terça-feira, abril 03, 2012

SÃO JOSÉ ALMEIDA E A "VÍTIMA" II

Mas São José não fica por aqui e emite mais conversa da vítima José Sócrates. Não, mil vezes não. A grande apóstola do PS socratista considera que «No domingo à noite, o Secretariado do PS emitiu um comunicado oficial reagindo às opiniões de um comentador político da TVI, Marcelo Rebelo de Sousa. O texto, destinado a desmentir o analista, termina a afirmar: “Os portugueses conhecem o dr. António José Seguro e sabem que é um cidadão exemplar e um político honesto.” Se o ridículo matasse em política, a direcção do PS estava provavelmente a demitir-se hoje.» Não está em causa a desafinação do comunicado, obviamente desafinado e todo indiciador de pânico nas hostes seguristas. Está imensamente em causa o facto de São José interpretar o discurso com a malícia sobejante com que jacobinamente não interpretou nem interpreta José Sócrates. Mas haverá alguma comparação entre José Sócrates e António José Seguro?! Poderá São José sentir tanta tusa e exaltação político-sexual por José Sócrates a ponto de, também ela, rebaixar excessivamente um homem que não faz mal a uma mosca, como o TóZé?! Repare-se no tom de gozo e menosprezo em São José com a verdade absoluta de que o TóZé é honesto: «Sentir necessidade de afirmar que o líder de um partido “é um cidadão exemplar e um político honesto” perante as críticas equivale à total ausência de noção do absurdo no desempenho de funções políticas. Mas esta atitude da direcção do PS tem outra grave dimensão: a de deixar transparecer uma séria incapacidade de tolerância e de convivência com posições diversas e com críticas. E mostra uma preocupante incapacidade de lidar com a liberdade de opinião.» Tudo bem que a reacção de Seguro foi desproporcionada, mas daí vir São José vir dizer que «O que num partido de poder numa democracia é preocupante: demonstra um pendor intolerante, autoritário até perante o diferente.» dá vontade de rir. Uma apóstola socratista não pode escrevê-lo sem se rir, não sem admitir que, como todos sabem, José Sócrates foi um político manifestamente desonesto [Cavaco o disse. O Povo o sabe. A Justiça Noronha-Pinto-Monteiresca o ignora]. Uma coisa são os manifestos sinais de precipitação, nervosismo e atabalhoamento numa direcção política minada desde Paris, outra coisa bem diferente é a ideia de que alguém tão bonzinho como Seguro possa alguma vez ser ou parecer intolerante, autoritário. Isso é desleitura, São José. E é ser má! Muito má.

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