sábado, setembro 08, 2012

COLHÕES COM PEZINHOS DE LÁ

Passos anunciou ontem a reposição para 2013, embora reformuladas, das medidas de austeridade chumbadas pelo Tribunal Constitucional, com brutal desvalorização do valor do trabalho, tendo em conta a competitividade da economia portuguesa como suposta condição fundamental à nossa permanência no Euro, se continuar a haver Euro; anunciou o cumprimento da compromisso PS/PSD/CDS-PP/Troyka, da redução da contribuição para a Segurança Social, a célebre TSU, por parte das empresas como estimulo ao emprego, medida, pelo menos no Portugal comodista, oportunista e individualista, de muito duvidoso sucesso no urgente combate ao desemprego. Veremos; anunciou ainda a pseudo-devolução de um mês de subsídio à função pública sob a forma de duodécimos, dando o exemplo do que poderá ser uma mudança das lógicas empresariais de retribuição até agora vigentes que em muitos casos estrangulavam as empresas. Em suma, é o trabalho, sempre o trabalho, a pagar as consequências da gordura, dos vícios, erros, abusos, imoralidades do Estado. É em defesa dessas imoralidades, desses abusos, desses erros, desses vícios, dessa gordura e desses privilégios adquiridos, do statu quo, enfim, que vemos Mário Soares e outros saltar para a primeira linha mediática do protesto ranhoso anti-democrático proposta de derrube do passismo-portismo. Estamos todos, nós, desnecessariamente desempregados, e nós, trabalhadores chulados, à espera de ver desalojadas do Aparelho de Estado as camadas de socialismo-tachismo sedimentadas por anos e anos de compadrio, cunha, e apadrinhamentos manhoso. Colhões para isso não vemos em Passos. Ou talvez sejam colhões a pouco e pouco, em pequenas doses para esses, mas em doses cavalares para nós. Colhões com pezinhos de lã.

1 comentário:

Miguel Loureiro disse...

Obrigado por ter tido a honestidade intelectual de corrigir a responsabilidade sobre o Memorando, mas que raio tem o Mário Soares a ver com isto? E o Cavaco? e o Freitas do Amaral, católico e cristão praticante (da doutrina da Igreja) não lhe dá crédito?