguardente sempre arrastada e sibilante, com os olhos muito esbugalhados em nictações de protestação virginal, espraia-se em inverdades muito mal alinhavadas porque não está no seu sangue mentir de igual para igual comparado com aquele que protege canideamente. Vê-lo, ouvi-lo, ler-lhe a palavrice é sempre penoso por causa daquilo que não faz, não é e não representa. Procurador da Maçonaria e do Partido Socialista? Sem sombra de dúvida. E cumpridor, observe-se. Procurador de Portugal é que não é. Fora o que é e o que não é, não sobra nada. Ora, parece óbvio que o Nada dá entrevistas. Deu uma ao DN.

sábado, fevereiro 19, 2011

CONTRA TRUQUES E TRETAS


Dou por mim a gostar imenso de pessoas que ousam minar esse perpétuo espectáculo saltimbanco repleto de truques e de tretas do Primadonna, José Sócrates. Gosto imenso, imenso, de António Barreto por toda a coragem de dizer o que há de mais duro a dizer disto que dura e dana. Escreve com classe, elevação, sobriedade. Não é novidade nenhuma aqui que gosto imenso dele e dura esse apreço intelectual intensamente há, pelo menos, mais de um bom par de anos. Mas também gosto de Henrique Neto, alguém que não tem nada a perder e nada a ganhar. Descobri o que dificilmente imaginava possível: que gostava de Manuel Maria Carrilho, de Ana Benavente e até, recentemente, de Manuela Arcanjo. Hoje passei a gostar de mais um português. É rico, educado, produtivo e absolutamente pertinente: Alexandre Soares dos Santos. Chamem-me ingénuo se tenho apreço pelos que denunciam ou afrontam a tirania parda e podre do sr. Sócrates. Serei ingénuo, então, com uma alegria infinita. Não posso é perdoar com cínico eufemismo a quem faça mal ao meu País, o entregue a humilhações, o engane grosseiramente todos os dias assim como rejeito quem transija com isso com o langor das pegas e a moleza do torpes.

CAGANÇAS DO OBSCENO VARA

Quem quiser ver o seu País reflectido na mesma superfície que matou Narciso, olhe para Vara e continue a desculpar a sua esposa, Sócrates, que a merda é exactamente a mesma e mesma a péssima índole. Quem vê Vara, vê o cu da aristocracia Vale Tudo, malsã, incompetente, furona, manobrista. O princípio é este: o País que se foda. Importa é antes de mais preservar Vara e a sua esposa, Sócrates. A todo o transe. E é isso que se faz.

PERGUNTA QUE NEM SE PÕE NEM SE IMPÕE

E é pena. Primeiro os factos: «1) A média do crescimento económico é a pior dos últimos 90 anos; 2) A dívida pública é a maior dos últimos 160 anos; 3) A dívida externa é a maior dos últimos 120 anos (desde que o país declarou uma bancarrota parcial em 1892); 4) O desemprego é o maior dos últimos 80 anos. Temos 610 mil desempregados, dos quais 300 mil são de longa duração; 5) Voltámos à divergência económica com a Europa, após décadas de convergência; 6) Vivemos actualmente a segunda maior vaga de emigração dos últimos 160 anos; 7) Temos a taxa de poupança mais baixa dos últimos 50 anos. [...] De que estão as outras forças políticas à espera para derrubar este miserável governo? Para retirar definitiva e permanentemente este partido (PS) da cena política durante as próximas décadas, reduzindo-o à sua verdadeira condição de partido de malfeitores, gente arrogante, sem competência e permanentemente imbuídos de má fé? Para apear da cadeira do poder um criminoso político, mentiroso compulsivo e vendedor de banha da cobra que, sem quaisquer condições técnicas, éticas e morais, conseguiu a extraordinária façanha de, em apenas 6 anos de (des)governo levar este país à ruína, à falência e à miséria? Por que esperam para responsabilizar os seus autores e sentar no banco dos réus todos estes criminosos que provocaram uma tal hecatombe económica e social?» MKD

CONCILIÁBULO DA DEPUTAÇÃO

A decepção previsível da semana foi o facto de o PS e o PSD terem rejeitado, no Parlamento, a redução remuneratória dos gestores das empresas públicas. Remunerações perdulárias. Remunerações associadas muitas as vezes a prémios de desprodutividade por ausência de resultados. Vencimentos principescos, apesar do prejuízo galopante das respectivas empresas, apesar da extorsão que significam ao erário ou não estivesse a gentalha clientelar do PS e do PSD está lá toda aconchegada a mal de todos nós. Não custou que se unissem para baixar salários de funcionários públicos no valor bruto de mil e quinhentos euros. Fica assim resumida toda a lógica reles a reger ladrões. Razões para a responsabilização individual dos deputados, numa reforma eleitoral que tarda. Razões para a ruptura com a máfia em torno dos partidos do poder. Razão para mil revoltas. É preciso que estes arranjos rasteiros lhes expludam na cara, cambada de cretinos toda essa deputação arranjista!

