segunda-feira, julho 30, 2012

DEFINIR AUGUSTO MADUREIRA

Cá está o que gostaria de ter escrito e só não escrevi para não ferir esta paz em 'férias' a que me dou, algumas bênçãos, alguns milagres e doçuras. Quanto ao infeliz Augusto Madureira, é bom se inscreva e frequente os socratistólogos anónimos. O vício de boca entranhou-se-lhe até aos ossos e é letal ao normal funcionamento de um cérebro.

MARINA MOTA COM JÔ SOARES

sábado, julho 28, 2012

«HÁ QUEM QUEIRA FAZER MARCHA-ATRÁS»


Esta Helena gosta de grandes evocações divertidas. Dão de facto grandes metáforas:


Força, força companheiro Vasco
Nós seremos a muralha de aço

Há quem queira fazer marcha-atrás
Há quem queira meter o travão
Mas o povo acelera e faz, dia a dia,
O caminho da revolução

Há quem queira mandar prós quartéis
Os soldados, nosso povo armado,
Mas a casa dos amigos certos é na rua
Na rua e do nosso lado

Há quem queira deixar esta terra
Ao alcance dos monopolistas
Mas o povo não desarma e diz, «estamos fartos!»
Não queremos os capitalistas

Há quem queira deixar como está
O poder dos latifundários
Mas o povo não alinha mais, nunca mais,
Co'a preguiça dos senhores agrários

ZORRINHO OU O FRANCISCANISMO ARGUMENTÁRIO

Que se passa com Zorrinho? Por que motivo não foi capaz de elogiar uma frase de desprendimento político do Poder e de um cargo, vinculando o Primeiro-Ministro a essa espécie de compromisso com as suas próprias palavras: que se lixem as eleições?! Em vez disso, com uma falta de imaginação terrível, sem rasgo e sem estilo, desatou a construir inferências abusivas: se disse o que disse, o que quis dizer foi «que se lixem os eleitores», quando tudo o que transpôs os dentes de Passos é saudável, raro, e foi só isto: «Se algum dia tiver de perder umas eleições em Portugal para salvar o país, como se diz, que se lixem as eleições.» Zorrinho tinha a obrigação de reconhecer que nada há, nesta governação, que seja populista e eleitoraleiro. Muito pelo contrário. O que há é amargo. Sacrificial. Duro. Porque Zorrinho conviveu demasiado perto com a mais infecta desmesura gananciosa do Poder como chave de corrupção e oportunismo, com a hubris mais ostensiva contra os interesses de Portugal, e com os excessos mais onanistas da imagem pela imagem, deveria confirmar que é o interesse do País acima de qualquer tentação eleitoralista o que move, e ai dele!, o líder deste Governo. Por isso é vaiado por uma minoria que se tem especializado na vaia ordinária. Por isso Passos é contestado em surdina e desespero por quem legitimamente desespera. Eu ficaria aliviado quando enfim um Governo se estivesse realmente, como treslê Zorrinho, «a lixar para os eleitores» desde que deixasse de lixar os contribuintes mais indefesos, as famílias mais desesperadas, os funcionários públicos, grande bombo fácil de todas as desleais correcções do défice. Há por aí quem tente e deseje odiar Passos Coelho de todo o coração, com toda a mente e toda a alma, da mesma maneira que, espontânea e intuitivamente, milhões de Portugueses abominaram e abominam Sócrates por todas as boas razões do asco natural a patéticas peneiras e ao que é politicamente maligno e todas as más razões de tanto mal perpetrado contra nós. Tentam. Desejam. Mas não conseguem. É fácil perceber porquê.

ORDINÁRIOS CONDENAM LINGUAGEM ORDINÁRIA

Estes bichos, agora retornados ao anonimato socra-escarrante após longo jejum de meter nojo, insistem muito no problema da suposta linguagem degenerada ou "ordinária" em Passos Coelho, que não quer que a porcaria atinja a ventoinha e assuste os Portugueses, e atirou algo ousado como que se lixem as eleições. É a última baforada de enxofre de que estes pedaços de asno se lembraram, ao faro de um regresso à babugem obscena de mentir, desinformar, desconversar, com uma garra só possível porque bem paga, ao longo das duas Legislaturas anteriores, com o Erário Público, conforme o Correio da Manhã determinou através de denúncia e investigação logo, logo, silenciada, em 2010. Se olhassem para a deplorável ordinarice que consiste em prejudicar grotescamente um País, acumular milhões comissionistas por cada negócio ruinoso ao Estado Português, e pôr-se a monte em Paris, retornariam ao ânus de rato de onde provieram. 

UMA IMENSA VERGONHA

«A "vitória" de chegar ao final deste ano com resultados equilibrados no conjunto das empresas públicas de transportes (mas não ainda em cada uma delas) é, paradoxalmente, a demonstração mais cabal do dano acumulado e ruinoso de décadas. A aliança fatal entre governos que querem contratar amigos, autarcas que querem obra, bancos dispostos a financiar e gestores cúmplices ou tolerantes deu nesta imensa vergonha. Uma dívida que, gota a gota, deixa de ser privada e passa a ser pública. Desgraçadamente colectivizada. E sem culpados nem responsáveis.» Pedro Santos Guerreiro

sexta-feira, julho 27, 2012

NOVA GALP, INTREPIDEZ DA GESTÃO AMORIM

«Um exemplo claro de como uma equipa de Gestão é importante está na nova administração da Galp, ontem anunciada. É a equipa de Américo Amorim, capitaneada por ele mesmo, liderada pelo seu presidente-executivo Ferreira de Oliveira e que fez a "contratação do Verão": no dia seguinte a ser ultrapassado por Alexandre Soares dos Santos como o português mais rico, Américo Amorim vai contratar-lhe Luís Palha à Jerónimo, onde estava no banco. Amorim garante também Filipe Silva como administrador financeiro e Sérgio Gabrielli de Azevedo, ex-presidente da Petrobras. Uma chapelada para Amorim: esta não é só uma "equipa de sonho", é a sua equipa de sonho. Se souberem trabalhar uns com os outros - e com um seu interventivo "chairman" -, serão como galácticos. » Pedro Santos Guerreiro

A CÁPSULA

«O balão de hélio, com uma cápsula pressurizada, que elevou o chamado “homem-pássaro” (por causa dos seus saltos em queda livre com um fato especial que simula uma asa), descolou de Roswell, nos EUA, onde as condições climatéricas são consideradas ideiais para o balonismo mais radical. Isto quando a meteorologia está pelos ajustes: este salto foi adiado por duas vezes devido a ventos em altitude e a trovoadas. A ascensão durou 90 minutos, até às camadas mais altas da atmosfera.» Luís Francisco

QUE SE LIXE O PUDOR HIPÓCRITA DAS PALAVRAS


NMS: [...] A Parque Escolar que tem um desvio dentro dela superior ao resultado para o Erário Público da suspensão, agora impedida para 2013, do Subsídio de Natal e do Subsídio de Férias, eram cerca de 2000 milhões de euros, o desvio da Parque Escolar só é superior, é importantes que os portugueses percebam,  àquele que resultaria da soma de todos os subsídios de Nata e de Férias dos Funcionários Públicos...
JornaSocialista: Tem duas hipóteses, ou continuamos a falar de Sócrates ou vamos para a Crise Europeia...

OÁSIS LIXADOS

Objectivamente, estamos cada vez mais pobres, nós, cidadãos desempregados ou chulados e lixados de pura exploração. Nós, que não somos assessores governamentais. Nós, que não temos vinte e quatro anos de idade, portanto uma 'enorme' experiência, que justifiquem vencimentos mensais brutos a roçar os 5069,34 euros, no Ministério da Economia. Mas, vá lá, no meio deste fosso, há algumas empresas públicas, e mesmo a Galp do Amorim, que estão a comportar-se maravilhosamente, com resultados operacionais positivos, fazendo justiça ao princípio exigido externamente [Troyka] e pelo Governo de que tais empresas têm de ser equilibradas. Claro que estas boas notícias não vão salvar-nos da cruz dívida, madeiro a que a política, essa rameira [amiguista, dos tachos, das cunhas, dos jeitinhos, dos favores], nos pregou por muito e bom tempo, como no-lo recorda Pedro Santos Guerreiro: «Os casos de resultados operacionais positivos têm sido aqui amiúde destacados, como o da Carris e o dos STCP. O problema é a dívida. Porque foi com dívida que, ano após ano, se tapou o desequilíbrio operacional e o fluxo de investimento, muitas vezes desnecessário ou ruinoso na sua execução, com derrapagens intoleráveis, mas toleradas. A dívida "em armazém" é gigante e é um problema do Estado. A dívida alegremente contraída será tristemente paga por nós.»

