terça-feira, janeiro 31, 2012

DÁDIVAS-PÉROLA DAS VOTAÇÕES MAIORITÁRIAS

«Fazendo fé nos últimos trinta anos, o resultado acabado e resplandecente duma série de votações maioritárias em determinadas "ideias" a concurso é, entre várias outras maravilhas, a bancarrota, a perda da independência, a ruína moral e económica, a usurpação da república por seitas e séquitos, a administração da injustiça, a cleptocracia burocrática.» Dragão

SÓ MARINHO, NO SEU ESPAVENTO, BORRA A PINTURA

Acredito no sentido patriótico da Ministra Paula Teixeira da Cruz. Está na cara que é séria e focada no essencial. Não posso dizer o mesmo de outros vácuos pastantes. Dela espero o progressivo desemaranhar do emaranhado armadilhado garantístico socialista que redunda em ridículo e em nulo, especialmente na desproporção das duas justiças, a dos ricos, morosa e improcedente, a dos pobres, célere como um raio. Já Cavaco, quando fala em «contenção verbal», obriga-me a pensar em verborreia presidencial, na necessidade de o Povo falar pelos cotovelos e partir a loiça toda, sem deixar de fazer pela vida. Nesta guerra do fim do petróleo, do desemprego massivo, a agressividade dos mercados, só se ganha na garra, na criatividade, na resiliência, e numa lucidez absoluta, sem ilusões. As máquinas substituem os homens. Robots superam operários. Emprego para milhões não passa de quimera, uma enorme treta, peta ainda maior. [Chineses compram aviões e carros às parcerias entre franceses, alemães e ingleses, no demais desindustrializados. Alemães, franceses e ingleses, bem como parte dos norte-europeus, compram-lhes tudo o mais, num claro e obsceno desequilíbrio. Também fomos na cantiga. Os asiáticos têm quase todo o dinheiro e as vantagens quase todas da economia. Nós temos os direitos adquiridos e a CGTP novamente a espingardar ilusões, de rosto já afogueado nas labaredas do protesto. Bonito.]

A SECA E A ÁGUA QUE SE METE

Pior que a seca portuguesa, prometida e confirmada, só mesmo a água que se mete e não dá em nada de bom, reprodutivo, fonte de esperança.

OBSERVAR A MATÉRIA DO ESPAÇO INTERESTELAR

SUCESSO É TER GERADO CONFIANÇA E CREDIBILIDADE

«O sucesso deste Governo não se medirá pela existência ou não de um segundo resgate, mas sim pelas condições que nos forem impostas aquando desse mesmo resgate. É bom que se perceba isso.» Mr. Brown

YANNICK DJALÓ NAS MÃOS DE JESUS É UM FRANGO

Toda a gente concorda que Yannick é um jogador híbrido, quanto à posição em campo, e irregular, no capítulo do rendimento desportivo de que até hoje se mostrou capaz: ou rende genial e fabulosamente ou não rende um chavo. Também é pacífico que Jesus, mais que o treinador, enraizado ou transitório, do Benfica, vê-se a si mesmo, e pode prová-lo, como uma espécie de suprassumo da formação de jogadores.  Quem o negará? Chegam-lhes às mãos baratos, repletos de vícios, verdes, a falar castelhano e saem pujantes, recheados de carácter, fortes, aguerridos como os Espartanos nas Termópilas, a falar jesuês, aquele dialecto engraçado só do JJ. Por vezes bate de frente com alguns formandos, mas, respaldado pela Instituição, leva a melhor nesses braços de ferro por choque entre personalidades e conflito com a hierarquia. JJ é um chato útil, uma carraça da exigência. Subiu-lhe à cabeça ser uma espécie de Pedra Filosofal da Futebologia, capaz de transformar penedos, modelos e penteados, em estrelas do relvado. E a verdade que, sátira à parte, era bom que assim fosse. Bom para Portugal, entenda-se. E bom especialmente no caso "perdido" que tem sido a carreira e o potencial do pobre Yannick.

A PARQUE ESCOLAR ERA PARA MATAR DOIS COELHOS

Era bom que o Ministério da Educação percebesse, mais cedo que tarde, a bomba onerosa herdada da legislatura anterior. Assim como Sócrates criou a Parque Escolar para matar dois Coelhos  deslumbrar de sonho, luxo e sofisticação o olhar neorriquista e papalvo da populaça e encher os bolsos dos amigos construtores com o paraíso habitual das derrapagens , criou a avaliação para amordaçar, empobrecer e banalizar a docência. Até agora, de nada disso o Governo Passos e o consulado Crato se demarcou. Estava na hora de simultaneamente poupar pela certa 64,5 milhões de euros com a reavaliação dos projectos aprovados para as 69 escolas que a empresa pública Parque Escolar ainda tem em obras e poupar os professores às indefinições em decurso.

segunda-feira, janeiro 30, 2012

SALVEM-SE!

«It is too late to save the euro or many of the more profligate European economies, including Spain, Italy and yes, France. Save yourselves from this unfolding disaster.» petersl 

TRUE, SO TRUE

«Mr. Lynn should learn little bit more about European history. Portugal contribution to history were numerous. If was first European nation to circumnavigate around south Africa and establish colonies in India. The Great Earthquake of Lisbon in 1755 put a fatal blow to Christian theocracy controlling the Baroque thought of Europe. It was a vital event for questioning Christian dogma in the new, Enlightenment light, in which American and French Revolution occurred. Also Portugal refused to comply with Napoleon's Continental Blockade against Britain, and wars in Iberian peninsula bled Napoleon's army in time when it needed against Russia.» mysak

EUROFICÇÃO

Mais eurorretórica. Convençamo-nos de que o Euro será salvo por sucessivas e maçadoras boas intenções proclamatórias: «Temos de modernizar as nossas economias e fortalecer a nossa competitividade para garantir um crescimento sustentável. Isto é essencial para criar empregos e preservar os nossos modelos sociais.» Líderes da União Europeia

ESTES TIPOS

... alguma vez foram enquadrados na sanha cânciana a qual, apostrofando o cristianismo, fertiliza de vazio e zero o terreno por onde o fanatismo islâmico medra e alastra na Europa?!

DEMASIADA LIBIDO PARA INCORRER NO SUICIDÁRIO

Nada sei acerca de esse terço de jovens inquiridos num estudo da associação Deco que revelou ter pensado em suicidar-se pelo menos duas vezes no último ano, ideia que atingiu maioritariamente a faixa etária dos 18 e 34 anos, a mais afectada pela chamada "ideação suicida". Cada vez me convenço mais de que os estágios mórbidos e suicidários são o culminar da contaminação da psique pelo excesso de imobilismo físico e deprimência, deliberada ou induzida, da libido. Mexam-se. E fruam do vosso corpo, que nasceu para cheirar, sentir, VER, tocar, vestir harmoniosamente, saborear a variedade de sabores, deglutir, penetrar, acariciar, BEIJAR, morder, lamber. Falo por mim: demasiada libido. Mergulhem na carnal experiência de estar vivos, que isso passa. O sangue tem de correr, mas dentro e por dentro de acordo com a sábia natureza. Possa o baraço suspenso do desespero esperar a vida inteira e apodrecer, esquecido. Outra coisa importante: não há Governo que nos induza à morte em massa, à emigração em massa, à desistência em massa. Podemos suportar muito mais que quaisquer sugestões, induções ou implícitos governamentais dirigidos à mole de desempregados e desorientados que se avoluma. Mercados, Governo Passos, Ministro Vítor, vá, atirem-nos com tudo o que possam porque as lojas de roupas e gadgets continuam cheias... Se bem que a quantidade de velhinhos recolhidos postumamente, tão sós e tão defuntos, faça pensar que esse volume não deixa de ser estranho. Muito estranho.

SEMENTEIRA DE EXOSSISTEMAS PLANETÁRIOS

«Antes da missão de Kepler, conhecíamos talvez 500 exoplanetas em todo o céu. Agora, em apenas dois anos a olhar para um pedaço do céu que não é muito maior do que o tamanho de um pulso, o Kepler descobriu mais de 60 planetas e mais de 2300 candidatos a planetas. Isto indica que a nossa galáxia está cheia de planetas de todos os tamanhos e órbitas.» Doug Hudgins

A INFECÇÃO PASSIONAL BENFIQUISTA DO PAIXÃO

Ok, concedo que o FC Porto não fez o melhor dos jogos ao seu alcance, mas há, por cisma disso, o Paixão de sempre a borrar a pintura borratada do nosso futebol. São célebres os seus erros cirúrgicos: a negligência ou a cegueira ou a malícia estão lá sobretudo quando o seu Benfica está na iminência de qualquer coisa de bom: nada como escamotear-nos dois penalties, um fora-do-jogo escandalosíssimo não assinalado a Pedro Moreira, do Gil, do qual resulta um golo contra nós. Bruno Paixão é um karma lixado que nos persegue. Não se lhe pode perdoar a habilidade para lesar sistematicamente o meu clube.

