quinta-feira, maio 31, 2012

É, PORQUE É!, O MELHOR DO MUNDO

CORRUPTO POR AMOR

Perante a espessa ladroagem impune dos últimos dois consulados socialistas, tendo como um dos rostos de incontáveis e cretinas habilidades lesa-Pátria Paulo Campos [isto quer ele queira quer não queira; mais, quer o Grupo Parlamentar do PS queira quer não], o caso José Eduardo Simões chega a ser comovedor. Amar a Académica e, enfim, ter-se deixado tentar por causa dela e não por uma ávida glutonaria reles e estomacal qualquer está para a putice das PPP e dos inerentes e implícitos comissionismos políticos socialistas como roubar um pão no Pingo Doce, por um lado, ou assaltar um Banco, matar o recepcionista, apesar de obediente e, ao sair, completar o serviço levando os parcos cêntimos de um sem-abrigo apanhado pela frente, depois de o sovar e imputar-lhe a culpa do assalto, do ser mendigo, do caos no mundo. A culpa é da «crise das dívidas soberanas», lembram-se?! Olhem bem para eles: engordaram com negócios ruinosos para Portugal e os media protegem-nos assim como o PGR e o presidente do STJ. Prosperam, vivem um fausto inexplicável em cidades ultra-caras de exílio chique e de fuga à vergonha de ter abichado indevidamente com imensa lata e os media [Público, SICN, etc.], tal como o presidente do STJ e o PGR, protegem-nos, destroem escutas, no grande servilismo paneleiresco de serem fantoches nas mãos dos ladrões mais absolutos apenas porque gozam do máximo poder proporcionado pelo dinheiro e pelas cumplicidades habilmente entretecidas. Depois quem paga estas dissimulações e estes autênticos roubos de Igreja legalizados são os Eduardo Simões dos trocos e são indivíduos comuns como eu, injustamente assediados de Fisco inescapável, Fisco há muito criminoso no estrénuo saque a que nos vota, assediados para além da loucura, empobrecidos compulsivamente, precários eternos ou eternos desempregados. Foda-se!

ACIDENTE, LEÃO E A ESSÊNCIA DO FUTEBOL

quarta-feira, maio 30, 2012

HÁ UMA LINHA QUE SEPARA O CU DAS CALÇAS

Vi claramente visto, hoje, no Parlamento, Passos Coelho limitar-se a isto: ser absolutamente sério e transparente ao demonstrar milimetricamente nulo o envolvimento do Governo na disputa comercial sem olhar a meios Ongoing / Impresa ou na equação de poder interno Secretas / Público. Tal como o humorista Marco Horácio da Silva Faustino, o Ministro-sem-pescoço Relvas foi protegido pelo corpo todo que Passos interpôs. Vi também, mas de esguelha, que os herdeiros da ultramanipulação mediática e das mais asquerosas práticas contaminantes e promíscuas de spin Estado-Partido-Governo-PS que marcaram a negro  todo o consulado do Filho da Puta Perlimpimpim nada tiveram a aduzir ao debate senão parangonas manhosas e viciadas. Observei que, a espaços, o Tó Zé Seguro bocejava, apoiando com a mão o fleumático duplo queixo. Estava certamente a meditar na agenda para o crescimento e o emprego perlimpimpim, coisa que ainda não explicou como se engendra.

PARA OUVIR 23 MIL MILHÕES DE VEZES

terça-feira, maio 29, 2012

PPP: PATO PARA PAGARES

«Os contratos das parcerias público-privadas são negócios ruinosos para o Estado. É hoje evidente que os valores pagos pelas PPP têm de ser brutalmente reduzidos. Não se entende por isso a inacção do governo e do Parlamento, que permitem que continue a sangria de verbas que jorram, sem controlo, dos cofres do Estado para os bolsos dos concessionários. Ao longo de anos, sucessivos governos assinaram contratos em que garantiram rentabilidades milionárias para os concessionários. Ao mesmo tempo, colocaram todos os riscos do negócio do lado do Estado. Se não há trânsito nas Scut, é mesmo assim devida uma taxa de disponibilidade diária, garantida pelo ex-secretário de Estado Paulo Campos aos privados. Se as taxas de juro sofrem variações, o Estado indemniza, como aconteceu com a ponte Vasco da Gama, com compensações da ordem das dezenas de milhões. Em suma, em qualquer circunstância... os concessionários ganham e o povo paga. Neste cenário, a paralisia do governo é angustiante. Há já um ano, o memorando assinado com a troika exigia a revisão do valor dos contratos, mas até hoje o governo nada fez, a poupança é até agora nula. Já ao nível da Assembleia da República, foi recentemente constituída uma comissão para avaliar as PPP, mas esta não dá garantias de independência. Sem qualquer pudor, os partidos nomearam para seus membros deputados como o social-democrata Emídio Guerreiro, o socialista Manuel Seabra ou o centrista Altino Bessa, parlamentares cujos interesses no imobiliário os torna parceiros num sector cujos actores dominantes são exactamente os concessionários das PPP. Governo e Parlamento dão assim sinais claros de quererem que tudo fique na mesma. Até porque a reavaliação das PPP nem sequer seria um processo complexo. Para cada caso, basta comparar o valor agregado de todas as rendas, vencidas e vincendas, com o duma avaliação independente das infra-estruturas. A confrontação de verbas obrigará a que as rendas sejam fortemente reduzidas. Enquanto as negociações não forem conclusivas, os pagamentos devem ser imediatamente suspensos e, não se chegando a acordo, o Estado pode expropriar por utilidade pública.» Paulo Morais

RICARDO ARRANCADO DO CU COM UM GANCHO

E agora Ricardo Costa, o moço que toma conta do Expresso do Balsemão, coitado. Não há nada, mas nada, na vida de Ricardo Costa que interesse, para além do facto de ter surfado a onda socratista, umas vezes na crista, outras, sobretudo perto do colapso do Logro, engolfado no turbilhão desastroso da coisa e apanhado na percepção timorata e oscilante do grande Roubo perpetrado pelos socialistas. Estivemos entregues a ladrões requintados, refinados fajutos. Dessa missa, aliás, nem sabemos metade. Ricardos, Relvas, Limas, quanto àquilo que vai sendo notícia, arrancada do cu com um gancho, uma lástima, porque tudo se faz para tornear o infinito crime socialista, que nos queima as entranhas de escândalo e de miséria, chamado PPP, uma festa, a tal festa, para Filhos da Puta.

A LÁGRIMA — GUERRA JUNQUEIRO

Manhã de Junho ardente. Uma encosta escavada,
Seca, deserta e nua, à beira d'uma estrada.
 l
Terra ingrata, onde a urze a custo desabrocha,
 Bebendo o sol, comendo o pó, mordendo a rocha.
 l
Sobre uma folha hostil duma figueira brava,
 Mendiga que se nutre a pedregulho e lava,
 l
A aurora desprendeu, compassiva e divina,
Uma lágrima etérea, enorme e cristalina.
 l
Lágrima tão ideal, tão límpida, que ao vê-la,
De perto era um diamante e de longe uma estrela.

segunda-feira, maio 28, 2012

SELECÇÃO: A ALEMANHA VAI ARRASAR PORTUGAL

Não gostei, ninguém gostou, do jogo de Sábado. Naturalmente que comungo da ideia de ter sido tal jogo um degrau baixo rumo à progressiva intensificação dos treinos, com muitas e justas folgas e o máximo descanso à mistura, próprios da expectável auto-exigência dos nossos até ao primeiro embate a doer contra a Alemanha. O que me parece é que a Alemanha, para cumprir a tradição, vai começar por cilindrar Portugal. Não adianta pensar ou conceber o contrário: psiquicamente, os nossos perdem objectividade perante a uma equipa absolutamente objectiva. A não ser que se trate de um dia perfeito para Pepe, um jogo perfeito para Cristiano e aconteça qualquer coisa de vertiginoso e rápido no meio-campo laborioso nacional, onde falta magia e genialidade, a derrota consumar-se-á. Resta saber o perfil da goleada. Note-se que isto não é um desejo, é um esforço por baixar expectativas, tê-las realísticas, e obrigar-nos a pensar que, tirando o embate com a Alemanha, todos os outros é que serão, eles sim, decisivos.

CASA PIA: E AGORA UMA VIOLENTAÇÃO 'CIENTÍFICA'

Se é verdade que a Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa e a Universidade de Washington “comandaram” a tenebrosa e abusiva investigação com cobaias casapianas humanas “com conhecimento das autoridades”, segundo a RTP, por que não usaram ratos portugueses ou porcos portugueses ou os decisores políticos portugueses que aquiesceram à experiência?! Não faltam judas em Lisboa. Capazes de tudo, em Lisboa. Uma vez que as experiências tiveram início em 1996, com quinhentas e sete crianças entre os oito e os dez anos de idade, não há-de ser difícil saber quem decidiu essa aberração. E se é verdade que o objectivo era perceber se o chumbo nos dentes provoca alterações motoras, de memória, na atenção e na concentração, ou no sistema nervoso das crianças, e tendo em conta que o mercúrio é muito tóxico, não se terá dado que, dada a insistência em votar PS e PSD, os portugueses no fundo estão encharcados de chumbo-mercúrio?!

A IMAGEM COMO FETICHE E BORDEL SOCIALISTA

«O mais fascinante disto é que começamos agora a falar da "imagem" do governo. Não é a substância é a "imagem". Pouco importa se estão a fazer um trabalho que leva à recuperação da confiança perdida pelos nossos parceiros ou se, apesar de muito sofrimento, conseguem por o país num caminho de recuperação económica. O mais provável é que sacrifiquem Relvas por uma questão de imagem.» Groink

TOXINA PS

O caso Face Oculta atravessa um estranho eclipse: por que motivo o PGR e o presidente do STJ usaram o seu x-acto para destruir elementos, protegendo assim toda a nojeira Vara-Puta revelada pelas escutas?! Por que motivo é terrível judicializar a política se os podres são socratesianos, mas não é nada terrível aplicar a divida dose judicializadora ao ministro Relvas?! Vale tudo para matar o médico após os excessos da Farra Socialista e esquecer a megatoxina que é esse Partido-Merda, sempre a corroer os interstícios do aparelho de Estado.

