quarta-feira, outubro 10, 2012

OH, A BONOMIA INSTITUCIONAL DE VITORINO

António Vitorino
Uma coisa distingue Sua Bonomia Vitorino e Eanes dos postulados mal-fodidos dos soares, dos capuchos e, em certa medida, das análises diletantes e tremendistas dos pachecos-pereira, onde um misto de rancor de instalados vaza por variadas razões toda a espécie de premonições negras a Gaspar-Passos-Relvas: a perspectiva de que, no conjunto, os problemas da União Europeia e os nossos não se resolvem atirando gasolina radical vai tudo abaixo. Ora, a gasolina carunchosa de Soares pretende incendiar este Governo, mas não a injustiça crassa do Regime que lhe enche os bolsos. Ora os circunstanciais incumbentes acossados pelas multidões e acossados pela Troyka não estão isolados porque querem ou porque são incompetentes. Se há incompetência, ela decorre de se tentar erguer o elefante-défice-dívida com um dedo. Os dilemas antipopulares deste Governo são brutais e desorientadores, o que faz dele um alvo fácil dos vários fósseis do Regime [o fóssil-hiena Arménio, o fóssil-saliva-espuma Jerónimo, o fóssil-pançudo Marinho e Pinto, o fóssil-viperino-sibilante Louçã]. Neste contexto de revolta e desânimo gerais, ajudaria uma governação firme contra os interesses mais malignos e injustos instalados no Regime, parte deles filhos do optimismo gastador foleiro e aldrabão que nos trucidou em primeiro lugar, feito à base de dívida colossal e cara de pau. Podemos passar mal, podemos sofrer de fome e testemunhar outras tragédias quotidianas: há ainda a esperança de uma prisão justíssima para quem roubou, devastou e condenou Portugal ao que agora o mortifica.

1 comentário:

Daniel Santos disse...

essa da prisão pode ser daqui a uns anos? Sim, assim podemos meter os atuais juntos e poupamos na viagem de transporte para a penitenciária.