Estas coisas trágicas e tremendas do Passado são sempre revisitáveis para que a memória as releve. Chega a ser tremendo constatar tantos admiradores do inominável, por um lado, e, por outro, a possibilidade de uma trágica reincidência neste tipo de risco planetário apenas porque loucos há muitos e líderes que supõem ter nas mãos contas por ajustar com o Mundo, um deles, quase de certeza não para brincadeiras nem para tretas tipo Arthur Neville Chamberlain [«I believe it (Hitler) is peace in our time»], é Ahmadinejad. Enfim, as cores cumpliciam-nos mais perfeitamente com um passado afinal tão fresco: eis um novo documentário da National Geographic. A ver.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)

1 comentário:
Ler "Hitler - uma biografia" de Ian Kershaw. Mesmo que por vezes penoso. A informação é útilíssima; dá-nos uma narrativa cheia de sensações de 'déjà vu' político e económico (mesmo a escalas distintas) e explica de maneira brutal como a Alemanha se transformou em 1918-1919 num sítio infecto - cheio de revoluções, golpes de estado, assassinatos políticos, greves incendiárias, tropas de choque comunistas e imperialistas-lealistas, exércitos estaduais, regionais, federais, imperiais e ainda privados ou instrumentalizados por partidos de todas as cores (estimados em mais de 100). É espantoso como o Acaso foi determinante para que Hitler chegasse onde chegou - isso e muita parvoíce e passividade. O homem teve uma juventude de fugir: neuras, caprichos, manhas, sacrifícios auto-inflingidos, provações desnecessárias, muita frustração, preguiça e esquemas. Também se tira a evidente ilação de que a humilhação económica e financeira imposta por tratados e armistícios a nações têm limites. Havia tudo para um desastre perfeito - inclusivamente a dependência da banca alemã em relação à banca americana para as reparações de guerra; 1929 foi a 'fagulha' que faltava. A França - com manobras militares ostensivas na fronteira (1932) - não esteve isenta de culpas em todo este folclore que resultou negro.
Ass.: Besta Imunda
Enviar um comentário