É FÁCIL SER RICO E TER DINHEIRO E PODER

Correndo riscos potencialmente mortíferos como estes.

domingo, janeiro 29, 2012

O REGRESSO DO VÍTOR

Vítor tinha desaparecido do foco geral, esse em que o adepto encontra um bode expiatório ou um culpado por mau futebol e objectivos perdidos. Desapareceu na medida em que, após derrotas, desaires e desastres, começara a haver futebol e resultados nas hostes do meu FC Porto. Talvez agora, com este soco no estômago em Barcelos, o Vítor esteja de regresso ao centro do debate portista em torno da liderança do balneário e tudo o resto filosófico e místico. Há um balneário que se recompõe, motim subtil das despedidas definitivas, dos empréstimos e das chegadas, quando não nada mais estável e duradouro que a instabilidade, oxalá transitória.  

O ESTÔMAGO CENTRÓIDE POLÍTICO PORTUGUÊS

Concordo. Há realmente muito pouca inveja social em face das extensas e profundas fontes de escândalo. O burro nacional anda com as orelhas baixas a roçar as pedras da calçada e conforma-se. Não falta é sobeja idiotia entre as elites políticas com essa juventude voraz agregada ao estômago centróide português.

«AFINAL, MOURINHO TAMBÉM ESCUTA O MADRIDISMO»

«Mourinho optou por fazer o que foi visto como uma concessão à sensibilidade do balneário e, claro, dos adeptos: juntou Kaká e Ozil na mesma equipa e montou uma estratégia coerente, equilibrada, mas ao mesmo tempo ambiciosa. Com isso, mostrou que, afinal, também escuta o madridismo. Mas, ao mesmo tempo, mostrou que não se deixa intimidar totalmente, ao manter a titularidade de Pepe, perante o que parecia ser a vontade de boa parte dos dirigentes...» Bruno Prata

A DEGRADAÇÃO DE MIGUEL SOUSA TAVARES

Miguel Sousa Tavares é muito interessante em muitas coisas, mas dá erros de Português, língua em que não é nada rigoroso, e lambe Sócrates, não se percebe bem porquê. Lamber alguém é sempre mau sinal. Lamber Sócrates deveria intoxicar imediatamente o lambente, um pouco como acontece inversamente com as mordeduras do Dragão-de-komodo, sementeira de morte e refeições sem grande trabalheira. Miguel Sousa Tavares, o lambente oficioso de Sócrates, único opinador desalinhado em muitas matérias óbvias e pacíficas a uma Opinião Pública minimamente exigente [só ele é defensor do nefando Sócrates; só ele viu bondade e utilidade na acção vexatória e maligna da nefanda e prevaricadora Maria de Lurdes Rodrigues; só ele apostrofou e diminuiu o Professor Português], continua vivo?!

PARQUE ESCOLAR, UMA EMPRESA NINFOMANÍACA

Bom, se não há ali furor uterino, há furor mega, ultradespesista, imoderação total e absoluta com derrapagens que farão sorrir as das estradas, as dos estádios, as do que se quiser: «O problema da Parque Escolar não é um mero incumprimento, uma interpretação errada da legislação ou uma administração incompetente. Pela Parque Escolar EPE circulou uma grossa fatia do investimento público dos últimos anos e este foi gerido de uma forma criminosa. Mas parece que, depois de dois anos de luta, vamos ter novidades brevemente.» Tiago Mota Saraiva

FISCAL MANHOSO NA CAIXA DE FÓSFOROS DA FEIRA

Não é verdade que se não fosse a omnipresença fulcral de Varela o Benfica poderia vir triste da Feira, com um empate ou uma derrota. Verdade completa é que se não fosse o azarado Varela e o olho clínico de vesgo com que um dos fiscais de linha actuou, a história teria sido diferente. O Benfica joga muito. Mas vai ao colo. Ontem viu-se com que arte subtil dos fora do jogo mal tirados ao Feirense e com que golos limpos mal anulados se embala o bebé prematuro que Jesus quer dar a Eusébio.

DA FAUNA CAVAQUISTA E DE OUTRAS FAUNAS

Se os cavaquistas não gostam de Vítor Gaspar é porque Vítor Gaspar é mesmo bom, qualquer coisa de administrativamente revolucionário e finalmente com pulso sobre a tibieza geral que nos tem apascentado até ao abismo. Vítor não os poupa, não é?! Não dá descanso a certas reformas de privilégio e a certos direitos adquiridos excepcionais, não é?! Cavaco Silva, que desrespeitou a nossa inteligência e a nossa penúria com a sua célebre e enjoativa sonsice, bem como os seus cavaquistas tíbios, não representa nada de bom para Portugal: Cavaco deu-nos as derrotas de Manuela Ferreira Leite. Ferreira Leite deu-nos a esterilidade depressiva do intelectual inconsequente Pacheco Pereira. Todos juntos deram-nos ainda mais derrota e ainda mais esterilidade, mais inacção e ainda maior falta de criatividade decisória. Os partidos políticos portugueses são reles. E em amor a Portugal são Zero. Reles e Zero em convergências decentes por Portugal. São partidos obsolescidos pelo vício da politiqueirice. Mesmo a CGTP acaba de ter uma recaída rumo a ainda mais obsolescência com o seu novo pateta espingardante Arménio. Nada se aproveita. Nada que envolva políticos ou sindicalistas serviu suficientemente Portugal por Portugal. Muito menos Mário Soares. Muito menos o Partido Socialista. Grande parte do PSD não é carne nem peixe, mas é o que sempre foi: estômago orçamental. Nenhum partido de desgoverno, ao longo dos últimos trinta anos, merece respeito. São os partidos do défice, da desactivação produtiva industrial, do abandono da agricultura, do desprezo das pescas, da dívida galopante, da carnificina fiscal. Não representam absolutamente nada de bom, consistente, duradouro e próspero para Portugal. Se, agora, esses cavaquistas defendem que o Governo deveria substituir o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, é sinal de que finalmente temos pulso e um caminho revolucionário para um Portugal que trabalhe muito, em que as pessoas digam o que podem fazer por Portugal, muito antes de exigirem seja o que for em matéria de direitos. Não sei se Vítor Gaspar é ou não é "um ultraliberal", se está ou não está a "dar cabo" do modelo social e económico construído após o 25 de Abril e no qual os três governos de Cavaco, de 1985-1995, tiveram um papel tumular: sei é que, por acção, omissão ou demissão, Cavaco, Sócrates, PS e PSD, têm-nos sido absolutamenhte daninhos. Não haverá quem os evacue?!

sábado, janeiro 28, 2012

«PAPÁ, OS DINOSSAUROS JÁ MORRERAM?»

MAIS TRETA DO «AFINAL NÃO HAVIA DESVIO» EM 2011

Temos de ir apanhando com as tentativas desesperadas de fuga dos socratistas às marcas da sua absoluta imoralidade no exercício do Poder. A verdade é que ao anterior Governo derrubou-o a sua própria mentira contumaz. A UTAO, um grupo de técnicos não suficientemente independentes, por mais que elogie a execução orçamental de 2011, ninguém pode apagar a imagem de sucessivas derrapagens e trapalhadas sem tamanho dos últimos meses socratesianos. Por respeito por Portugal e pelos portugueses, Sócrates teria sido afastado a tempo de não termos nem Plano de Resgate nem ingerência externa. Mas não, sua excelência tinha de levar a converseta pseudoheróica e o jogo mediático de cintura muito para lá do limite dos Bancos portugueses, compradores de dívida. Só mesmo os doentes de socratismo agudo, ânus passentos de facção, para passarem um atestado de normalidade a um executivo ultradanoso para Portugal. Cavaco foi fraco, lento e timorato a agir. Sócrates chantageava tudo e todos e faria o número de vítima à menor oportunidade. Os actuais políticos que lideram o PSD e o CDS também tardaram a agir no mesmo cálculo e jogada pela certa. E são estas bestas a falar no respeito a Portugal e aos portugueses. Respeito? Respeito hoje passa por limpar o Aparelho de Estado do lastro socratista. Os danos do endividamento que os socratistas fizeram ao Estado Português representam, eles sim, colossais prejuízos causados pela sua colossal cobiça: deveriam ser julgados e presos por isso. É uma pena que atacados de cegueira e cio pelo homem que defendem, ou porque lhes paga ou porque se sentem a isso obrigados, chamem orgia populista e assassinato de carácter a esta justa e paciente indignação de milhões de portugueses traídos e insultados. Havia um homem a vociferar optimismo e vidência fantasista todos os dias, pelas TV. Era um charlatão e vive actualmente em Paris.

PRÓDIGO NESTAS COISAS

Não é por nada, mas quando vem agora toda a gentalha da Esquerda-que-Mamou-à-Larga vociferar contra os actuais excessos de austeridade, a decorrente opressão empobrecedora [internacional e interna] que se faz sentir, há que perguntar-lhe: como é? Então não se faz justiça ao Povo Português? Quem andou a distribuir dinheiro aos amigos, a fazer ajustes directos e a dar o que não havia, vai continuar a andar de bicicleta por Paris?! Vocês dirão que o Governo-PS já foi julgado eleitoralmente. Eu digo: não chega. Tentem ir mesmo a fundo nos últimos seis anos e verão quantas Parque Escolar, quantas tretas dispendiosas e neo-riquistas, quantos ajustes directos alarves a doer no seu doloso desequilíbrio, quantas patranhas desonestas fazem dos anos socratinos anos de crime económico cujos efeitos se sentem já e se farão sentir ainda pelos próximos vinte anos, no mínimo. Pródigo nestas coisas, esse PS que aclamou o Primadonna como se fora um deus mediático incontestável comprador de consciências e de cidadania, esse ex-PS-Estado, não terá nem sossego nem redenção enquanto não se limpar da devastação socratista. Poderíamos fazer por cá o mesmo tipo de Justiça que mandam fazer os islandeses a um ex-primeiro-ministro. Não somos menos que eles.