ZELOSO JORNALISTA SOCIALISTA

Por que motivo o sarnento jornalista não deixa o convidado Sarmento falar, tantos atalhos, tantas interrupções, tanta achegas pessoais, uma certa luxúria por defender o socratismo?! E por que motivo mais parece o jornalista sarnento um representante, litigante, advogado de defesa dos últimos desGovernos populistas, demagogos, eleitoraleiros, socialistas?! Moderação, meu caro. Moderação! A propósito, alguém me recorda o nome? Escapou-me.

ELENA SANTARELLI ABRE ASPAS

... e não fecha!

SOLIDEZ A NORTE

Jackson Martinez
Tenho acompanhado intimamente a pré-época do Sport Lisboa e Benfica, do FC Porto e do Sporting Clube de Portugal. É indiscutível a aura de solidez e de confiança que perpassa o Campeão Nacional, onde avulta a contratação certeira de Jackson Martinez, dada a aposta na maturidade técnica e atlética do jogador, mas também a sensibilidade pedagógica no sentido do encaixe do discurso e da mentalidade na cultura guerreira do Dragão. A sul, infelizmente, aliado ao pequeno músculo aquisitivo, a imagem que passa é ainda, especialmente no caso do Sport Lisboa e Benfica, a do tactear de soluções, com particular importância do passador corredor esquerdo, sem falar do verniz estalado com a saída resmoneada de Eduardo. Má gestão desportiva de danos e ressentimentos, outra vez. Também no futebol, o silêncio é de oiro. O Sporting está a repescar valores que rodaram noutras equipas de menor quilate: aqui, ainda, as expectativas estão em baixo. Logo se verá se o leão voltará a agigantar-se... ou a apequenar-se.

quinta-feira, julho 26, 2012

O ASTRO, EU VEJO ESTA NOVELA

Há novelas que valem a pena, uma num milhão. No Brasil, via-a com avidez
por ser mais condimentada e espectral, no recorte do pecado.
A SIC apresenta-a à pressa e cheia de cortes. É pena!
Para quem, como eu, não vê nem valora o género,
qualquer minuto é lucro.

CÂNDIDA ABDUÇÃO DE UMA JUSTIÇA ISENTA

«Faltam 46 dias, 1104 horas, para o dr. Pinto Monteiro deixar de ser Procurador Geral da República. Mas não está a ser um fim de mandato calmo e meritório. No fecho do julgamento do Freeport, o juiz do Tribunal do Barreiro absolveu os arguidos Manuel Pedro e Charles Smith, mas deixou no papel severas críticas ao modo como todo o caso foi investigado. Ao fim de sete anos acabou tudo com o Ministério Público a pedir absolvição dos acusados e com o juiz principal a passar um atestado de incompetência a Pinto Monteiro e, sobretudo, a Cândida Almeida, não só pelo tempo que demorou o inquérito, não só pelas diligências que não foram feitas, mas precisamente por nunca ter sido conduzido a fim de esclarecer que papel teve José Sócrates na história. Quase tudo no inquérito ao licenciamento do Freeport foi, do princípio ao fim, um desastre. Ainda me lembro da entrevista de Cândida Almeida à RTP, íamos em 2009: “José Sócrates não é arguido, não foi investigado”, mas pode vir a ser, dizia então a procuradora. Se a ideia de Cândida Almeida era sossegar a opinião pública e velar pela presunção de inocência do ex-primeiro-ministro, eram declarações no mínimo desastrosas. Não é arguido, não foi investigado, mas podia vir a ser. Sócrates nunca foi arguido, nunca foi investigado e nunca saiu, com danos para o próprio, do purgatório do “podia vir a ser”. Depois, foram as 27 perguntas para o ex-primeiro-ministro que os procuradores responsáveis pelo inquérito disseram que não tiveram tempo de fazer, significando com isto que não tiveram resposta superior de Cândida Almeida. Agora, após um julgamento em que várias testemunhas foram aludindo a reuniões com os promotores, pagamentos, mudanças de arquitectos, já para não falar da figura de Bernardo, “o Gordo”, o juiz do Barreiro ordenou a extracção de certidões dos depoimentos de três testemunhas (o antigo administrador da Freeport Alan Perkins, o advogado Augusto Ferreira do Amaral, e uma antiga funcionária de Manuel Pedro), para a enviar ao Departamento Central de Investigação e Acção Penal. Guardo ainda memória de outra entrevista de Pinto Monteiro, à SIC, em que o procurador-geral aconselhou os cépticos a irem consultar o processo, que, sendo público, poderia desfazer todas as angústias sobre aquilo que lá estava. Imagino a surpresa de Pinto Monteiro com as considerações do Tribunal do Barreiro sobre o inquérito que deveria ter existido, mas nunca existiu. Não vejo como é que Cândida Almeida pode permanecer no cargo que ocupa. O inquérito do Freeport não foi só demorado e tumultuoso. Teve acidentes processuais pelo meio, pressões, inquéritos aos inquéritos, processos disciplinares que, mesmo descontando as lutas intestinas dentro do Ministério Público entre o procurador-geral e o Conselho Superior, acentuam a nuvem sobre o que se passou. É escusado pensar que, com ou sem a certidão do juiz do Barreiro, este estado de coisas possa ser resolvido. Já ninguém acredita nisso. Portanto, e até pelo caos processual que envolveu o caso, bem podia o Parlamento constituir uma comissão de inquérito para apurar tudo aquilo que correu e vai correndo mal na investigação de casos como o Freeport, que insufi ciências, problemas, distorções, barreiras ou falta de meios afectam a capacidade de resposta do Ministério Público. Mesmo que no Parlamento os inquéritos sejam muitas vezes inconsequentes, a credibilidade da Justiça justifi ca aqui uma comissão. Não sobre o caso em si, claro, mas sobre a impotência judicial que o caso nos revela. Isto se ainda nos quisermos levar a sério» Pedro Lomba

OS MR. MERDA ESTÃO QUASE A CHEGAR

Aquele filão de sujidade e avidez, por outrem jamais navegado, só por eles, pode estar de regresso. Isso é bom para o grande ringue da bloga nacional a quem falta sacos de pancada. «Falta apenas um ou outro retoque.», garante o Fantasma Abrantes, Sim, estamos todos com saudades de ter em quem bater com gosto.

DERRETIMENTOS EXTREMOS

A Gronelândia pode bem estar a defrontar um daqueles índices de degelo recordes que se podem explicar com as teses modernas do Apocalipse gradual e faseado por mão humana. Há quem se alarme. Há quem não se alarme. Mas quase tudo está a derreter, no planeta, em sentido literal e simbólico, especialmente, no Norte, rico. O euro-moeda derrete a olhos vistos. O euro-organização política dissolve-se sob o desdém ou a paralisia nórdicos. Alguns bancos europeus, com a historieta gravíssima da manipulação da LIBOR, ameaçam também derreter, tremer e tremelicar, sem apelo nem agravo, a braços com a Justiça, se a Justiça chegar para eles, o que seria insólito. Os Governos derretem-nos a paciência a nós com cortes heróicos sobre quem já está no limite. Governos incapazes ou impotentes para inocular esperança ou desígnio nas psiques. Governos ignorantes, desprezivos de alguma pedagogia para que os Povos que os elegeram não se sintam traídos. Isto ou mete água ou derrete. 

