sábado, abril 30, 2011

UM MINISTRO EM QUARENTENA

Coitado. Teixeira dos Santos foi rosto, foi nádega, foi tudo para José Sócrates Pinto de Sousa. Mas agora parece ter sido não apenas saneado do Partido Socialista como também apeado das suas funções de Ministro das Finanças, tendo-lhe sido cortado o pio. Estará em perigo de vida? Os cidadãos informados temem pela sua integridade física, pois há a temer tudo da matilha que o mantém em quarentena. Provavelmente, teria muito a contar sobre as malfeitorias orçamentais que estes anos contemplaram, umas que foi obrigado a cometer, outras que cometeu como prova de zelo pela causa socratista-socialista. O Partido Socratista socratista deve ter um terror crasso que Teixeira diga tudo o que sabe à troyka!

MAIS SOCIEDADE, MAIS VERDADE

«"Haverá consequências muito graves se votarmos no Governo atual. Votar no Governo actual, quando a mim é votar na bancarrota, é votar para os nossos filhos emigrarem, é votar para ter a maior taxa de desemprego dos últimos 90 anos, votar neste Governo é votar na irresponsabilidade e certamente votar na bancarrota do país", afirmou o economista durante a sua apresentação no evento final do movimento "Mais Sociedade". Álvaro Santos Pereira, economista da universidade canadiana Simon Frasier, explicou durante a sua apresentação no evento que as políticas "nos últimos quinze anos, agravaram os problemas da economia nacional" e que Portugal apresenta hoje "os piores indicares económicas desde 1892, quando Portugal entrou em bancarrota" e que, não fosse o que considera ser a segunda vaga migratória dos últimos 160 anos, Portugal poderia ter uma taxa de desemprego "de cerca de 15 por cento". » Jornal de Negócios

SE ACREDITAM NO COVEIRO, VOTEM NELE!

«O GRANDE MAESTRO, JOSÉ SÓCRATES PINTO DE SOUSA Frederico II, O Grande, rei da Prússia, disse que “a trapaça, a má fé e a duplicidade são, infelizmente, o carácter predominante da maioria dos homens que governam as nações”. José Sócrates Pinto de Sousa, o grande maestro, ilustra-o. Na farsa de Matosinhos, a que o PS chamou congresso, usou bem a batuta da mistificação e deu o tom para o que vai ser a sua campanha: ilibou-se de responsabilidades pela crise e condenou o PSD; tendo preparado, astutamente, a queda do Governo, ei-lo, agora, cinicamente, a passar para o PSD o ónus da vulnerabilidade que nos verga. Como a memória é curta e o conhecimento não abunda, os hesitantes impressionam-se com o espalhafato e o discurso autoritário, ainda que recheado de mentiras. Porque em tempo de medo e de apreensão, a populaça não gosta de moleza. O aviso fica feito: não menosprezem as sondagens. Urge clarificar e não ser ambíguo. Eu não vou ser. 1. Na segunda metade de 2009, as escutas do caso Face Oculta trouxeram à superfície a teia subterrânea que preparava a aquisição da Media Capital pela PT. Objectivo? Condicionar a orientação noticiosa da TVI, afastar José Eduardo Moniz e calar Manuela Moura Guedes. Que mão segurou a batuta deste tenebroso conúbio entre a política e o dinheiro? Este é um, apenas um episódio, de uma longa série de acções para calar a opinião livre e subjugar o espaço público, que o grande maestro protagonizou. José Manuel Fernandes, Henrique Monteiro e Mário Crespo, entre outros, denunciaram-nas, sem peias. Se não vos assusta o poder hegemónico e incontestável, voltem a votar nele. Se vos chega uma democracia amordaçada, escolham-no uma vez mais. 2. Para encontrar alguma analogia com a cadeia de escândalos que envolveram José Sócrates, temos que ir à Itália de Berlusconi. Na nossa História não há precedente que lhe dispute tamanho mar de lama. Da licenciatura na Independente às escutas oportunamente silenciadas pelo Supremo Tribunal de Justiça, passando pela saga escabrosa dos projectos de engenharia da Guarda, os mistérios dos apartamentos da Braamcamp e os inarráveis processos Cova da Beira e Freeport, saiu sempre judicialmente ileso, o grande maestro. Como Il Cavaliere. Se isso vos chega e querem manter um primeiro-ministro que se julga ungido de clarividência única, medíocre e incompetente, que vos mente sem rebuços, teimosamente cego, presumido omnisciente e contumaz calcador de todos os escrutínios morais, só têm que esperar até 5 de Junho. Votem nele. 3. As obras públicas entranharam em Sócrates, compulsivo, a ideia que criam emprego. Viu-se com os vários estádios do Euro 2002, que nos custaram milhões e qualquer dia serão destruídos sem glória nem uso. Estamos por ora salvos da loucura do TGV e das imprudências, dadas as circunstâncias, do aeroporto e da terceira ponte sobre o Tejo. Mas se quiserem a megalomania de volta, mais Magalhães a pataco, quadros interactivos inúteis e escolas novas destruídas para que o grande maestro inaugure outras mais modernas, é só votar nele, já em Junho. 4. Sócrates foi, durante os seis anos da sua governação, o grande maestro da táctica para esconder os números do endividamento externo e a realidade do défice e das contas públicas. Depois de utilizar irresponsavelmente o Orçamento de Estado de 2009 para colher benefícios eleitorais, negou sempre que a crise financeira nos tocava. Desorçamentou e manipulou contabilisticamente as contas do Estado, até ao limiar da bancarrota e ao pedido de assistência financeira, que humilha Portugal. Se querem ajudar a destruir o resto, portugueses, votem nele, uma vez mais. 5. Enxerguem-se, portugueses: se somarmos à actual dívida pública a dívida das empresas públicas, chegamos a 125 por cento do PIB (o nosso PIB anda pelos 172 mil milhões de euros); a este número, medonho, somem mais 60 mil milhões, a pagar pelos nossos filhos e netos, que o grande maestro foi comprometendo em parcerias público/privadas, com as empresas do regime; quando, em 2005, arrebatou a batuta, o grande maestro encontrou 6,6 por cento de taxa de desemprego; agora, em 2011, o grande maestro abandonou à sua sorte uma triste banda de quase 700 mil desempregados, 11,1 por cento de taxa de desemprego, a pior desde que há registos em Portugal; estamos no “Top Ten” dos países mais caloteiros do mundo (100 por cento do PIB de dívidas das famílias portuguesas, mais 150 por cento do PIB de dívidas das empresas lusas, tudo por volta de 430 mil milhões de euros); temos a maior vaga de emigração de licenciados de todos os tempos, a segunda pior taxa de fuga de cérebros no universo da OCDE e a terceira no que toca ao abandono escolar. Se este painel factual não vos belisca, votem nele. Ofereçam-lhe uma batuta vitalícia e entronizem-no, até que o céu vos caia em cima. 6. Esclareçamos que a assistência financeira apenas nos tira a corda do pescoço nos próximos dois a três anos, na medida em que nos assegura honrarmos os compromissos da divida pública. Mas não resolve o problema do crescimento económico, que supõe outra política. Se acreditam que o vosso coveiro pode ser o vosso salvador, votem no grande maestro e enterrem-se sozinhos, que ele já está, obviamente, protegido e salvo, pronto para a sua antecipada reforma dourada, que nenhuma troika cortará.» Santana Castilho, in Público, 27 de Abril, 2011

O TIRA-NÓDOAS DA VERDADE

Odeio a estabilidade, conceito o mais apregoado no cavaquismo e agora reconvocado por aquele reumáticos que teme levantamentos e por isso preferem a sociedade conformada com os frutos e efeitos abomináveis da elite que a coloniza, a destrata, uma elite promiscua entre políticos, arrivistas e gente semi-empreendedora. Prefiro o confronto de ideias e a luta leal do debate. Prefiro o combate ideológico, desde que em terreno estejam verdadeiros combatentes e convictos e não qualquer coisa de lodoso, insidioso, maligno que nuns dias diz uma coisa e noutros, outra, ou que domina e assalta o curriculum dos adversários para os enfraquecer precisamente no que defendam ou contestem. O consenso, hoje muito berrado, pedido, insistido, transformou-se em silêncio, em conivência, em escândalo, em roubo à fartazana, em fartar vilanagem. Responsabilidade? Eis mais um conceito que quer dizer exactamente o contrário do que se quer dizer com ele e sobretudo o contrário do que fazem os que o empregam. É preciso decepar a serpente que sopeia Portugal, esconde Teixeira dos Santos, disfarça o crime com a ponta do pé, contando com a distracção generalizada. Não há outro caminho senão libertarmo-nos do jugo socialista-socratista com mais liberdade e desassombro na sua defesa, mais informação fidedigna, mais verdade isenta, mais factos brutos, mais justiça exigida e executada. Vamos limpar Portugal? 