HOJE, NO PORTO

Eram 10h. Estávamos os quatro no Palácio de Cristal
onde nos havíamos deleitado a ver dinossauros de plástico por 17€.

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CARLOS BARBOSA INDIGITA OS SCHETTINO ERRADOS

Ao Carlos Barbosa, que até é bom rapaz, deu-lhe para exercitar a imaginação comparando o comandante do Costa Concordia com o caso português tendo por actores e factos nãos os do passado, mas os do futuro. Diz ele que «Quando daqui a um ou dois anos Portugal estiver na merda, os primeiros a saltar fora do barco serão os comandantes Coelho e Portas.» Eu parece-me que o Carlos tem um perfeito Schettino diante dos olhos: vive em Paris e consta que atirou o barco português contra a rocha evidentíssima de uma dívida monumental, sem mudar de rota, especialmente no período crítico de 2008-2010. Desse inimputável ninguém fala e ninguém acusa de nada, tendo sido ele o grande apodrecedor nacional, grande monte de estrume, a única coisa verdadeiramente infecta e putrescente que fez adernar Portugal. Só num País que acoberta e protege cretinos.

AUSTERIDADE SÍRIA MINISTRADA POR AL-ASSAD

Para Bashar al-Assad está prometido um destino equivalente ao de Kadhafi de cuja carnificina não fica nada atrás. É uma questão de tempo. O fogo da rebelião alastra e a indignação internacional também: «Foram executados, a maior parte deles com uma bala na cabeça. Deixaram-lhes nas pernas as correntes de ferro que os prendiam, uma mensagem a dizer ao povo para deixar de resistir. [...] Tinham idades diversas. Há um homem na casa dos 60 anos, outro na de 40 e a maior parte estaria nos 20 anos» Público

sexta-feira, janeiro 27, 2012

MODELO SUPLICADO E EJACULADO

«Mário Soares, enquanto Primeiro Ministro ('realista', mas não do socialismo do mesmo nome) disse um dia de Timor: "para quê tentar resolver a questão (legal) do Território? 'Aquilo' está lá muito longe; são apenas um punhado de ilhotas Indonésias". A frase foi-lhe atribuída e nunca desmentida. Depois, quando J. W. Bush pretextuou "Ditadura no Iraque e armas de destruição maciça nas mãos de um louco" para desencadear a bendita guerra de 9 anos naquele país, Soares avançou o argumento crítico de Bush: "dizer que o Iraque é uma ditadura não é suficiente; ditadores há muitos e não vamos derrubá-los todos fazendo guerra". Fora a centralíssima questão do petróleo, estes sábios conselhos, à partida, estão ensopados de bom senso e 'temperança'  mas são completamente incompatíveis com idealismos, esquerdismos, progressismos, comunismos, socialismos, 'liberalismos' e outras coisas que inflamam as mentes e os espíritos quando todos falam fácil dentro de um confortável salão, e em abstracto. O mais irónico é que Soares pertence justamente à categoria de pessoas "cujos ideais republicanos, socialistas e laicos" são geralmente mais do que suficientes para destravar acções, protestos e cruzadas libertárias  mais ou menos a propósito de tudo e de nada que vá surgindo 'no Mundo'. Ora todos estes pândegos contraditórios se têm esquecido selectivamente nos últimos 37 anos de denunciar e apontar os Países que nos vendem petróleo e outros bens como "ditaduras sinistras"  que é o que eles muitas vezes são. Centrar a questão no bendito programa-RTP e em Angola é compreensível por ser próximo de nós e coisa recente  mas não é razoável. Não tardarão a aparecer outros sururus à volta da China  que se prepara para comprar o pouco-Portugal valioso que ainda resta. O Bloco de Esquerda  veja-se lá  já bradou contra a China "por ser uma ditadura"! Ora a China deveria ser exactamente e justamente o modelo sonhado, almejado, choramingado, suplicado e ejaculado pelo BE: regime comunista de partido único; campos de reeducação e de 'tratamento psiquiátrico' para quem esteja 'deslocado da sociedade'; um ideal universal de igualdade; estatização plúmbea e incontornável; polícia (secreta) para caçar dissidentes e 'Inimigos do Povo'... O que está mal na China, afinal, para o BE? o dinheiro? Angola não é uma ditadura sinistra nem de ontem, nem de hoje: é uma ditadura sinistra, comunista, marxista e venal desde 11 de Novembro de 1975; e contou com numerosíssimos 'criadores' e 'apoiantes' "desinteressados" desde a primeira hora do anti-fascismo selvático do pós-25 de Abril em Portugal: os nomes são conhecidíssimos e não vale a pena recordar. Para os paladinos da Liberdade e súbitos defensores da Democracia, do Povo angolano e da dignidade de Portugal, está-me cá a parecer que o seu mal é algum complexo de superioridade, agora muito ferido: uma espécie de racismo ao retardador, um acordar picados no seu amor-próprio de "conhecedores da verdade". Pois habituem-se.» Besta Imunda

NINGUÉM PÁRA O JOAKIM UP YOURS

«Kim Dotcom, antes Schmitz e Tim Jum Vestor, também conhecido por "Dr. Evil" (personagem dos filmes de Austin Powers), está preso, à espera de saber se será extraditado da Nova Zelândia, onde reside, para os EUA, onde enfrenta acusações de fraude, branqueamento de capitais e violação das leis de direitos de autor por causa da actividade da constelação de sites que tem no Megaupload a sua estrela central.» Luís Francisco

FAZ SENTIDO

Os Regimes com mais garganta guardam sempre imensos dólares para os dias difíceis que vierem. Pronto, o leque de dólares já deu a volta ao mundo: agora que à Rosinés Chávez, que tem 14 anos, lhe fugiu a imaginação para a verdade, pode ir recolocar os dólares do papá no colchão de onde os tirou ou perto do cinzeiro, onde o papá os esqueceu e os usa como acendedor, ou do frigorífico, onde o papá os aprovisiona para ficarem mais sólidos e darem melhores leques, abanadores e ventoinhas. Está tanto calor! A filha mais nova do Presidente da Venezuela não tem culpa do pai hipócrita e vociferante que tem.

UMA COISA NÃO TEM NADA A VER COM A OUTRA

Isto de passar a não haver problemas com vistos e trabalhadores portugueses, ao chegarem a Luanda; isto de não haver represálias do Regime Angolano sobre pessoas que nada têm a ver com jornalistas gloriosos e beatíficos; isto de não haver melindres nem cenas forçadas entre um Regime e cidadãos que vão trabalhar para lá; isto de não ter o justo calado de pagar pelo inocente palrador e o certo pelo errado; isto de os cidadãos que emigram não terem de sofrer o ónus da má consciência do Estado e da péssima gestão dos políticos, é muito simples: basta ao Rosa escrever mais uma crónica acintosa contra o Regime Angolano que paga a milhares de portugueses a vida que levam por lá e tudo deslizará lubrificado com a sua moral superior, a célebre moral do Rosa, o imensamente compadecido Rosa, o Rosa por vezes em Paris, cidade onde cheira sempre ao mesmo tosco conspirativo. Certo é que os 19 portugueses, que à chegada ao aeroporto de Luanda foram encerrados à chave numa sala, onde coincidentemente foram acusados de terem vistos falsos, poderiam ter sido poupados. Devem, aliás, ter certamente pensado: «Mas por que é que o caralho do Rosa não ficou calado? Há-de pensar que estas viagens são grátis?!»

quinta-feira, janeiro 26, 2012

OLIVIA MUNN, BOCA EM RUBOR, FUNDO ENRUBESCIDO


LASSA VAGINA ARDIDA ORÇAMENTAL, FURICO FATAL

Se, como disse Jacinto Nunes, ex-governador do Banco de Portugal, Jornal das 8  TVI, 26 Janeiro 2012, «O Orçamento é uma mulher honesta que se prostitui mais tarde», está na hora de medir o grau de putedo de todas as mulheres honestas que estão para trás e o risco da actual, porventura na iminência de se atirar à vida e às ruas. Sobre esta mulher orçamental honesta de 2012, que tantas e tão graves privações e exigências incumbe ao comum cidadão, seu marido, teremos de exercer um escrutínio zeloso, uma vigilância ciumenta, uma proximidade física ciosa insaciável. Façamos a nossa parte para não termos de perguntar-nos mais tarde: terá esta Honesta Mulher Orçamental 2012 cedido o seu generoso furico à satisfação eleitoral, como o Sócrates2009, com Figo, Benfica, e outras emerdadas fotos de família?! Venderá ela a sua lassa vagina à voragem varejeira clientelar, nos seus coitos curtos, toscos, com orgasmos solitários, egoístas, tristes?! Tenhamos pulso sobre tanta honestidade ardida.