"NÃO SAIR" É A EXPRESSÃO-CHAVE

Leonete Botelho
Que se procure repisar obsessivamente o Affair Relvas, mas se escamoteie por grosso factos que explodem com o Estado Português, como as PPP, é que é trágico. Quanto ao referido affaire ele-mesmo, cumpre enumerar alguns dados: o espião Silva Carvalho foi nomeado pelo Governo Sócrates; o Ministro Relvas recebeu emails do espião agora na Ongoing a recomendar nomes para nomeações, mas não assentiu nem nomeou; o espião pediu para afastar uma «deputada chata» do PSD, Teresa Morais, mas Relvas não o fez e até a promoveu; o Ministro Relvas foi ao Parlamento para ser inquirido e respondeu a todas as perguntas; uma jornalista toda boa com bons rabos de palha conectados ao bom Partido-Merda PS ligou ao Ministro para fazer uma pergunta exigindo uma resposta em trinta e dois minutos; o Ministro reclamou para a editora de Politica do jornal acabando por ser intempestivo e excedendo-se, mas arrependeu-se e pediu desculpa pelo facto; se é verdade que se alega o exercício ilegítimo de pressão, trata-se da palavra do Ministro contra a palavra da editora de Política do Público, Leonete Botelho; o Ministro foi responder pessoalmente à ERC. O Ministro pode até ser sistémico no sentido politiqueiro e bloco-centralista do termo, provavelmente não será flor que se cheire, indiferente e insensível a gestos humanísticos como, por exemplo, este, mas até prova em contrário, este affaire resume-se a um combate subterrâneo sem tréguas entre os resíduos do PS socratesiano, com as suas cascas de banana, resíduos intra-Público e extra-Público, à procura das suas vitórias reles palacianas. Por isso e só por isso, não contem comigo para esse peditório.

domingo, maio 27, 2012

LAGARDE, A FACE MÁ DO MALICIOSO FMI

Nova Cruela de Vil.
Odiosamente, Christine Lagarde tornou-se ainda mais na manifesta e despudorada face do Mal no Mundo. FMI, credores, mercados, tudo isso é o Diabo a danar famílias, Estados, indivíduos, esmagando-os sem mais considerações, apesar de ter havido Governos rapaces, políticos rapaces, uma ordem interna de poderes e privilégios que conduziram as contas públicas de vários Estados para o beco e para o buraco, já para não falar no papel inócuo ou estalineano da Comissão Europeia distribuidora de recursos, mas liquidatária de economias. Todo o Mal que medra no Mundo consiste e resume-se nos procedimentos que exemplarmente o Governo Sírio executa contra os seus próprios cidadãos, homens, mulheres, crianças [com aspirações cívicas  semelhantes às dos britânicos e norte-americanos], liquidando-os, a fim de manter o Poder, os Privilégios, ambos viciantes e impartilháveis, o que, transposto para a economia mundial, consiste em que as entidades mesmas que movimentaram e perderam milhares de milhões, por inerência dos riscos de casino privativo não assumidos, passem a imputar a povos inocentes e indefesos o respectivo e rápido ressarcimento, enganadoramente chamado de "austeridade". O resultado é a disformidade e a injustiça totais: primeiro, no ominoso caso desobediente Grego, depois no caso ausente, porque nada mediático, Irlandês; mais tarde no talvez naufragar do caso obediente Português e, em breve, no eclodir brutal dos casos orgulhoso Espanhol e petulante Francês. De colapso em colapso... Deveria ser esta a Hora da solidariedade. Não é. É das bocas vexatórias lagardeanas, do salve-se quem puder ditado pelos nórdicos: não nos emprestam mais dinheiro, Rui Moreira explica porquê. Vêm cá gastá-lo a conta-gotas, de hotel em hotel, a gastronomizar, beijando o sol, laureando consoladoramente a pevide. É o sossego das formigas.

O ANAFADO E FUTRIQUEIRO VAL-DE-MERDA

O futriqueiro Val-de-Merda futrica à força toda. Cabrão intelectual e prostituta excelentíssima do Partido Socratesiano, o futriqueiro Val-de-Broches, engordado a pão-de-ló socialista, defende sempre, absoluto sabujo, o monte de esterco ambulante chamado apropriadamente pelo senso comum Filho da Puta em Paris, defende as suas rendas, defende os seus ganhos, defende os seus furtos, defende os seus desvios ilegítimos, talvez legais, sem dúvida secretos, defende as suas comissões recheadas à pala de barragens, estudos de impacto, estudos de estudos, PPP ruinosas, quase-TGV, quase-aeroportos, defende-o a propósito de tudo, de nada, de brioches, inaugurações, apóstrofes, pentelhos, affaires e fait divers. Relvas afinal é reles e demora-se no cargo. Lá está o futriqueiro filho da puta pequeno Val-de-Ânus a ser futriqueiro e a defender o Filho da Puta Grande em Paris. Parece anónimo, mas talvez não possa esconder indefinidamente as carnes passionais e macilentas que o revestem por baixo. É certamente lixo anafado. Lixo teórico com brilhantina do lixo na política, na cegueira própria que aponta a cegueira alheia, do roubo próprio que se queixa do roubo alheio, da imoralidade própria que aponta a imoralidade alheia. E fala de ética, e fala de decência, o pequeno gordo filho da puta Val-de-Putedo. Pelo menos não desconhece as palavras, enquanto manda às malvas os conceitos. Não é muito diferente de um ladrão reles de Bancos. Rouba as possibilidades de haver Verdade e de a verdade ser verdadeira, de haver Rectidão e a rectidão ser recta, de haver sim, sim, não, não. Verme ultra-faccioso para o qual só a casta conta e só o interesse próprio interessa, para quando uma prisão para si, para o Filho da Puta Ladrão em Paris e todos os filhos da puta que roubaram e embolsaram e traíram e nos comeram em ponto grande?! Bastava uma prisão preventiva, uma pulseira electrónica vexatória e a nossa vergonha suavizar-se-ia um pouco, heróicos portugueses encornados! Mostra a cara, Futriqueiro covardolas, monte de banha, saco de estrume, balde de detritos, Val-of-Shit! 

RUI PAULO FIGUEIREDO, LISBOA DOS DETRITOS

Pelo cheiro, este caramelo pode bem ser este caramelo.
O esforço por não pensar nos roubos e traições cometidos recentemente contra os portugueses teria de ser titânico. O que fazer para não pensar que os Governos nos retiram o dinheiro do nosso trabalho, mas não mexem um dedo na suprema roubalheira das PPP que derradeiramente os socialistas aprovaram por processos trafulhas e foleiros como não há memória?! O que fazer para não pensar que o Estado de Direito só existe e funciona para quem criminosamente afunda Portugal e são os inenarráveis Lima, os Pinto de Sousa, os Costa, os Loureiro, os Soares, os Almeida, os Silva, os Figueiredo, tudo ligado com o cimento da mesma avidez monstruosa do conspirador-espião Silva Carvalho e de todos os monstros de estrume que ainda há por aí. Afinal veio o PSD imitar o PS, esbulhando e empobrecendo milhares de portugueses, nos seus direitos e garantias, apenas para que o crime socialista das PPP prossiga impune, altamente lesivo das contas públicas ao mesmo tempo que altamente rentável a uma das partes contratuais assim como a políticos inqualificáveis como o que se ri de nós em Paris: quanto mais dinheiro, mais isenção, mais impunidade e mais protecção. Escandaloso ainda é que uma tal monstruosidade prossiga e fique fora do cerne da nossa indignação mediática, graças a processos espertos de a fazer passar ao lado da atenção dos media, com velhas manobras de diversão arquitectadas e postas em prática por quem percebe como a coisa se faz, e nisso ninguém se compara ao espião-conspirador Rui Paulo Figueiredo. Não é de um novo 25 de Abril que Portugal necessita. Precisa de uma hecatombe monumental, ou social ou natural, qualquer coisa, mas que limpe Lisboa dos seus detritos humanos, alimentados a gambas e caviar, e que nos consomem e oprimem milhões de vezes para lá do tolerável.

sábado, maio 26, 2012

MINOGUE SEMPRE A BOMBAR

BURRO SAI DO ARMÁRIO E ZURRA

Vasco Lobo Xavier mostra-se aqui de uma perspicácia imbatível, eu não poderia estar mais concorde: Luís Filipe Vieira sai do armário e assume-se o burro que é. Assim mesmo. Mas por que não preferiu assobiar para o lado e disfarçar a farpa?! Não admira que a UEFA lhe seja inatingível.

sexta-feira, maio 25, 2012

PRODIGIOSA REFLEXÃO

«Queremos muito as pessoas que amamos, sempre. Família, amigos, namorados, companheiras, camaradas de trabalho. Mas andamos a tratar-nos todos um bocadinho à distância, sem querer e sem maldade, mesmo quando estamos perto e amamos de perto. O frio precisa mais de abraços do que «likes». Deveríamos, talvez, no ritmo destes corpos acelerados e conversas trapalhonas onde as frases não terminam, dar um passo atrás. Em casa, no trabalho, no café ou na mercearia do lado. Ouvir primeiro e dar descanso às frases ditas como links, apressadas, e recuperando a zona de conforto que é feita de estender a mão e regressar à morada do coração. Falar menos com os dedos e ao telefone e esticar bocadinhos que se querem olhos nos olhos. Se calhar, daqui a nada, a vida vai ensinar-nos, da forma mais dura, ferida e até angustiante, que temos de desligar o piloto automático.» Miguel Carvalho

quinta-feira, maio 24, 2012

A DELICIOSA VIDA PRIVADA DA JORNALISTA

Os dados pessoais que o ministro Relvas ameaçou divulgar da jornalista do Público Maria José Oliveira são ou não são de natureza privada? E divulgá-los intimida ou embaraça a jornalista e a sua isenção? Anda a jornalista enroscada com um macho ou com uma fêmea do PS? Quando souber, farei da demissão ou da reabilitação sempre precária do ministro uma festa para as escolas, uma festa para a arquitectura, uma festa para a política, uma festa para os alunos, uma festa para o jornalismo, uma festa para o PS. Nisto, no Público, começa a perceber-se que não houve derrapagens, não houve derrapagens, não houve derrapagens! Só um braço de ferro a ver quem realmente fodia com quem. E dá empate técnico. Relvas, rua! E tu, Maria, regressa aos braços possantes-frango do teu amor-PS e não tornes a pecar.