PESCAS: PEQUENAS TRAGÉDIAS

AINDA MAIS COXOS NA EDUCAÇÃO

«É esse património intangível de exigência, que a educação transporta, que nos tem faltado. Se no passado condicionou a nossa prosperidade ainda o fará mais no presente e no futuro. A educação é hoje ainda mais importante. Só ela garante que se consegue sobreviver com sucesso num sistema de produção marcado pela incerteza e instabilidade, que exige elevados níveis de flexibilidade, adaptabilidade e até mobilidade geográfica. A educação que os tempos modernos exige já não é uma licenciatura. A educação é saber pensar para resolver problemas, no que é dado pela matemática e filosofia, é saber comunicar, no que se consegue com emoção, mas também dominando pelo menos o inglês, é, finalmente, saber adaptar-se com grande rapidez às novas tecnologias. O maior perigo de Portugal não é os seus jovens licenciados emigrarem. Pelo contrário. Trabalhar lá fora prepara-os melhor para a incerteza, a complexidade e a instabilidade do mundo moderno. O maior perigo é os pais dos jovens portugueses pensarem que a educação já não vale a pena, porque já não abre facilmente a porta ao emprego para a vida. Como o demonstram as estatísticas do desemprego, mais educação dá mais emprego que menos educação. Como todos vemos no Norte da Europa, a prosperidade e o desenvolvimento só existe com educação.» Helena Garrido

FACTOS DE «ANDA COMIGO VER OS AVIÕES"


Toda a gente se apaixona pelo poema e pela música «Anda Comigo Ver os Aviões» e a coisa é, talvez, de meados de 2011. A menina de três aninhos canta-os escaroladamente. A adolescente, com os ouvidos sempre preenchidos pelo verdadeiro alter audio, com todos os sucessos musicais-universais em Inglês, também os canta e articula, com arte, cada verso, como se os mastigasse. A avó interessa-se por eles, música e poema, e pede que os netos lhos expliquem com pormenor. Mesmo o avô, que ouve mal, e o pai, de bela voz, cantam aqui e ali os primeiros versos entre sorrisos de incontido embevecimento. Os casais entreolham-se, de olhar húmido, ao ouvi-la na Rádio ou no PC, coisa a que também não resistem imigrantes brasileiros e brasileiras ainda resistentes por cá. A Porto Canal usa-a num gingle autopromocional, promotor simultâneo das belezas ímpares da nossa cidade. De que é que está à espera o Brasil inteiro para se apaixonar por ela também?! Tenho enviado e-mails com o vídeo para os meus Amigos de Lá, numa tentativa, até agora sem retorno, de seduzi-los para ele, poemúsica. Adoraria que a América fosse trazida até cá e a Os Azeitonas, mesmo extinta, dissolvida ou transformada a banda, só por causa desse naco de sublime, sacado por um evidente e inspirado talento que toda toda a gente.

UMA INGENUIDADE DE CORRUPÇÃO DIVERTIDA

É o que acontece quando falamos de mulheres, entre amigos, tantas vezes. Hoje, falar de Portugal dói e massacra para além de todas as medidas. Ainda acredito que Passos Coelho na maioria das medidas esteja a decidir aquilo para que não há alternativa e tem de ser feito em Portugal, apesar de decidir contra os meus interesses imediatos, as minhas necessidades prementes, apesar de assediar os meus nulos recursos, [o Fisco, por exemplo, parece uma vaca doida que me inventa sucessivas questões e vem com cartas ameaçadoras ou chover no molhado ou sobressaltar-me com supostas dívidas em que é impossível eu ter incorrido], apesar de esmagar a minha tranquilidade de cidadão cumpridor e pobre. A sensação de justiça nas medidas, essa é que teria e terá de ser incomparavelmente maior tanto para a minoritária centena dos que o vaiam profissional e metodicamente como para os milhões que ficam calados, mais apostados em olhar por si e correr os riscos necessários para não cair no abismo da miséria. Reconheçamos que em demasiados casos os Portugueses teriam de se vaiar a si mesmos por cada ano desta semi-democracia até ficarem roucos. Uma vaia monumental, para começar, à má qualidade do seu voto. Uma vaia interminável, para terminar, ao individualismo explorador do próximo em situações de poder económico ou político. Onde está a tua solidariedade, Portugal?! Que é feito do teu sentido do outro?! E autocrítica, não temos?!

A OPORTUNIDADE

«O Governo tem agora a oportunidade de corrigir o erro, distribuindo melhor os sacrifícios. Para isso terá de lançar um imposto extraordinário sobre os rendimentos do capital e do trabalho no sector privado e retirar um valor equivalente a quem trabalha para o sector público. Estes dois contributos, do público e do privado, podem e devem ser minimizados com uma sobretaxa sobre as margens das Parcerias Público-Privadas uma vez que os concessionários se recusam a negociar. Claro que são medidas que exigem coragem e resistência do Governo às ameaças veladas de falências e colapsos. Mas nada mudará em Portugal se os poderes instalados não aprenderem a viver sem ser à custa dos contribuintes. O corte nas rendas da energia e nas PPP têm a força dos símbolos. Os pequenos grupos e poderosos também têm de pagar a crise. Até porque uma grande parte da nossa dívida a eles se deve.» Helena Garrido

quarta-feira, julho 25, 2012

GOSTO DA CIDADE, A NAIFA

QUERIDA, DESCOBRI UM ESTADISTA

Ao contrário d'O Jumento e da generalidade de blogues xuxas, nostálgicos e adoradores de uma Besta Apocalíptica, fiquei agradado com as declarações de Pedro Passos Coelho: «Se algum dia tiver de perder umas eleições em Portugal para salvar o país, como se diz, que se lixem as eleições, o que interessa é Portugal.» Pôr explicitamente o interesse do País em primeiro lugar é de estadista; recusar medidas que eleitoralizam as psiques, chantageiam ou compram eleitorados, não é de estadista. PSD e CDS tornaram-se odiosos com o que estão a fazer: basicamente cumprir o Memorando que os xuxas negociaram. Foram-nos dadas metas e exigidas mudanças estruturais às quais que o Estado Português está comprometido com a Troika e, em rigor, não há caminho alternativo nem folga para fugir. Temos diante de nós uma escolha: ou a falência iminente ou a redução abrupta e brutal da despesa do Estado. Até chegarmos aqui, venha António Costa ou outros xuxas dizer o que quiserem, os Governos xuxas omitiram a realidade, nunca abordando este tópico singelo de se tratar Portugal de um País ultra-endividado, vivendo de empréstimos, sem PIB que os suportasse. Era uma corrida supersónica contra a parede. Quem é que falou e enfrentou, no passado, o défice das empresas públicas de transportes, 6 mil milhões, mais juros de empréstimos por pagar?! Os Governos xuxas estavam ocupados com outras coisas e prioridades. Até à chegada deste Governo, todos maquilharam a realidade e contornaram as regras para poder mentir muito e artificializar resultados, desorçamentando parcelas, dizendo «Está para nascer quem faça melhor que eu no défice.» Devemos à Maldita Troyka a percepção de toda a mentira e eleitoralismo que subjaziam às governações xuxas, em maioria na última década e meia. Não tínhamos estadistas. Só oportunistas. Foi precisamente o último Governo Xuxa que negociou as decorrentes privatizações, a decorrente redução de despesa, o corte radical dos benefícios sociais e também as alterações ao código de trabalho, mas quem ouve Seguro parece que nada foi acordado e que o caminho do Governo Passos deveria ser bem diverso. Qual? Não à privatização das empresas que os xuxas acordaram em privatizar? Não à terrível torção anti-despesista no sentido de baixar rapidamente o défice?! Não à rápida consecução de todas estas medidas?! Este flic-flac só poderia ser dado pelo xuxismo. Que se lixe Portugal. O que importa é salvar as próximas eleições. Por isso, sim, com Passos, temos, goste-se ou não, um estadista. Estarei sempre 'em cima' dele, supervisionando a verdade desta música para os ouvidos. Não se negue, porém, que é preciso romper com velhas formas de governar Portugal submetidas ao desígnio de ganhar as legislativas seguintes, com aumentos dos funcionários públicos antes das eleições, como em 2009, ou com os Complementos Solidários, filhos de dívida sobre mais dívida, em pleno e consciente descalabro. O xuxismo fez isto e faria pior, se se levasse em conta a recente sugestão do anafado Soares em improvisar um novo Governo já. 

JUSTIFICADÍSSIMA SAUDADE

terça-feira, julho 24, 2012

REDUZIR A POBREZA COM DEMAGOGA VIGARICE

Há um problema com a Mensagem em Portugal. A Mensagem tem de ser aquilo. Não pode ser isto. Não se pode atacar as legislaturas anteriores ao [des]consulado Passos. Não se pode apontar-lhes o dedo e autopsiar-lhes a vigarice. Não se pode historiar uma vida nacional por décadas assente não num PIB forte e próspero, mas em dívida galopante e gangrenada. Hoje é verdade que empobrecemos a um ritmo sacana, mas não se pode chamar diminuição de desigualdades ao que eleitoralesca e insustentavelmente foi feito pelo Governo socialista até 2009. Não há almoços grátis nem Complementos Solidários para Idosos num Estado pré-falido e moribundo: há só chamariz eleitoral e esmola grande, digna de toda a desconfiança do santo, conforme hoje se confirma. Isso foi brincar à solidariedade, ao assistencialismo, à igualdade. Ter demagogizado aí foi, indubitavelmente também, uma causa, outra, para os nossos actuais problemas financeiros. Qualquer bancarrota nasce da sofreguidão por abarcar o mundo com as pernas: estudos para linhas de TGV, estudos para dois novos aeroportos, o da Ota, o de Beja, o de Alcochete, novas auto-estradas repetidas, RSI em roda livre, estímulo ao ócio, à inutilidade e grunhice de gerações inteiras, bem como à dependência de caciques. Conseguir reduzir a pobreza não é, de facto, qualquer coisa que um Partido de Poder em Portugal possa alardear gloriosamente de si e tivemos demasiado lastro socialista por demasiados anos. O processo de salvação dos mais desfavorecidos passaria por uma economia que não tivesse pés de barro e note-se que nem sequer o PCP ou o BE se excitaram por aí além ou se prostraram aos pés dos socialistas quando supostamente surgiram a diminuir desigualdades com adicionais fatias de dívida e acrescido descontrolo de défice que só serviriam para ganhar eleições e voltar a apertar o garrote novamente a seguir. Matar de dívida um País para dar bónus a quem de facto precisa é lindo e é fácil. Os socialistas fizeram-no. O resultado sentimo-lo agora.