AS FRALDAS REPLETAS DO NUNO AGUIAR

Escreve o Nuno Aguiar, cujo look recorda o odor fresco a fraldas por mudar, que «Afinal não houve um desvio colossal na despesa em 2011.» Mas esse mito do desvio colossal só habita as cabeças mitras do Val-de-Merda, dos Corporativos e de quantos defendem a honra pífia de um Governo que, mal começou, logo descarrilou no pedregulho da soberba e por isso fez descarrilar coisas e gentes. O que temos diante de nós, Nuno, após o endividamento Galopante e Colossal perpetrado por Sócrates, após a Imoralidade Colossal contra o País da lavra de Sócrates, é, somente, um Esforço MegaColossal. Além disso, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), sobre cujo relatório sobre a execução orçamental do ano passado te basias, e no qual supostamente conclui que o desvio existente se deveu a menos receita e não a despesa em excesso, não colhe credibilidade. Essa Unidade Técnica só pode estar politizada. Deveria acutelar, à cabeça de tudo, todos os expedientes de desorçamentação e empurrão com a barriga em que consiste a despesa colossal que o Estado [endividado até aos pentelhos] acumulou nas últimas décadas e sobretudo nos últimos seis anos: as empresas públicas falidas, as PPP, tantas e tão graves merdas, representam, basicamente, qualquer coisa de Colossal, demasiado Colossal, para o nosso presente e o nosso futuro. 2011 é somente o grãozinho de areia que ditou a pré-bancarrota e quando se entra em quase bancarrota, só por brincadeira e escárnio, pode escamotear-se o desvio, o descontrolo Colossal das contas do País. Nuno Aguiar sabe muito. Também pertence à nuvem branqueadora do Primadonna., muito activa a ter razão a sós, contra a doxa e a psique colectiva, demasiado traída e encornada para suportar a mera referância às socratinidades. Eles são legião. Enxameiam o i, emporcalham blogues. Há meses que grafam, e continuarão a grafar, que «Afinal não houve desvio colossal.» Pois não. Foi só MegaColossal e não começou em 2011. Não faltam jornalistas e técnicos politicóides a fazer fretes ao inefável parisiense. Não me admirava que a UTAO tivesse suficientes sobrinhos socratistas ou socialistas para as tretas retóricas, nojeira politicóide e politiqueira do costume.

MORTE NA BARRAGEM CRIMINOSA DO FOZ TUA

Deplore-se profundamente a morte de três trabalhadores, hoje, esmagados numa derrocada, nas obras da errónea e labrega barragem de Foz Tua, em Carrazeda de Ansiães, distrito de Bragança. Deplore-se ainda mais a criminosa iniciativa de a construir, que emergiu de excelsos cornos e do canhestro gabinete de des-pensamento, com que se des-pensa e despreza o demais País para pensar somente ou estritamente em Lisboa.

CAVACO PRONUNCIA-SE SOBRE O CÉLEBRE APAGÃO

ARMA DE ARREMESSO ACIMA DOS 100 QUILOS

Acho que o Jorge, que é pesadinho, não está ver bem o seu problema. Não, a questão não está em ser arma de arremesso entre grupos económicos, mas pedra de escândalo no organigrama dos supostos serviços secretos do Estado Português, hoje talvez fonte de hilaridade entre congéneres internacionais: «Não quero continuar a servir de arma de arremesso para ataques de grupos económicos.» Jorge Silva Carvalho

SCHETTINO E OS ACIDENTES IMPROVÁVEIS

«Schettino confirma cientificamente  com a declaração à juíza de ter resvalado e caído por acidente num barco salva-vidas  um conjunto de outros casos (remotos e bizarros) que desconfiados-malignos insistem em pôr em causa: por exemplo, o caso daqueles rapazes que vão à urgência hospitalar afiançar que "o nabo que têm profundamente metido no recto, entrou lá por queda acidental sobre a caixa dos legumes"; ou o caso do cigano que assegurava "estar apenas a descascar fruta, e que 'a vítima' é que se tinha atirado sete vezes para cima da faca". Shit happens, que havemos de fazer...» Besta Imunda

A TRETA DA CENSURA

Não estou nada preocupado com os supostos maus sinais relativos ao exercício da liberdade de expressão e de imprensa. Preocupa-me, sim, que a imprensa sob a égide da RTP se apresente dissonante com a estratégia económico-diplomática do Estado Português e desalinhe com uma violência e um despudor extemporâneos. Já disse e repito que concordo com a crónica de Pedro Rosa Mendes sobre Angola na Antena 1, mas não com o tom. O tom aliás faz suspeitar uma ostensiva provocação não só à liderança angolana. Também ao ministro Relvas, portanto, ao Governo, portanto, ao seu dever de procurar convergências e vantagens para o País. Não nos cabe julgar as elites angolanas que hoje põem e dispõem. Provavelmente, o Povo angolano tratará da questão que lhe diz respeito a seu devido tempo por pura lógica e natureza das coisas onde a usurpação, a ganância e o roubo pontificaram. Simplesmente, parcerias, negócios, oportunidades, não se esbanjam para maior desgraça nossa. Se houve censura subsequente à farpa suicidária do Rosa, também houve ostensiva colisão editorial com os esforços do Estado Estado português. Portugal está numa situação demasiado séria para se desconversar do essencial.

MISÉRIA MENTAL E PODRIDÃO MORAL EM SÓCRATES

«Tudo isto torna penosamente patética esta história de "José Sócrates a estudar filosofia em Paris". Sobretudo porque, depois das aldrabices da licenciatura na Universidade Independente (hoje bem documentadas no livro O Processo 95385, Publicações Dom Quixote), tudo o que se lê na reportagem do Expresso lembra irresistivelmente aquilo a que Freud chamou em 1920, no seu Jenseits des lustprinzips, a "compulsão de repetição", e a que os brasileiros, de um modo mais corriqueiro, chamam... uma repeteca. Lá temos de novo, como se pode ler na benevolente reportagem de Daniel Ribeiro, a entrada por favor na Universidade, o aluno com estatuto especial, os equívocos sobre o que de facto lá diz estudar (afinal, é "filosofia" ou é "ciência política"?), a contumaz esquiva à prestação de provas regulares e, até, a questão da língua (teremos agora o "francês técnico"?). Domínio em que, note-se, José Sócrates parece conhecer bem um provérbio que retrata o traço mais forte da sua congénita afinidade com Nicolas Sarkozy: "Plus c'est gros, mieux ça passe!" Creio, contudo, que no momento de extrema gravidade que o País atravessa, o que é urgente é afirmar outros padrões, tanto éticos como políticos. Os tempos de crise que vivemos são tempos radicais. Sê-lo-ão, sem dúvida, cada vez mais. E o radicalismo começa na moral, antes de se fazer sentir na rua. Quem não o entender, será arrastado pela corrente do que aí vem: basta olhar para o que se passou por cá esta semana.» Manuel Maria Carrilho

MORTE DIGITAL

ESTE GAJO

Não existe!

OS FILHOS DA SONANGOL

«Os filhos dos administradores da Sonangol (beneficiários de bolsas várias) são como os futebolistas que declaram o salário mínimo e como Isaltino de Morais e respectivos sobrinhos taxistas: não têm dinheiro ou contas em Portugal, os seus Ferraris são comprados pelo telefone e com 'transferências ultramarinas', a sua roupa é adquirida em Espanha (onde existe uma barraquinha para desvalidos junto ao Santiago). Para uma refeição  quando às 2.ªs Feiras as manjedouras de luxo estão a desratizar e a desbaratar as cozinhas  vão à sopa-dos-pobres e às Santas Casas. As munições de 9mm-Glock são remessa nova, comprada com antecedência na Cova da Moura. Homens prevenidos.» Besta Imunda

quarta-feira, janeiro 25, 2012

PEDRO ROSA FAÇA COMO EU

E escreva o que quiser por sua conta e risco. Encalacrar o Estado português, com todas as boas intenções humanitárias e filantrópicas de que o Inferno está cheio, melindrar o anfitrião, escarrar na mão angolana em posição de cooperar e estabelecer parcerias connosco, apoucar as elites angolanas, nivelando-as por baixo e sem hipótese de redenção, falar do alto da burra contra o Regime angolano [como se não tivéssemos por cá a nossa versão de velhos clientes de benesses, ganhos e mais-valias deste Regime Republicano repleto de aristocracias com décadas de oportunismo e orçamento-dependência], tudo isso pode ser muito heróico e corajoso, mas não nos põe pão na mesa nem atenua a nossa periclitante situação económico-financeira. Penso no casal de angolanos que, a dois metros de mim, numa destas tardes de Janeiro, depositava no Banco, em Gaia, oito mil dólares, e se aconselhava, num dos guichets para o efeito, a fim de comprar um apartamento. Rosa, Rosa!... Muita retórica. Infinito mediatismo. Siso nenhum.