O LIMBO DO MORNO MONO PACHECO

José Pacheco Pereira odeia os blogues e os bloggers que não o dele e que não ele e por isso arremete contra eles às cegas ou à ceguinho seja eu. Odeia especialmente aqueles lhe não perdoam incoerências, inconsequências ou mesquinharias, apontando-lhas. Um intelectual pode ser pernicioso a uma sociedade amordaçada quando também ele contribui para a nivelação na mediocridade das nossas opções políticas, perseguindo com cinismo um mal infinitamente menor que o mal absoluto predominante. Frases como «não há alternativa», «são todos iguais», «são todos medíocres» induzem na sociedade uma anestesia ainda maior que possibilita folga à malícia e ao dano prolongado dos que tiranizam objectivamente o País e Pacheco, o deputado-historiador-protoblogger sabe bem quem são e por isso fica-lhe mal nivelar o PSD de Passos ao PS abominável de Sócrates. Por que motivo tem então colaborado nessa anestesia? Por que o incomoda o suposto radicalismo político que se solta sempre que ele faz de cão que toca no Corão, isto é, quando respalda o socratismo e investe contra o esboço Passos, o que  dá «origem a uma selva de insultos, juras, fúrias, processos de intenção a propósito de... muito pouco ou nada. Nos blogues, na maioria dos blogues políticos, este é o estilo do dia: longas polémicas com fortes palavras sobre qualquer coisa que seja parecida com o focinho do cão a tocar num livro sagrado, prefigurando quase sempre o partido ou o lado em que está arregimentado o taliban de serviço.» Hoje, coisa bem mais simples, Pacheco não tem lado. Não tem trincheira. Não se insurge nem se indigna com a Malícia que nos trouxe aqui. Poderia simplesmente admitir que o seu papel de corrosivo detractor do mais recente líder do PSD obsta ao urgente separar das águas que deveriam ser separadas e serve, tal como Marinho e Pinto, Júdice e tantos outros, os desígnios maquiavélicos de uma corja que esgana Portugal e o sodomiza quer pelo dolo quer pela incompetência quer pela indústria da mentira. Mas não. Se Pacheco sabe que «os blogues estão colocados num contínuo em que jornalistas, políticos, gente da publicidade, do marketing e das agências de comunicação interagem entre si.» deveria saber quem está no topo da pirâmide desse ecossistema e de que modo exorbita um controlo mediático tal ao ponto de manipular os dados da realidade, fantasiando-a e servindo-a mutilada e falsificada ao eleitorado néscio, mas também sistematicamente perseguindo e destruindo ideias e adversários. Nós, bloggers "menores" e agentes de uma acção "menor", não temos culpa que Pacheco prefira o limbo e se neutralize perante o que deveria ser o único alvo a abater: a falsária farsa socratista que não tem propriamente annus horribilis, mas os fabrica laboriosamente. Prefere fazer de morto, ficar morno, insultar e rebaixar blogues e bloggers que o estão a ver perfeitamente, colocar-se acima de tudo e de todos num voo de águia que não se contamina com o que aquilinamente observa e desconstrói. Isso é fácil e roça a cobardia perante as exigências combativas desta Hora. Por alguma razão, conforme está escrito, aos mornos Deus os vomitará. Vox populi, vox Dei.

O DUELO DO CIDADÃO

BRITÂNICOS E PORTUGUESES

Não acompanhei o casamento cósmico do príncipe britânico com a cidadã britânica Kate. Essas empolações mediáticas causam-me o mais completo tédio, mas não sou insensível aos seus efeitos sobretudo junto dos ingleses. A continuidade dos ingleses e da Inglaterra celebra-se assim, numa ligação empática, afectiva, simbólica, entre os cidadãos e aqueles representantes seculares que os vinculam à história e à própria identidade. Rompida tal dinâmica em Portugal, resta-nos um sincero e fundamentado asco ao mono e inconsequente Cavaco, pois pactuou com um Governo Nefasto e Daninho, e resta-nos um fundamentado e sincero Nojo pelo absolutamente indecente e criminoso Primadonna, que beneficia da estupidez do povo para ter sequer um voto a fim de continuar a segregar quanta maldade há e abuso e mentira. Não consigo imaginar os ingleses a votar num Anormal com provas dadas de anormalidade, num Sociopata com provas dadas de sociopatia, num Perigoso Agitador com provas dadas de agitação e de caos pelo qual se esgueire da verdade e medre, devasse e arruíne Portugal. Os portugueses, sim. Votam às cegas e por paixão. Votam em troca de brindes, cupões e cartões. Votam acriticamente. Não votam, o que é grave estando em causa uma espécie de Nazismo clientelar sem amor pelas pessoas que importaria rechaçar. É assim que se cavam bancarrotas como a actual e é assim que se aprofunda a infecta decadência moral em decurso. Urge Mudar a Fundo Portugal. Mas isso parece que somente ocorrerá com uma tragédia ainda mais trágica que a que já vivemos. Ninguém quer saber, ninguém se informa. É aí que o Latrocínio de Estado se mostra eficaz para que tudo fique putrescentemente na mesma. Quanta diferença entre britânicos e portugueses!

sexta-feira, abril 29, 2011

LONGA MANUS RADIOACTIVA TSF

A ira dos portugueses, saídos do letargo cívico a pouco e pouco, pode direccionar-se também contra os media servis da Situação, da Mentira, da Usura, do Colonialismo de Estado praticado pelo PS. Tal sucedeu claramente com presença do infatigável mau actor José Sócrates, ontem, no Fórum da TSF. Os fora começam a repletar-se de comentadores e comentários indignados e não apenas os ouvintes daquela rádio. Mas, para começo de conversa, só ali houve quinhentas e vinte e três queixas, no link que anunciava José Sócrates no respectivo Fórum, pelo facto de não terem conseguido inscrever-se para colocar questões ao primeiro-ministro demissionário e a acusando aquela rádio de ter favorecido os simpatizantes socialistas, que terão dominado a maior parte das perguntas feitas. Comentários como, por exemplo, «A TSF baldou-se», trocadilho com o nome de Paulo Baldaia, ou «a maior vergonha do jornalismo radiofónico» ou «esperem pela factura dessa vossa subserviência» indiciam que a paciência dos cidadãos se esgotou. Ninguém tolera a falta de verdadeiro pluralismo e liberdade numa rádio. Ninguém suporta o favor e o amiguismo para com quem tanto mal perpetrou contra o País. Longa manus do PS para os media desde a primeira hora socratista-autista.

quinta-feira, abril 28, 2011

SIMPLESMENTE FALCAO

Há qualquer coisa de absolutamente mágico neste meu #FC Porto e no enorme #Falcao que tem a mesma mística e mesmo magnetismo dos mais fabulosos jogadores da história. Uma interminável fonte de orgulho um e outro, que é, além do mais, uma excelente pessoa. De resto, emerge uma nova estrela em início de idolatração universal, Villas-Boas. Chapeau! Boa sorte aos demais em contenda.