ORA CÁ ESTÁ UM ANÚNCIO... FIXE

CENAS DO MEU OLHO-DA-RUA

O meu Olho-da-Rua é horrível, um ano lectivo inteiro a ensinar e a reunir em salas de aula-nave-espaciais, Escola intervencionada pela Parque Chular, quinze horas lectivas, um ano inteiro a deslocar-me fundamentalmente por minhas pernas. De autocarro. De Metro. Porém, a nenhum Olho-da-Rua poderei consentir me destrua, por isso determinei-me a transformá-lo num prado aprazível, moldável por minha mão. Conscientemente, sei que o meu Olho-da-Rua está sempre lá, mesmo quando trabalho e me entrego. Ele impede-me à partida alguns movimentos despreocupados, mínimas e médias despesas associadas à vida normal de um quarentão ou, vá!, de um europeu do sul: não fumo, não bebo, pelo que não há qualquer sofrimento por não poder comprar itens desses. Em que pensar? Tanto. O que fazer? Tanto. Aonde ir? Nem mais. Rua! Escritas aqui umas coisas muito livres e muito comentadas mas quase sempre e só no sentido de abater este escriba, rua, pois. O meu Olho-da-Rua inspirou-me a ir para a rua concreta. A minha rua. As ruas onde eu nasci e cresci. É só transpor a porta de casa dos meus pais, nosso lar comum, e seguir. Acompanho-me das minhas filhas. Levo-as comigo porque passear é bom, porque querem imenso essa aventura em aberto e tão pura, porque há passeios seguros que nos preservam, apesar das tangentes dos carros e camiões que passam, porque há milhentas coisas novas para ver e saborear, treinados olhos olhando o Céu, olhando o Chão, olhando o Mar. Ontem, efectivamente, após um almoço muito leve, fomos pela primeira vez e foi inteiramente desprogramado. Aconteceu. O sol abrira. Acariciava-nos uma brisa húmida. Árvores gigantes, arbustos, flores, sorriem-nos, surdindo dos jardins e muros da minha terra. A volta redonda que demos foi de duas horas em passo de três e seis anos, as idades delas. No fim, novinha ao colo, regressamos transpirados, sem ter corrido, felizes e sorridentes, sem ter um prémio de jogo, como Catroga, ou uma equivalência académica, achaque de uma espantosa geração de políticos que prosperou. Fomos. Voltámos. Cansaço redentor. E foi tudo graças ao meu Olho-da-Rua. O meu Olho-da-Rua «não pode ser um estigma, mas uma oportunidade». Dei por mim a reparar num tesouro antiquíssimo, íntimo, meu, ao olhar para elas que mastigavam, crepitosas, umas batatas fritas, um luxo. Seguiam atrás de mim, na berma. A pequenita atrás, a mais velha mais adiante, olhar pousado num cão vadio que as saudou. Dei por mim a sentir o que de melhor já senti quando fui menino belicoso e solto pela freguesia: a mais funda e mais despojada, selvagem!, entrega ao momento, momento de absoluta liberdade em trânsito, sem hora ou itinerário. Isto é valioso, quando tudo é angústia, cuidado, preocupação. Na cozinha, sentámo-nos a beber água fresca, muito cúmplices e companheiros. Ainda mais.

segunda-feira, julho 23, 2012

D. JORGE ORTIGA E D. TORGAL TROMBUDO

Não tenho tido tempo para fazer um levantamento quanto ao tom e pertinência das supostas críticas de Januário Torgal Ferreira a Governos xuxas, só para comparar com as mais frescas aleivosias e passes de letra clericalóide. É que recentemente o homem passou das marcas e, sim, ganha de mais para não exercer alguma lealdade institucional para com quem é eleito por quem vota, nesse arremedo de sufrágio da maltosa que os partidos nos impingem. Não me parece é que o suposto bispo castrense se tenha atirado a Passos. Atirou-se, sim, ao Governo Passos e porque se mostrou desbocado e excessivo, grosseiro e injusto, parvalhão e desmemoriado, foi de menos quanto fogo de artilharia contrargumentária apanhou. Vejamos: em Portugal não temos propriamente um estado de decadência da actual direita portuguesa. Isto é um chavão faccioso e de bicho ávido. Temos um actual estado de decadência. Ponto. Dizer-se, portanto, que «O Governo é profundamente corrupto.» é algo com que eu concordo imediatamente, desde que o emissor da frase tenha o cuidado de ressalvar que «Os Governos que o antecederam também eram, senão piores.» Mas não. O Januário, que não deve ler jornais há pelo menos dez anos a não ser o que Soares-Pai lhe lê da sua poltrona sapiencial e laica, sai-se com esta de afirmar: «Comparados com estes, os outros eram uns anjinhos.» Isto é insuportável. Isto é paleio de Táxi, é desaforo de Café, boca clubística de que Portugal não carece. E ainda hoje estou para compreender como é que o intelectual Adelino Maltez lhe achou piada. Politicamente, é uma daquelas frases mortíferas, mas que falham o alvo por quilómetros, dado o indisfarçavel estrabismo espumoso do gordo prelado. O que é profundamente corrupto é a sistemática captura dos Governos pela Banca, pelas Construtoras e pelo Diabo, reduzindo a escárnio o paleio eleitoral, mercadeando as nossas liberdades e condições de prosperidade pelo bem dos Partidos Corruptos habitualmente no Poder. Esses enganaram profunda e repetidamente o eleitorado. Esses traíram profundamente os interesses de Portugal. Esses escolheram a estratégia da terra queimada, abarcando com dívida e favor amiguista todo o dinheiro que puderam, em seis anos de xuxismo socralhento, mais de oitenta mil milhões de agravamento ou escalada de dívida, só para manterem o poder, entre opinadores, órgãos mediáticos favoráveis, inúmeros avençados em lugares de charneira, pequenos-almoços com Figo, internacionalização dos negócios de empresas amigas do PS. O que os movia era essa oportunidade de multiplicar o esquematismo infalível do Freeport elevado à quinta casa de todos os expoentes comissionistas políticos, esperar que tudo ardesse, conforme arde, sem grandes questionamentos nem grandes revoltas. E zarpar para Paris. Nada a dizer do tom e pertinência das denúncias sensíveis e inteligíveis de D. Jorge Ortiga.

CASO DE SUCESSO POR CIMA DO MEU CADÁVER

«A necessidade urgente de ter um caso de sucesso está a ser olhado em Lisboa como um trunfo, uma vantagem que nos permitirá falhar, tal como a Irlanda, sem cair na desgraça da Grécia. Em Bruxelas é também esse o desejo. Assim o manifestam os líderes das Finanças do euro, quando escrevem no comunicado do Eurogrupo que querem que a troika coopere com as autoridades portugueses na quinta avaliação de Agosto. Mas essa não parece ser a vontade do FMI, que diz não compreender o que quer dizer esse apelo à cooperação. Um FMI que se revela também ele cansado com a crise, e que alguns dizem que está hoje menos amigo do euro do que era no passado. » Helena Garrido