O COIRÃO LISBOA E A ABÉCULA VIEIRA

Duas bestas. O primeiro não tinha necessidade de acicatar os adeptos com os gestos mais reles e imbecis que se podem brandir em alta competição. O segundo deveria ter vergonha por regressar à corrida insana aos insultos, ao apontar dos dedos. No Planeta Futebol não há virgens, não há santos. Há campeões e depois mal-fodidos, ressabiados, trastes tristes e tristes tigres. Só os competentes e sagazes triunfam e prevalecem. Olhe-se bem Vieira ao seu espelho côncavo e pense no que lhe falta para honestamente ser campeão sem túneis, sem colos e sem queixas, como fazem as pessoas grandes. Haveria de ser ele agora, precisamente ele, a «limpar o desporto português.», quando mal conhece papel higiénico em causa e casa própria.

FAZER-NOS PAGAR DUAS VEZES É CRETINO

CHEIRA A MAL, CHEIRA A TROIKA

Como é que chegámos à situação de bancarrota ou pré-bancarrota?! E porquê insistir na narrativa que o senso comum já assimilou e reproduz todos os dias, culpando o passado e não tanto o caminho aselha seguido agora? Porque, salvo raros media, parece proibido assacar e imputar ao PS, e ao sapateiro que o guiou, responsabilidades crassas pelo que nos trouxe até aqui. Veja-se o Público: obnubilação completa dos casos e podres do espécime sob a égide de São José Almeida, uma das opinadoras residentes mais profundamente suspirante e messianística do passado rançoso recente do seu partido. Se é certo que o TGV não se concretizou e, quanto a aeroportos, nasceu somente o elefante branco do de Beja onde as ervas e os chaparros medram, muito dinheiro foi queimado em estudos e compromissos, coisa a não escamotear no seu impacto. Perante a rebaldaria completa e a captura do Estado pelos fautores de negócios chorudos para si à conta de PPP e de outros desmandos grosseiros contra Portugal, o FMI, que é uma rigorosa merda falhenta e caolha, seria infinitamente melhor que continuarmos sob saque socialista, com os saqueadores socialistas de orçamentos sempre sorridentes, protegidos pela Procuradoria e pelo Diabo-a-Quatro, dignos de repouso e sossego. Depois veio Passos com a Troyka, outra merda atrevida e caolha, inocular um zelo desmesurado na aplicação de uma receita sacana, estranguladora, subindo impostos como os outros, sacrificando os mesmos como os outros, desengordurando o Estado, mas pouco, coisa a que os outros se recusavam, porque estar no Estado, usá-lo, e sugar-lhe tudo para si, sempre foi o desígnio supremo dos ratos do Rato, a começar pelo devorista exemplar Soares, pai carnal e espiritual deles todos. O FMI cheira mal. A Troyka comprime-nos como se fôssemos insectos. Passos não tem rasgo, obedientíssimo incapaz de um leve e saudável desalinho, uma ideia, um discurso mobilizador, mas dá-se a homilias reeducadoras dos portugueses, no seu sobejo sofrimento. Mesmo assim, todos, sobretudo os mais pobres e a classe média, apontam prioritariamente as culpas todas, todos os dias, para cima daqueles que tudo fizeram para este atascar em dívida. Nada mais natural. Encalacrar Portugal foi fácil. Sair daqui é que é difícil.

quarta-feira, maio 23, 2012

DÍVIDA EXISTENCIAL

Como é que esta hábil mocinha consegue isto? O que é que ela tem que eu não tenha?! Sou infinitamente mais bonito que ela, diz-mo o meu espelho e o meu Facebook, e eles não mentem. Ok, visto a mesma roupa quase uma semana inteira e só mudo de calças [de ganga, sempre de ganga!] quando já começam a cheirar a uma multidão de romenos na gare da Trindade, mas é precisamente para disfarçar essa minha drástica medida anti-crise, em consonância com o grande depenar nacional do Governo Passos-coelhoniano, que serve um bom perfume e eu não me poupo em borrifos. Lavo-me. E muito, tá?! Tudo bem que raramente mude de casaco, se ele me evita o frio e disfarça um bom ventre quarentão feliz. Passam meses sem comprar roupa. Sim, também não tenho nem uso pulseiras, colares, nem relógios ou maquilhagem. Não percebo nada de malas, brincos, cintos, vernizes. Impressionante o sucesso reprodutivo de uma Pipoca, aliás cada vez mais chique e cada vez mais rica, dinheiro faz dinheiro e a publicidade, ali, é um tubo de gás natural acoplado ao furico da referida moça, cuja boca só pode regurgitar petróleo para a marmita. Que inveja! What?! É feio sentir raiva e inveja?! Mas está a dar-me um óptimo post. Por que não me enchem cá o casebre de visitas e comentários, por exemplo sobre os odores naturais que potenciam a época do acasalamento humano todo o ano ou sobre o Escritório SA Parlamento?! Não me venham dizer que além de ser pobre sou porco e mal agradecido. Eu já sei. E daí até sermos apesar de portugueses quase todos romenos em Portugal já faltou mais.

HUGO VIANA DAR-NOS-Á O EUROPEU

Já não há dúvidas: Hugo Viana foi chamado por Paulo Bento para o Euro 2012. O médio do Sporting de Braga toma o lugar de Carlos Martins, afastado dos trabalhos da Selecção Nacional devido a uma lesão muscular. Hugo Viana chegará a Óbidos nas próximas horas. O futebol de posse do nosso Seleccionado recebe, portanto, o que lhe faltava, um colocador milimétrico de bolas imprevistas e improváveis, lá, onde for preciso, no oportunismo letal de Ronaldo, na desmarcação mortífera de Nélson Oliveira. No fim, talvez possamos dizer que foi o Hugo a dar-nos finalmente um Europeu. Ao Carlos nada lhe falte nesta hora crucial. Estamos todos com ele.

ASS E CÂNCIO, MOFO NA TVI24

Umas das coisas mais prodigiosas da sub-democracia portuguesa é a flexibilidade funcional dos seus actores políticos: depois de exercerem funções ministeriais ou de deputação, funções aliás guardadas caninamente como se fossem absolutos e propriedade privada [no caso de ASS, são o supremo altar a si mesmo] dão em comentadores nas TV. Que cansaço! Uma pouca vergonha. Isenção? Zero. Distanciamento crítico? Nulo. Que é que se pode esperar de novo, autónomo, pessoal, de cromos sistémicos, repetidos, melífluos, como ASS ou a matrafona Câncio vagamente jornalista?! E depois há isto: são sempre os mesmos. Sempre. Sobretudo socialistas; os socialistas abancaram-se nos media para evacuar inanidades, encher de verbo e pastéis-pentelho todos os interstícios de antena, mal refeitos da grande festa rapace. Uma pouca vergonha. Ver Vieira da Silva em grandes perorações morais de dedo indicador, no Parlamento, revolve as tripas, tal como saber que há um ASS na TVI24, por exemplo a ‘analisar’ o Affaire Relvas, esse nó górdio de aselhice na legislatura em decurso. ASS e Câncio, com as suas cábulas manhosas, são faces de uma mesma moeda jurássica: extintos, corridos, e ainda estrebucham qualquer coisa repleta de mofo para dizer e que de todo não vale a pena ouvir. Uma pouca vergonha!

terça-feira, maio 22, 2012

AS RATAS NO MINISTÉRIO PÚBLICO

Gostava de compreender o que fazem e para que servem os Ratos e Ratas do Ministério Público. O que faz Pinto Monteiro e para que serve Noronha do Nascimento? «O antigo administrador da Freeport Alan Perkins revelou esta terça-feira perante o Tribunal do Barreiro que o então ministro do Ambiente José Sócrates era identificado como Pinóquio, nome de código a quem se destinavam pagamentos ilícitos.» TVI24

UM DELÍRIO-DELÍQUIO DE GOVERNO

«Tirando o primeiro-ministro Ayrault (que não passa por hermafrodito), o primeiro Governo de Hollande merece um prémio pela sua justa e já famosa “paridade”, que até hoje muita gente prometeu e ninguém cumpriu. O Governo tem exactamente 17 homens “contra” 17 mulheres, todos bona fi de, claro, e todos merecedores da confiança do povo, que em conjunto representam com fidelidade e escrúpulo. Uma ideia assim tem um grande futuro. Um cálculo simples demonstra que em 5 anos de mandato estes 34 zeladores do povo podem com facilidade (e alguma aplicação) produzir 113,3 fi lhos, não contando os gémeos ou uma intervenção extracurricular de DSK ou, numa hora de abandono, do próprio Presidente. Ninguém nunca dirá que não foi um Governo fecundo. Mas Hollande e Ayrault não se esquecerem do resto da correcção ideológica e política, que lhes compete. Há um ministro para a “Igualdade dos Territórios e a Habitação”; um ministro para a “Ecologia, o Desenvolvimento Sustentado e a Energia” (escusam de se preocupar); um ministro da “Revivescência Produtiva” (para a França a crescer, como ela e a “Europa” merecem); um ministro para o “Trabalho, o Emprego e o Diálogo Social” (presumivelmente especializado em “diálogo”); um ministro para os “Direitos da Mulher”; um ministro para o “Sucesso Educativo”; um ministro dos “Idosos e dos Dependentes” (de que muita falta sinto em Portugal); um ministro para a “Economia Social e Solidária” (para estabelecer o contraste com a economia social e gananciosa); um ministro da Família”; um ministro “Francês e da Francologia”; e para chegar ao fim de uma lista, praticamente interminável, um ministro, muito misterioso das “PME, da Inovação e da Economia Numérica” (para enterrar para sempre a economia sem números). Falando a sério, este Governo que, segundo o PS, nos trará a salvação, parece inventado num delírio do “politicamente correcto” ou num comício de ONG no Grão-Pará. Infelizmente, resume a cabeça do Partido Socialista Francês, do nosso PS e também do Bloco, e é um esforço meritório para dar a cada louco a sua mania. Não custa a acreditar que a França, entregue a esta trupe de fantasistas, com meia dúzia de frases coladas ao cérebro (supondo a existência desse órgão em qualquer dos novos senhores da França), nos leve rapidamente para o fundo.» Vasco Pulido Valente

GUARDIOLA ATERRORIZA-SE COM MOURINHO

Guardiola cortou com o Barça. Mourinho renovou até 2016 com o Real. Cada vez me convenço que o primeiro vive aterrorizado pelo segundo, como vaticinava Zlatan Ibrahimovic.