PAI DA FOME

Se não houver um acordar nacional contra a chulice instituída ao mais alto nível, vampirismo massivo no Estado patrocinado pelo Partido Único PS, a tirania infame dessa trupe socialista aperfeiçoará o modo como estrangula Portugal. Votar é o único caminho. Apelar ao Não Voto é colaborar com a Máfia sorridente e feliz que se desdobra em momices triunfais diante da covardia do teleponto. Prepare-se uma prisão confortável, parecida com a de Vale e Azevedo, ao Pai da Fome em Portugal.

SÓCRATES GRITA POR CURA PRISIONAL

Não percebo por que motivo o Sr. Fraude ainda tem face e vem parir programas. Não se percebe por que razão o Primadonna discursa gaiteiro, com alegria e satisfação, sorrindo cinismos e agressividades, derramando hipocrisia por todos os poros. Que resultados felizes tem ele a apresentar ao País? Zero. Que danos, desordens, malfeitorias perpetrou ele e os seus contra Portugal? Mil e uma desordens, mil e um danos, mil e uma malfeitorias. Pena que a covardia geral nem sequer aflore a questão por falta de hábito e excesso de porreirismo asno. José Sócrates carece urgentemente de uma justificadíssima cura prisional. Basta que, com sobejo fundamento, se lhe aplique a Lei n.º 34/87, de 16 de Julho CRIMES DA RESPONSABILIDADE DE TITULARES DE CARGOS POLÍTICOS (versão actualizada), a qual, no artigo 14.º Violação de normas de execução orçamental, prescreve o seguinte: «O titular de cargo político a quem, por dever do seu cargo, incumba dar cumprimento a normas de execução orçamental e conscientemente as viole: a) Contraindo encargos não permitidos por lei; b) Autorizando pagamentos sem o visto do Tribunal de Contas legalmente exigido; c) Autorizando ou promovendo operações de tesouraria ou alterações orçamentais proibidas por lei; d) Utilizando dotações ou fundos secretos, com violação das regras da universalidade e especificação legalmente previstas; será punido com prisão até um ano.» Temos aqui, pelo menos, seis anos de prisão. Combate-se impunidade e insolência com o cumprimento da Lei. Sócrates não está acima da Lei. Não pode vir sorrir e rir nas homilias, ser pomposo, histriónico e pantomineiro com a covardia do teleponto, e atirar-se às oposições como se tivessem sido elas a desgovernar estes seis anos, sem que nada lhe aconteça. 

quarta-feira, abril 27, 2011

BARÇA TÉDIO

Não se sabe a resultante das duas mãos, mas hoje apercebi-me que o futebol do Barcelona é entediante. É uma forma de matar o jogo, baseado numa posse de bola tal que faz bocejar. Acorda-se com Messi e volta-se ao sono tiki-taka. 71% de posse do esférico? Tédio. Que se foda o tiki-taka! Viva a disputa renhida, a perda de bola, o contra-ataque em bloco. Viva quem rompa com a tirania secante e insolente de guardar a bola e levá-la para casa!

PULHA SAFRA FAJUTA

Provada e comprovadamente, Sócrates representa o pior possível, o mais maléfico que uma sociedade pode segregar e depois suportar. Há, porém, sociedades que não merecem mais que insistir em ser cloaca, fonte de vexame e cornadura, deixando-se enganar vez após vez, ou por tiranos rapaces ou por tiranos sumíticos. As sociedades incapazes de rupturas e ousadias por amor da verdade e fidelidade à realidade não merecem prosperar. Um líder vesgo, afastado da realidade, precipita sociedades no inferno e no erro, na miséria e na desigualdade. Não podem governar com amor pelo próprio povo se governam por amor dos seus amigos e interesses. Seis anos de puro terror incompetente condenaram-nos a quase todos. Mas não condenaram os amigos do Partido Socialista. Pelo contrário, os favorecidos do sistema socratista-socialista querem simplesmente continuar favorecidos dentro do mesmo sistema pelo qual se conduziu o endividamento aos obscenos valores conhecidos: não ter ido esse PS suficientemente longe no PEC IV só pode querer dizer que os milhares de organismos, observatórios e fundações, repletos de socialistas a coçar a micose, continuam tal e qual e o Povo pode e deve ser empobrecido e sacrificado. O novo Programa é continuar a Mentir Diferente Outra Vez e Para Sempre. Não há futuro na Farsa. Ora, à custa de infinitas mentiras e de uma asfixia muito mais tóxica e mortífera do que se possa imaginar, o Presidiário Adiado Primadonna mostra-se demasiado apto para a safra fajuta de enganar os pobres de espírito e torpedear a verdade, sem prestar contas. É natural que, a cinco de Junho, ganhe à tangente com esse Partido ao serviço de si mesmo, conhecido por estrangular Portugal de fisco e seviciá-lo com mais a completa imoralidade no desprezo do bem comum. Bom proveito!

FODILHÃO FUNGO FELIZ

Judite de Sousa não tem qualidade, mesmo na TVI, para expor a falsificação alegre e jovial perpetrada continuamente, entre contradições e paradoxos escarrados com a mesma cara de pau, por José Sócrates que não sente de modo nenhum o País que sofre carências e lhe suporta a malícia, a embriaguez obcecada pelas delícias e mordomias do Poder como o concebem os socialistas. Quem, pela milésima vez, atribui qualquer importância às "entrevistas" de Sócrates merece o que de pior o respectivo já nos trouxe e nos trará. Qual a parte eleitoralesca do montante criminoso da dívida? Como ser mentor das criminosas cinquenta PPPs sem se desfazer em vergonha e diarreia? Que entendimento pós-eleitoral com o PSD se o "Programa" criminoso do PS consiste em insultar, distorcer e esmagar qualquer ideia alheia, qualquer personagem que não seja socialista, qualquer debate e sincero enfrentamento de problemas? Para o spin socratista as ideias alheias são sempre "perigosas", "irresponsáveis", "impensáveis", mesmo que tenham sido implementadas na Espanha de Zapatero ou expliquem a frugalidade dos países que não se encontram onde o nosso se encontra. Da mesma forma, continua a cantilena demagógica do "Estado Social" afinal condenado à morte pela gestão socialista, responsável por um País que não cresce, não procria e não progride. O Fungo Imoral PS/Sócrates prossegue triunfal, alegre, rumo à vitória no dia cinco de Junho. Está feliz entre grunhos e entre grunhos vencerá. Boa sorte, portugueses!

terça-feira, abril 26, 2011

NOVA ENTREVISTA-BOSTA

Pobre povo, esganado de entrevistas-monólogo, onde se mente criativamente uma e outra vez como se fosse pela primeira vez de cada vez. A frescura do número. Ele lamenta... E acha «absolutamente indispensável... defendo o meu País»

O PRIMEIRO-MINISTRO PORTAS

Concordo com Teresa Caeiro quando considera o líder do CDS-PP «... o político mais competente e mais preparado para ser primeiro-ministro» e que há que assumi-lo de uma vez por todas. Será um dia para celebrar esse em que o PP seja partido fortíssimo e aclamadíssimo e o PS justamente remetido às dimensões que merece, as que o PP tem agora, tendo em conta a longa década e meia de malfeitorias e dislates no conventículo do Rato; tendo também em conta a completa abdicação irracional da esquerda protestatória em pressionar/negociar com o governo oficioso e externo FMI/BCE/UE.