RTP — IGNORÂNCIA E CAPACHISMO

«Rosa citou Rafael Marques. Esse sim, não sei como ainda está vivo — pois por esta altura já poderia ter sido preso por fumar em público ou ter desaparecido misteriosamente para surgir um dia crivado de buracos numa das numerosas lixeiras de Luanda. É a diferença entre denunciar aqui o inferno angolano, com consequências "benignas", e viver LÁ directamente dentro dele sempre a olhar por cima do ombro. O programa da fátinha é uma coisa insuportável de parvoíce e inutilidade — já era sabido. Quanto à subserviência e o medo reverencial com que foram tratados por ela os novos 'Donos de Angola, de Portugal e do Mundo' é perfeitamente equiparável à parcialidade e à superficialidade com que tem tratado importantes temas domésticos do nosso País — convidando e fazendo falar apenas umas certas pessoas e intervindo parvamente de maneira irritante — que só revela ignorância e capachismo. Por criaturas dessas se manterem em funções de relevo na RTP é que podemos ter a certeza que nada mudou ainda.» Besta Imunda

A BRILHANTE CRÓNICA DO ROSA EM FORMA DE FACADA

«Em directo de Luanda, a RTP serviu, nesta Segunda-feira, aos portugueses e ao mundo  eu vi aqui em Paris  uma emissão a que chamou "Reencontro" e na qual desfiaram, durante duas horas, responsáveis políticos, empresários e comentadores de Portugal e de Angola, entre alguns palhaços ricos e figuras grotescas do folclore local. O serviço público de televisão tem estômago para muito. Alguns dirão tem estômago para tudo. Mas o "Reencontro" a que assistimos desta vez, foi um dos mais nauseantes e grosseiros exercícios de propaganda e mistificação a que alguma vez assisti. A nossa televisão, a televisão  paga por nós todos, e que de certo modo é um pouco de cada um de nós afectiva, mas também politicamente, foi a Luanda socializar com os apparatchik do Regime, nos quais deveríamos reencontrar supostamente uma Angola irmã, uma Angola feliz, uma Angola nova. Aconteceu o contrário, porém. Reencontrei nesta emissão, a falta de vergonha e uma elite que sabe o poder que tem e o exibe em cada palavra que diz, não no conteúdo, mas no tom: seguro, simpático, veladamente sobranceiro. Aquela gente  as divas, os engravatados, os socialites    são ao mesmo tempo a couraça e as lantejoulas de uma clique produzida pela história recente de um país que combinou uma guerra de trinta anos e uma riqueza concentrada basicamente no petróleo. "Oleocracia", chamou-lhe com justiça, há uns anos, a socióloga francesa Christine Messiant, falecida faz agora anos, e que identificou, como ninguém, a natureza do poder de José Eduardo dos Santos, do MPLA, da sua grande família e das suas clientelas. Em poucas linhas, a clique angolana, em torno do presidente, privatizou o Estado, numa teia de clientes da economia política, digamos, num aparelho que controla, por um lado, a segurança e o uso da força, exclusivo e legítimo, claro está, e, por outro, as contas vitais da República, como a do petróleo, a dos diamantes, do Banco Nacional e do Tesouro. Os generais e barões da economia política angolana fizeram ganhos astronómicos, ao longo dos anos noventa, nas comissões dos contratos de armamento, de petróleo, da manutenção militar, por aí afora. E depois usaram esses recursos em todos os negócios sensíveis, estratégicos, as empresas de segurança, as empresas de aviação, os sectores das empresas públicas colocadas em leasing, as companhias ligadas às Forças Armadas e à Polícia, etc., etc., etc.. Um lucro incalculável e, melhor ainda, legal. Como bem explicou também Christine Messiant, o controlo da economia pelo topo do poder político, juntando as altas patentes e o politburo informal do partido, usou e geriu a concorrência internacional beneficiando da conivência, da colaboração ou da assistência de grupos estrangeiros na Banca, no sector energético, apenas para citar alguns. É esta, resumindo, a face verdadeira da nova Angola. O novo poder económico é apenas a nova máscara do velho poder político, uma maquilhagem sofisticada, mas ao mesmo tempo muito óbvia, o batton da ditadura, parafraseando o grande jornalista angolano, Rafael Marques. Num reencontro digno para ambos os povos e ambas as audiências, aliás, teria havido, por exemplo, Rafael Marques, ou alguém que chamasse à corrupção, corrupção, e não, quase a medo, numa única pergunta, "um certo tipo de corrupção", como o fez Fátima Campos Ferreira. Quem se encontra com a realidade de Angola,  realidade real, encontra, por exemplo, a violência brutal nas lundras diamantíferas, os despojos ainda da guerra civil, no tecido social e produtivo, a conflitualidade social latente entre quem tem o mundo e quem não é sequer é dono da sua vida, ou a pobreza dos musseques de Luanda que não desaparecem com o cair do cetim vermelho de um Banco como na publicidade que embrulhou a emissão da RTP. Já agora, gostaria de ter reencontrado, nesta emissão, outros portugueses, os milhares de compatriotas nossos, que vão para Angola em fuga de um País sem esperança, daqui, o nosso, como se ia nos anos de 1950 e sessenta, e, como então, enfiados como semi-escravos e semi-reféns, à mercê dos seus patrões, agora angolanos, num estaleiro, numa pedreira, numa fazenda, algures fora do alcance das visitas oficiais recebidas em Angola. Nesta emissão, enfim, Portugal confirmou que, como antes, tipicamente os nossos colonos, apenas temos, hoje, a subserviência quando a situação não permite o abuso. É no que estamos. "Qual o objectivo do investimento angolano no estrangeiro?", perguntava a jornalista a determinada altura. A resposta foi dada pela própria emissão da RTP. O objectivo é "respeitabilidade". Luanda, note-se, apenas compra aquilo que sabe que ainda não tem.» Pedro Rosa Mendes

ESTE PEDAÇO VOCIFERANTE E DESPENTEADO DE POVO

«Não conhecia esse tal de Querido (fiz uma pesquisa rápida, a despachar). Parece que é uma coisa que se faz de útil e que promove o 'jornalismo netista' vigiando constantemente a bloga e as notícias sem interesse que caem na Webb todos os dias. Escreveu emocionado, em 2009, sobre o efeito "de bomba paralisante" que teve a morte de M. Jackson (!) em "tempo real" nos 'chatrooms' deste mundo ocioso (...). Querido só parece interessar a ele-próprio e ser bom para ele-próprio. Em suma, mais uma nódoa nacional. Está bem para o folclore; e o ambiente safado de acampamento e farturas à porta de Belém fica-lhe a matar. Mas tenho que referir aqui algo que ouvi ontem ao gesticulante-e-sabedor Ricardo Costa, na Sic-N: dizia ele que Cavaco estava agora a pagar pelo uso do FaceBook e pela comodidade impensada com que resolveu utilizar essa arma de múltiplos gumes  que num segundo se vira contra os próprios. Dou-lhe razão; Cavaco, como PR, devia estar acima dessas modas, pesar - sim - as suas intervenções públicas e comunicados, seguir vias mais tradicionais e não (ter dado) dar confiança a mais a gente (que ele devia conhecer bem...), nas suas reacções excessivas, invejas e baixarias  'gente' que é muitas vezes este pedaço vociferante e despenteado de povo português. Em certo sentido é bem feito: pela boca morre o peixe.» Besta Imunda

ESTUPIDAMENTE, ROSA TEM UM CERTO TIPO DE RAZÃO

Mas mesmo quem joga à roleta russa pode tê-la. Pedro Rosa Mendes assina e  dá voz a uma crónica repleta de verdades. E tem fundamentalmente razão. Mas há um problema de fundo que esvazia o seu argumentário repleto de factos consabidos: não se pode hostilizar demasiado aqueles com quem fazemos negócios, já sendo alguma coisa, por pudor, não abundar em encontros e fotografias de família em primeira linha como as de Sócrates com Kadhafi. Ou não fazemos negócios com eles, o que só é fácil quando não precisamos deles. Ou então, se fazemos, não os podemos hostilizar abertamente, mas usar do máximo de pedagogia e persuasão pois o que está em causa é a libertação cívica e a justiça social entre os angolanos, coisa interdita. Não gostamos de ditaduras, mas não é somente Portugal a fazer cedências e a ajoelhar-se: todo o mundo ocidental se inclina e submete à poderosa China e a quem possua o argumento supremo do petróleo, dos diamantes e de quaisquer interesses. A GALP e o Estado Português, por exemplo e para não irmos mais longe, esmagam há anos os consumidores com uma muito sua abusiva e exploratória oleocracia., sem possamos resistir-lhe, nós os que moramos no litoral. Daí que as verdades de Rosa, o moralismo do Rosa, o tom sobranceiro de Rosa contra a sobranceria tonal dos apparatchiks angolanos, ainda que os subscreva ponto por ponto, são um exercício hipócrita e estúpido no actual contexto de carência e encalacranço nacional e são também uma facada nas costas de quem procure construir alguma coisa em nosso próprio benefício. E não falo somente deste Governo, mas das empresas portuguesas e cidadãos portugueses que buscam futuro por lá. Rosa não parece dotado de quaisquer qualidades de diplomata porque ao arrasar com o Regime Angolano, coisa que qualquer um pode fazer sem falhar muito no alvo, arrasa de igual modo, minando-as, as tentativas mediadoras deste Governo em construir qualquer coisa de bom e positivo no plano mais elementar e pragmático. Agradecemos, mas seria preferível essa crónica ter sido expelida a partir respectivamente dos empórios mediáticos de Balsemão, do Joaquim Oliveira ou da Ongoing. A partir da Antena 1 não é suposto, sequer compreensível, que se possa rebentar com os interesses de Estado, com a estratégia económico-diplomática do Estado, fazer e acontecer a partir de um órgão noticioso e cultural sob chancela do Estado. Não me fodam! O revólver tonal e discursivo que Rosa apontou à cabeça tinha uma bala na câmara. Ninguém o obrigou a premir o gatilho.

EUSÉBIO FAZ 70

Parabéns, Eusébio.

