sexta-feira, novembro 02, 2012

O VIRGINAL SEGURO ESTÁ CHOCADO

Fica-se com a ideia de que a direcção do PS está cada vez mais contra a Troyka e mais próxima das teses extremistas dos que, por sua vez, só têm aventureirismo e rebeldia para nos oferecer em alternativa. Não se trata de afrontar o princípio da austeridade a todo o custo. Ela é inevitável com ou sem PS. Trata-se de criar atrito e capitalizar qualquer aselhice passista sem priorizar a saída deste poço. De BMW ou de Audi, o PS é o céu quando têm de gerir o Erário: dá, oferece, distribui, concede, ceva-se e ceva os seus. E agora está a fugir, uma vez mais, com o rabo à seringa. Rejeitar pôr em causa as funções sociais do Estado está em contradição com um lastro de endividamento e descontrolo deficitário dos anos de 2008 a 2011 que pôs em causa precisamente o Estado Social e hoje nos estrangula de impostos. Mas, afinal, de que massa é feito o PS? Esperteza. Ranço. Paralisia. Bloqueio. Malícia e Baixeza na pequena política. Estado Social na boca, desastre nos Orçamentos. Perante a realidade evidente de que o Estado Português está semifalido, falido apesar dos impostos que pagamos, o PS tem a solução, aliás enunciada por Soares: imprime-se dinheiro. Pede-se mais dinheiro emprestado talvez a Hollande. Perante a dívida colossal, e os seus juros em espiral, dívida que o Partido Socialista cavou e explorou, não é para fazer nada. A dívida não é para se estancar. Não é para se resistir ao leme. Há dívida? Há dificuldades? O PS tem a solução: tergiversa-se. Desiste-se. Baixa-se a guarda. Capitula-se. Dá-se o flanco. Decapita-se o Governo. Perde-se tempo a encontrar um arremedo palaciano que agrade ao inconformado Soares ou a fragmentar o eleitorado, ainda mais amedrontado e perdido como ovelha sem pastor. A tese de Soares, a caminho da qual o PS segurista se encaminha, é muito simples: mate-se a Troyka. A Troyka exige cortes. Os cortes afectam-me? Rasgue-se o Memorando. Fez-se austeridade em 1983-85? Não se faça agora 2010-2015. Porquê? Porque afecta Soares e porque Soares não quer. Obedeça-se a Sua Alteza em Falência Óptica. Estava tudo a correr lindamente com Sócrates, que era ladrão, até ter chegado Passos, que é sádico. O PS enriqueceu os seus e os seus amigos para que esta Crise fosse o que nos é. Mas agora lava as mãos. Há Crise? A culpa é da Troyka e do Governo. Há défice? A culpa é do Governo e da Toyka. Há uma dívida colossal, criminosa, toda política, toda cretina, toda filha da puta-em-Paris para pagar?! A culpa já se sabe de quem é. Exclusivamente. O PS sob Seguro ou sob Costa ou sob o diabo que o carregue faz o mal, insiste no mal, tacticiza o que seria absolutamente urgente e patriótico, não abre o jogo, compraz-se no afundanço do País. É um partido inquinado e sem remédio. Ainda ontem, na Quadratura Senil e Rancorosa do Círculo, Costa narrava os antecedentes do nosso problema conjuntural-estrutural com omissões grosseiras, facciosas, convenientes, a narrativa que a Ala Socratista engendrou e repete-cassete na esterqueira corporativa ou valupiana. O PS não é um partido. É um Estado dentro do Estado, vampirando Portugal até à medula. Ontem, hoje e sempre. Não tivessem muitos portugueses do PS como quem é do Sport Lisboa e Benfica a memória de um rato!

2 comentários:

Anónimo disse...

Agora mesmo, um antigo ministro socialista diz que o problema não é do memorando, é dos executantes deste, que não o souberam renegociar.

Grego disse...

Se não fossemos nós, provavelmente estarias hoje a falar russo. E quanto ao SLB, as contas ainda não acabaran!