quarta-feira, março 14, 2012

RUI TAVARES, O HOMEM DO DINHEIRO

Incrível a descoincidência relativamente à Parque Escolar entre os pressupostos de Santana Castilho e os de Rui Tavares. Para este último, as derrapagens na PE estão bem e recomendam-se porque fundamentadas em questões de área e submissão às Novas Leis Energéticas. Crato é que quis retirar dividendos políticos, contaminando os factos para melhor ver evacuados os quatro gestores da PE, com Cintra Nunes. Por que é que o Rui não se chega à frente para suportar os respectivos encargos bilionários?! O Rui só pode ser o homem do dinheiro. Que se lixe o cuidado! Que se lixe a parcimónia! Basta fazer não as contas e gaste-se à tripa-forra por causa da lei e pelas razões que se quiser aduzir. É a vida: «Passemos à Parque Escolar. Em tempos que já esqueceu, Passos Coelho incomodou muitos políticos, Cavaco Silva incluído, ao defender a necessidade de responsabilizar os políticos civil e criminalmente. Até Louçã falou do facto como mera fantasia. Todos se esqueceram que Passos Coelho apenas clamava pela aplicação da velha Lei 34, de 1987, sucessivamente alterada em 2001, 2008 e 2010 pelas leis 108, 30 e 41, respectivamente. Passos Coelho, prudentemente, esqueceu-se desse tempo. No programa eleitoral, que a seu pedido escrevi e ele aceitou, primeiro, para renegar, depois, estava sumariada a história da Parque Escolar e traçado o seu futuro. Para quem o tenha lido, mais o que nesta coluna assinei sobre a Parque Escolar, em 26 de Fevereiro de 2007, primeiro, e em 17 de Fevereiro de 2010, depois, as conclusões do relatório são meras redundâncias. O que é novo é que este Governo pactuou oito meses com o esquema. O que agora diz da Parque Escolar, diz dele próprio. Porque a Parque Escolar é uma empresa com um só dono, o Estado.» Santana Castilho, Público
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«Quando finalmente tivemos acesso ao relatório os 400% e o despesismo desenfreando eram letra de lei. Mas o que é que nos diz a auditoria? Que Nuno Crato, que antes de ser ministro é matemático, tem uma relação muito peculiar e distendida com os números. Uma por uma, todas as suas afirmações são desmentidas pela fonte que, aparentemente, citou mas nunca se deu ao trabalho de ler. Os custos subiram 70%, sim, mas a própria auditoria diz que esse aumento “foi essencialmente devido ao aumento de área de construção por escola”. E aumentaram por uma razão muito simples. Porque, entretanto, no segundo país da Europa com menor percentagem de jovens entre os 18 e 34 anos com o ensino secundário concluído decidiu-se, e bem, aumentar a escolaridade até ao 12.º ano. Assim, escolas projectadas para 800 alunos viram o seu espaço crescer para acomodar 1230 (um aumento de 52%). A aprovação de novas leis energéticas obrigou a um sobrecusto de 800 milhões de euros (mais 15%).» Rui Tavares, Público

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