A MOÇÃO SECA

«A nossa moção é uma moção seca, não ideológica, concentrada nos problemas sociais, porque nós batemo-nos por valores e por urgências», diz Louçã, com a veemência pífia que lhe tem sido timbre. Isso e a prisão por ter cão e por não ter de acusar o PSD da recusa da moção sem a ter lido. Isto é o cúmulo da absurdidade! Mais um partido da pólvora seca. 

PACHECO — NOVO ACHAQUE DE IDIOTIA

Uma das coisas mais irritantes e detestáveis em José Pacheco Pereira, além do cínico cataventismo, são os seus achaques de idiotia. Trata-se de uma máquina demasiado raciocinante em modo sobranceiro e menosprezador para ser verdadeiramente intelectual. Como é possível, de boa mente, conceber que o PSD se concilie alguma vez com o PS se o PS, sob a clique de Sócrates, não existe senão enquanto lixo moral e se, com o sapateiro Sócrates, não passa de um conciliábulo de sanguessugas que nunca se enxergam a si mesmos quanto mais a realidade?! Que essa coisa-partido se purgue primeiro, coisa que Henrique Neto, Carrilho, Benavente, Arcanjo parecem ensaiar fazer, embora lhes imputem outros interesses. Não. Nem pensar em alianças dessas, ainda para mais com odiosas e pardacentas figuras com alzheimer moral, como Almeida Santos, esquizofrenia política, como ASS, e outras abomináveis avantesmas. Só com o PS de joelhos por dez anos será possível reerguer Portugal em dez anos, instaurando desde logo a qualificação e a competência na Política lá, onde a ratice e o arrivismo mais reles fizeram o caminho que se sabe e nos deu a bancarrota e nos deu a supressão de um telejornal incómodo e nos deu processos a jornalistas, perseguição e indignificação de professores e outras nojeiras socratinas.

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

BCE E A TEMPESTADE RAFEIRA

Ainda me lembro de o Primadonna se gabar ter sido a sua sádica legislatura anterior uma Tempestade Perfeita. Claro que sim, dividindo para reinar, ratando para corroer, sugando para si, empobrecendo os outros. Mas quando o BCE intervém com a sua ajuda externa na compra de Obrigações do Tesouro portuguesas a cinco anos, no dia em que o juro sobre as OT nacionais para esta maturidade toca os 7,245%, o valor mais elevado desde que Portugal entrou para a zona euro, percebe-se que se está afinal no cerne de uma outra Tempestade filha do eleitoralismo e da maldade circense: uma Tempestade Rafeira. E eles não se demitem. E o PSD não passa de polícia que não prende, cão que mal ladra e muito menos morde. Mal se soube que o BCE tinha voltado a estender a mão à República Portuguesa, os juros aliviaram ligeiramente e seguiam a negociar nos 7,11%, valor "auspicioso", um sucesso tão feliz como um enterro. No mesmo sentido, o juro das Obrigações do Tesouro (OT) nacionais a 10 anos também descia ligeiramente para os 7,485%, depois de já ter estado a negociar acima dos 7,5%. E eles nem se demitem nem se corrigem. Esperam deus ex machina. Criminosamente, raparão o que reste até à última.

SILENCIAMENTO E COVARDIA

«... estranho que para o efeito visado e tendo a TVI o exemplo caseiro do silenciamento da jornalista Manuela Moura Guedes, não a tenham incluído como caso paradigmático de afastamento de uma figura incómoda para Sócrates. E uma vez que isto anda tudo ligado, pergunto-me o que terá acontecido às prometidas e bombásticas revelações outonais de Pacheco Pereira a propósito do envolvimento de Sócrates no caso PT/TVI. Talvez se tenha tratado apenas de mais um caso típico do blá-blá-blá nacional, muito dado a grandiloquentes retóricas de circunstância e a fogos de palha, mas que se inibem, distraem, esquecem ou escondem quando se trata de agir.» Octávio V. Gonçalves