O QUE UNE O TUA A ALCOCHETE

Por mais que a coisa deslize silente e silenciada, tudo confirma a absoluta sujidade do fils de pute e o fils de pute ameaça por interposto mega-advogado: não invocarás o nome do enfant de putain parisien de merde em vão. Pois. O pior são os factos, os sinais, os efeitos. Quem se esteve a cagar para os flamingos de Alcochete e para a paisagem preciosa do Tua, como é que não haveria de estar-se a cagar para ti e para mim, para a dívida, para a fome, para o desemprego, para quem viesse por último e fechasse a porta, menos para o diabo que o carrega?! O que une o Tua e Alcochete é o mesmíssimo desprezo de um fils de putain por Alcochete, pelo Tua, por ti e por mim.

TABACARIA — ÁLVARO DE CAMPOS

ASFIXIAS E BOIS INFINITOS

Asfixia dos milhões abichados em comissões políticas a apunhalar Portugal, ó Infinito Boi. Essa memória de barata não retém as ameaças e pressões infinitas do inexcedível filho da puta parisiense, pressões sobre jornalistas no sentido de tentar condicionar a informação, telefonemas ao Expresso, ao Público de José Manuel Fernandes; perseguição cretina e contumaz a António Balbino Caldeira; pressões através do telefone para alterar a linha editorial da TVI, alterando também a jornalista Manuela Moura Guedes e o marido para a Ongoing; pressões para a não publicação da matéria relativa à Licenciatura Nula; pressões sobre o rei de Espanha por causa da Prisa; pressões de António Costa, no dia da prisão do deputado Paulo Pedroso; pressões de Jorge Coelho no seu tempo de ministro; sonegação de dados e pressões sobre o Tribunal de Contas a propósito das PPP, putices infinitas do filho da puta parisiense. Comparado com isto, Relvas é um ingénuo menino de coro.

segunda-feira, maio 21, 2012

LESTE INAUDITO

«Quando se fala da “Europa”, só se fala da Alemanha, da França, da Espanha, da Itália, da Irlanda, da Grécia ou de Portugal. Por outras palavras, só se fala da Europa do Ocidente. Os países de Leste nunca por nunca aparecem na conversa, mesmo quando fazem parte da União ou até do “euro” , como por exemplo a Estónia e a Eslováquia. Para efeitos práticos, toda aquela “zona” não existe. Como António Costa, na última quinta-feira, os políticos cá do canto bem se podem comover com a grandeza e a solidariedade desse “grande projecto”, que nasceu para maior glória do homem e do cidadão nesta pequena parcela do mundo civilizado. Mas deixam sempre de fora a pobre gente que nasceu para lá de Viena. Para eles, como para Metternich, a Ásia começa nos subúrbios de Viena, mais precisamente, na estrada para Budapeste. Não por acaso, ainda hoje Viena tem um certo ar de cidade da fronteira. Sucede que na fronteira dessa “excrescência”, que vai da Áustria à Rússia, estão alemães. O velho Império Habsburgo serviu de tampão entre um “bloco” e outro, até ao fi m da I Guerra, em 1918. E, segundo a ortodoxia histórica, foi a ausência da Rússia (nessa altura no começo do estalinismo) e da América (dominada pelo horror a uma segunda guerra estrangeira) que deu a Hitler o tempo, a liberdade e o espaço para fazer o que fez. A França, desde 1814 uma potência menor, e a Inglaterra, irremediavelmente enfraquecida, traíram a Europa de Leste sem um sobressalto. Enquanto o Ocidente era relativamente poupado, o nazismo arrasava a Polónia, os países do Báltico, a Ucrânia, a Roménia, a Jugoslávia e a Hungria. E, no fi m, por razões que se compreendem, entregava esses pobres milhões, que não estimava e por quem, no fundo, não se interessava, aos cuidados do terror comunista. Esta segunda traição durou 50 anos: 50 anos em que, desde o Báltico ao Mar Negro e de Riga a Berlim, quase toda a gente sonhou com a “Europa” da propaganda: livre, rica, “respirável”. Infelizmente, depois de 1989, encontrou uma realidade mais dura e a arrogância e indiferença do Ocidente. Com a agravante de que o colapso da URSS e o afastamento progressivo da América para as querelas do labirinto árabe puseram de novo um Leste sozinho e fraco perante a Alemanha. Sob os mesmos programas de “austeridade” do que nós, mas sem um auxílio comparável ou qualquer infl uência internacional, a Europa que se julgou salva da miséria e da interferência externa (e trabalhou 20 anos para isso) sofre hoje em homenagem ao défice e à dívida externa a punição dos vizinhos, que se habituou a estimar e queria imitar. Mas ninguém a ouve.» Vasco Pulido Valente

DÉFICE DE PSICANÁLISE BENFIQUISTA

Habitualmente, preocupo-me pela saúde competitiva do Sport Lisboa e Benfica. Sou generoso. Interessa-me um Benfica acima do módico, com algum interesse interno e potencialidade externa, para que os campeonatos que acumulo tenham ainda mais sabor e os jogos europeus me façam sonhar e orgulhar como português. A decisão de manter Jesus foi assisada. Foi o melhor negócio para a éppca 2012-2013, porque a vida de um clube não são só os títulos sistematicamente perdidos, mas também a construção e consolidação de atletas de craveira, com carácter vencedor, espírito ambicioso, blindagem coesiva de balneário. Jesus proporciona-o claramente. Ele acumula experiência na Champions que poderá ser valiosíssima se se auspiciar ir um pouco mais longe e passar a frequentar esse longe, como o faz o meu FC Porto vai para décadas. Isto dito, cansa-me a quantidade de amargura com que adeptos e opinadores justificam a perda de títulos. Por que não recorrem à psicanálise e esquecem que o FC Porto existe mai lo líder que com brilho e prestígio o timona?!

O COIO

Toda a história recente de Duarte Lima vem dar esperança aos que desejam um Estado de Direito efectivo em Portugal. Seria fantástico rebentar com o coio dos habituais fortes que em conluio com Políticos e Venais da Justiça coleccionam milhões subtraídos ao Fisco, encaminham-nos para offshores, traficam influências, compram-se e vendem-se as consciências e a lealdade devida ao Corpo Nacional, traído e espezinhado. Riem-se da miséria porque no-la a vampirizam. O que se deve gritar é isto: deixem o juiz Carlos Alexandre trabalhar em paz. Dêem-lhe sossego, isto é, ponham, por exemplo, um Marinho e Pinto no caralho, em pousio dos media, impedido de perturbar com a habitual sofreguidão inconsequente em voz de catarro, impedido de agoirar. Chega de sugestões poeira para os olhos. Basta de bojardas selectivas, que nunca incluem a insuportabilidade dos ladrões sorridentes acoitados em Paris. Chega de meter o bedelho farronca e de espingardar à toa. Já basta a falta de nível contra a Ministra da Justiça, coisa inédita e insuportável. Lima levanta o véu sobre um coio de impunes que pode ser uma surpresa tentacular. É, pelo menos, um começo de conversa contra os que precisam de uma boa e competente caçada, alguns sem Partido nem Loja, outros com demasiada Loja e excessivo Partido-Merda. Veremos a quantidade de pescado que a língua cedente de Lima nos fará, sociedade civil, capturar, se entretanto não forem lançados escolhos e baixios no caminho natural da Verdade. Há tanto cabrão especioso, pedantóide e excelentíssimo que agora pode começar a tremer. É precisamente esse coio que, temo-lo visto, o Pitosga Monteiro protege e o Minorca Noronha guarda com zelo, epítomes de uma Pocilga AntiDemocrática porque de castas, que é o Regime. Se deixarem o juiz Carlos Alexandre trabalhar em paz, pode ser que ele exerça a sua função judicial com a severidade que se impõe, sem peias. Às alimárias da ganância seria preferível prisão preventiva às pulseiras electrónicas ou aos atestados médicos manhosos, como o de Oliveira e Costa. Mas enfim, menos mal. As polícias e o Ministério Público não podem ter respeitos humanos e nem sensibilidade aos milhões que atafulham os cus venais de tantos advogados de topo em serviço de eternos impunes. Nada de dar descanso e tempo para manobrar aos perpétuos isentos da Justiça [digo-o eu, ano após ano cercado de Fisco como Penélope de Pretendentes: todos os anos a minha suposta dívida fiscal e os seus prodigiosos juros recomeçam iguais porque não posso abatê-los senão parcialmente e com os reembolsos do IRS, pelo que a coisa recomeça como uma maldição viciosa, tipicamente portuguesa no sentido chulo da palavra e do Regime.]! Chega de manobras e pressões! Prosperem muitos e muitas capazes da isenção e da coragem de Carlos Alexandre, e Portugal voltará a ser respirável. Temos muito monte de merda por caçar a fim de que os nossos filhos tenham hipóteses no futuro. O coio é sempre o mesmo e vive das mesmíssimas cumplicidades de coio. Temos o coio do filho da puta parisiense, esse esqueleto charlatão vaidoso posto em sossego, absolvido pelos media das suas múltiplas comissões em negócios ruinosos ao País. Temos o coio de muitos e muitas dedicados aos seus Abortos de Esquerda Moderada e Orgias de Esquerda Moderada com Cocaína de Esquerda Moderada, demasiado frequentadores de Restaurantes Chiques de Esquerda Moderada com o Dinheiro do Saque sem ponta de moderação. Dinheiro que era meu e era vosso, meus caros co-encornados.

