sábado, março 03, 2012

PS, 38 ANOS DE OMERTÀ E SECTARISMO DE BOLSO

Os Governos Sócrates inauguraram um modo de estar no Poder fechado, exclusivista, hostilizador e profundamente manipulador. Se houve tentativa socratista de requalificação e reforma do País, ela fez-se com empresas e empresários com tabuleta identificadora e cumplicidade firmada com o partido do Governo, desdobrando-se aqueles em contrapartidas muito concretas e muito secretas aos apparatchiks governamentalescos. Os Governos de Sócrates praticaram o amiguismo empresarial amiguinho em larguíssima escala, não no espectro dos abrangidos, mas na repetição dos cromos alvo de benesses e solicitude. Eram uma relação mutuamente benéfica e nos dois sentidos. Pense-se no quanto o BES foi unha carnal com o Estado-PS e pense-se nas absolutamente lesivas e cretinas PPP, quem as urdiu como facada aos contribuintes e quem delas beneficia [Passos aí, nessa revisão e renegociação, não mostra a coragem que exibe nas ruas e praças dos que o insultam]. Quando deflagraram as crises económica e financeira internacionais, o despesismo amiguista socratino continuou porque acima de qualquer outra prioridade nacional estava a reeleição. O optimismo irrealista servia esse propósito como corda que se ata ao pescoço dos demais à custa da própria sobrevivência. O socratismo promoveu a inteligência? Não. Promoveu a violência inútil, a agressividade estéril, a brutalidade geométrica sobre classes e sectores e promoveu a falta de classe especialmente no Parlamento, onde as peixeiradas de Sócrates pontificavam. As eleições de 2009 foram uma oportunidade perdida para inverter a grande charla por que Portugal seguia. Soares respaldou isto. Muitos e muitas, devidamente untados com o dinheiro socratino, tinham a língua de pau necessária para desmentir esta enorme evidência: o rei ia nu. BE e PCP, partidos rebaixados, insultados, hostilizados gratuitamente por Sócrates a cada pergunta incómoda no Parlamento, comportaram-se com extremo patriotismo, porque o PS minoritário havia descido baixíssimo, dominado, acrítico, norte-coreano, castrado numa lealdade abominável ao homem que nunca se licenciou e nada sabia de engenharia, só de marketing, só de gestão da imagem, só de retórica, só de conspiração nas secções regionais de baixa política, só de videirismo e processos maquiavélicos para consolidar ganhos estáveis e enriquecimentos inexplicáveis.  Sócrates nunca negociou coisa nenhuma com absolutamente ninguém. Caricaturou negociação. Fingiu. Traiu todas as palavras dadas. Esmagou todos os pactos possíveis. Humilhou toda a contraparte com o extremo do extremo da deslealdade. Portanto, para os Governos Sócrates, negociar nunca existiu. Havia um rebanho de clientes ávidos a contentar e um fingimento a levar até ao fim. O Governo socialista foi um equívoco que, ao abrir a cova geral dos desequilíbrios da dívida pública, abriu o que restava abrir da própria cova e se atirou para lá, como as esposas indianas para a mesma pira dos defuntos maridos. Agora temos Passos e temos Relvas com um programa disposto a tudo, ao certo e ao insensível, para que Portugal dependa mais do trabalho que do assistencialismo de todas as preguiças e de todas as falências. Não sabemos muito sobre ambos, tirando a secura de nos assemelhar laboralmente aos chineses ou a imitação do estilo empreendedor e salve-se quem puder norte-americano. Graças às garotadas deslumbradas do socialismo-socratismo, Portugal é hoje um País africano-europeu demasiado endividado, demasiado abortista, demasiado velho, muito mais empobrecido. Andamos agora à procura de regressar à produção de bens transacionáveis. Andamos à procura de combater o analfabetismo e a iliteracia abençoadas pelo facilitismo escolar socratista. Não estou a ver Passos a corrigir a disparidade na repartição dos rendimentos, porque a extrema avareza esclavagista empresarial é, a par da inveja geral e difusa, uma marca bem portuguesa. Mas estou a ver, com a emigração dos úteis, com a saída dos válidos, com o desânimo ddos competentes, com o exílio dos criativos, permanecerem por cá os doentes mentais que ainda acham digno de espera sebastiânica essa pura e execrável malignidade política chamada José Sócrates, ainda a salvo da cela prisional que o aguarda. Não é uma coincidência que Portugal tenha o Partido Socialista mais anti-patriota [três bancarrotas sob a sua tutela em trinta e oito anos], mais disposto à pulverização soberanista de Portugal ou na Europa, que nos desconhece e despreza, ou em Espanha, que nos ignora e insulta [não sei o que outra coisa chame à reescrita histórica em Olivença], quase solitário responsável por uma descolonização atabalhoada, geradora de milhares de tragédias e injustiças. 

1 comentário:

floribundus disse...

a MAFIA devia frequentar a universidade do rato