SIC COMENTA COM MERDA O FC PORTO

Em se tratando do FC Porto, os comentários da SIC valem sempre merda, ou num tom irritantemente básico ou numa toada insuportavelmente incompetente. Ao intervalo, o meu pai levantou-se do sofá e foi respirar ar fresco até ao Clube do bairro, agastado com tais chatos anafados ao microfone, metendo nojo, cuspilhando inanidades. Não poderia estar mais de acordo com a análise do meu caro amigo Jorge, do blogue Porta 19: «É quase um pleonasmo dizer: "Os gajos da SIC são facciosos!", mas hoje (ou)viu-se de novo a mesma história. Se José Augusto Marques e Nuno Luz acabam por representar o bacoquismo individual, com tiradas como "O BATE Borisov jogou hoje em casa na Ucrânia" e afins, já João Rosado teria a obrigação de fugir da mediocridade dos comentários daquela estirpe, e mais uma vez não o consegue. Não sei se o farão de propósito ou sequer se se apercebem da forma como comentam mas hoje, como de costume, conseguiam falar mais do Sevilha do que do próprio FC Porto e desculpavam quase todos os lances do clube português com erros e falhas. No primeiro golo do FC Porto estava fora-de-jogo e nem era difícil ver; já no golo do Sevilha a falta era quase impossível para os árbitros verem (sim, todos os 5 não conseguiram perceber que) e para além do mais o Kanouté é muito alto e é natural que salte... mas no ano passado com o Bruno Alves era sempre falta, ladraria o Marques; o Cristian Rodriguez devia sair mal entrou, para o Rosado; o Luz a tentar atirar-se para ser biógrafo do Ronaldo porque falou nele mais de 5 vezes o jogo todo; e o segundo golo do FC Porto, que para o Rosado ao invés de sair de uma jogada em que os nossos rapazes não desistiram, só podia surgir com uma paralisia da defesa do Sevilha. É um serviço podre que prestam ao futebol, é um serviço podre que prestam à sua estação de televisão e enoja-me saber que esta gente ganha dinheiro (e bom, aposto) para fazer e dizer este tipo de barbaridades.» Jorge

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

PIRA PARA DOIS

Coelho empurra com a barriga a necessidade de uma ruptura. Só que o enorme e grave problema de nula credibilidade e confiança nula externa é hoje. Já existe. Afundamo-nos, apesar de todos os shows de consumo imediato e optimismos pífios da companhia governamental de saltimbancos. Coelho não quererá aprender do mau teatro socialista a fim de evitar o pior do espectaculoso pantomineiro Primadonna? Está na hora. Deveria haver pudor para arrastar a mais artificial contemporização com este desgoverno até ao limite do limite: é hoje tão óbvio que a gestão pantomineiresca do Primadonna privilegiou a aparência e o comissionismo político ávido em detrimento do que urgia fazer para sustentabilizar o País. Maldade e glutonaria da mais pérfida, eis o rasto do socratismo-socialista. Prolongar portanto a agonia de um tal trajecto corresponde ao acalentar de uma pira funerária para dois, PS e PSD, velhos cúmplices na merda em que mergulhamos. Já só falta o rastilho de uma hecatombe social.

PIRA FUNERÁRIA MARITAL PARA DOIS

Coelho empurra com a barriga a necessidade de uma ruptura. Só que o enorme e grave problema de nula credibilidade e confiança nula externa é hoje. Já existe. Afundamo-nos, apesar de todos os shows de consumo imediato e optimismos pífios da companhia governamental de saltimbancos. Coelho não quererá aprender do mau teatro socialista a fim de evitar o pior do espectaculoso pantomineiro Primadonna? Está na hora. Deveria haver pudor para arrastar a contemporização com o desgoverno até ao limite do limite, sendo hoje tão óbvio que a gestão pantomineiresca do Primadonna privilegiou a aparência e o comissionismo político em detrimento do que urgia fazer para sustentabilizar o País. Maldade e glutonaria da mais pérfida, eis o rasto do socratismo-socialista. Prolongar isto é reservar uma pira funerária marital, isto é,  para dois.

UM PARTIDO MENOS QUE OS OUTROS

A semana anterior marca a divisória entre um partido semelhante aos outros e um partido a baixo dos outros porque menos que os outros. O Bloco de Esquerda está a desistir de se opor e de resistir. Colapsa internamente, fractura-se a pretexto bendito da pseudo-moção de censura, devido à qual membros fundadores batem com a porta, tal o absurdo. É o começo do fim, o que se compreende já que o único partido que, a pretexto de umas presidenciais quiméricas, por um momento se uniu ao PS, ao dinheiro sujo de todas as sodomias políticas, torna-se pior que o PS, contaminado de PS até aos ossos. Acabou-se a benevolência com o pantomineiro Bloco. Espera-o um destino análogo ao do PRD.