FEROMONAS COM BUÇO

Sócrates está convencido de que pode chamar programa a umas coisas que não se cumprem, redigidas com estilo e empáfia por António Vitorino, exorbitantes e esmagadoras como túmulos de faraós, rasgadas logo a seguir ao acto telecomandado do voto mínimo garantido e, neste momento, substituíveis pelos ditames do FMI cuja entrada em Portugal laboriosamente cavou. Tem sido assim e há quem queira prolongar o tormento votando nele. Estejam à vontade. Se é preciso que uma consoladora trupe de matronas venha da província de propósito para beijocá-lo e largar feromonas rijas, com buço, pelos jardins de S. Bento, não seja por isso. O PS manda-as vir. São coisa pouca e barata.

I LOVE YOU, LELLO!

Pior que uma palavra insolente só mesmo uma justificação obscena. Consolemo-nos com Pessoa e lá, onde está 'sonho', coloquemos 'imbecilidade': «O sonho é a pior das cocaínas, porque é a mais natural de todas. Assim se insinua nos hábitos com a facilidade que uma das outras não tem, se prova sem se querer, como um veneno dado. Não dói, não descora, não abate – mas a alma que dele usa fica incurável, porque não há maneira de se separar do seu veneno, que é ela mesma.» Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego

LIBERDADE ARMADILHADA

Se os cidadãos quisessem e soubessem, o PS nem um voto obteria. Sucede que por razões manhosas no terreno armadilhado da pseudo-democracia portuguesa, dificilmente isso se verificará, pelo menos ao nível do mal feito, da malfeitoria grossa socialista ao País e por razões bem explicadas aqui. De Passos espera-se somente o que Mário Soares diz dele e diz bem pois nada há a esperar do bunker socratista, agressivo e intriguista. Por isso, os argumentos paradoxais de Cavaco pela não crispação da campanha em vista dos entendimentos futuros são quase impossíveis porque a liberdade e a verdade estão armadilhadas pelo PS que se tornou num corpo estranho, isolado, na democracia, acossado à esquerda e à direita precisamente por ter levado aos limites do limite o devorismo cego, a lógica clientelar exclusivista e fechada e por ter destruído Portugal em seis anos de mentiras. Pela terceira vez. As legislativas de 2009 provaram que a um partido com vocação exclusivista e fascizante vale tudo. Ganhar eleições nem que seja por um voto. Quando acossado e encurralado, um bicho daninho, na sua ferocidade desesperada, bufa, cospe, arranha em retorno. Se depender dos socratistas, a campanha será a mais baixa e selvática de sempre. O voto dos dependentes CSI / RSI e da boyzada está assegurado. É mais de um milhão arregimentado, sob um refinado caciquismo, contra milhões de indiferentes abstencionistas.

segunda-feira, abril 25, 2011

DO DEBATE IMPOSSÍVEL

Caramelamente, Sérgio de Almeida Correia insurge-se contra a aparente estratégia minimalista do PSD e de Passos em entrar pelo lado emocional do eleitorado através do acesso à sua intimidade pelo massivo pessoal consumidor da imprensa rosa. Sérgio espuma de raiva. Quer metralhadoras e rios de sangue perante essa viragem, esquecendo que o debate jaz morto e apodrece às mãos do spin trucidador socratista. Não é à toa o socialismo socratista paga balúrdios ao regimento de assessores precisamente para esmagar líderes adversários [ofendidos e rebaixados] e torpedear a mais pequena ideia salvífica para Portugal, ponto de partida para qualquer debate. A arte socratista da demagogia, da mentira e do logro na política é completamente desigual nos meios e no poder de fogo. Chega-se ao ponto em que se está precisamente porque a verdade sonegada é uma arma mortífera, fonte de desgraça e de desorientação. Repare-se de onde partem os apelos por que não se vote. Não se pode nem é conveniente ou sério jogar o maligno jogo socratista de igual para igual. 

O REUMÁTICO DA BRIGADA

Com José Lello a chamar "foleiro" ao PR, e logo no Facebook, eis quatro velhos senhores, respeitáveis, a tentar mostrar que a proximidade e o diálogo são possíveis, tantas ofensas, deselegâncias reciprocadas, tanto desprezo depois. É 'lindo'. Mas é pouco. O Grande Presidiário Adiado, Sócrates, continua a agir ao arrepio das palavras e a receber a bênção beijoqueira das matronas em tom de despedida e compunção parola.

FEIO

Onde é que o bad dancer Primadonna tem escondido o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que nem sequer participou das comemorações do 25 de Abril, no Palácio de Belém, onde o Governo de José Sócrates esteve representado em peso? Varrido, com o resto do lixo, para debaixo do tapete? Lealdade nula. Sentido de gratidão inexistente. Tudo muito expectável. E feio. Muito feio.

Ó DELICIOSA POLÉMICA PINA / PINTO!

Segue deliciosa a polémica aberta entre o delicioso Manuel António Pina e o cretáceo hipopótamo político disfarçado de advogado, Marinho e Pinto, que é também, afinal, um camião sem travões. Embora não pareça, esta polémica promete sequelas e sequela: «O bastonário Pinto saltou ontem as barreiras (todas, incluindo as do JN, onde, que me lembre, foi a primeira vez que, nos 40 anos que levo de casa, se deu guarida à castiça arte do insulto) e, de cabeça baixa, desembestou desenfreadamente contra o que aqui foi dito sobre a sua patética ânsia de protagonismo com argumentos como "cretino", "refinado cretino", "medíocre", "cretino" outra vez, outra , mais outra, ainda outra, "megalómano", de novo "cretino" (o vocabulário desta espécie de Capitão Haddock, ou Ad Hoc, é escasso), "desonesto", "ocioso", "parolo", "mesquinho", e depois, na secção zoológica, "canino", "mastim" e "caniche" e, na secção psicanalítica," desesperado existencial" (o que quer que isso signifique), "frustrado" e "cruelmente dilacerado". A fina e bastonária argumentação termina a mandar que o cronista se "ioda". Escapou a honra da mãe do cronista, o que, vindo a coisa de quem vem, já foi assinalável proeza...» Manuel António Pina

NULO TESÃO FESTIVO

Não há quase nada a comemorar hoje. Pelo contrário. Se o próprio Otelo o diz e reitera, quem somos nós para contrariá-lo?! A decadência moral da elite política patenteia-se diariamente. O Regime é indecente e bateu no fundo, conforme se percebe nas prioridades invertidas e no terrorismo de dois líderes de partidos se incompatibilizarem entre si, estando em causa Portugal. Com o seu miserável espírito de facção levado aos maiores requintes de cretino, o Partido Socialista, colheita 2005/2011, relega toda a sua respeitabilidade passada e conforma-se à gloriosa dimensão de pária sob o consulado socratista. Tudo o que é torpe, esconso, mentiroso, manipulador e absolutamente inverso ao interesse geral montou tenda e fez-se Poder. Concentrou-se aliás numa só pessoa tão daninha como qualquer outro tirano louco da história universal. É sobretudo por isso que qualquer inchaço celebrativo e tesão festivo não passam de prostituição, traição, fim da linha. 25 de Abril? Dia esvaziado, pisado e escarrado, coisa bem demonstrada e explicada aqui.