QUERIDO MONTE DE ESTRUME ÀS PORTAS DE BELÉM

Não queria acreditar nos meus olhos, esta noite, ao ver a tosca figura de Paulo Querido, pelas TV, a fazer de palhaço entre palhaços, ostensivo diante das câmeras, às portas de Belém com a tal caricatura exibicionista e estéril do peditório. Nasceu-me imediatamente dentro um certo asco inefável, dada a biografia recente do espécimen: diz-me com quem andas... Ora, as companhias do Querido definem-no videirinho entre videirinhos: outrora, de tão íntimo de Sócrates, de tão deslumbrado com Sócrates, de tão enroscado a Sócrates, cioso dele, repleto dele, foi sintomático que pela mesma altura me tenha arrumado sumariamente no seu credível departamento do lixo. O que vale é que por cada Paulo Querido  de bem com o Mal e ainda melhor com a Paródia , haja talvez três ou quatro Paulos Futre, pessoas com um coração absolutamente humano e fraterno, capazes de empatia com qualquer outro ser humano e superior capacidade de encaixe. O encaixe da crítica mordaz e da discordância de princípio. Disso, o Querido, que é histérico, vai sendo uma caricatura de mau gosto.

terça-feira, janeiro 24, 2012

SE TE QUERES MATAR, POR QUE NÃO TE QUERES MATAR?

Se te queres matar, por que não te queres matar?
Ah, aproveita! que eu, que tanto amo a morte e a vida,
Se ousasse matar-me, também me mataria...
Ah, se ousares, ousa!
De que te serve o quadro sucessivo das imagens externas
A que chamamos o mundo?
A cinematografia das horas representadas
Por actores de convenções e poses determinadas,
O círculo polícromo do nosso dinamismo sem fim
De que te serve o teu mundo interior que desconheces?
Talvez, matando-te, o conheças finalmente...
Talvez, acabando, comeces...
E, de qualquer forma, se te cansa seres,
Ah, cansa-te nobremente,
E não cantes, como eu, a vida por bebedeira,
Não saúdes, como eu, a morte em literatura!
l
Fazes falta? Ó sombra fútil chamada gente!
Ninguém faz falta; não fazes falta a ninguém...
Sem ti correrá tudo sem ti.
Talvez seja pior para outros existires que matares-te...
Talvez peses mais durando, que deixando de durar...
l
A mágoa dos outros?... Tens remorso adiantado
De que te chorem?
Descansa: pouco te chorarão...
O impulso vital apaga as lágrimas pouco a pouco,
Quando não são de coisas nossas,
Quando são do que acontece aos outros...
l
Primeiro é a angústia, a surpresa da vinda
Do mistério e da falta da tua vida falada...
Depois o horror do caixão visível e material,
E os homens de preto que exercem a profissão de estar ali.
Depois a família a velar, inconsolável e contando anedotas,
Lamentado entre as últimas notícias dos jornais da noite,
Interseccionando a pena de teres morrido com o último crime...
E tu mera causa ocasional daquela carpidação,
Tu verdadeiramente morto, muito mais morto que calculas...
Muito mais morto aqui que calculas,
Mesmo que estejas muito mais vivo além...
l
Depois a retirada preta para o jazigo ou a cova,
E depois o princípio da morte da tua memória.
Há primeiro em todos um alívio
Da tragédia um pouco maçadora de teres morrido...
Depois a conversa aligeira-se quotidianamente,
E a vida de todos os dias retoma o seu dia...
l
Depois, lentamente esqueceste.
Só és lembrado em duas datas, aniversariamente:
Quando faz anos que nasceste, quando faz anos que morreste.
Mais nada, mais nada, absolutamente mais nada.
Duas vezes no ano pensam em ti.
Duas vezes no ano suspiram por ti os que te amaram,
E uma ou outra vez suspiram se por acaso se fala em ti.
l
Encara-te a frio, e encara a frio o que somos...
Se queres matar-te, mata-te...
Não tenhas escrúpulos morais, receios de inteligência!...
Que escrúpulos ou receios tem a mecânica da vida?
Que escrúpulos químicos tem o impulso que gera
As seivas, e a circulação do sangue, e o amor?
Que memória dos outros tem o ritmo alegre da vida?
l
Ah, pobre vaidade de carne e osso chamada homem,
Não vês que não tens importância absolutamente nenhuma?
l
És importante para ti, porque é a ti que te sentes.
És tudo para ti, porque para ti és o universo,
E o próprio universo e os outros
Satélites da tua subjectividade objectiva.
És importante para ti porque sé tu és importante para ti.
E se és assim, ó mito, não serão os outros assim?
l
Tens, como Hamlet, o pavor do desconhecido?
Mas o que é conhecido? o que é que tu conheces,
Para que chames desconhecido a qualquer coisa em especial?
l
Tens, como Falstaff, o amor gorduroso da vida?
Se assim a amas materialmente, ama-a ainda mais materialmente:
Torna-te parte carnal da terra e das coisas!
Dispersa-te, sistema físico-químico
De células nocturnamente conscientes
Pela nocturna consciência da inconsciência dos corpos,
Pelo grande cobertor não-cobrindo-nada das aparências,
Pela relva e a erva da proliferação dos seres,
Pela névoa atómica das coisas,
Pelas paredes turbilhonantes
Do vácuo dinâmico do mundo...
l
Álvaro de Campos, 26 de Abril, 1926

CUMPRIR À PORTUGUESA É PASSAR ALÉM DA DOR

Genialmente, o Poeta já nos havia defenido nos feitos altíssimos do Passado e certamente no que quer o Futuro exija  Quem quer passar além do Bojador / Tem que passar além da dor  É uma questão de Glória e de Independência, que deveremos reconquistar, pois não temos mais nada nem os europeus são propriamente nossos amigos. Nenhum credor o é: «Todo o calendário que está fixado tem vindo a ser cumprido. O Governo está empenhado em que este programa seja executado de forma exemplar. Uma nova ajuda poderá apenas acontecer por condições externas que não tenham a ver com o cumprimento do programa. Quem quer cumprir, não começa a dizer que quer renegociar.» Pedro Passos Coelho

O NOME DO ROSA

Não sou nem deixo de ser afecto ao Governo Passos. Para mim, um mau sinal é um mau sinal. Uma má acção é uma má acção, uma deslealdade, uma deslealdade. Já a bosta dos blogues fumegantes socratinos, na sua cinza de destruição e encalacranço nacional massiva, foram, e continuam a ser, absoluta e impereterivelmente Merda Facciosa. É por isso que, para perceber o fim do espaço de opinião da Antena 1 “Este Tempo” preciso de distância e cuidado. Não me porei a fazer comparações parvas com a abominação socratista e os seus actos de pura malícia e imoderação antidemocráticas. Quero pensar que melhorámos em ética e em sentido de Estado. Quero crer que saímos da latrina ética para que os socratinos nos atiraram. Terá o escritor e jornalista Pedro Rosa Mendes sido exonerado porque criticou a emissão especial da RTP feita a partir de Angola? Eu não gostei da inconveniência da Fátima, da tensão da Fátima, da superficialidade esvoaçante da Fátima, da óbvia tensão desconfortável de deslizar em gelo fino patente no rosto de Relvas, mas gostei do Rui Veloso com os artistas angolanos e gostei do testemunho dos portugueses felizes em Angola, apaixonados por Angola. E daí? Mas mais uma vez, o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda não têm moral, nenhuma, absolutamente nenhuma!, para questionarem este Governo sobre a responsabilidade da decisão na rádio pública. Era preciso que ambos os partidos não tivessem a história recente que têm, especialmente o PS das aclamações norte-coreanas em congressos ainda mais rascas e don-corleonescos que os norte-coreanos. E bastava. Tenho de perceber se o nome do Rosa corresponde a deslealdade crassa ou afronta gratuita à tutela, em plena rádio pública, outrora pródiga em excessos de lealdade socratina, conforme bem se merdocumenta.

MODA DAS PETIÇÕES SELECTIVAS, NOJO DE 'PETIR'

«Ainda a propósito de Cavaco e das suas malfadadas declarações, considero com algum desalento a petição on-line de Nuno Marreiros. 'Petir', nesta sociedade de constantes indignados, parece ter-se transformado numa moda. Julgo que a única petição que nos tempos recentes fez sentido foi aquela organizada contra o "acordo" ortográfico; mas ela não surtiu qualquer efeito pois somos um país de analfabetos funcionais apenas com uma pequena minoria que sabe ler e escrever e que, pelos vistos, não se indignou em números e assinaturas significativos. Ainda ninguém  que eu saiba  'petiu' em números maciços para levar sócrates a tribunal; também ninguém 'petiu' para que ricardo-rodrigues, face à indiferença do PS, fosse demitido das suas funções; também ninguém na altura 'petiu' para que Helena André e o seu algoz-Valter-Lemos fossem demitidos por constantemente mentirem e massajarem os números do desemprego na Ar e nas TêVês; também nunca ninguém 'petiu' para que Alberto João Jardim fosse exonerado  à força  das funções que ocupa e desonra há decénios. Aquando das presidenciais, era escolher entre a tonteira esquerdista do trombeteiro-da-madrugada-Manuel-Alegre e a rigidez, a ambiguidade e a arrogância do professor de finanças Cavaco Silva: para mim a escolha foi crua mas simples. Agora não adianta 'petir' para que o homem se vá embora  pois é inútil. Manifestações chatas de desagrado, isso sim, ele merece. Resta a Cavaco estar calado, efectivamente. Todas as suas desculpas são frouxas e soam a falso. O argumento de que "não queria dizer daquela maneira o que disse" e que "era sua intenção demonstrar que também fazia sacrifícios" não cola. Cavaco teve tempo para pesar as palavras; disse "ter feito contas" (como quem amadureceu a questão ou 'premeditou'); perguntou ainda ao jornalista "não sei se ouviu bem?: 1300,00 Euros!"; acrescentou ainda irresponsavelmente que "não ia chegar para as despesas" (!)  isto tudo sem pressão mediática, sem má disposição conhecida ou sem um ambiente de hostilidade em volta. Conclusão, Cavaco é apenas aquilo que já se sabia: arrogante, ralado com os seus interesses políticos e pessoais, insensível. Para os indefectíveis defensores de Cavaco é preciso fazer notar que o que está em causa não é quanto ele ganha  pois não se deseja ou espera que ganhe pouco; mas está sim em causa a falta de elevação de Cavaco, que não é compatível com o Cargo e com o difícil momento que o País atravessa; silêncio exige-se, pois. É tudo extremamente desagradável e era desnecessário. Mas não espanta.» Besta Imunda

ERUPÇÕES SOLARES: NÃO HÁ-DE SER NADA


Esperemos.