CORREIA SABÃO XUXA DE CAMPOS

Tenho pena da tarefa inglória de alguns trombones isolados do Partido Socialista, como por exemplo o luzidio Correia de Campos, quando vêm lamentar-se daquilo a que chamam «eficaz campanha montada pela actual maioria para demonizar José Sócrates», em artigo de opinião, hoje, no Público, 23 de Julho de 2012. Não. Não há campanha nenhuma nem se pode demonizar ou redemonizar o que já está bem demonizado. Pelo contrário: choca na actual maioria a elegante decência indecente do silêncio relativo aos erros e delitos de gestão das duas legislaturas anteriores. Por seu lado, e em geral, os media poupam e omitem o passado recente que envolve esse ex-actor político, deixando tudo para o Correio da Manhã que, por sua vez, vende mais jornais que quase todos eles somados. Mais: mesmo a bloga que mais o causticou, nesses belos anos de crispação estéril, também passa ao lado de qualquer sombra de campanha, como se esse desastre governativo promotor de uma falência em grande do Estado Português, não tivesse sequer exercido funções executivas. Por isso mesmo, tal bloga nunca olha para trás. Por outro lado, contra o que Correia Sabão de Campos exara, também não resulta matéria de fé nem efeito de santos tribunais que, para técnicos e senso comum, institutos públicos e PPP, sob a mão hábil de esse mesmo ex-actor político, tenham sido, sobretudo as últimas, realidades, actos, soluções finais contra o Estado Português e, sobretudo, A Solução Final para os contribuintes portugueses. Vozes como a de José Gomes Ferreira não mentem porque não precisam. É o que é. Quanto às ditas acusações de corrupção «nunca provadas», segundo Correia Xuxa de Campos, de que esse ex-actor político foi um extraordinário foco infecto, também não faltam evidências. Mas como há lata, venalidade e cretinice sobejas na facção socialista cujos tentáculos abrangem toda a estrutura corroída do Aparelho de Estado, nada está jamais provado, mesmo se os meliantes mais sujos esfregam diante dos nossos olhos um nível de vida que nenhum ex-político europeu ousaria ostentar ou sequer justificar, muito além, portanto, da realidade portuguesa. Não existem argumentos fictícios: a realidade governativa socialista arrasou Portugal. E por isso mesmo não resta à realidade quotidiana dos portugueses senão arrasar a gestão dos governos Sócrates, ou Correia Sabão Xuxa de Campos julga que doura a pílula escrevendo uns estercos absolventes quaisquer porque a gentalha não atinge o sumo dos seus argumentos de encher?! Nem sequer se trata de destruir a credibilidade das PPP, homem, Sabão Correia, mas de constatar que as comissões políticas pela assinatura da maioria delas determinaram verdadeiros crimes negociais contra os interesses do Povo Português, contribuinte e burro de carga, na esteira abominável dos processos que engendraram possível um Freeport entre flamingos. Sempre achei estranhíssimo e língua de pau este cioso Correia de Campos. Em que País vive ele? E que sabão come às refeições para lhe saírem estas melífluas manifestações de suavidade, estes eflúvios de optimismo branqueador do sarro xuxista?! Enfim, previsivelmente lamentável.

O MELHOR BIFE É PARA SEGURO


Sim, Seguro quer coisas, por exemplo preservar o Estado Social. Mas como, se o mesmo Partido Socialista a que preside queimou sem dó nem piedade o mesmíssimo Estado Social ao criar o célebre Estado Socialista, que nunca faltou com nada aos seus, e ao empenhar o País além da Troyka?! Sim, porque foram os socialistas os primeiros a ir além da Troyka: foram à sua frente com bons argumentos de incúria, dívida e gestão danosa para preparar melhor a sua chegada. Agora, com tal bebé no colo, o Partido Social Democrata prossegue os acabamentos. Está a dar a pedra de toque, emagrecendo-o para níveis anteriores ao 25 de Abril, quando o País se dividia entre amordaçados que trabalhavam, amordaçados que tentavam ter trabalho e todos os felizardos que se puseram para fora daqui. O problema é precisamente quando Seguro quer coisas, mas é esquisito e birrento, porque têm de ser sem isto e sem aquilo. Dá vontade de lhe dar o melhor bife para que se console. Nunca é de mais lembrar-lhe uma coisa muito simples: o PS está para o Estado Social como o coveiro para a cova. Passos veio apenas dar uma mãozinha.

O ERRO FOI CRUZAR OS DEDOS

E esperar pelo melhor em ano de cortes insanos. Azar. Está tudo a correr mal em matéria de prevenção e combate a incêndios. Poupar, conter despesas ainda não passou por voltar a qualquer coisa de exemplar como a lambreta do ministro da Segurança Social, mas devia. Entre tantos cortes a esmo, só os vemos na carne tenra dos indefesos.

GRANDE CONTABILIDADE MORTUÁRIA

Há menos de um ano, espantávamo-nos com as mortes solitárias dos nossos velhos, cadáveres de uma, duas ou mais semanas de silenciosa putrescência, cadáveres mumificados e sem odor por meses, anos, de esquecimento e reserva, ou voluntária, no corte com os demais, «para não pesar a ninguém» ou então relegados por uma família deles despreziva, capaz de os olhar de soslaio por serem «demasiado lastro, demasiado monos, demasiado sonoros roçadores de gengivas ou repetidores fastidiosos de estórias». Quanto a mim, os Pessa e os Saraiva, que são uma ordem diversa de mortos, porque sob todos os focos, apresentam-nos sobejas lições de vida e em qualquer caso, mereceriam menor severidade parcialista que aquela suscitada por nós mesmos, comovidos ou não. O que me pesa é que, visto de fora, José Hermano Saraiva, que ainda agora jaz e arrefece, surja execrado devido a um certo papel na História, e execrado pela mão de alguma Esquerda Portuguesa que não sabe disfarçar uma amarga e irredutível intolerância bem como dificuldades de distanciamento. Perante certos defuntos especiais de corrida, o seu veredicto é quase sempre radical e implacável. Só estão abertos ao cânone do seu, muito seu, martirológio de Esquerda, traindo um certo sentido de justiça para o morto, de inclusão do morto na espécie humana, numa divisão cinzenta entre fascistas odiosos e anti-fascistas filantrópicos. Ilha rodeada de Esquerda Minoritária por todo o lado, reconheço-lhes valia humana, força solidária, do mais solidário e humano que há. E, no entanto, na hora mais absurda de se estar morto, transmutam-se em sequazes, surgem rebarbativos, intolerantes e judicativos, atirando das mais intolerantes e rebarbativas pedras que há. Nisto de perseguir e ser perseguido, no imenso e letal século XX, quase ninguém sai ileso. Muitos, e nisto não me quero parecer em nada com a Helena Matos simetricamente maniqueísta, desde 1917 e ao longo de setenta anos, imensos milhares de seres humanos não tiveram escapatória do lado de lá da cortina ferrugenta, bem como no resto do mundo assolado pelo fogo do Livro onde se compendiava a única via para o Paraíso Sociológico-Científico. Podemos inscrevê-los na selectiva ementa de mártires internacionais que a Esquerda Minoritária Portuguesa venere ou está difícil?! 

DE LIBOR LIBERA NOS, DOMINE

Assunto do momento com impacto global tem a ver com as para já sigilosas investigações sobre a tentativa de influenciar o índice da London Interbank Offered, ou a já célebre LIBOR, mas também outras taxas globais que suportam centenas de trilhões de dólares diariamente movimentados. É rumor que delas poderão resultar acusações criminais concretas. Um dos meios de prova serão os e-mails trocados entre um grupo de traders. Talvez dentro em breve seja possível ter uma visão esquemática e completa de como foi possível conspirar para ganhar dinheiro à custa da manipulação as referidas taxas. Sob investigação estarão mais de doze funcionários, actuais ou antigos, de vários grandes bancos: Barclays Plc, UBS e o Citigroup. A muralha do negócio foi rompida quando o Barclays assinou uma espécie de acordo de não-acusação com os promotores norte-americanos, obtendo uma espécie de garantia de contenção de danos numa investigação que envolve também as actividades dos empregados do HSBC, Deutsche Bank e outros grandes credores. Quando o presidente-executivo do Barclays, Bob Diamond, anunciou a sua demissão do banco do Reino Unido, abriu-se mais uma Caixa de Pandora, dadas as revelações, graves o suficiente para levantar dúvidas sobre a integridade da LIBOR, taxa que serve de referência na definição de preços para empréstimos, hipotecas e contratos de derivados. Se rolarem cabeças, elas serão tanto mais pequenas quanto possível. O costume. Este mundo pertence aos CEO, demissionários, pré-demissionários, ou não, e às suas baterias de advogados, excepto Madoff, já que, desde 2008, não se conhece quem mais, do topo, tenha pago pelas respectivas malfeitorias, prémios indevidos, escalada pelo acréscimo escandaloso da prosperidade pessoal, enquanto em torno tudo colapsava fragorosamente. Eis uma matéria que valerá a pena acompanhar.