MR. SAXOBEAT

INFERÊNCIAS

«[Se é possível atribuir culpas, de quem foi a culpa de termos chegado aqui, à necessidade de pedir um empréstimo ao FMI outra vez?] Para responder com isenção a essa pergunta, dir-lhe-ei que as culpas são repartidas. Não interessa nada agora afirmar que as culpas são de uns ou de outros. Gritarmos "Vocês é que foram os culpados", ou vice-versa. Não foi, seguramente, só por causa da crise internacional. A verdade é que as culpas são repartidas. Vamos dizer assim para não entrarmos em polémica. Vamos ter eleições. Veremos quem vai ganhar e quem vai perder. Naturalmente que sou socialista, gostaria que o Partido Socialista ganhasse, mas acima do Partido Socialista ponho o interesse nacional. Não é só agora, pus sempre...» Mário Soares

domingo, abril 24, 2011

UM INTUITO MALDOSO

Há notícias que cumprem um intuito maldoso e insultuoso, coisas que se lêem nos abrantes e voltam a ler-se aqui. Contra a indecência mais completa, incompetência que se fez Governo e nos condenou às actuais humilhações, toda a estratégia colorida é pouca e muito fraca qualquer tentativa de humanização do pretendente ao cargo de PM, Passos. Soares é o primeiro a insinuá-lo [«...alguém com quem se pode falar...»] e não o faz por acaso. 

SHERATON PINE CLIFFS OF SHIT

Não falta paz de espírito para usufruir, sem remorso, de um máximo luxo pseudo-monástico, quando uma prisão assentar-lhe-ia infinitamente melhor. Nunca uma prisão higiénica foi tão urgente e repleta de sentido em Portugal. Nunca. Para as monumentais nódoas corporativas, imorais para os outros e exigentes de moral para com o seu Chefe, o mundo podia acabar, desde que o ganho de assessores propagandescos ao mesmo tempo assessores governamentais se mantenha intacto. A matilha profissional do socratismo soma e segue. Nem o FMI lhe põe cobro.

JUNKY MARINHO IODA-SE EM PÚBLICO

Gosto de Manuel António Pina e a maior parte das vezes concordo com ele, como, por exemplo, quando escreveu isto e foi brilhante: «Marinho e Pinto merece a nossa compreensão, mesmo que esgote a nossa paciência. É um "junky" de protagonismo, quando está muito tempo longe dos holofotes entra em carência, afligem-no dores musculares insuportáveis no sistema vocal e as palavras acumulam-se-lhe, ansiosas, na garganta, sufocando-o e forçando-o a correr em desespero para as redacções em busca de um "dealer" de manchetes ou, ao menos, de títulos a duas colunas ou rodapés de noticiários televisivos para "meter para a veia".» Sucede que Marinho e Pinto, o ilustre e infatigável socratista explícito ou subliminar protector das pretensões irrespondíveis e irresponsáveis de estes seis anos mortíferos e que passam por que o maior número possível não vote para que o voto tachista-socialista avulte, respondeu-lhe em termos que demonstram a total eficácia do bom registo satírico pinaniano e emanou esta peça inacreditável: «Comecemos por onde estas coisas devem começar: o escriba que diariamente bolça sentenças nesta página e que dá pelo nome de Manuel António Pina é um refinado cretino. Posto isto, assim, que é a forma honesta de pôr este tipo de coisas, nada mais haveria a dizer. Citando um treinador de futebol dado a elucubrações epistemológicas, «um vintém é um vintém e um cretino é um cretino». E... Pronto! Estaria tudo dito. Além disso, só se MAP não fosse tão cretino é que valeria a pena mostrar-lhe por que é que ele é tão cretino. Não costumo responder a cretinos. Mas, correndo o risco de este, como todos os outros, se tornar ainda mais agressivo, vou abrir uma excepção e descer ao seu terreno para lhe responder com as mesmas armas que ele tem usado contra mim, até porque este é um cretino especial, do tipo intelectual de esquerda.» Esta novela promete sequela e sequelas.

RATOS, RATAZANAS, RATICES

O VOTO É UMA COISA PRECIOSA

Só os mais cegos e obstinados recusam ver o Crime Grosso do socratismo sobre as nossas contas públicas, pelas suas consequências presentes e futuras. Devem pensar em que, lixando-se o País, não se lixam eles na medida em que o sistema socratista se reeleja e continue a protegê-los. Mas factos são factos: a revisão em alta do défice de 2010 para 9,1% do Produto Interno Bruto (PBI) e no nível de dívida pública de 2010, agora também afectado, pois sobe de 92,4 para 93% do PIB, sendo que a dívida pública terá atingido os 160.470,1 milhões de euros contra os 159.469,1 milhões de euros de Março. Em quem é que vais votar, tu que te deixas imbecilizar ou te transformas em instrumento de imbecilização?!

ET RESURREXIT TERTIA DIE

sábado, abril 23, 2011

PAÍS DISSOLVENTE

«Parecia mesmo que os representantes do patronato e das organizações de trabalhadores falavam não com gente mandatada para executar um trabalho específico de apoio a Portugal, mas antes com ministros do verdadeiro Governo soberano. Esse sentimento saiu reforçado por uma carta que o presidente da Associação Nacional de Municípios disse ter dirigido aos elementos daquele trio na qual sublinhava que os municípios não deveriam sofrer cortes, porque em nada contribuíram para a crise. A inconsciência, a espinha dobrada, o irrealismo, a paragem no tempo e a pedinchice foram o melhor de que todos se revelaram capazes, numa moldura de subserviência que atesta a histórica dependência da sociedade portuguesa em relação ao Estado e uma memória tão frágil que, de repente, passou uma esponja sobre as loucuras do clientelismo autárquico, a protecção descarada a banqueiros e empresários e as conquistas difíceis de pagar que as reivindicações sindicais impuseram. Para os técnicos estrangeiros que os ouviram e que presenciam o que se passa agora por cá, esta vivência portuguesa corresponderá, provavelmente, a uma experiência única, difícil de esquecer. Devem balancear entre a incredulidade dos comportamentos e a crueza dos números, fazendo um esforço de tolerância e condescendência perante quem assume como normal o alheamento da realidade, como se ela não fosse marcada pelos profundos desequilíbrios económico-financeiros que se conhecem. Nem o mais generoso espírito cristão pode valer a gente assim, que deliberadamente não quer perceber a dimensão do sarilho em que mergulhou. Não há nada pior do que a cegueira intencional. UE, FMI e BCE vão pôr os portugueses a fazer aquilo a que se esquivaram até agora e abrir-lhes os olhos à força, indiferentes ao paleio oco, às ilusões de cadernos reivindicativos e à irresponsabilidade geral. Eles pagam e, por isso, mandam. No fundo, de facto, não são Governo, mas vão ditar as regras ao Governo. Quando o dinheiro falta em todo o lado, até para os salários dos militares e das forças de segurança, não se fala alto: anda-se de mão estendida. Pelo que se tem visto, nem a dignidade se salva. Bem vistas as coisas, acaba por não ser surpresa. Um povo que, a pouco mais de um mês das eleições, põe a hipótese de voltar a entregar o Governo a quem o lançou na desgraça mostra ter uma noção muito ténue do que é a dignidade. É um povo que parece gostar de andar de cócoras.» José Eduardo Moniz

ET SEPULTUS EST

sexta-feira, abril 22, 2011

PASSUS

A Paixão do Senhor não cabe em nada do que os humanos reflictam e proclamem. Mas sempre houve e sempre haverá eloquentes tentativas.