CARLOTA JOAQUINA — TERÇA INSANA

DIAS DA BIRRA

Após décadas sob tiranias e outras formas de poder incontestado, os insurgentes líbios, argelinos, etc., marcam grossas manifestações para as sextas-feiras de oração às quais chamam Dias da Ira ou da Raiva. Por cá, isto não vai nada salubre. Enquanto o Povo segue pardo, merdoso, medroso e cabisbaixo, a alombar com quantas imaginativas misérias lhe imponham, o Governo e o seu Primadonnase lhes derem um pretexto, pequeno que seja, logo recriminam a pardacenta, pachorrenta e cooperante Oposição: à sexta, ao sábado e ao domingo, já se sabe, o conciliábulo socialista-socratista organiza sessões de autoflagelação e desculpabilização que bem se podem ir chamando Dias da Birra.

LAURA ENTRE UM CANIÇADO DE JASMINS

O assunto do momento é Laura Logan, correspondente da rede americana de TV CBS, de 39 anos, e o que lhe aconteceu em pleno colapso do regime egípcio. Claro que esta matéria ainda não chegou ao Público nem ao "melhor do mundo" i nem, que se saiba, a qualquer outro órgão da atenta informação nacional. Seja como for, o que se sabe é que o oportunismo da festa da liberdade e os ajuntamentos da turbamulta, pelo menos no Egipto, trouxeram dissabores de estupro e ambiguidade àquela jornalista. Fica o aviso para quem se atreva a meter demasiado entre um caniçado de jasmins ébrio de um tipo de tusa demasiado dionisíaca para outras catalogações. Lamentável.

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

ARCANJO ANJINHA

Pronto, chegou a vez de Manuela Arcanjo fazer as vezes de PSD e imitar Carrilho, Neto, Benavente e Mario Soares. Naturalmente que qualquer crítica interna à praxis cataventista, oportunista e ultra-direita do socratismo sorrateiro, ainda para mais a puxar ao esquerdizante, equivale a nada vezes nada: «... uma coisa são os discursos a defender o Estado social e outra coisa são as medidas concretas [...] as alterações nas regras do subsídio de desemprego que deixaram muitos desempregados sem protecção social [...] os cortes nas empresas públicas não salvaguardando os hospitais». É aliás uma forma inerte de se ser anjinho quando se poderia e deveria usar da botelha molotov da verdade nua e dura: o socialismo, cocktail de chulos contumazes, fracassou, faliu, fodeu com tudo e com todos, apenas para que nada e ninguém fodesse com ele em tempo útil não apenas segundo a justiça, mas também segundo a necessidade. Restam os cacos. Valha que o fim está próximo. Ou de esse PS fraudulento. Ou do País. Enquanto se queima o tempo.

PAÍS ÉMULO DE UM HOSPITAL PSIQUIÁTRICO

«Quando um dia se escrever a história deste bocadito temporal a coisa não ficará distante disto: 1. O poder político abusou dos portugueses. 2. Os portugueses deixaram-se abusar, em nome de uma forma de governo chamado democrático. 3. Aquela democracia, era o governo da maioria, pela minoria. 4. A minoria era o governo mais quarenta mil empregados/funcionários do PS, no Estado, Administração, Ep's e tutti quanti, também chamados de boys. 5. Um boy inesquecível foi o Governador Constâncio, que em tempos passados, era gozado como o "remain constant", na sua única preocupação: cobrir o lugar às ordens do PM, até alcançar a sinecura na Europa. 6. O então PM abriu um novo capítulo no estudo da dogmática analitica do exercício do poder, vertente de como o poder já não absoluto, corrompe absolutamente... 7. Estudiosos declararam naquela época que é possível, não governar, desgovernar, empobrecer, mesmo miserabilizar, descredibilizar, integrar o grupo da chacota das nações, e permanecer no poder, sem coronéis ao lado, sem maioria, mas apenas com meia dúzia de spins e uns calaceiros (linguagem da época) atribuída a jornalistas de balanço conforme os dias, esquerda/direita. 8. De entre eles, salientam-se um ramiro valadão de saias e palco, mais conhecida pela fatinha. Um delgado parecido com o coito de segunda. O crespo também conhecido pelo tem-dias-de-ratio. 9. Alguns dizem que houve dias fascinantes. Mormente aqueles de solenidade em directo, por causa de 0,004 de crescimento das exportações. E jamais o poder foi tão parecido com um clube de futebol humilhado como naquela época era o sportingue. 10. Testemunhos admitem que também havia uma pessoa em Belém, mas chegam poucos ecos da acção que valha a pena. 11. No futuro, dizem outros, escrever-se-à em glosa o desastre e o que se soube de uma dinastia que ficou conhecida como "o tempo do titanique do rato". 12. De qualquer modo, Portugal tornou-se um case study, de como é possível um País tornar-se émulo, become sister nation, devenir jummellé, de um hospital psiquiátrico.» Anónimo