domingo, julho 22, 2012

FREEPORT, ASES E VALETES

Não me importo que me insultem, rebaixem, humilhem, quando verso assuntos relativos aos que delapidaram Portugal desde que nos tornámos um arremedo de Democracia, a partir de 1974. Talvez tivéssemos ganho imenso se se tivesse promovido uma reconciliação explícita e um levantamento de culpas sistemático e inteligível, a fim de que as bases do novo Regime, após o 25 de Abril, fossem sãs e não uma transição do corporativismo de Estado para o corporativismo dos Partidos. Por exemplo, agora que foram absolvidos Charles Smith e Manuel Pedro, os arguidos no processo de extorsão associado à corrupção que possibilitou o outlet Freeport, em zona protegida, e tendo sido o próprio Ministério Público a pedi-la por entender que os responsáveis por toda a engenharia das luvas para mudar o sentido do estudo de impacto ambiental não foram aqueles, importa reverter as atenções para os verdadeiros corruptos. Ora, quando se fala em corrupção, deve falar-se de quem efectivamente tem poder e influência para operar mudanças de 180º no resultado de estudos de impacto ambiental ou em promover PPP com partes de leão para os privados e custos tamanho elefantíase para os contribuintes. Por isso é que foi emitida uma certidão para accionar um processo que arrole todos os indivíduos referidos no processo, entre eles, sim, o Parisiense. No processo Freeport não podemos convocar o caso dos Sobreiros. Não podemos aludir ao caso dos Submarinos. Não vem à colação mencionar a megaburla do BPN, a subversão e conspiração mediática num suposto Estado de Direito que representa o Face Oculta, apesar de casos asquerosos todos e dignos de combate cívico. Cada processo de corrupção vale por si. Se o Estado e o Povo, pela primeira vez, obtivessem uma vitória, isto é, o milagre de uma condenação bem fundamentada e exemplar, ganhávamos muito com isso. Não é porque os que devastaram Portugal ao longo dos anos escaparam impunes que teremos de tolerar essa regra horrenda e vergonhosa repetida e confirmada, regra que nos atira para baixo e justifica um percurso perdulário e injusto na distribuição da riqueza em Portugal. Azar que os testemunhos prestados neste julgamento tenham deixado absolutamente óbvio que a empresa promotora pagou para mudar o estudo de impacto ambiental; os arguidos não ficaram com esse dinheiro; e efectivamente estudo de impacto ambiental foi alterado radicalmente. É a grandeza do cargo do corrupto que permite exorbitar luvas e contrapartidas, conforme fica claro também. Infelizmente, um percurso biográfico destes, em vez de atalhado e condenado à partida, escalou rumo à perfeição dos métodos e do atrevimento: começa-se com umas facadas na concelhia, seguem-se umas falsificações manhosas na cédula parlamentar, mais uma licenciatura com os pés, e, com o tempo,  fica-se um ás, até para a lata de, hoje, declarar 40 000 euros de rendimentos anuais, enquanto se leva um nível de vida que escandaliza grosseiramente um País esbulhado de cortes, sobretudo os cidadãos que, hoje também, passam dificuldades e sofrem sabe Deus que dores apenas para ter o básico. Um Povo pagará sempre as piores consequências de consentir em liderá-lo um homem sem carácter e sem honra, sem estatura, sem sabedoria, sem um sentido de empatia com as pessoas que humilde o coração para que o norteie a compaixão e a busca do bem maior que a todos beneficie. De resto, veja-se de que gente se rodeia um corrupto, que sofrimentos ele atrairá a um povo, senão no tempo em que lidera e promove ilusões de desafogo mentiroso, certamente logo depois da sua fuga. O 25 de Abril por que comunistas se enchem de tesão representou basicamente isto: um País com infraestruturas equivalentes aos mais ricos no mundo. Rendimentos miseráveis, ridículos e vexatórios da esmagadora maioria da população, hoje a braços com cortes cretinos que nos condenam, décadas depois, a ficar exactamente no mesmo lugar.

CRISTOS DOS CORTES

Occupy Spain

sábado, julho 21, 2012

286 MILHÕES, MATRIOSKA POLÍTICA À PORTUGUESA




Embora a imagem que é passada fuja do favoritismo e do privilégio das próprias cores políticas, neste processo de compra e venda de dívida do Estado ao Estado, o pessoal em funções simplesmente não aprende: «Mas não poderia a CML sanear as suas dívidas de outra forma? Será que não poderia acabar com a infindável lista de empresas municipais? E não poderia conter-se quanto a obras inúteis como o Terreiro do Paço, como o futuro elevador no Arco da Rua Augusta e como alterações à rotunda do Marquês de Pombal e Avenida da Liberdade? Será que não poderia baixar custos diminuindo o número de chefias intermédias e com menos benesses de serviço como carro, comunicações pessoais e cartões de crédito? Será que todas as actuais áreas de actividade são mesmo precisas? Não podia, portanto, a CML gastar menos dinheiro? Poder, podia, mas não era a mesma coisa.» Jorge Feliscorno

UM MINUTO CAFEÍNICO

LUA DE CÁ E LUAS DE LÁ

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Foto por Cristian Fattinnanzi
Os mais fanáticos observadores dos Céus, em todo o planeta Terra, apreciaram certamente o encontro íntimo dos planetas e da Lua, a 15 de Julho, em pleno céu da madrugada. Enquanto muitos viram Júpiter brilhante ao lado do delgado crescente minguante, os europeus também tiveram a oportunidade de assistir à passagem do soberano gigante de gás por atrás do disco lunar, ocultado pela Lua à medida que deslizava durante a noite. Nuvens ameaçam esta visão telescópica a partir de Montecassiano, Itália, mas o quadro ainda captura Júpiter depois que surdiu da ocultação, juntamente com todas as suas quatro grandes luas. O crescente iluminado está sobreexposto com o lado nocturno da Lua fracamente iluminado pelo brilho terrestre. Alinhado da esquerda para a direita além do parte escura lunar surgem Calisto, Ganimedes, Júpiter, Io, e Europa. Na verdade, Calisto, Ganimedes e Io são maiores do que a Lua da Terra, enquanto Europa é apenas um pouco menor. APOD [tradução livre minha].

sexta-feira, julho 20, 2012

NOSSO AMOR PERDIDO ENCONTRADO

HERMANO, ESPÉCIE DE HOMERO

A pessoa e a figura do historiador José Hermano Saraiva merecem-me o máximo respeito e este é um ponto prévio. Vieram-me por seu intermédio muitas das maiores emoções, rigorosas ou nem tanto, de pertença a Este Povo e à sua Longa Saga, testemunhos que permitem compreender a encruzilhada presente. Também lhe devo um ângulo perspectivador, entre outros, do perfil e idiossincrasia portugueses. Depois há pormenores dentro de uma longa vida e de um complexo percurso profissional onde seria sempre impossível agradar a gregos e a troianos. Estou pronto a associar-me aos gregos que, como eu, lamentam a perda, e pronto igualmente a compreender a raiva dos troianos, que lhe censuram o draconiano das decisões enquanto Ministro do Estado Novo ou o revisionismo histórico, o seu, cada qual tem direito a um e pode não coincidir com o do socialismo avançado. Em última análise, qualquer um é responsável em parte pelos safaris sexuais em que se meta e todos aprendemos uns com os outros de toda a maneira. Hermano cativou-me. Ponto. Narrava como um Homero, nos seu programas da RTP2 e RTPMemória. Digam-me quem, hoje, cumpre igual papel de nos lembrar, com factos e caras, novecentos anos de uma mesma identidade e comum aventura?!

A CERTIDÃO

OTRA SANGRE

Prova de que somos imensamente individualistas, por mais comprimidos sejamos contra a parede, e infra comunitários até à náusea temo-la aqui. À primeira calcadela, o povo espanhol repleta as ruas, grita, apostrofa, sangra e com esse sangue fervente atira-se às balas de borracha e aos enxertos de porrada. Nós, encafuados nos nossos buracos, à espera de um golpe de sorte ou de asa, de uma oportunidade para pelo menos poder comer, atrofiamo-nos como quem aguarda apenas que a procela passe. Há genética e aprendizagem nisto: décadas de delação e miséria organizada, após outras tantas décadas de miséria caótica a convidar ao risco de brasis e áfricas, determinaram que por aqui cada qual se desenrascasse como pudesse, saindo. Os que emigraram, emigrados estão. Só velhos, crianças e incapacitados de corpo ou espírito permanecem. Isto é outro sangue e outra História. É Portugal a entristecer.