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domingo, maio 20, 2012

RELVAS RENDE FESTIM RELES A JAVARDOS

Toda a minha preocupação no Affaire Relvas está para além do meu apreço ou não apreço pessoal pelo respectivo. Não suporto é a peçonha risonha deste javardo. Não se trata de argumentos e da batalha por quem tenha ou não razão. Trata-se do triunfo insuportável, milimétrico que seja, de um ladrão, no seu papel de mero necrófago político, responsável que é por, na sombra, defender o maior roubo a céu aberto que se viu em Portugal à pala da Política. Pouco me importa o que o Conselho de Redacção e a Direcção Editorial do Público digam, desdigam ou redigam, degradando ou reabilitando Miguel Relvas. Importa-me Portugal e os equilíbrios precários que teremos de manter para sair do buraco cavado pelo enorme filho da puta parisiense na sua voraz malevolência e persistente impunidade. O pseudo-engenheiro filho da puta parisiense envergonha o País por todo o sempre e por isso não merecíamos qualquer coisa, qualquer laivo nos actores presentes, que no-lo recordasse no modo reles de actuar: seria trágico, no actual estado da arte, que Relvas não passasse de qualquer coisa de muito similar ao que se deve execrar nos últimos Governos Javardos do socialismo-merda. Que os mais baixos javardos festejem o putativo rolar da sua cabeça já é irónico que chegue.

RELVAS NO PAÍS DOS ASELHAS

Há um conflito de versões entre a Direcção do Público e o ministro Relvas, que se mostra particularmente tenro. Já deixei bastante claro que não sou nem serei dos que desejam em manada exibir a cabeça exemplar do ministro como troféu cínico da politiquice baixa, único desporto da mediocridade nacional e que infecta a Capital. Há outras cabeças por rolar e há sobretudo a agenda menor e minoritária da Esquerda Aselha a agarrar-se a isto e a gritar «Lobo!» à falta de outras coisas para fazer. Podem ir dar banho à minhoca.

sábado, maio 19, 2012

TUBO DE ENSAIO BENFICA MATA BAYERN

Vi esta Final com extrema atenção. Em muitos aspectos semelhou as duas eliminatórias contra o Benfica e com o mesmo desfecho, tirando a manha de duas arbitragens favoráveis aos blues. [Com o FC Barcelona, conjugou-se o factor sorte com o sortilégio da suprema oportunidade aproveitada por Torres.] Frieza e mais frieza dos azuis. Demasiados quase e demasiada exasperação nos que atacavam em vão. Sem dúvida Roberto Di Matteo soube instilar nos seus jogadores a eficácia de uma equipa se fingir de morta, antes e durante o jogo. Resulta sempre. Os alemães adoram-se e às tantas começam a ficar ofuscados consigo mesmos. As estocadas finais dão-se nessa altura, nem que por penaltis. Pensar que o Benfica poderia estar ali, com mais ou menos mijo! Ou não.

COMO MATAR-TE A POBREZA, TIMOR-LESTE?

Viva Timor-Leste!

LIMA DÁ COM A LÍNGUA NOS DENTES

Gosto da ideia de o Lima ter comprado o sossego do lar dando em troca com a língua nos dentes. Aonde iremos se finalmente por cá se aprender a negociar na Justiça à americana?! Como se pode ver, pulseiras e brincos fazem milagres.

OPORTUNIDADE DE MERDIFICAR PORTUGAL

É cansativo pensar nisto. Mas patranhas são patranhas e ilusões ilusões. As NO empregaram formadores e outro pessoal em necessidade e contiguidade política, como outras coisas e outras decisões tiveram como finalidade a finalidade de satisfazer as necessidades de emprego a montante dos Programas: basta pensar no gesto de Maria de Lurdes Rodrigues a João Pedroso. Ponto. A jusante, entre formandos, somente a ilusão e a simulação de aquisição dos saberes e competências. O País inquinado de Estado-PS haveria de assegurar devastação e desemprego suficientes para o maior número possível.

NÃO À DEMISSÃO DO RELVAS!

Tenho um fraco pelo Relvas. A voz de aguardente, a arritmia discursiva. Daquilo não há aos pontapés. Nem sequer sabe ameaçar e passar incólume como o fils de pute parisien. Qualquer um que, como ele, ameaçasse expor a minha vida pessoal daria a saber ao mundo que já não tenho dinheiro para viver decentemente neste momento crucial do mês de Maio. Nem sequer para aderir às campanhas carnívoras do Pingo Doce e do MiniPreço. Terá de ser a minha mãe a entrar com a reforma nas promoções alimentícias com que alimento os meus rebentos. Com 42 anos, não vislumbro luz ao fundo do meu túnel. Posso pelo menos ser adoravelmente louco. O Relvas é mauzinho? É. Deve ser demitido? Não. Se fosse demitido, teríamos de demitir quase toda a gente do Regime, que é um Cu Infrequentável, nas suas traficâncias silenciosas habituais. Teríamos de demitir quase todo o Parlamento por não passar de uma plataforma de negócios privativos, a fazer fé, e faço, no Paulo Morais. O Relvas já se arrependeu e pediu perdão pelas ameaças e a perda de senso, coitado. O Relvas não pode pagar sozinho, demitindo-se, por todos os que à testa de escândalos nepotistas e negociações ruinosas para o Erário, se mantiveram ao alto e ainda cantam de galo socialista como se não fosse nada com eles. Era preciso que Relvas fizesse muitíssimo pior, fechasse uma Universidade, por exemplo, ou pressionasse magistrados por interposto magistrado, como no Freeport, permitisse uma barragem no Tua. Demos mais uma oportunidade ao Relvas. Relvas é fixe. Eu gosto do Relvas. Não nos fodam com esse súbito excesso de pudor nem com o novo cristo dos media Relvas!

O PÚBLICO, AO LONGO DOS ANOS

Sim, claro. Pois, pois: «A posição do PÚBLICO, ao longo dos anos, tem sido a de não reagir ou denunciar publicamente a ameaças ou pressões feitas a jornalistas. Não se trata de desvalorizar essas pressões. Esta prática foi seguida sempre que estivemos sob fortes pressões, como aconteceu recentemente no caso do Sporting. É devido ao debate público entretanto gerado que a Direcção do jornal faz hoje esta nota.» Direcção Público

DO BOLHÃO À TRINDADE

O Porto comove-me. Vejo-o todos os dias como se o visse de novo. Pelo menos esforço-me por abrir os olhos e senti-lo como Cesário a nauseante cidade dele. Tento imaginar como entranham o meu Porto quantos nos visitam e são tantos e tantas ou de queixo erguido, reparando no que deixamos de ver por ser nosso, ou obliquando o olhar a partir dos city sightseeing buses, para observar como são e o que fazem os pequenos portugueses no seu habitat natural. Bolhão. Sigo por passeios, atravessamentos-passadeira. Vou aonde devo ir. O mercado mostra as mesmas pombas e as mesmas gaivotas cativas de sempre, em volutas e tangentes temerárias. Nos telhados interiores — posso espreitar da entrada norte onde há sempre turistas especados a olhar para dentro — as mesmas escorrências esbranquiçadas daquelas cloacas industriosas alvejam o negro da cobertura. De dentro, avulta um pequeno rumor baço de gente. Regresso à marcha. No chão, mil beatas nos interstícios dos paralelos, escarros, espalmadas e negras chicletes. Nem Singapura nem Suíça, somos condescendentes em quase tudo. Desforramo-nos de todos os outros défices civis maltratando o chão. Hoje parece que vai chover. Chove. Mais adiante, crescem à minha esquerda garrafeiras prenhas de suco, escarnecendo-me a sede, do outro lado da vidraça. À minha esquerda, atravessando a estrada, a esquina vem parir-me um mar de queijos e presuntos que acenam, tradicionais, sempre por detrás de janelinhas com rótulos manuscritos esmerados. Trindade. Benevolentes, monumentais, avultam putas camufladas, cozidas com as paredes. Estacam, acenam das esquinas. Nas reentrâncias de pensões, o seu olhar crava-se-me profissionalmente, cigarro em riste, folheando revistas, de cócoras. Uma delas, porque me anzolou aquele olhar casual que eu havia pousado no mostrador dos presuntos-queijo, meneia muito a cabeça num convite velho de milénios. Sorri-me. Tem no esgar invitativo a convicção absentista de alguns dentes, coitada. Amo-a. Amava o Santo de Assis a irmã morte. Deixo-lhe um olhar virginal e refusivo, manso, escorrendo do monte das bem-aventuranças que me mora dentro. Hiper-roliça nas pernas, nos braços e na peitaça ostensiva, cabelo curto oxigenado, passa a matrafona de um ao outro passeios. Àquela hora. Todos os dias. Rotinas. O mesmo vestido cor de zebra. Tem um rebanho ali, a tenente-matrafona. Destino. O mais são passantes, carros que deslizam lentos, olhares tristes, apagados, resilientes, resignados. O céu vai cinza. Hoje choramos. Amanhã a alegria há-de voltar em sardinhadas, campeonatos reconquistados e aclamações espontâneas, ó minha cidade amada.

RELVAS PODE TER RAZÃO!