O MAU MARTÍRIO DE TEIXEIRA E AMADO

O que pensar de Teixeira dos Santos? O pior possível como vice-ministro das finanças submisso aos maus fígados do Primadonna, supremo manipulador e fraude ambulante. Terá Teixeira sido moralmente sequestrado? Padeceu porventura da síndrome de Estocolmo? O certo é que esses servidores dos socialistas, Teixeira e Amado, são mártires às mãos de Sócrates, coitados. O verdadeiro mau ministro das Finanças sempre foi Sócrates, também o verdadeiro mau ministro da Educação. Afinal, o pobre homem Teixeira, tão leal e tão denodado na língua de pau da treta retardatária da ajuda, não foi sequer convidado para as listas para a deputação como prémio e sinecura suprema. Porquê? Porque forçou a ajuda externa. O Grande Mártir e Agente da Bancarrota made by Partido Socialista nem sequer aparece. Deixou um comunicado a denunciar o não convite. Tem de se concordar com o que escreve o DN: «Ele, ministro do Estado. Ele, que fora o grande trunfo eleitoral de 2009, o rosto da credibilidade financeira que Sócrates contrapunha a Manuela Ferreira Leite, um dos dois únicos ministros (o outro foi Vieira da Silva) com direito a bisar a presença num comício. Agora, quase dois anos e uma bancarrota depois, as "coisas começam e acabam", justificou Vieira da Silva, responsável pela elaboração das listas dos deputados. Em plena negociação com a "troyka" internacional, o Governo vive uma situação caricata: o primeiro-ministro e o ministro das Finanças estão de costas voltadas.» Outro tanto sucede com Amado. Ambos são mártires, vítimas do socialismo-socratismo, mas são maus mártires. Se fossem bons, rebentavam desde logo com a suprema vaidade do Primadonna pelos seus extensos malefícios e espessas mentiras ao sacrificar o País, sob juros assassinos, aos desígnios de Poder mantido a todo o transe. Maldito.

NINGUÉM EM CASA PARA TROYKA DÓI-DÓI

«Essa troika não se pode esquecer de que o nosso principal problema é económico e que para além do emagrecimento do Estado temos de imediatamente reganhar competitividade. Ao passarem a Semana Santa numa Lisboa semivazia vão perceber que a maior parte dos portugueses ainda não percebeu o quanto o futuro vai doer. E vai mesmo, caso contrário quem nos ajuda também terá de partilhar a dor.» António Nogueira Leite

MOU, MORATTI, LEONARDO

«Il portoghese, dopo la vittoria della Coppa del Re, non dimentica la sua ex squadra: "Quest'anno non è un dramma, ci sono ancora traguardi, e Leonardo può fare strada".» 

CALMA QUE HÁ FUTRE E OTELO

Brotam sem parar uns velhos tipos conhecidos a animar-nos com loucura e paradoxo. Descobrem a pólvora do inaudito ou pela espontaneidade mais tonta ou pelo asco à podridão do regime! Numa semana, a Providência ressuscita-nos Futre para elevar a nossa capacidade de rir e fazer de qualquer facto ridículo um triunfo. Na outra, dá-nos Otelo, emaranhado no hamletiano ser ou não ser, mas mais inclinado para o não ser desta bosta regimental deplorável: talvez não tivesse valido a pena o mole e pachorrento Reviralho em 74, dado o fosso social e a miséria que alastra hoje. É como ele diz, (porque só nos restam as cinzas da Contumaz Mentira-Pornográfica Fraude Socialista-Socratista) «falta-nos um tipo com honestidade, generosidade, com espírito de missão como Salazar», tirando o fascismo. Maior avanço é que o mesmo Otelo questione sinceramente a validade da revolução aprilina tendo em conta, presumo, as três bancarrotas pela mão dos socialistas e sobretudo esta terceira como humilhante e devastador momento político-económico. Merece o nosso estupor velarmos, portanto, o cadáver mal intencionado da década de setenta. Era urgente outra coisa mais perfeita e mais cortante, claro. Seja como for, trinta e sete anos a ziguezaguear, Otelo diverte-nos como Futre, quando sobram xéus e vendidos e outrora gloriosos mediáticos transitam ao estatuto de mediocridades incognoscíveis. Pela condescendência com Sócrates, Santana desiludePacheco desiludeEanes desiludeCavaco desilude. Por razões mais complexas de imbricado psiquismo partidário e orgulho, Capucho desilude [tanta desculpa epistolar e uma só coisa era necessária!]. O Povo desilude!

quinta-feira, abril 21, 2011

CONTRA OS TUBARÕES DO TRUQUE

Depois de ver o PCP a excluir-se da solução, perdi as ilusões acerca do papel construtivo que poderia desempenhar numa governação sem preconceitos, conforme acontece aliás na demais Europa das coligações hermafroditas cada vez mais incomparável e inacessível. Subscrevo Paulo Guinote, considero necessária uma clarificação eleitoral bem mais radicalizante, emagrecendo o PS, para que o futuro do País não recaia numa espécie de limbo, com os males socratistas-socialistas rebentando o que resta da esperança e da coragem em Mudar: «Apesar de parecer que estas eleições estariam no papo, o PSD tem-se esmerado em hesitar (não se percebe o atraso no programa eleitoral), espalhar-se ao comprido (sempre que fala um guru ansioso e inteligente em vez do chefe ou do Miguel Relvas) ou ser torpedeado a partir de dentro (Menezes, Marques Mendes, Pacheco, Capucho), demonstrando como tem uma equipa política ainda com uma dose assinalável de amadorismo para andanças em que Santos Silva, Lacão, Assis, Silva Pereira e Ciª se sentem como tubarões em praia da Califórnia cheia de turistas nutridos. Resumindo: ou o eleitorado se agita (para a Esquerda e para a Direita, impedindo o engenheiro de vencer e de ficar com todos os trunfos para continuar) e percebe que o tempo deste homem tem de acabar de uma vez, ou estamos muito bem (mal?) fornicados e cada vez pior pagos.» Paulo Guinote

BICO AO GRANDE PRESIDIÁRIO ADIADO

Não bastava a urgência vital em o País se lavar de Sócrates o quanto antes, tinha de haver fragmentação e mesquinhez da grossa na laranja social-democrata: não faltam vaidades absolutamente malcheirentas e pedantes a escaqueirar todos os dias qualquer esperança de renovar os ares pestilentos que dimanam da rataria e afogam Portugal num escusado vexame internacional. Não parece interessar ao eleitorado [em boa parte decadente, tíbio e primário] que o PSD tenha a vantagem de o liderar alguém que não pode, de modo algum, igualar o recorde da trapaça e da batota do xéu José Sócrates, esse grande presidiário adiado: que é que querem mais? Toda a gente faz bicos ao Presidiário Primadonna Adiado: especialmente alguns media e muitos dos que temem perder privilégios imorais. Mais bancarrota em cima da bancarrota? A carta ressentida de Capucho [Pittawho else!?, baba ao divulgar a guloseima, especialista em bicos] releva somente dos malefícios do carreirismo partidário, da escada partidária, do desejo de escalada por via partidária. Fez-se Capucho à presidência da AR e correu mal? Por que não segue para bingo? Olhos em quem divide para reinar. Em quem engana para durar.

UM POVO QUE SE SUICIDA COM RATAX

Se não soubéssemos como as coisas se urdem [quanto a sondagens, aos media manipulados / serventuários e outros processos rumorosos de instilar a batota mais reles] com o dinheiro socialista, seria de perder o sono. Graças a Deus, os portugueses rejeitarão com as vísceras quaisquer laivos de Mentira Reincidente e os vapores pestíferos emanados do Largo dos Ratos. Se certas sondagens fossem fidedignas, revelavam um Povo que se suicida com o Ratax Socialista que tão funestos frutos nos legou. As interrogações do Luís Naves ilustram-no bem: «Se o eleitorado português votar desta maneira, teremos um bloco central liderado por José Sócrates, que tem péssimas relações com os líderes da oposição, com o Presidente da República, com os seus ministros mais importantes, com as vozes dissonantes do PS. Ou seja, o político que não negoceia com ninguém vai chefiar a grande coligação no momento da maior crise nacional desde 1975. Acham que há condições para um bloco central liderado por Sócrates? Esse governo terá de durar quatro anos, ao fim dos quais Portugal estará definitivamente lívido e derrotado, transformado num protectorado europeu e num paraíso do socialismo. Nessa altura, aparece no PSD um Santana Lopes qualquer, um dos que ajudaram a eleger e reeleger Sócrates, a dizer que tinha imensa razão.» Luís Naves

AL CIELO

TE DEIXO LOUCA

PARA QUE SERVE O DINHEIRO DO PS?

