segunda-feira, abril 09, 2012

RUÍNAS SÃO RELATOS

Encontrar ruínas disto e daquilo há-de sempre ser algo de comovente àqueles que não reduzem a sua história pessoal à vigência transitória de tantos sentimentos perdidos e desperdiçados, mas enquadramento do nosso trajecto antecedido por trajectos semelhantes e únicos, os quais tiveram um ou dois faróis a guiar-lhes a vida: Cristo. Um sentido sacral visceral, uma vinculação telúrica. Ainda temos País para que umas obras de construção de novas instalações revelem ruínas e alicerces. É o caso dos alicerces e ruínas da Igreja da Irmandade de São Francisco que existiu em Alhandra por meados do século XVIII e que durou apenas 34 anos. 

1 comentário:

Miguel disse...

A nossa relação com a materialidade fica bem evidente em casos destes. É exactamente isso que nos distingue das demais espécies terrestres, a forma como interagimos com e através da cultura material condiciona todos os nossos comportamentos, todos. A mensagem de Jesus acaba por criticar a maneira como alguns se prendem no material, desvirtuando a alma. Para mim, infelizmente a Igreja não foi capaz de romper com o apego material da humanidade - vejam-se as figuras dos santos.