Se há político sob sítio é Relvas. Muitas vezes porque sim. Olham para ele e é como se vissem todos os monstros que foram felizes no saque e ficaram largamente impunes nos dois Governos do fils de pute parisien, quando pressões sobre jornalistas eram o prato diário e quando se foi longe de mais, por exemplo contra António Cerejo, jornalista do Público. Mas calma lá, camaradas! Uma coisa nada tem a ver com a outra. Que mal é que Relvas pode fazer ao jornalismo menor português comparado com tudo aquilo que o x-acto do Noronha e a tesoura do Monteiro fizeram ao Face Oculta?! Vamos por partes, camaradas: primeiro, temos uma série de filhos da puta corruptos para pôr na prisão. Foram postos de molho. Acham-se isentos. Nem se fala deles. Continuam a laurear a pevide depois do furto e da festa, a rir da nossa cara de parvos. Depois, e só depois, é que poderemos compreender que os camaradas ganhem essa tusa toda e esse moral com cio às fatias e essa pressa masturbatória em pedir a cabeça do inócuo Relvas, que até pede desculpas por qualquer coisinha. Para quê o assédio ao homem, como se não houvesse mais nada prioritário, ainda para mais quando o Público está, porque está!, editorialmente pejado de Óxido de PS, Refugo de PS, com um forte reagente não só à Passos Aselhice como às Pombinhas da Cat’rina Coelhianas. Acham que apanharam Relvas pelos colhões e pronto abana tudo o que com o PS-Merda nem tugia nem mugia jamais, podia vir o Papa. Relvas é, quanto a mim, uma putativa cabeça rolante menor, que vem lá longe, muito no fim da lista de cabeças inoxidáveis que não há meio de fazer rolar, tão bafientas e deprimentes como o Regime que as mantém. Não se excitem, camaradas! É só fumo e vendetta. É lá com eles. Isto sem Relvas nunca será a mesma coisa. Relvas é fixe. Relvas é o sal do Governo Passos. Relvas é Relvas. E até pode ter razão. Não ponho as mãos no fogo pela direcção do referido órgão erecto da SONAE media, erecto como quem descobriu agora e para sempre a luz e o pudor e a ética impoluta do jornalismo português, tantas vezes venal e subserviente mesmo com quem nos conduziu, sorridente, à bancarrota.

sexta-feira, maio 18, 2012

NOVAS DO PARTIDO-MERDA

O PS é o PS. Nem memória nem pudor. Tanto se pode vê-lo a roçar os postulados da esquerda pirómana e piroclástica de Tsypras como armado em santinho e aos consensos. Bipolariza à força toda. Como a memória portugalória é confrangedoramente curta como se tivesse imersa no rio Letes, deve encharcar-se a cara do Povo com isto, límpido como uma pocilga: o PS em geral e o dos últimos governos em particular é merda da qual nunca mais parará de limpar as mãos à parede.

E A CARNE ESGOTOU

Por mais que tente apanhar uma promoção Pingo Doce, perco sempre. Quando finalmente pude deslocar-me à loja mais próxima, já o mostrador das carnes rebrilhava alumínio-vazio. Espumei de raiva por dentro. Mantive a calma e a compostura por fora. «Porquêêêêêêêê?!» Amanhã volto a tentar.

FACEBOOK, MILAGRE DOS PÃES E DOS PEIXES

Pena que nem cheiremos o mais pequeno vislumbre de uma e de outra coisa, pois não são para as multidões, mas para quem pode agarrar as acções e para quem as vende.

quinta-feira, maio 17, 2012

AOS QUE ZOMBAM DOS ZOMBIES

Boas notícias no horizonte das nossas fomes selectivas. Tudo o que o Minipreço e o Pingo Doce decidam fazer para vender mais, superar a concorrência, baixando os preços, por exemplo, da carne-que-mal-vejo em 50% ou outra coisa qualquer, será bem vindo. Estou, aliás, determinado a voltar a ser um zombie, desta vez com proveito no bolso e no estômago, e a levar com o paternalismo censório do Sérgio Lavos, essa famosa Pilinha de Esquerda, aliás nada murchamente comentada, ela-Pilinha que maneja com pinças, e desde que liofilizado, o conceito privatizado de Povo.

segunda-feira, maio 14, 2012

SINGAPURA É QUANDO PASSOS QUISER

A cultura geral de Passos Coelho não é brilhante, nem o volume de livros consumidos parece efectivamente volumoso, coisa que tem procurado disfarçar com aquela eloquência kamikaze e aquela psicanálise de massas aparvalhante e voluntarística com resultados tão derrapantes quanto desconcertantes. Porém, se conseguisse ser sério e desprendido no essencial, não seria preciso mais. Muito menos seria preciso lábia gesticulatória esganiçada, teleponto de embair, putices de demagogo. Já foi tempo. Pessoalmente, é-me indiferente se o presidente singapuriano a que aludiu existe e escreveu. Onde houver gaffes é porque não há pastilhas, nem teleponto, nem serviço enciclopédico de bolso e de bastidores, coisas com que o filho da puta parisiense empurrou os problemas com a barriga, enquanto queimava toneladas de dinheiros públicos [a assessoria do verbo de encher era competente como um ladrão de Bancos por apanhar]. Torrou-os em omnisciência rasteira e oportunista, escarrapachada no teleponto, tudo preparado meticulosamente por um batalhão caro, formal ou informal, de assessores e opinadores bem pagos que alias só opinavam e funcionavam porque bem pagos para funcionar e porque a histeria e o narcisismo do fils de pute parisien não tinham limites. Hoje, a derrota deles é clamorosa, mas é mais nossa. Tirando uns bloggers teimosos, toda a gente foi a última a saber. Alguns desses assessores, oficiais ou oficiosos, jazem e apodrecem. Outros agonizam, tombam e também apodrecem. O dinheiro não nasce das pedras, a não ser, talvez, das fragas violentadas do Tua. De resto, tal trabalho de sapa seria hoje redundante e frustre. Resta o reduto da matrafona Câncio e pouco mais. Quanto a Passos, achem o que quiserem da sua colectânea de gaffes. Singapura. Katmandu, não lhe peçam a ele-Passos para citar publicações de referência ou autorias de cabeça. Fichas de leitura não são leitura. Por isso aí, cada tiro, cada melro. Nem ele se deixe tentar pela velha arte maldita de andar a entreter o pagode. São velhas pegadas malévolas a evitar.

domingo, maio 13, 2012

O PAPEL ESTARRECEDOR DO PS

«Mas o papel do PS e de alguns dos seus notáveis em todo este processo é estarrecedor. Quando ouvimos um Mário Soares dizer coisas como diz, ou quando ouvimos um Seguro afirmar que está disposto a ir para a rua, quase parece que toda a responsabilidade do que se passa é exclusivamente deste governo. Mário Soares mostra mais uma vez a sua falta de espinha dorsal. O PS não se pode desobrigar de um acordo que assinou e sobretudo que causou. O PS é numa enorme percentagem o responsável único pelo descalabro nacional. Causou-o, escondeu-o e assinou um acordo que nada tem de socialista para se safar do buraco. Porque sabia que era mais fácil omitir o teor do acordo e deixar isso para o governo que viesse a seguir. [...] Nunca será de mais lembrar que o PS, este PS, é responsável pelo buraco monumental em que nos meteram. O desvario das PPP, da Parque Escolar, do ensino tornado uma mera convenção com coisas como as Novas Oportunidades ou a carga burocrática estúpida e inútil causada pela avaliação mentecapta dos professores, o ataque às instituições judiciais, a corrupção e o abuso de poder, etc., etc., etc. Tudo isso é obra do partido de Seguro. Que nunca se esqueçam.» Groink

PORQUE ME DÓI A TUA MORTE

Até agora mesmo, não conseguia falar da tua morte, da tua vida, o ouro da delicadeza, dedo a dedo, entretecida sobre o sorriso das teclas. Não conseguia falar dessa partida emudecida sob o horizonte celeste-marinho que a todos nos magnetiza. Não conseguia. Não consigo, porque me dói.

O MOVIMENTO NEOLIBERAL É IMPOTENTE

«No debate de quinta-feira na Assembleia da República (apesar da gaff e de Pedro Passos Coelho sobre o desemprego), António José Seguro demonstrou que não tinha sombra de política para o “crescimento”, excepto, como toda a gente por essa “Europa” fora, pedir à sra. Merkel o dinheiro que ela não quer dar. Não se pode dizer que seja muito, sobretudo porque a própria sra. Merkel (com ou sem a sombra do sr. Hollande), já admitiu relutantemente um pequeno alívio na “austeridade” até agora imposta, sob forma de um pouco de inflação na Alemanha, que, dentro de um certo limite, lhe convém a ela e convém à periferia da “Europa”, principalmente à Inglaterra (que exportará mais). O sr. Seguro perdeu uma belíssima ocasião de estar calado e de não deprimir os portugueses para lá do estritamente necessário, com a cabeça vazia da oposição. E, no entanto, a vulnerabilidade do Governo, quase a fazer um ano, nunca foi maior. Pedro Passos Coelho, quando chegou, prometeu “austeridade” e reformas, que eram, além disso, uma parte essencial do acordo com a troika. A “austeridade” veio logo e o país, como é natural, não pensa e não fala de outra coisa. Mas, tirando umas tantas modifi cações na legislação laboral, que eram, além disso, uma parte essencial do acordo com a troika, as reformas — que falharam, que se arrastam, que continuam persistentemente “em estudo” (por quem?) — desapareceram de cena. E nem o Governo, nem o sr. Seguro se preocupam muito a sério com elas, porque elas são, como toda a gente sabe, impopulares. No meio da conversa sobre a execução do orçamento e da conversa fútil sobre a eleição do sr. Hollande, quase não se ouve uma palavra sobre a reforma da administração local, que ficará provavelmente reduzida a meia dúzia de fusões de freguesias de Lisboa e do Porto. Do Estado central, onde pouco se mexeu e menos se ordenou. Da Justiça, por onde a sra. ministra se passeia como um fantasma romântico. Da Defesa, onde os srs. generais — não se percebe com que argumentos — mandam tranquilamente como de costume. Da Saúde, onde o dr. Paulo Macedo se esforça sem grande resultado por tapar um buraco insondável. Ou mesmo dos feriados, que levantaram uma questão oficial com o Vaticano e uma questão sem sentido com um velho excêntrico. A verdade é que o país, neste momento sem dinheiro, está intacto e pronto para voltar aos seus queridos vícios. O movimento “neoliberal”, que a esquerda tanto teme, não o abalou.» Vasco Pulido Valente

