sábado, março 10, 2012

TODO O BURRO E TODO O ASNO SÃO IMBECIS

Nem eu tenho gostado de Cavaco. Há muitas críticas legítimas ao PR: o seu calculismo e contemporização do maléfico socratismo, o seu egocentrismo manso, o seu manso narcisismo bastam para atestar o que há de criticável em Cavaco. Mas se se for a observar a crítica ao PR de um ponto de vista estritamente socialista-socratista, e tendo em conta a decadência-desgenerescência moral dessa facção queimada por quanta avidez e rasura da ética de Estado/Republicana, então estamos diante da baixeza total e absoluta. A linguagem desses socratistas de papel compendiada nos blogues Câmara Corporativa, O Jumento e Aspirina B prima pela baixeza absoluta: Passos e o seu Governo são «os estarolas», Cavaco é dado a «pulhices». Se a política baixa dos socialistas desce ainda mais baixo, por que é que não permanece morte e enterrada como o ponto de não retorno do Crime e do Logro em Portugal?! Note-se que, ao contrário de mim, que ostento o meu nome, todos eles se conservam anónimos para poderem contundir os seus adeversários concorrentes ao Poder, única coisa que os move, e para poderem ser baixos e desonestos e malignos com eles sem problemas de maior. Como cidadãos, podemos e devemos exprimir expectativas, críticas e dores, mas falar de uma barricada ávida e com um latro de crime, abuso, distorção dos factos e da verdade, isso só pode ser anacrónico, bandido, primitivo. Nesse ponto, o PS é a coisa partidária mais similar a um clube e um clube é uma coisa demasiado autotélica para pensar em termos de Povo, Gente, Nação, Desígnio gerais. Todo este intróito para rechaçar a retórica jumentina, outra versão loquaz e nem sempre eloquente do socratismo de papel. Escreve o animal, que «Cavaco anda um pouco desastrado, fala dos seus rendimentos e é gozado por todo um país, agora fala de lealdade e lembram-lhe os seus exemplos de lealdade, desesperado por recuperar a imagem o Presidente comete erros sucessivos.» Mas depois a coisa descamba quando o autor anónimo e serviçal resolve ir mais longe do que a cueca com selo lhe permite e aí o que se nota é a coordenação do combate argumentário duro desses blogues socratistas-socialistas nesta ideia peregrina: «Cavaco já só é formalmente o Presidente da República, tem os poderes presidenciais, exerce o cargo, faz roteiros inúteis, promulga diplomas, tem a sua boa imagem protegida pelo Código Penal, mas se nunca conseguiu ser o Presidente de todos os portugueses agora quase se confunde o estatuto de chefe do Estado com o de chefe de família, fora do seu círculo familiar são poucos os que o respeitam.» Ou seja, estes caramelos, que trabalharam arduamente para que Portugal falisse mas com optimismo e alegremente, assestam em Cavaco ao ponto de insinuarem a resignação do homem. Porquê? Trata-se da Lei de Talião política: removeu o enriquecido ilícito Sócrates, seria bom que fosse também humilhado e afastado, resignando. É o ajuste reles de contas de quem pensa poder fazer do País uma espécie de arena mesquinha para acertos completamente alheados do País. Se pesarmos e compararmos quem, neste País, pensou incomparavelmente mais na sua imagem do que no Pais não é em Cavaco que pensamos. Entre outros argumentos para resinar e abandonar o cargo, o espírito de porco que habita o blogue socratista, faccioso e ressentido O Jumento [tendo em conta as palas, não me admirava que fosse financiado pelos milhões parisienses abichados pelo Primadonna] considera que o Presidente negou a crise internacional, derrubou um Governo em plena crise, não hesitou em defender os especuladores para criticar o Governo do seu País, permitiu que um seu braço direito inventasse mentiras contra um Governo democrático, mas absolutista e mentiroso. E daí? o mínimo que se pode dizer disto é que Cavaco foi desastrado, hostil ao Desnorte e a Malfeitoria Socratesianos, e que teve medo das inúmeras hienas que esse tipo de socialismo oligarca alberga. Pobre País que teve um primeiro-ministro em desonesta passerelle desastrosa e um Presidente que teve medo de o evacuar a tempo e horas, o que talvez nos tivesse poupado ao ajoelhar actual sob a intervenção externa. O Jumento termina a sua posta-com-cornos ainda a espumar por causa da deslealdade recordista do Primadonna, bolçando «que seja Cavaco a fazer por acabar o mandato sem prejudicar mais os portugueses. Se não o consegue e tem incontinência verbal então que renuncie ao cargo e poupe os portugueses ao espectáculo triste que lhes está a proporcionar.» Bom, no dia em que Sócrates não mais beneficiar da protecção especial e da intocabilidade mafiosa que o nimba, no dia em que ele e outros forem julgado pelos casos conhecidos em banho-maria, no dia em que for obrigado a pagar indemnizações ao Estado Português por gestão dolosa e danosa e todos os demais corruptos ainda ao alto forem exemplarmente caçados e justiciados, sugerirei que Cavaco vá descansar de dar uma no cravo e outra na ferradura, ele que enviou a Lei contra o Enriquecimento Ilícito ao Tribunal Constitucional para fiscalização, num novo sinal de covardia a somar à não exoneração atempada de Pinto Monteiro. Sócrates era abominável. Cavaco, vácuo e contraditório. O problema é que nenhum socialista tem moral para lhe apontar seja o que for. 

2 comentários:

floribundus disse...

o povo reelegeu sócrates.

Anónimo disse...

Tanta sapiência e não me dão atenção como ao prof. ABC