HORDA DE FAJUTOS

Depois que o BE se suicidou com a anti-moção do futuro dia dez de Março, suicidando o PS que leva ao colo, tudo como dantes. Os alarmes da dívida dispararam ontem em Lisboa. Há sinais sobejos de que a charada socratista não pode durar muito mais, traindo e decaindo, e é preciso matá-la. Por essa razão, o ministro das Finanças Teixeira dos Santos foi chamado de urgência a Belém, chamado à pedra, porque o Presidente da República está preocupado com a possibilidade de Portugal ser forçado a recorrer, no curto prazo, à ajuda do fundo europeu/FMI. Já há Beco, Impasse, Situação Financeira Insustentável. Passos Coelho anda com pinças a evitar afrontar um Governo colapsado, nada mais que uma horda de comprovados fajutos e comprovadas nulidades, e uma situação pior que péssima. Haja pachorra!

A GRANDE LOJA DO BITAITE PACHEQUIANO

JPP é um intelectual exclusivista, sem sentido de partilha, tem uma mentalidade artificial de escol, de elite, de segregação hierarquizante que não lhe permite ver o anacronismo em que cai nas suas análises e analogias hiperbólicas de historiador ressabiado. Ressentido com o que os blogues escrevem de si, por muito que o detestem a ele e ele os deteste, fica evidente que o homem os lê avidamente: «Um imbecil igualitarismo entre quem estuda e quem dá "bitaites", perdoe-se o plebeísmo, entre quem conhece e quem "acha", entre quem sabe e o arrogante iniciante e ignorante que acha que por escrever um blogue tem o direito de ser "igual".» JPP

terça-feira, fevereiro 15, 2011

ESTE MALDITO AR INSULSO

Que mais deverá o PS-socratista perpetrar contra o País e contra a pseudo-democracia que suscite da parte do PSD mais que a habitual crítica, aliás suave? As eleições presidenciais mostraram  um claro apetite do socratismo para emerdalhar um escrutínio que lhe seria consabidamente desfavorável: a trapalhada do cartão do cidadão mais pareceu ensaio de como contaminar uma eleição enchendo-a de dúbio, desânimo, óbice. Feio. Grave. Da próxima, talvez não se inibam de ir mais longe, pois nada acontece, sequer a vergonha para a demissão que se impunha. Rui Pereira, mais um maçónico e libérrimo homiliasta, continua ao alto como é timbre dos socratistas-socialistas. De que é que se está à espera? «Impasse no País»? Já temos. Desgoverna-se a serviço exclusivo de clientelas mantidas com o nosso sangue, enquanto suportamos mil agravamentos, mil privações. «Situação financeira insustentável»? Já temos. A cada semana, o mesmo desGoverno sem palavra nem rumo, sem ideias, só mentiras, slogans fanhosos, show pedinte por esse Mundo que, como se tem visto, não perdoa. «Beco sem saída»? [Se é beco, não tem saída]. Também já temos. A cada semana juros impiedosamente incomportáveis. Trupe de marretas mal parida! Raça de acovardados! Rompam com o veneno! Parem de pactuar com o Mal Absoluto: Primadonna e os seus acólitos. 

PROFÉTICA MÚMIA DA RINCHOA

Depois do choque, conclui-se da extrema utilidade dos mortos. Eles podem denunciar. Eles podem revolucionar. Há uma data de mártires, de santos e heróis involuntários que ganham um poder descomunal. Mas só depois de mortos. Segue-se que, graças a uma história, a da múmia da Rinchoa, que verbera o País e desassossega o português comum, não só se encontraram mais mortos sem dono como a profiláctica culpa se multiplicou numa profusão de iniciativas a puxar ao sentimento com jovens a passear velhos, compenetrada e paternalisticamente. Retroactivamente, recebemos um potente murro no estômago. Foi dada por ela, nove anos depois de encontrada ressequida.