ABRACADABRA, O PENSAMENTO DESIDERATIVO DE SEGURO

Entre ficar chocado e lançar desafios ao orador desastrado Passos, Seguro faz alguns intervalos para dançar ritualisticamente à chuva e para uivar à lua. Quid et quid enim? Para dobrar a realidade. Ei-lo, no seu melhor, a dedicar-se àquilo a que decido chamar pensamento desiderativo: crescimento e emprego. Emprego e crescimento. Crescimento e emprego. Emprego e crescimento. Crescimento e emprego. Emprego e crescimento. Crescimento e emprego. Emprego e crescimento. Crescimento e emprego. Emprego e crescimento. Crescimento e emprego.Emprego e crescimento. Crescimento e emprego. Emprego e crescimento. Crescimento e emprego.Emprego e crescimento. Crescimento e emprego. Emprego e crescimento. Crescimento e emprego. Emprego e crescimento. Crescimento e emprego.Emprego e crescimento. Crescimento e emprego. Emprego e crescimento. Crescimento e emprego. Pausa para beber leite. Nova carga de pensamento desiderativo: A austeridade não é solução. É preciso apostar no crescimento e no emprego. A austeridade não é solução. É preciso apostar no crescimento e no emprego. A austeridade não é solução. É preciso apostar no crescimento e no emprego. A austeridade não é solução. É preciso apostar no crescimento e no emprego. A austeridade não é solução. É preciso apostar no crescimento e no emprego. A austeridade não é solução. É preciso apostar no crescimento e no emprego.

sábado, maio 12, 2012

ANIMAIS BEATOS DE ESQUERDA

Boa parte destes Especímenes de Esquerda, depois de anos a apoiar com gula e tesão a rapacidade infrene do socratismo, tornaram-se beatos da política, rápidos a escandalizar-se com qualquer coisa. Por exemplo, com o desemprego. São verdadeiros Animais Beatos de Esquerda.

UM PRIMEIRO-MINISTRO HERÉTICO

O que é que o socialismo português inventou? Caciquismo e dependências, rendimentos mínimos ou máximos em troca de um voto fidelizado e da protecção ao mais alto nível para toda a forma de corrupção ao mais alto nível. Passos gosta de mandar farpas polémicas e mandou mais uma, na tomada de posse do Conselho para o Empreendedorismo e a Inovação. Não é mentira que, havendo incentivos à ociosidade, o que mentalmente impere seja a ociosidade passiva, derrotada, e não o risco e o sentido de oportunidade, como o de alguns que, do dia para a noite, se atiram à Inglaterra e hoje fazem quase mil euros semanais, no duro, enquanto por cá vegetavam e certamente vegetariam. Isto não funciona para todos, mas é toda uma mentalidade sem rede a fazer a diferença para si mesmo, derrubando a vaca de todas as certezas precárias no abismo dos possíveis. Ao contrário de alguma Esquerdalhada Pudibunda, que rasga as vestes e declara sacrílegos os bitaites de Passos Coelho, concordo que precisamos de mudar de mentalidade e de aprender a não desconversar, sobretudo se para a História ficará o, a todos os títulos pernicioso para Portugal, currículo socialista, do manso Guterres ao matreiro filho da puta parisiense. Os socialistas amestraram a sociedade para desdenhar do trabalho [enquanto, ao mais alto nível, contratos assassinos e boas comissões com PPP e outras comissões noutras patranhas equivalentes são prova de que uma carreira fora da política é cagativo e quanto a trabalhar só se não se puder roubar largo com o biombo da Política] e fomentaram o facilitismo grosseiro no que respeita aos estudos porque tinham um projecto de mediocrização e acriticismo social como garantia da sua perpetuidade no Poder através de dependências, gratidões votantes, esquemas, sinais ambíguos dados à sociedade e que nos trouxeram a isto, após uma década sem crescimento. O problema máximo do nosso tempo é o desemprego: a mecanização extrema de tudo gera, e gerará, mais e mais desemprego. Robots e sistemas suprem largamente pessoas. No entanto, o desemprego enfrenta-se e vence-se. Temos de lutar para que nos não vença a começar por dentro: isto é um facto. O desemprego é uma realidade que vitima quem dele não tem culpa nenhuma. Em geral, não são os pobres os culpados de passividade, os culpados da falta de risco e de sentido prático na procura de alternativas. Culpado tem sido o veneno socialista que consistiu em incentivar a preguiça dos miseráveis, dando-lhes peixes mínimos em vez de canas de pesca máximas. Também me parece que dificilmente este Primeiro-Ministro, herético para este socialismo ronceiro, reeducará toda uma sociedade induzida em erro por quase duas décadas de um engano ledo e cego - investimento público modernizador com o dinheiro que não há. A Passos mais lhe valia estar calado e não vir com estas frases muito dadas a leituras raivosas e sobretudo ao apagamento da memória dos antecedentes da nossa desgraça, quando a Falsidade se passeava eficaz de púlpito em púlpito sem dizer merdas desastradas como as que Passos diz e sem produzir gaffes explosivas nos media, insultos ou ofensas, como os que produz Passos [segundo o PCP e este cabrão ainda assessor oficioso e passional do filho da puta parisiense também ele agora daquela Esquerda Recente, repleta de moral, lata e falta de vergonha]: essa Falsidade venceu duas eleições e, de caminho, faliu o País, mas era eficaz no gatilho charlatão da comunicação, coisa em que Passos falha ingenuamente. As massas, segundo a Esquerdalhada Torquemada que se supõe apascentá-las, não gostam que alguém venha perturbar com heresias as águas do seu pântano. Ninguém agite e perturbe a excelsa fonte de moscas, na sua merda radiante de felicidade!

FÁTIMA? SÓ SE PODE DIZER BEM

Nunca entenderei como é que havendo tanta coisa sobre que despejar justificado rancor e justificada bílis, haja quem os derrame desportivamente logo sobre a Igreja Católica e sobre o caso-fenómeno Fátima em particular. Sobre Fátima cristalizou-se um chorrilho preconceituoso, repleto de lugares-comuns e generalizações abusivas, as quais, ciclicamente, alguém vem disfarçar de reflexão sociológica sobre o ‘fenómeno’. Quanto à Igreja é habitual lançar-se a rejeição e o anátema generalizados, estigmatizando-A com o vício manipulador, com o delito pedófilo escandaloso, com o arcaísmo e a inutilidade. Tarefa estúpida e caquéctica dedicar-se alguém a afirmar a Igreja, negando-A e insultando-A: mesmo para tão extremosa dedicação negativa tem de haver uma fortíssima paixão e um irreprimível desejo recalcado, pois o que nos não importa de todo também não é pensado nem mencionado. Onde estiver o odioso ao teu coração, aí estará o teu inferno e a tua escravidão. «Onde estiver o teu coração, aí estará o teu tesouro.» Sobre Fátima, eu só posso dizer bem. Fátima não promove o tráfico de droga. Fátima não procede à lavagem de dinheiro. Fátima não promove a corrupção social e política. Fátima não incentiva a prostituição. Fátima não ensina a roubar ouro. Fátima não avilta o ser humano. Fátima não faz mal a uma mosca. A mim fez-me todo o bem que um ser humano pode desejar nesta vida e nesta terra: Paz espiritual. Sublimidade. Harmonia interior e harmonia com o exterior, humildade, serenidade, contemplação. Ninguém discute os que pagam muitos euros, tantas vezes subtraídos à comida e ao bem-estar, para um Festival de Verão, por que se imiscuem no sacrifício e na sensibilidade íntima dos que caminham dias para alcançar o Santuário?! O Santuário é uma pedagogia da nossa mortalidade peregrinante à procura de um Pátria à qual se acede pelo mais íntimo do nosso ser. O Santuário é a escolha da melhor parte. O Santuário é um êxodo, uma saída das rotinas para escutar uma Palavra Sólida e Vital. Fui sempre extremamente feliz no Santuário de Fátima no plano espiritual, sem negar o carnaval religioso de que tudo é passível. Como consumidor de sublime, de belo, de intenso, de humano, de exemplar, tenho por Fátima um respeito e uma gratidão irrefragáveis.

quinta-feira, maio 10, 2012

AMO-TE, LIMÃO!


CADEIRINHA DE HOLLANDE, SANITA DE SEGURO

«Hollande vai sentar-se na cadeirinha e perceber que reforma aos 60 não dá. Acabar com o nuclear e por os franceses a pagar uma bruta factura de electricidade também não dá. Renegociar o acordo com a dama de granito só se for em sonhos. Hollande vai ter o benefício da dúvida mais curto da história. Quando largar o Eliseu a França vai estar um bocado pior do que já está. Só que no entretanto são 5 anos de lamaçal para a França e para a Europa. O nosso Partido Socialista olha para isto como se o camarada lhes fosse dar a oportunidade de voltar ao poder em Portugal com umas pazadas de dinheiro da UE. É pátetica a figura deste PS e a sua fé cega num modelo de "crescimento" que não passa de palavras. Nada a que não estejam habituados. Eles lá no fundo acham que as coisas acontecem só porque eles "acreditam" e dizem que acreditam.» Groink

HENRIQUE NETO: O REGIME NÃO É DIGNO

... de lhe desatar as sandálias. Bravo!