Não é possível. Entra-se num café e em torno da mesa todos coincidem no ódio aos socialistas e a Sócrates. Todos. Os insultos são criativos, sofisticados, subliminares, para todos os gostos, como antes do vinte e cinco de Abril. Há asco e náusea perante a palavra e a aparição socratista-socialista. Por isso que 0,8 pontos percentuais separem o PS e o PSD nas intenções de voto e logo com os socialistas à frente [uma recuperação de mais 11,6 pontos face ao PSD de Passos Coelho com uma queda de quase 12 pontos], diz mais acerca do preço da Marktest, do preço da TSF e sobretudo da velha pechincha “Diário Económico” do que diz dos défices de inteligência que pululam por aí. Não posso acreditar que o meu povo seja composto por asnos e grosseiros dementes. Esse é o País dos socialistas, o País que interessa sobremaneira aos socialistas-socratistas.

UM TREINADOR DE E PARA OS TÍTULOS

«En la prórroga nosotros fuimos compactos, pero nos cansamos físicamente. Ellos al final se cansaron mentalmente. Tuvieron un poco de frustración por no tener tanto éxito como están habituados a tener. El equipo que marca es el que psicológicamente se queda por arriba.» José Mourinho

quarta-feira, abril 20, 2011

WAFFLE DE RELVA A RUI GOMES DA SILVA

Ao ver este jogo brilhante do meu FC Porto, pensei na estratégia maliciosa de Rui Gomes da Silva [e de quantos arrastam um pensamento impensável como ele], estéril porque fanática, pífia porque contraproducente, anacrónica porque desfasada da realidade. Para quê passar um ano inteiro, talvez uma vida inteira, a enviesar toda a leitura sobre as vitórias portistas? O curioso é que é precisamente um discurso como esse, um que não faz justiça nem dá mérito a quem objectivamente o tem aqui e agora, que motiva ainda mais uma equipa fabulosa como o meu FC Porto. Aos detractores habituais, bom proveito com esta waffle ou gofre de relva! Superiores, mesmo para cegos. As vitórias categóricas só pedem uma coisa: serem ainda mais categóricas. 

PALAVROSSAVRVS REX: CINCO ANOS

Ontem, este blogue completou cinco anos, foi dia de aniversário e quase nem reparava. O PALAVROSSAVRVS REX faz cinco anos, sofrendo e chorando neste vale de lágrimas de esbulhos em que se converteu Portugal, sofrendo e insultando esse assédio permanente às nossas vidas cercadas de Fisco, Falsidade e Maldade, vertidas como um viscoso veneno pelos políticos ávidos que se tornaram poder nos últimos seis. Tóxica e letal realidade. Contra a Peçonha Vil  inaugurada e aperfeiçoada pelo socialismo-socratismo   sempre lutei e lutarei incansável. Recompensa? A mesma de Camões: o mesmo ostracismo especializado, a mesma surdez à minha voz, a mesma traição fria e surda sofrida pela mão dos menos suspeitos, a mesma incompreensão alheia. Dura e perdura a degradação dos costumes, dura e perdura a ganância sobre o erário, aperfeiçoa-se e torna-se no mínimo diabólica a velha exploração e manipulação colonizadora de portugueses por um punhado de outros portugueses sem escrúpulos. Dura e perdura sobre a Pátria o velho e piorado Desconcerto do Mundo. Pode até ser que o Mundo se concerte primeiro que o meu amado Portugal.

VERMINOSA BICHARADA

Tornou-se absolutamente evidente é que o socratismo ao longo destes anos sufocou os fora, especialmente o forum da TSF. Havia que preencher todos os interstícios de oposição e espontaneidade substituindo-o por velhinhas e jovens bem esportuladas a ler com papelinhos com lugares comuns laudatórios da besta e das bestialidades da besta, cassete sempre igual: um ouvido treinado detecta-os às primeiras sílabas balbuciadas. Esse verniz está a romper, graças a Deus. Não admira que intoxiquem o País à força toda, revelando a toxicidade dos seus próprios processos de influência e deturpação. Tudo isto custa imenso dinheiro, especialmente a promiscuidade destes assessores nos ministérios / e na spinologia / desinformação. Meter na prisão Sócrates e os seus abrantes será da mais luminosa higiene e da mais urgente profilaxia: nunca se mentiu tanto, nunca se controlou a informação e a intervenção cívica, nunca se rebaixou os adversários no grau com que o fizeram os socialistas-socratistas. Os juros brutais que o Estado tem sobre si não são imputáveis senão ao abuso e maldade destes agentes de desinformação e viciação do jogo democrático. Pobre País entregue a tal bicharada maquiavélica e vérmina nojenta!

O CABRÃO DO CÁLCULO POLÍTICO

Indiscutivelmente, as velhas e repetidas figuras do emplastro Sócrates e da múmia Cavaco, cada qual na proporção que lhe compete, são passíveis de prisão devido ao cortejo de actos e omissões nos últimos dois anos desastrosos. Ambos jogaram com o tempo, procurando que o tempo os bafejasse. O País podia esperar. Não podia! Um, com tacticismo e tácita condescendência inerte em face de más políticas, absteve-se de hostilizar o desgoverno a fim de se reeleger: pecado grave de omissão. Outro, com dolo e malícia, mentindo com quantos dentes tinha na boca dourava a negrura em que nos lançava, a fim de se manter e durar pelo gozo narcisista de durar: pecado grave de mentira contumaz, avidez devorista, gula sectária. O preço mostra-se altíssimo, revelando a extensão de um crime que é comum: esta bancarrota anunciada. Qualquer deles merece prisão no grau variável das responsabilidades directas. Com um Rei, nada disto se verificaria, note-se bem: nada a dizer se a nossa República fosse boa e boa para com os cidadãos. Não é. Nada mais devastador e falso que a ordem subliminar que pune o cidadão e protege o bandido. É bom que o próximo Governo tenha os melhores a dizer as verdades, os mais inteligentes e desprendidos a decidir bem. É bom que as eleições a cinco de Junho punam exemplarmente o partido socialista da Bancarrota, que engordou e anafou os seus. Se não punir, Portugal não é digno dos seus filhos, netos, bisnetos, trinetos que aliás emigram e emigrarão aos milhares/mês. 

terça-feira, abril 19, 2011

DILDO PSD NA BOCA DO PS

Pergunto-me a cada passo, por que motivo o PS anda obcecado com o PSD? Por que motivo a sigla PSD não sai da boca de Sócrates? Não conviria maior pudor e reserva àqueles que se serviram de Portugal e não estão detidos, conforme seria natural? Evidentemente que a politiquice socialista é 'competente', 'perfeita', 'profissional' por isso devastadora, nociva, decadente para Portugal. Vai-se a olhar e não há mais nada. Um boy por cada boa decisão não tomada. Um grato dependente ligado às máquinas da subsidiação ou mil dependentes gratos ligados às máquinas da subsidiação por cada medida temporizada que nos pouparia ao vexame actual. Sócrates caminhou sobre o arame, jogando todas as cartas no suporte da Banca e nas falácias e trapaças sustentáveis pelos media compensados para prolongar esse jogo, para levar tal jogo fingidor até ao fim. Sacrificou-nos de bom grado a todos por décadas para durar ele nem que fosse como mero vice-rei da chancelerina Merkel e pau-mandado dos demais fortes. da Europa. Conquistar o desprezo do mundo pelo pedinte explícito, mas durar no mando à força toda. Queimar a terra, mas durar e sobreviver. Agora há só uma palavra sempre à defesa a cada ocasião para bolçar crítica e politiquice: PSD! Algo que não lhe sai da boca.