PEOR QUE A LOS PERROS

Sem dúvida que é notável uma perspectiva de cão próximo ao formidável fomentador de vidas de cão, José Sócrates. Afinal, por detrás de um "grande" homem (minúsculo, insensível e feroz) há sempre um grande cão. Ei-lo, ainda anónimo e não baptizado: «Por detrás del canino se encuentra un autor bajo el pseudónimo de António Ribeiro, que no ha querido revelar su verdadera identidad porque dice "la crisis es grave" y no quiere volver a ser un perro callejero. En declaraciones a El Mundo, el escritor cuenta que ha decidido convertirse en el "dactilógrafo de las memorias del animal porque "en los últimos años, Sócrates ha tratado a los portugueses peor que a los perros, por eso, en este momento, todos sentimos muchas ganas de apretarle la correa"El Mundo

A CLIQUE MAFIOSA

O ministro das Finanças mostra pressa em que se cumpra rapidamente o reforço e flexibilização do actual fundo europeu de estabilização financeira. Será a grande bóia aos desmandos socratistas-socialistas, o bailout à republiqueta socialista, o preservativo às moções de zagunchar. Nós também temos pressa. Pressa de evacuar a clique mafiosa, dona da Situação, e todos os seus símbolos e responsáveis. Pressa em afastar os agentes do descalabro, deficitários democráticos, rançosos manipuladores primários. Pressa em ouvir qualquer coisa de acutilante e justo contra o perigoso socratismo, hoje, da parte do PSD. Pressa em ver Portugal recredibilizado.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

ENXAME DE JUDAS

A coisa Bloco parece estar a desagregar-se, a ressentir-se e a perder-se em dissensões. É da natureza das pseudo-causas e pseudo-instituições desfazer-se, esfarelar-se. Expulsões. Punições internas. Demissões internas. Simples estupor de muitos perante a rápida descredibilização da coisa Bloco na ânsia súbita de proteger a Situação e fazer sombra ao PCP. A moção fora um tiro no pé. De canhão.

AUREA — BUSY

LIBÉRRIMO HOMILIASTA

É bem verdade que nunca se viu uma coisa assim tão desesperadora e cheia de lata como o Primadonna, libérrimo homiliasta: «Prejudicar os interesses do País é mentir sistematicamente aos Portugueses, é não ter credibilidade interna e externa, é aumentar os salários na função pública para os cortar em 10% a seguir às eleições, é comprar o voto dos velhos mais pobres, prometendo-lhes medicamentos gratuitos nas vésperas da campanha eleitoral, para os roubar após uns meses, é jurar até à náusea que não aumentará os impostos para os subir pouco depois, é levar o desemprego para cima dos 11%, é endividar o Estado como não há memória na nossa História, é converter a Administração e o sector empresarial público num covil dos amigos, é conspirar contra a liberdade de imprensa. Isso é que é prejudicar o interesse nacional.» Rui Crull Tabosa

DAS PRETENSAS AMIZADES

«O divino Mourinho disse há dias, numa entrevista, que as pessoas que falam dele, vão para os jornais dizer que ele é isto ou aquilo, e que em privado o descrevem à sua maneira, revelando informações obtidas por causa de uma pretensa amizade, não são suas amigas. Concordo absolutamente com o nosso melhor treinador de sempre. A amizade é privada e íntima; e quem fala sobre ela porque está deslumbrado, ou porque não tem tema, não merece fazer parte do círculo de amigos. Falar dos amigos é pô-los a circular na boca dos estranhos. É colocar tudo ao mesmo nível, que, no fundo, é o que aborrece os apreciadores da discrição nos relacionamentos. Mas é aí que os «amigos» passam a estranhos. Assim ficam todos no mesmo grupo. E de fora, como convém. Até nestas coisas essenciais da vida, Mourinho é muito bom.» Charlotte

ESCUMALHA-DO-RATO

«A rede de radares foi 'desligada' porque obsoleta (já estava há muito previsto que aconteceria...) e esperava-se que, nesta altura, o conjunto de novos detectores e emissores já estivesse em funcionamento: moderna, digital, ligada a uma central, autónoma, a nova rede não precisaria de ser "tripulada" e mantida ou reparada por tipos conduzindo jeeps e envergando fardas cinzentas. Mas no meio do chavasco das "novas oportunidades" e na pestífera prochenetice das "EPE's", que sugam verbas aos milhões por dia, o dinheiro para os radares desapareceu; evaporou-se. Encontra-se disperso tubos de esgoto e em bolsos de amigos. E as Forças Armadas, condenadas pelos políticos cobardes e apátridas a guardar armazens vazios, não tem dinheiro para o combustível destinado a fazer voar e a fazer navegar. "Desligue-se tudo excepto os benefícios para os amigos do PS e a máquina do oxigénio do regime", esta parece ser a única orientação da escumalha-do-rato para todo o país.» BI