CUBAN PETE, PARÁFRASE AO FREEPORT

CORRUPÇÃO FREEPORT E O FUTURO

É impossível não sentir alguma simpatia e benevolência por pessoas como Charles Smith e Manuel Pedro. Foi porque Charles Smith revelou que a promotora do Freeport tinha pago luvas a um político num alto cargo governamental que tudo isto começou e tudo isto vai terminar ao lado do que realmente está em causa e interessa. Basta pensar que, nesse Governo demissionário, havia um relatório de impacto ambiental desfavorável ao empreendimento que só um certo pagamento poderia resolver. Havia até um destinatário para o mesmo dinheiro, o Ministro do Ambiente à data dos eventos, que mais tarde acusou Charles Smith de ter usado o seu nome para extorquir o suposto dinheiro de luvas ao promotor do empreendimento, mas o certo é que Charles Smith a ficar com o dinheiro, nunca poderia ter revertido o estudo de impacto ambiental transformando-o de desfavorável em favorável. Quem vai encalacrar-se sob uma acusação estapafúrdia de extorsão? Smith e Pedro. São acusados de extorquir dinheiro à promotora do empreendimento à pala do nome de ministros, autarcas e outros para dar mais solidez às suas supostas pretensões de anjinhos. Em todo o caso, este julgamento serviu para perceber pormenores. Sabemos quem recebeu. Sabemos como recebeu. Percebemos de que forma o dinheiro era entregue a outros implicados. Conhecemos a teia dessa de corrupção até chegar ao Ministro do Ambiente. Se o crime de extorsão não pôde ficar provado, uma vez que Smith e Pedro não extorquíram o dinheiro ao promotor para ficar com ele, só pode ter sido dado a outros, pois, não restam dúvidas, esse dinheiro foi efectivamente pago. Falta é dar o passo seguinte. A absolvição de Smith e Pedro do crime de extorsão é da mais límpida justiça. Ambos intermediaram dinheiro recebido por corruptos. Ambos participaram num crime de corrupção, mas apenas como pombos-correio da recepção, transporte e entrega de guito. Irónico é que corruptos acusem outros bem frágeis e abaixo na cadeia alimentar de terem usado o seu nome para se aproveitar pessoalmente da situação. Smith e Pedro são homens comuns, sem rasgo para esquemas nem lata para fugir em frente e muito menos capazes de expedientes demasiado arriscados para a sua pacatez. Ninguém imagina que tivessem ânimo para ficar com o dinheiro de um suborno congeminado lá no topo e que desbloqueou um parecer aparentemente desfavorável e nisso irredutível. Só falta a abertura imediata de um processo para acusar e condenar os corruptos, cujos nomes foram referidos e confirmados por inúmeras testemunhas. Rastreado o dinheiro colocado nos cofres do partido e nos bolsos atrevidos de quem se sabe, porque espera o MP?!

CRATO QUER, MAS É ESQUECEDIÇO

E além do mais, qualquer esmola gigantesca prometida de joelhos, nesta hora, obriga o santo a desconfiar em dobro.

quinta-feira, julho 19, 2012

UMA CULTURA DE ANONIMATO E PROSTITUIÇÃO

Já aqui se escreveu milhares de vezes que o único blogue a nível nacional que pronuncia e defende o nome de baptismo do Filho da Puta é o único igualmente a prostituir-se baixamente, através da baixaria da respectiva defesa de reputação. Sai mês, entra mês, entra dia, sai dia, e a estratégia é sempre a mesma: o inocentar grunho de um percurso abaixo de tosco, mais abaixo ainda de danoso a Portugal, estratégia própria da naviarra dos loucos ou do lupanar dos putas. Gasto e batido por milhares de horas de exposição mediática, ninguém pronuncia nem se refere ao Filho da Puta pelo nome civil, mas por metáforas e analogias como A Nódoa, O Encalacranço do País, a Deriva Ensandecida da Dívida, o Amiguismo como Único Fito e Desígnio, a Suprema Falácia, o Rosto do Comprometimento do Estado para largas décadas. Ora, o Filho da Puta na verdade não saiu de cena há mais de um ano. Fugiu há mais de um ano. Também não se ausentou para fora do reino de modo a que nem a sua sombra incomode os transeuntes. Deixou a sua sombra nefanda a pairar sobre cada buraco, sobre cada dívida oculta, sobre cada PPP, sobre a Parque Chular, sobre cada engenharia impotente em pagar hoje o que nos faltará indubitavelmente amanhã. Evidentemente que o referido Filho gasta os milhões que roubou. Da Puta! Evidentemente também que é impossível deixá-lo em paz sem evocar uma alcunha caracterizadora qualquer, mas nunca o nome, porque o nome é um luxo a que celerados e charlatães não têm direito até que paguem tudo o que devem e se confrontem com os factos daninhos que perpetraram e a verdade que escondem disfarçadamente com o pé. Entre Relvas e o Filho da Puta há pouco a comparar senão uma mesma cultura de partido e de poder que o Pedro Lomba caracteriza com límpido acerto. Não tendo como ponto de partida que na verdade ninguém trata pelo nome um Filho da Puta, atira-se Valupi a Alberto Gonçalves, cronista no DN, apenas por laborar singelamente sobre evidências absolutamente evidentes e de senso comum, infelizmente tarde acordado. No fim do arrazoado prostituto, em que coisa ou entidade se apoia o Supositório B para testificar a inocência falsária do Filho da Puta? No Ministério Público. Que se saiba, os únicos que rasuraram as evidências de falsificação e circo na licenciatura canhestra do Filho da Puta foram precisamente os magistrados habituais, habituais tampões, do cândido Ministério Público que muito ao de leve "investigaram", isto é, deram uma olhadela à sua "licenciatura". Esses nada encontraram e jamais poderiam encontrar algo de irregular depois de vasculharem a papelada com a venda do favor de sempre, comprometidos como estavam e estão com o evidente processo de enriquecimento milagroso e instantâneo do Filho da Puta, na sua teia complexa de comércios e favores que só um Relvas conhece bem, mas não controla, como explica, repito, Pedro Lomba. Tire-se uma peça desse castelo Lego e o castelo ruirá. Isso o MP não faria. Não fez. Não fará. Omertà que é omertà só se quebra com o sangue, nunca com a liberdade e a coragem de magistrados incrustados nos partidos e vice-versa. Portanto, do MP, nada. Não admira que todos os outros, incluindo personalidades livres, independentes, ainda que simpatizantes do PS, tenham concluído o princípio de dissolução moral e ética que um oportunista dissoluto inscreve na vida social e pública do País a cujo serviço supostamente se encontre, se nele se configurar toda a espécie de expedientes ilícitos, processos obscuros e factos indecentes. A calúnia só permanece calúnia caso esclarecimentos não sejam prestados. Se não são prestados, a calúnia indicia o que também evidencia: enriquecimento ilícito, favoritismo, decisões danosas contra o interesse público e o resto do cortejo de abusos a que o Filho da Puta e os seus filhos nos habituaram. Já não é calúnia. É dois mais dois. Um oceano de implícitos. Trata-se, por isso mesmo, de uma tragédia, como insinua Carrilho, que Ministério Público tenha fingido demonstrar que nada encontrara de falso e criminoso na "licenciatura" do Filho da Puta. Mais: como Carrilho sugere, o Partido Socialista deu efectiva cobertura a falcatruas e desmandos; o Partido Socialista foi incapaz de revelar um mínimo de decência; os militantes e dirigentes socialistas contaminaram-se de e rebaixaram-se ao comportamento moralmente abjecto de um videirinho em altíssima escala, hoje a sorver o milagre das comissões por cada prego no nosso caixão. Valupi, completamente escarrapachado, perna para um lado, perna para o outro, e sem um pano que lhe cubra o entrepernas, ousa imputar a Gonçalves e a Carrilho o dever de explicar a falsidade forjada na "licenciatura" do Filho da Puta. Não é preciso. Basta ler atentamente quanto António Balbino Caldeira exaustivamente investigou, depois lavado, enxugado e expurgado, na suposta investigação em segunda mão efectuada judicialmente. Logo, não há nenhuma suspeita. Há só certeza e cristalina evidência. E, sim, há uma indústria da calúnia, com os seus caluniadores profissionais. Mas há ainda e sobretudo uma indústria maior agregada aos partidos, PS e PSD, indústria de ladroagem e impunidade, indústria da fuga às responsabilidades, indústria do controlo de danos dos seus pelos seus, membros de um clube cujo peso professores e outros bem sentem, indústria das manobras eficazes nos meandros comprados da Justiça Venal Vergonhosa, indústria de opressão inescapável do cidadão, pois é ele que paga em dobro a espessa corrupção que perpassa o Regime e é sobre ele que se atira a factura do falhanço grotesco e traiçoeiro dos seus políticos de merda, legislatura após legislatura. Por isso mesmo, o Filho da Puta Mor escapa sempre, enquanto se queixa de perseguição, mas fica com os milhões. Filho da Puta que o seja, deixa-nos sempre os ossos. Podemos bem com caluniadores profissionais que falam do fumo e do fogo que todos inferem, implícito em cada falhanço e traição a Portugal, e são tantas. Não podemos é com Filhos da Puta nem com putos-puta como o Aspirinas, sempre do lado mais cona da retórica, extraída do cu com um fórceps especialmente concebido para o efeito. 