O SURDATO 'NNAMMURATO

O BOM EXEMPLO DO ALEXANDRE

Vi o diálogo de Alexandre Soares dos Santos com o José Gomes Ferreira, ontem, no seu programa da SICN. Admiro-o. Ponto. Não me interessa o grau de conhecimento que tinha da promoção no 1.º de Maio. Interessa-me, mais que tudo, o que enunciou sobre a instalação do Grupo na Colômbia, sobre o sucesso na Polónia, sobre o compromisso irredutível de crescer mundialmente, de não despedir. Interessa-me a assunção de que o Grupo paga pouquinho, a protestação de lealdade para com com os fornecedores. O sentido social do Grupo, provavelmente muito mais robusto e fundamentado do que o que sucede na concorrência, mostra-se inovador e supletivo do progressivo afastamento do Estado: quem, na concorrência, presta o mesmo tipo de apoio financeiro aos seus colaboradores, se preocupa com a saúde e a educação dos filhos dos seus colaboradores?! Parece evidente que o Pingo Doce se consolida como uma marca afectiva incontornável, a cada dia mais difícil de bater, devedora dos princípios cristãos afirmados, ontem, e noutras vezes, por Soares dos Santos e família, o que é extremamente relevante dada a rarefacção de seriedade aos mais diversos níveis. Tal é muito mais relevante que o facto de ser impossível já esquecer o que significaram para a psique colectiva as compras de vantagem aquando do último feriado. Note-se que o alvo não eram os mais vulneráveis da sociedade, mas uma classe média sempre disposta a comprar o que habitualmente prescinde de comprar. 

quarta-feira, maio 09, 2012

HÁ ALGO DE GUEVARA EM ALEXIS TSIPRAS

Mesmo na derrota, morto, houve para Che uma vitória pelo símbolo. Do mesmo modo, tirando a morte e o símbolo, depois de vários contactos e muitas horas de impasse, Alexis Tsipras, líder do partido de esquerda radical grego Syriza, anuncia abandonar os esforços para formar um Governo de coligação por não ter conseguido «um Governo de esquerda que se oponha à austeridade», mas ganha porventura todo o balanço de que necessitaria para crescer num novo escrutínio, tão bravo e insubmisso se mostra como se todos os demais Países do Euro, e não o seu, é que estivessem à beira do precipício. O que ou quem o bafeja? Alexandre, o Grande, ou os das Termópilas?! Não excluamos como inspirador das ousadias tsiprasianas Prometeu ou Hades. Notável.

GAY-FALÊNCIA DOS EUA

Gosto de Obama, mas, por experiência, admita-se o novo silogismo de que lá, onde uma certa Esquerda inventa e legifera nos costumes, o respectivo Estado vai à falência.

DOIS OU TRÊS ODORES

Ontem, Estação da Trindade, eram seis e meia da manhã, havia um rebanho exaltado de fiscais da Metro do Porto, seguranças da Metro do Porto, a cumprir o seu dever [toda a noite e madrugada o cumpriram] e, mais discretos, postos para canto, polícias a tomar notas. Nessa gare, a essa hora, dois problemas com díspares odores: por toda a gare cheirava a uma dúzia de vadiantes romenos, homens, mulheres e meninas, com os seus lenços e as suas saias de cores demasiado berrantes para se misturarem connosco escapando ao escrutínio dos olhos e dos narizes, ora extraídos à bruta das composições, em que por hábito insistem em viajar gratuitamente, ora impedidos dramaticamente de embarcar de modo furtivo e aflito, valsa que se dançava. Mas havia mais. Estudantes. Um deles não estava bem. Pontapeou a porta de repente fechada da composição em que, cambaleando, pretendia entrar e depois mostrou-se bruto e insolente com quem lhe meteu a mão, prontamente rodeado pelo povo de serviço. A Polícia tomou conta da ocorrência. A festa talvez lhe tenha ficado negra e cadastrada. Quando entrei para o meu destino, o veículo tresandava ao metabolismo humano do álcool e havia moças esparramadas pelos assentos em poses de ninfa, mas arrotando, bramindo e bradando à Adamastor. O cheiro dos romenos e o pivete a álcool com estágio corporal foram talvez o que de mais humano me reservou esse dia em que prospectei Amor. No regresso do trabalho, num autocarro qualquer que atravessa o meu Porto, uma mulher bela o conduzia, reparei com amor e enternecimento na face vincada do meu Povo, nos velhos que passeiam, se desequilibram e rebolam no veículo atabalhoado e veloz, ou que se vêm sentar perto exalando aquele intenso e adocicado odor a urina com que caridosamente só se pode condescender; reparei nos jovens e nos adultos desocupados cujo olhar é baço, a boca silente-navalha, e o coração perdido: estive olhos nos olhos com este meu amado Povo que a Política não ama, não sabe o que é servir, e tem traído, devorando ávida e particularmente o que deveria ser geral e bem partilhado. Bastaria que estas gentes fossem amadas pelos actores políticos para que o decidir se fizesse humano. Em vez disso, esta miséria e esta mesquinhez filhas do Ludíbrio. Saber que não é preciso impor a ideologia da selva e da correlação de fraquezas em Portugal, saber que ela-selva medrou, impante, desde sempre. Vestida de Esquerda, quando deu jeito. Rapando tudo e praticando a Glutonaria de Direita, no exercício nocivo do Poder, de preferência sem que ninguém pudesse dar-se conta.

A CIMEIRA NÃO MEXE COM OS MEDIA ESPANHÓIS

Cimeiras há muitas. No reatamento delas, entre Portugal e Espanha, os media dos nossos especiosos vizinhos ignoram completamente o evento no Porto. Nada. Nem nota de rodapé. Porque sempre assim foi e sempre assim será: é como se lhes não existíssemos, somado às prementes notícias sobre a descoberta do caminho pluvioso para o seu próprio BPN chamado Bankia.

600 MIL MILHÕES GREGOS FORA DA GRÉCIA

«... neste momento, nos bancos suíços, há mais de 600 mil milhões de euros de dinheiro grego – quase duas vezes a dívida pública, que saíram tanto pela mão dos bancos gregos como pela de particulares para o estrangeiro. Portanto existe riqueza… mas ela não se sujeita aos impostos.» Alexis Tsipras

FRACTURAS NUM PARTIDO REPUDIADO

Por um lado tenho pena de Seguro. Herdou uma liderança moralmente mais pesada que o próprio Memorando. Por outro, cansa-me o seu timbre sempre protestativo, sempre pronto a ofender-se com qualquer coisa e a desafiar o Governo, quando o seu partido jaz rejeitado, execrado, repudiado exangue: quem nos dera que dele tivesse partido um ataque sistemático à voracidade matreira do seu antecessor pseudo-socialista, o sumo demagogo impune, supremo execrável. Se o Governo Passos está a ir além do acordado no Memorando é também em boa verdade porque o antecessor, por não ser sério, foi muito além do que a dívida pública permitia, agravando com isso e por muitos anos a situação estagnada e esmagada do País, cuja rápida correcção agora dói obrigatoriamente. A actual espiral recessiva sucede, pois, à espiral endividatória de que nunca se fala, que os mérdia portugueses não tratam de escalpelizar. O acordado em Abril de 2011 tem a lavra do PS e amarra-o a uma palavra dada, coisa que nem Soares nem os órfãos do Abominável Playboy conhecem. Evidentemente que para os filhos espirituais do filho da puta parisiense vale tudo para desviar as atenções de si, dos malefícios e malfeitorias praticados contra os Portugueses. Mas como? Aparecer pela Esquerda. Surgem tão convenientemente à Esquerda, tão à Esquerda, que superam de longe os pronunciamentos no fundo razoáveis de Alexis Tsipras e de quaisquer doidos varridos que, pela Esquerda, isto é, pela Dívida, ganhem eleições em França. Talvez aqueles órfãos tanto melhor escondam e camuflem as asneiras e os roubos perpetrados quanto mais caos e mais desgraça se suscitem para Portugal. Mais caos e mais desgraça reabilitariam sem dúvida a camarilha dos canalhas chefiada pelo filho da puta parisiense. É por isso que nem mesmo Zorrinho escapa às farpas dessa gente degenerada que não percebe que mesmo tendo o Governo maioria absoluta precisa do apoio do PS para mostrar toda a coesão possível a olhos externos que a reconheçam. O PS pariu os líderes mais flácidos e abjectos da história política portuguesa [simultaneamente ávidos e incompetentes na Economia], incluindo Mário Soares, e com um impacto nas contas públicas a tender sempre para a falência e o colapso do País. Está-lhes nos genes danar Portugal e passar por beneméritos dos seus antes de mais ou bolçar pronunciamentos de Esquerda, sendo mais sôfregos que sanguessugas. Seguro ainda vai a tempo de pelo menos suavizar esse currículo negro.

WOLFGANG SCHÄUBLE MAIS PORTUGUÊS QUE SOARES

«Eu gostava de ser simpático com o Dr. Soares. Mas o Dr. Soares não ajuda. Como se vê pela sua última sugestão, de que está na hora de o PS romper com a Troika. Porque a maré está a mudar lá fora e porque o FMI e a Comissão Europeia/BCE, os outros dois integrantes da Troika, não se entendem. É uma atitude inacreditável (Seguro esteve muito bem na resposta). Porque Portugal não pode rasgar um contrato que assinou há um ano. E porque a sugestão de Mário Soares acontece no pior momento: quando a Grécia mergulha num caos político que pode terminar com a sua saída da zona Euro. É verdade que Soares não sabe muito de Economia. Mas deve saber o bastante para perceber que se a Grécia sair, quem toma o seu lugar na linha de fogo é… Portugal. Agora compare-se a atitude de Soares com a de Wolfgang Schäuble. O ministro das Finanças do país que manda no Euro diz em entrevista que o ministro das Finanças português (a quem Soares já qualificou de "contabilista") tem qualificações para ser o próximo presidente do Eurogrupo. Precisava de o dizer? Não. Deve favores a Gaspar? Não. Então porque o disse? É irrelevante. O que interessa é que, com esse gesto, além de reconhecer a qualidade de Vítor Gaspar, mostra o apreço da Alemanha pelos dolorosos sacrifícios que estamos a fazer. E, pelo caminho, sinaliza que a Alemanha está disposta a segurar Portugal. Não conheço melhor serviço prestado à República Portuguesa do que este gesto de Schäuble: o que ele disse, no momento em que o disse, não tem preço. O que me deixa com esta conclusão amarga, de que o ministro das Finanças alemão fez mais por Portugal do que Mário Soares. Nunca pensei!» Camilo Lourenço