UM GOVERNO GOSMENTO

Razões de fundo por que a Moção do Bloco deveria passar sem rebuço nem remorso, apesar de venenosa e urdida para respaldar o gosmento Governo não se percebe ao preço de quê, em troca de quê, à babugem de que financiamento ou necessidade. Tais razões frias e óbvias podem ser lidas e vistas no blogue Desmitos, de Álvaro Santos Pereira. São sete gráficos do negro e nojento descalabro socialista-socratista: «Isto já para não falar naquilo que se transformou a Justiça, nos problemas constantes e no facilitismo reinante no sector da Educação, no abuso inter-geracional que foi feito com as parcerias público-privadas, no endividamento recorde da economia nacional, no despesismo e no compadrio do Estado, entre muitos, muitos outros problemas. Por outras palavras, as verdadeiras razões de uma censura ao governo são muito claras. Muito claras mesmo. Só não vê quem não quer.»

O MAL À COMPITA

Detestável e baixo, acossado por quase todos, Berlusconi resiste no seu posto com a mesma teima de Sócrates, provavelmente com o mesmo tipo de sondagens manhosas e amaciadores venais. Vivem à compita um com o outro sobre qual deles pode ser mais pantanoso, agarrado ao posto, apanhado dos cornos. Há quem diga que o Primadonna é muitíssimo mais perigoso e dissoluto que o complexado fodilhão italiano. Peut-être!

domingo, fevereiro 13, 2011

ESTADO GERAL DE AMORDAÇAMENTO

Além de haver cada vez mais precários e precários para toda a vida, aos professores foi imposto uma pseuso-avaliação frankensteiniana, um processo pesado e brutal, que, tendo em conta as suas lógicas internas que induzem ao medo e à profiláctica sujeição, é mais um contributo para o estado geral de amordaçamento da sociedade portuguesa, como exemplificava ontem Henrique Neto, no programa Plano Inclinado. Não há Deolinda que chegue para isto! Depois temos a abominável Medusa, absolutamente tachista e grosseiramente estalinista, a perorar em favor de uma legislatura sinistra, maligna, onde o mínimo que nos é dado a beber é a bancarrota. Essa mulher consagrou nas escolas um certo padrão de mentalidade soviética, instilou a vergonha e o medo nos professores, seres vistos como inimigos do povo porque inimigos do PS. Esse medo, esse muito medo, tem sentido. Quantos profissionais arriscam ver-se inapelavelmente punidos, no terror erguido a partir da escola, pelos pequenos e médios poderes e as suas lógicas subjectivistas?

REPELIR CRIANÇAS E RELEGAR VELHOS

Tudo visto, lido e reparado, Portugal mostra-se um País que não ama crianças, repelidas na solenidade das Igrejas e cada vez mais raras como linces. Mas também relega os velhos. Ele próprio velho e decrépito, o País vai morrendo num inexorável processo de autofagia, entregue ao salve-se-quem-puder. potenciado pela corrupção extrema e a malícia ignorante. Se há sociedade apostada em ser infeliz e nisso contumaz, é a nossa. Sente-se no ar uma falta de amor atroz. Bem evidente também na frieza e inexpressividade da bloga invejosa e exclusivista.

BATER-SE POR ELES

Inspirada noutra próxima, a revolução egípcia, mais forte que o medo, tem inspirado belíssimas prosas. Rui Bebiano produziu uma delas. Está à frente do nosso olhar o motivo pelo qual os portugueses nada devem temer de uma ruptura decidida com a traição quotidiana aos nossos desígnios perpetrada pelo socratismo rançoso. Se a sociedade sufoca com a tenaz socialista, os processos maçónicos de fintar a justiça e clientelizar tudo, com a malícia do partido bafiento de Almeida Santolas, ASS e Primadonna, devemos bater-nos já pelos valores regeneradores da liberdade e da democracia que, graças a eles, apodrecem claramente em Portugal: «Como perguntou no Libération Laurent Joffrin, fará algum sentido que, antes mesmo de o ditador cair e de o povo egípcio exprimir de forma livre aquilo que realmente deseja, deva prevalecer o medo do que poderá vir depois de morta a esperança? Uma atitude desta natureza traduz, a par de um chocante cinismo, uma enorme falta de confiança nos valores regeneradores da liberdade e da democracia. E estes só existem se alguém, em algum momento, se bater por eles.» Rui Bebiano