TEMOS PENA, MAS FOI MAU DE MAIS

Sr. Presidente da República, se a mensagem fede, a culpa não é nossa nem do mensageiro. A culpa é da verdade implícita, omitida sornamente para imposturar solidariedade e sabe Deus que outro fingimento sonso. Somos tão diferentes, afinal. Temos, alguma opinião pública, insistido muito neste ponto: o silêncio do Presidente vale ouro. Muito mais agora. Há demasiadas injustiças, demasiada exploração precariedade, demasiados recibos-verdes [roubo grosseiro!], demasiada traição política por décadas a fio para aturarmos, no topo de tudo, as bacoradas ou abébias presidenciais. Calado, Aníbal nem atrapalha nem instaura ruído no esforço colectivo porque motivos há-os de sobra para nos enfronharmos numa raiva tresloucada e patega de Esquerda Parva em relação à realidade com que efectivamente arrostamos, quanto mais relativamente a declarações proferidas sobre as pensões. Três dias depois do que foi dito Sexta-feira, no Porto, não há ressurreição possível. Só o oceano de críticas que se sabe. Dispensamos por isso mesmo o que Cavaco Silva tenha ainda a dizer, por escrito ou de outra forma qualquer 'hábil'. Cavaco não quer eximir-se dos sacrifícios?! Já se eximiu. Há séculos.

segunda-feira, janeiro 23, 2012

EXPRESSO E O DELICIOSO EXÍLIO NABABO SOCRATINO

Eis uma coisa que me reforçou a sensação de absoluta repelência que a figura sacana de Sócrates gera naturalmente. Suprema traição será uma certa forma de vida ociosa que nada, nenhum trabalho, nenhuma carreira, nenhum mérito justificou. Bastou, para tanto, ler a reportagem que o Expresso publicou acerca da vida nababa da referida figura em Paris. Toda a gente fez questão de comprar. Daniel Ribeiro está de parabéns porque é do mais excelso interesse da Pátria ver o que acontece com a propalada Fera a qual, seguindo ferina na furibunda ferocidade com que conduzia dos nossos destinos, deu com os burros na água, mas não perdeu o balanço para gozar com a nossa cara. Também estão de parabéns o outrora ambiguamente socratino Ricardo Costa e o dono da coisa, Francisco Balsemão. Fala-se num monte de bosta, expõe-se o modo leve e feliz como vive e ainda há quem apode tal exercício de apuramento da verdade qualquer coisa de difamatório. Só amantes, órfãos, viúvas e viúvos do Primadonna, para no mesmo passo denunciarem e relevarem a reportagem como se fosse qualquer coisa de grave ficarmos a saber a verdade. O referido figurão foi primeiro-ministro. Auto-exilou-se no bem bom. Nunca trabalhou. Não trabalha e, no entanto, sustenta-se entre delíquios e luxos impensáveis para o comum dos portugueses. Há, nisto, óbvio interesse público na mesmíssima proporção com que ficámos a saber, tintim por tintim, das reformas e rendimentos de Cavaco, após o deslize coitadinho em que incorreu. Sujidade seria desconhecer os factos parisienses e a respectiva felicidade sórdida. Não consigo compreender como foi possível Sócrates concentrar sobre si o que há de mais abominável e segregar no espírito da doxa portuguesa, da psique portuguesa, o máximo do asco e da rejeição. É obra. Não, não é possível invocar para si deontologia nenhuma, nenhuma brandura, nenhuma complacência. Cavaco também não a merece porque por demasiadas vezes se mostra sonso e hipócrita. Sócrates não a merece porque transformou o seu mau carácter natural em qualquer coisa de publicamente nojento, daninho, narcísico, demonstrando à saciedade que, por ele, valeria bem a pena destruir Portugal se com isso ficasse bem assim ou assim na fotografia de que se tornou escravo e perpétuo actor. O Expresso subiu alguns pontos na minha consideração. Não seria admissível que somente o Correio da Manhã, tirando alguns excessos aquém do dos ingleses, fizesse as despesas de uma marcação cerrada e impiedosa à impunidade e à corruptologia portuguesas, sempre ao alto, sorridente, coragem editorial a que mesmo o outrora socratinesco DN, do amigo Oliveira, se vem entregando, e bem. Se observarmos as transformações mediáticas mais recentes, tudo e todos rejeitam com toda a alma e todo o todo o ser essa forma vida que se espraia vergonhosamente ao sol parisiense e que, dado o ócio insultuoso em que chafurda, só pode albergar o máximo de despeito e desprezo e desrespeito pelos demais portugueses a quem tramou: o Sol, o Público, a TVI, a SIC, tudo e todos dizem «não, não e não!» à beatificação espúria e criminosa a que somente os amantes, órfãos e viúvas de Sócrates se entregam. Só eles é que estão bem. Falta o resto. Haver consequências para quem prevaricou contra Portugal. Não haver uma prisão para tanto delito disfarçado agora de ética póstuma, bolçada a partir dos blogues e opinadores acantonados no moribundo socratismo de papel.

REGRESSO À ELEMENTARIDADE DAS CABANAS

«Falta de novos projectos, provocada pela actual crise, está a esvaziar os estiradores. Álvaro Siza dispensou 4 arquitectos, Carrilho da Graça 16.» Público

UTOPIA DA MUDANÇA IMPOSSÍVEL

Não é líquido que passemos a usar mais os transportes públicos ou a levar comida para o trabalho no decurso ou a partir deste ano de 2012. Não falta quem me venha dar conta do transbordar das lojas ao fim de semana ou de certas enchentes consumistas altamente improváveis, dada a Crise. Os hábitos só mudam com eventos muitos drásticos em vidas concretas neste 2012 como muito antes de ter chegado este clima de angústia e contracção económica expectante. Pessoalmente, já revolucionei radicalmente os meus hábitos faz por agora três anos: passei a andar fundamentalmente a pé, de autocarro e de metro. Mas observo bem esse individualismo entranhado muito nosso. Ele não parece refrear-se, enquanto houver dinheiro debaixo dos colchões, recantos e velhas poupanças a prazo, feitas a pensar em horas de fome e falta. O velho associativismo do início do século XX, que floresceu um pouco por todo o lado, vive hoje em certos casos da carolice de alguns utópicos resistentes para quem cobrar as cotas dos associados é a pior e mais frustrante via sacra. Assim a solidão, que vai próspera, o relegamento dos velhos e o evitamento dos rostos pelos rostos, acabrunhamento como forma de vida enquanto se raspam raspadinhas na vergonha de uma mesa de café. Três anos a pressentir o pior, vendo, imutável, o mesmo consumismo, o mesmo individualismo, a mesma solidão, a mesma indiferença ao outro. Somente ainda mais doentes ou quase mortos mudaremos de hábitos.

MEGA CHEIO DE GRAÇA

Só lhe fica bem.

I MISS THAT PUSSY [LOVING]

AUTOPROFECIAS DE MOURINHO

É em certo sentido paradoxal que os adeptos do Real não percebam ser o FC Barcelona sob Guardiola uma equipa virtualmente intransponível, uma máquina de cilindrar adversários. Talvez somente no Céu, entre Anjos, Santos e demais bem-aventurados, se jogue com semelhante perfeição indisputável. Qualquer posse de bola a roçar os 70% é pura insolência desportiva, e nada mais que humilhação do adversário. Por isso, quando Mourinho diz que talvez um dia responda [aos assobios injustos] e os adeptos fiquem tristes, tal represente o prazer especial que passará a ter em ganhar ao Real Madrid quando estiver ao serviço de uma qualquer outra equipa: «Aqui já assobiaram Zidane e Ronaldo e Cristiano Ronaldo. Por que razão é que eu não posso ser assobiado?! Não é problema meu. Zidane respondeu com futebol e os outros, Ronaldo e Cristiano, também. Pode ser que um dia eu responda e eles fiquem tristes. No Chelsea seria difícil de aceitar os assobios, mas num sítio onde assobiam os grandes, quem sou eu para não dizer nada?! Não nasci madridista. Sou um profissional que trabalha para o clube. É a primeira vez que sou líder com cinco pontos de vantagem. Estamos nos oitavos-de-final da Champions e, se formos eliminados da Taça do Rei, não será pelo Alcorcón.» José Mourinho