A ESTOCADA DE FREITAS DO AMARAL


Um grande e patriótico Freitas do Amaral deu uma entrevista magnificente à RTP1, apunhalando a besta desde logo pela denúncia do óbvio. Desde 2005 emergiram dois Sócrates: o primeiro, até 2008, que conseguiu uma consolidação orçamental [com leis retroactivas e putices, mas, enfim...] e o segundo, desde 2009 até cá, que se fartou de gastar dinheiro. Tudo começou em 2009: «com as despesas eleitoralistas … o défice subiu de 3% para 9%, o que é imperdoável». Coragem recente e constatação de última hora, mas é simplesmente fantástico que Freitas do Amaral tenha percebido claramente que as desculpas socratistas com o mundo em 2009 não colam, dada a extrema avidez eleitoralesca para a qual concorreu o oceano de subsídios que fidelizam o voto na peçonha socialista, desenhando uma toxicossocialistodependência que Chávez levou à perfeição e sossega uns bons milhares de estômagos. 2009? Quem compra o Figo compra o que puder. Quem silencia Manuel Moura Guedes, silencia o que puder. É uma questão de pilim. O resultado está à vista. É só fazer as contas. Não abrirem uma cela para tal fraude. Por muito menos foram outros julgados e presos.

MIL BOAS RAZÕES PARA PRENDÊ-LO

As pessoas que intervêm nos fora das TVs e das rádio [SICN, TVI24, TSF, Antena 1] já perceberam o que está em causa e por isso não compreendem como é possível que José Sócrates não esteja preso. Nem eu. Estou pelo menos há cinco anos perplexo e em estado de estupor perante uma evidência que ofende e macera: como é possível que José Sócrates não esteja preso? Ele passou os mandatos a rir, a cada abraço a Chávez e a cada beijo a Merkel, sorria com um sorriso tão rasgado que os olhos desapareciam nos rasgões do rosto [e mesmo o nariz abatatado, por momentos, se africanizava também dilatando-se de gozo] e só agora compreendemos que só podia estar a rir de cada um de nós, num riso escarninho e insultuoso. Vá lá, compreendam vocês também que não há esperança nem recomeço para Portugal sem José Sócrates na prisão. Seria um pequeno passo para a pequenez mental e cívica em Portugal e um grande passo para a Justiça, o que não é nada desprezível em tempos paupérrimos.

NUNCA ESFUMADO PELA FOGUEIRA MEDIÁTICA

SIMPLESMENTE MULTILATERAL E LIVRE

«Fernando Nobre tem confessadas simpatias monárquicas. Apesar disso, o republicaníssimo Mário Soares convidou-o para membro da Comissão Política e da Comissão de Honra da sua candidatura presidencial, em 2006. Apesar de ter apoiado Soares, o Bloco de Esquerda convidou-o para mandatário nacional da sua lista de candidatos ao Parlamento Europeu em 2009, liderada por Miguel Portas. Apesar de ter sido mandatário da candidatura do Bloco, o social-democrata António Capucho convidou-o no mesmo ano para membro da Comissão de Honra da sua candidatura autárquica a Cascais. Apesar de ter sido apoiante do candidato presidencial do PS em 2006, Fernando Nobre desafiou o candidato presidencial do PS em 2011, apresentando-se ele próprio a sufrágio. Com o apoio, entre muitas outras figuras, de Maria Barroso e Isabel SoaresMonárquico, republicano, de esquerda e de direita: querem um verdadeiro independente? Aí o têm.» Pedro Correia

ESPARTANO CHEQUE EM BRANCO

É mesmo assim, Ana Sá Lopes dá uma no cravo e outra na ferradura: «A surpresa de Fernando Nobre ter aceitado encabeçar a lista de Lisboa do PSD deriva de outras razões que não a de o ex-candidato presidencial desconhecer o programa do PSD. Primeiro, o dito programa não existe e todos os cabeças-de-lista estão no mesmo barco - o do cheque em branco. Mas, de facto, o tal programa cuja inexistência tem dado tanto mote à propaganda do PS tornou-se subitamente inútil. Passos Coelho não precisa de mostrar, agora, qualquer alternativa - a alternativa está a ser escrita pela troika FMI, Banco Central Europeu e Comissão. [...] Além das personalidades, vai contar substancialmente a capacidade táctica e estratégica - e nestes dois itens, apesar da derrota que foi a chamada do FMI, Sócrates tem capacidades de sobrevivência já reconhecidas. De Passos Coelho ainda não sabemos nada. Nos discursos quotidianos do líder e na sua proverbial ingenuidade não se consegue ainda identificar um sobrevivente.» Ana Sá Lopes

A CAMINHO DOS CÃES

«Entretanto, na Alemanha, um aglomerado de patriotas, com o nome de Europolis, tenta proibir legalmente o governo de ajudar Portugal. Segundo esses bons finlandeses e alemães, o país europeu que tem ao mesmo tempo a maior dívida externa total líquida e a menor capacidade de produzir riqueza merece falir. [...] A “Europa” foi a última ilusão do facilitismo nacional. Quando entrámos no euro, acreditámos que não precisávamos de mais sacrifícios; e quando chegaram as dificuldades, que os outros tinham a obrigação de nos facilitar a vida. Enquanto a Espanha fez o trabalho de casa, Portugal confiou em “amigos” e “irmãos”. Até o luso-tropicalismo desenterrámos durante a visita de Dilma. Para quê? Para vermos a imprensa brasileira a abarrotar com um velho ressentimento anti-português. Sim, é isso: estamos humildemente sós.» Rui Ramos

PINTO MONTEIRO, LEAL SERVO DA OMERTÁ

Pinto Monteiro. O que de dizer de um dos cromos repetidos que interessaria remover por se tratar de outro rosto ao serviço exclusivo das costas quentes socratistas, posto ali, a desprocurar activamente, a bem da omertá socialista?! Diga-se que ele é a outra face da Bancarrota dentro do grande polígono socialista-socratista de interesses, silêncios e negociatas que nos trouxeram a isto. Lellos, Vitalinos e Pintos Monteiros por todo lado há-de ser efectivamente uma coisa muita cara. Como é que Cavaco ainda recebe isto?

FUTRE, DIVERTIDA MÁQUINA DE LUCRAR

Futre é assunto todos os dias. Corre por aí que veio reensinar-nos a sorrir. Esta crise, este caos, esta falência, podem abrir oportunidades novas, refrescar-nos a alma e dar-nos recomeços. Se é ele que no-lo inspira, dê-se-lhe estátua, comenda e condecoração: «O país despertou para Paulo Futre, mas o antigo craque explica que há muito faz intervenções semelhantes em Espanha. E também faz publicidade. "Aqui tenho feito algumas coisas, a última foi para a Rexona. Já fiz publicidade para a Gillette, no Mundial estive num anúncio para uma casa de apostas, e já nem me lembro das outras marcas pelas quais dei a cara. Em Espanha é normal, fui sempre assim, tive mil polémicas com o Atlético de Madrid, que era a equipa mais polémica do mundo. As pessoas já estão habituadas. Aí já não me conheciam", disse o empresário, director desportivo na lista de Dias Ferreira para o Sporting. [...] Agora quer aproveitar o boom mediático para publicar a sua biografia. "É um livro polémico, com escândalos. Estava a ser preparado quase há dois anos. Vai ser lançado brevemente", confessou. E sinceramente, concluímos, estava à espera de tanta atenção? "Tinha de ser criativo. Sabia que ia ser uma bomba. O país estava a chorar e consegui meter tudo a rir. Só fiquei triste por os gajos [jornalistas] terem escrito que eu estava a inventar. Sou cronista do melhor jornal desportivo do mundo, a ''Marca''. Não posso inventar histórias!" Não inventou, mas reinventou, quase que por acaso, a sua imagem em Portugal. Agora podem continuar a gozar, que ele vai recolher os lucros. É a vingança do ''chinês''.» Pedro Miguel Neves