CENSURAR É ZAGUNCHAR

Gostei do que escreveu Francisco José Viegas, mas ressalvo não ser lá muito apreciável levar longe de mais a ironia e um certo humor negro de génese judia [que também aprecio] e logo com a armadilha do Bloco à demais oposição. No sôfrego intuito de proteger o Governo e dar respaldo ao Primadonna, o Bloco fez haraquiri. Este Governo Morto, segundo Marcelo, vive entre sorrisos e actos de dramatização patética, vitimando-se a cada oportunidade. Não sente o dano que causou. Trucida ao caminhar. Com uns telefonemas chantagistas, organiza eventos de última hora para a fotografia, pressionando comparências. É perigoso na sua dormência e insensibilidade. Talvez o FJV não o sinta, mas os mais frágeis dos contribuintes, apertados de falta e de pobreza, não podem rir com a mais justificada das ironias nem com o mais certeiro humor negro. A Hora pede outra raiva bem mais assertiva e mais directa.

É EM DIAS ASSADO

Gostava de me comover com este post a fingir de emocional escrito por f. na Jugular. Mas não consigo. Conviria a f. mais pudor e menos impostura ao falar de um povo, o egípcio, que ensaia libertar-se, ao passar mais de seis anos na defesa encarniçada da Situação Putrescente Portuguesa, na defesa de quem a criou e a mantém, na defesa de quem a comanda e piora, com punhos de veludo e mil ardis. 

PORCA (IM)PUREZA

«(im)Pureza assumiu apenas que o BE não é mais do que um grupelho da extrema-esquerda anti-democrática, reduzido à triste função de servir de muleta do primeiro-ministro. Apresenta uma moção sem a mais ténue intenção de a ver aprovada, anuncia-a a um mês de distância, bem sabendo os nefastos efeitos que um mês de instabilidade provocará na já depauperada credibilidade do Estado, escolhe o último momento ainda favorável para José Sócrates, que ainda não sentiu a justa raiva dos milhares de Portugueses esbulhados pelo roubo fiscal que a incompetência do governo agora tornou inevitável.» Rui Crull Tabosa

PÂNICO DE UM ALDRABÃO DE ALTO QUILATE

«Sócrates esqueceu-se que é apenas secretário Geral do PS e exige ao PSD que clarifique a sua posição. Isto obviamente com uma argumentação típica dos mistificadores e aldrabões de alto quilate: que assim o "fabuloso" esforço do PS pode ser deitado por terra. Que cada dia que passa nesta incerteza é a demonstração do desprezo pelos portugueses (ele lá saberá, já que tem desprezado os portugueses como nunca ninguém o fez). Porque o PSD ao não anunciar a sua posição está a "passar das marcas". [...] O homem está em pânico. E como um jogador de poker em início de "carreira" está a demonstrar um imenso nervosismo por causa de um parceiro que nem sequer está a fazer bluff. Está simplesmente calado.» Groink

sábado, fevereiro 12, 2011

A BESTA E O BANDO DE BILTRES

Uma só besta. Um só secretário-geral do PS. Um só desafio: que o PSD fale depressa e bem a contento tranquilizador dos que lixaram Portugal. Razão bastante para o PSD prolongar o seu silêncio até ao limite. Razão suficiente para que não faça o que o cata-vento Pacheco preconiza: não é com opiniões-Pacheco que se extirpa a Pura Malícia Destrutiva do Primadonna. Desafiado, o PSD não pode mostrar agora qualquer pressa em falar e muito menos o tipo de sofreguidão aflita que o monturo socratista demonstra: há-de haver um prazer qualquer [ou um tenebroso segredo] em ter espatifado isto e ainda assim querer permanecer enrolado nesse processo. Tudo bem que a moçãozeca de censura anunciada pelo Bloco de Esquerda seja uma palhaçada que aliás jaz morta e mumificada. Penalize-se então fortemente o lixo politiqueiro de que o BE não passa. Se os sociais-democratas têm medo de agudizarem o diagnóstico às bastas malfeitorias socratistas-socialistas, comprem um cão parecido com ASS. O interesse nacional está há muito posto em causa pela dose maciça de crimes, incúria e podridão socialistas-socratistas. Somente por isso não deveria haver mais por que esperar. E no entanto, espera-se. Há muitos a pensar que isto não pode piorar. Que o inferno trazido risonhamente a Portugal por Sócrates está bem e de boa saúde. Que a procissão de biltres vorazes actuando em bando que ele soltou por aí deve continuar à imagem e semelhança. Façam o favor, portugueses! Comam do prato da nossa própria tragédia à vontade.