domingo, janeiro 22, 2012

O ATERRO SANITÁRIO DA HIRTA LURDES RODRIGUES

«Impossível que alguém 'importante', neste aflitivo lugar esquecido por Deus, tome a nobre iniciativa de deixar as funções públicas ou privadas  em que se encontra, 'gerindo'  quando estala um sururu judicial. Para já, conclui-se que a Nobreza é coisa mítica, do tempo dos unicórnios, apenas do passado, dos romances de cavalaria, dos livros de história  não da 'vida real'. Depois, é só analisar aquelas mentezinhas avaras e aqueles espiritozinhos ambiciosos: se alguém se demite, isso é sinal de culpabilidade; se alguém sai para que a justiça cumpra o seu percurso, a espera corre o risco de ser longa e insuportável  logo "deixa-me cá ficar no tacho, enquanto ganho mais uns cobres". Isto, admitindo ainda biberonicamente que os visados nas investigações e processos são, à partida, considerados inocentes. Porém o que temos mais visto é isaltinos, névoas, loureiros (dias e valentins), varas, ricardos-rodrigues, conselheiros-imunes e inimputáveis de toda a espécie a permanecer "rijos e hirtos como barras de ferro" nos lugares até não poder mesmo haver outra hipótese senão sair  a pontapé. No caso grotesco dos isaltinos-camarários deste mundo até se põe - segundo juristas  a questão supra-cómica de poderem estar em funções mesmo fechados na prisão (telefonando, mandando, despachando, combinando, comprando, licenciando, etc.). Lurdes e Pedrosos  uma associação socialista mais do que suspeita, cujos fins, verbas e personagens são um enredo que cheira a aterro sanitário a quilómetros de distância. Resta o pequeno Vitorino que, quando era ministro de Guterres numa pasta e num tipo de vida que detestava, aproveitou logo suspeitas fiscais-da-treta para se por ao fresco com manifesto alívio. Provavelmente não restaria muita gente nestes cargos dourados das 'fundações' se tudo fosse devidamente investigado.» Besta Imunda

DAS AJUDAS ERRÓNEAS

Só para que se saiba que a coisa [erros e devoluções] nem sempre é exclusivamente nossa: «El Departamento de Bienestar Social y Familia ha pedido a 87 personas discapacitadas la devolución de unos 7.000 euros cada una porque la Generalitat les pagó durante varios años subvenciones que eran incompatibles o complementarias.» ABC

MEGA — ESSE PERALVILHO CULTURA DO SOCIALISMO

«Os jumentos d'O Jumento não têm mais classificação possível. Falam parvamente dos "jovens incentivados a emigrar", como se para um cargo daqueles pudesse ou devesse ser nomeado um rapazinho fracturante, correcto, envergador de roupas negras e cachecol-arafat  além da proverbial careca feita à máquina-0; e na casa dos trinta-e-médios: jovem, oportunista, pateta, equivocado e ignorante  portanto. Vasco Graça Moura é maduro, sabedor, culto, superior a querelas partidárias, literárias e 'culturais'; bastas provas já as deu há muito. É excelente escolha para o lugar; e Mega  esse peralvilho cultural do socialismo - está agora muito bem para a reforma ou para a criação de um clube-seu onde os seus admiradores e seguidores rafeirais o possam ir 'beber'. O calibre de VGM está muito acima da média, e não é do tipo 'conciliatório'. Por isso despertou já tanta gritaria comadresca. Ao menos uma escolha de inequívoca decência e competência, nestas últimas semanas.» Besta Imunda

LURDES RODRIGUES, MENSTRUO DA FLAD

«"o Governo está a acompanhar com atenção as consequências para a imagem da Fundação Luso-Americana (FLAD) resultantes da pronúncia da sua presidente executiva pelo crime de prevaricação de titular de cargo público"[...] "«a ex-ministra da Educação recusa demitir-se»  e a suspensão de funções (auferindo o salário milionário) seria uma solução embaraçante e patética. E nem o Estado português, nem o norte-americano, são responsáveis pelo pagamento dos encargos da sua luxuosa casa na Avenida de Roma, para a qual teria contraído um empréstimo 883 mil euros (segundo o jornal 24Horas, de 3-11-2008)." [...] o primeiro-ministro é que nomeia os três membros do Conselho Executivo da fundação. Portanto, pode substituir Lurdes Rodrigues a todo o momento e sem necessidade de qualquer indemnização.» ABC

O PROVINCIANO MEGA

«M. Ferreira representa a pior soberba do chamado "meio" cultural português  a mania que a "cultura" tem "donos". Que coisa mais provinciana, dr. Mega.» João Gonçalves

VASCO GRAÇA MOURA, FENDA ENTRE SOCRATINOS

Não é nada comum haver discrepância no dictat dos coreutas socratinos. Mas o certo é que se o ominoso Pitta exulta, e bem!, com a nomeação de Vasco Graça Moura para o cargo de presidente da Fundação Centro Cultural de Belém, sucedendo a António Mega Ferreira: «Eleito como independente nas listas do PSD, foi deputado ao Parlamento Europeu durante dez anos (1999-2009). Nunca foi ministro da Cultura porque não quis. Parabéns, Vasco.», já O Jumento diz outra coisa bem depreciativa: «Depois de sugerir aos jovens que emigrem este governo opta por safar os seus septuagenários, depois da escolha de Catroga para a EDP foi a vez de outro velhote se safar, Vasco Graça Moura vai para o CCB após um saneamento sumário antecido por uma comunicação ao antecessor de que seria reconduzido. Isto começa a parecer ó CC do Partido Comunista Chinês, é só velhos do partido.» Então que é feito da velha coordenação spinesca, da lógica coreuta a partir da central de informações?!

HOMO BOLIQUEIMEANO: NE CHASSEZ PAS LA NATURE

Gosto do Pulido. Só ele para adicionar picante e passional à razão e ao argumento. Acho que, para equilibrar as coisas da desvergonha e da hipocrisia nos cargos de sinecura política, como a Presidência da República, Soares põe-se igualmente muito a jeito de verrinas: «Aníbal Cavaco Silva, cidadão português, reformado e Presidente da República, recebeu em 2009, segundo ele próprio declarou, 140 mil euros em pensões de vária espécie e género. [...] O primeiro ponto a notar sobre toda esta história é que os 140 mil euros em pensões que o Presidente declarou em 2009 não são evidentemente a soma das contribuições da CGA, que andam, na melhor aritmética, por menos de um décimo. O que significa que o Banco de Portugal é responsável pelo resto, ninguém sabe a que título e por que razão, uma vez que o dr. Cavaco passou 17 anos da sua vida útil no Governo e na Presidência da República. Não duvido de que haja uma justificação exemplar. De qualquer maneira, e fora a trapalhada, o episódio do Porto ressuscita, e no pior momento, o velho homem de Boliqueime, com a sua arrogância, a sua cegueira e a sua habitual hipocrisia. [...] Cavaco renunciou ao vencimento de lei (à volta de 6 mil euros por mês), que ficava longe do total das pensões (10 mil euros por mês). Mas não renunciou, nem podia renunciar, aos privilégios do cargo. [...] Que o Presidente da República esqueça quem é a benefício da populaça e uma dose obscena da mais baixa demagogia de rua é uma vergonha nacional. Ne chassez pas la nature, elle revient au galop.» Vasco Pulido Valente

O POMO DA CONCÓRDIA

A única coisa que resgata o Presidente da República aos olhos dos portugueses, dando-lhe o benefício de alguma benévola condescendência geral, aliás devidamente sufragada, foi o pequeno esforço que fez por que Sócrates fosse derrubado. É o mínimo. De resto, metida a água que meteu, faz muito bem em permanecer calado acerca da reforma e de tudo o mais. Há décadas que percebemos que, quando taciturno, consente.

FILHINHA APRENDE PAUL CÉZANNE

Faces rosadas, muito compenetrada na luz e no aconchego da cozinha, a nossa filhinha mais velha desenha e pinta. Ama o silêncio e adora o sossego, creio, porque fica longas horas nesse exercício, embrenhada nas tonalidades que as canetas de filtro lhe oferecem sobre o papel. Sugestionada pelo trabalho no Infantário, pergunta-me se sei quem pintou a natureza morta Taça com Frutas? Sem me dar tempo, com a candura dos seus cinco aninhos dispara serenamente que foi Paul Cézanne. Fiquei extático. «Papá, ele morreu velhinho, não foi?»

AS VERDADES DE MOURINHO E DE ELEONORA GIOVIO

Lendo atenta e cabalmente a crónica de Eleonora, percebe-se-lhe o culto mourinhológico, mesmo no desejo de espicaçá-lo com a questão "Pepe-Pisa-Messi". Limito-me a citar as palavras do José: «Cuando las cosas están muy bien, me escondo más. Cuando las cosas están mal o cuando aparece un resultado negativo, vivo de un modo completamente diferente. El jueves [el día siguiente a la derrota copera contra el Barcelona], por ejemplo, fui a El Corte Inglés, al cine y a comer fuera. Acompañé a mi mujer a hacer sus cosas y fui a buscar a mis hijos al colegio. No me he escondido. Aquí estamos.» José Mourinho

DESMINTAM-NO, SE PUDEREM!

«There is no lack of bitter enemies today. The will to destroy the Jewish people has not changed. What has changed is our ability to defend ourselves and our determination to do so.» Benjamin Netanyahu