PEDIR FACTURA

«Pedir factura é obrigar alguém a pagar imposto por uma receita que efectivamente teve. Dispensá-lo disso é, indirectamente, aumentar os imposto aos que cumprem. Portanto, desta vez o Governo não pode fazer por nós esse trabalho: cumpramos nós, ou não, esse pedido. A sociedade civil também tem vontade. E atitude. O que é bem mais que olhar desconfiados para os Morenos e as Lúcias Pilotos desta vida enquanto nos cortam o cabelo. Ou nos dão um bigode.» Pedro Santos Guerreiro

O PENACHO FÁCIL DE DESPEDIR

Difícil é que um político no exercício de funções executivas dê o exemplo ou que, em vez de perseguir e oprimir cidadãos com Fisco, com o humilhante controlo apertado de desempregados e doentes crónicos sob baixa, comece por se moralizar, policiar e perseguir a si mesmo, aos seus colegas chulos e ladrões na administração de dinheiros públicos, aos seus corruptos amigalhaços, os quais, mesmo sendo de outro partido, por exemplo o PS, o PSD, porque é frouxo e sistémico, protege sistemicamente. Até prova em contrário, o desígnio facílimo de este Governo em baixar a despesa para Troyka ver passa e passará por despedimento esmagador e covarde de professores, passa e passará por excesso de horas e excesso de alunos por turma, menos turmas, menos docentes, sobrecarga e desqualificação do trabalho dos que permaneçam, depois sujeitos a "avaliação", com trinta meninos apertados numa sala. Estou, a partir de hoje, oficialmente desempregado e, como desde há dezasseis anos, desconheço o meu futuro imediato. Tudo bem. É a vida. Talvez o meu zelo nem sempre tenha sido o mais absoluto. Outros tempos. Mas tenho cumprido escrupulosamente todos os meus deveres de professor, amado a docência e acalentado tantos laços felizes e calorosos com colegas e alunos, todos os anos interrompidos. Nem sempre as coisas me correm bem. Entre o desemprego pontual ou o ganho de miséria, vem o diabo e escolhe que estiole de todo o modo. Mas resisto. Passa-me, aliás, pela cabeça que enquanto eu e milhares somos processados pelo MEC como coisas que atrapalham e pesam na Despesa, tudo correrá bem a Isaltino, tudo correrá bem a Vara e ao grande feixe de cretinos que decidiu e legiferou em seu próprio benefício, quando em anteriores Governos, porventura agora neste. Se há um leitor com ódio aqui ao escriba apenas porque escrevo conforme penso e se não sou, como milhares não são, um professor seguro e tranquilo, e que isso só pode ser porque sou «escória» e «reles», bom proveito com a descoberta da pólvora e a suposta amostragem do meu cu. De facto, eu aqui nunca enganei ninguém. Precisamente. A qualquer zeloso detractor-escrutinador do PALAVROSSAVRVS REX, à falta de uma vida própria, a minha serve. Bom proveito.

AVALIAR É CORROMPER E SER CORROMPIDO

Cem euros por cada avaliado? E se um avaliado cobrir a parada e oferecer ao avaliador duzentos, trezentos, mil euros por um excelente?! Depois dos malignos ministros deseducativos a que o Filho da Puta presidiu, inspirando uma sanha persecutória, desestabilizadora, cretina, como não há memória, e que, no limite, causou desespero e morte entre muitos colegas, chegaram os pobres de espírito, os imbecis e os idiotas. Terão vindo para ficar?

quarta-feira, julho 18, 2012

OS DELIRANTÍSSIMOS JANUÁRIO E SOARES

Está bem de ver que as vozes trôpegas de Soares e de Januário andam bem coordenadas. As bocas mordazes sucedem-se. O circuito viperino, absolutamente reles e destrutivo, está no terreno como é timbre da rodinha de rabiar, rodízio de vários dizerem o mesmo, esquema que os socialistas desde sempre montaram nos media e cuja alternância orquestrada, repetida, constitui parte da explicação para a placidez de tanta sacanice, a impunidade de tanto devorismo, a absolvição de tanto tráfico de vantagens e influências amiguistas contra Portugal, sucessivamente. Senis e conspiradores, menos contra o Ladrão Corrupto Supremo, agora em Paris, vivendo à conta de milhões por explicar, [não há uma alminha jornalística que lhe ponha um microfone à frente da batata nariguda por uma explicação das PPP e de todo o desastre semeado?], Soares e Januário têm sempre antena para bolçar dislates. Eles, gente por quem quase toda a desgraça e permissividade política desaguaram ao País, levantam as vozes agora? Só agora? Contra os de agora? Isso significa, só pode significar, que o fluxo lucrativo das clientelas e do velho aparelho xuxa incrustado no Estado, apadrinhado a dedo pelo catarro pardo dos soares, dos almeidas, dos diabo que os leve, está posto em causa. Daí que se ladre acrobaticamente. Soares e Januário são livres. Livres tanto para borrar a fralda incontinente quanto para opinar delírios rebarbativos. Eu também cá estou. Pronto para os januários, para os soares, para os azeiteiros, os filhos da puta, todos os de mãos sujas, mas sempre postos em sossego, enquanto penamos. Pronto para os de língua alternadeira, torpe, facciosa, pirata. Pronto com a aparadeira do comentário para os besouros que dormitam nas conferências ou se exilam com o produto do saque. Nem tudo vai bem com a governação Passos? É verdade. Mas com xuxas de biografia profundamente rapace, como Soares, e cromos a rosnar distorções, como Januário, já a pedir um novo Governo, atinge-se o cúmulo do cínico, do cretino. Até quando a velha carcaça do putedo político abusará da nossa frágil paciência?!

NENHUM PALHAÇO DA ESQUERDA CHIQUE

«Esta sanha moralizadora peca por um pequeno detalhe. Sócrates e a sua pandilha de iletrados ladrões esteve no poder durante 6 anos. Desbaratou e queimou dinheiro como se não houvesse amanhã. Ninguém, da direita à esquerda se atreveu a convocar manifestações por causa da sua óbvia formação fraudulenta. Que usou para exercer cargos de engenheiro numa Câmara Municipal. Que falsamente declarou nas habilitações que declarou na Assembleia da República. Não me lembro de nenhum palhaço da esquerda chique a comentar as mais que macabra formação de um dos mais incompetentes governantes que já tivemos neste país. Atrevem-se agora, falsamente recusando comentar o assunto, a trazer para a praça pública este tipo de manifestações e "descontentamento". Não há nenhum partido com aspirações ao poder, seja ele central ou local, que não esteja pejado de gente como Relvas. Afinal, os medíocres sempre foram os que se meteram na política. Sabiam que passados uns anos poderiam ter acesso a lugares que a sua competência ou formação nunca lhes permitiriam. São uma espécie de prostitutas púdicas. A esquerda indigna-se com os pecadilhos dos outros sem nunca olhar para si e perceber que está cheia de arrivistas e aproveitadores.» Groink

terça-feira, julho 17, 2012

ESSE RESVALAR PARA O EMPORCALHAMENTO

«Na semana passada chegou ao espaço mediático a notícia sobre as condições em que estavam a viver cerca de 50 pessoas que trabalhavam para a Opway e a Somague na construção do centro de dados da PT na Covilhã. Começou no "Jornal do Fundão" e chegou a uma reportagem na SIC Notícias. Aquilo, não se queria acreditar, estava a passar-se em Portugal. Abandonados num armazém sem água, nem luz, nem condições sanitárias. Trabalhadores, boa parte imigrantes, a trabalharem para um empresa subcontratada por duas construtoras de referência que estavam ao serviço de uma das mais importantes companhias portuguesas cotadas em bolsa. Todas elas, Opway, Somague e PT têm vastos relatórios sobre sustentatibilidade e discursos sobre a responsabilidade social. Nenhuma se considerou realmente responsável pelas condições que estavam a dar a quem trabalhava para elas, ainda que por via de um subempreiteiro.» Helena Garrido

INGURGITADORES DE CANUDOS

São muito bonitas e promissoras estas auditorias, por exemplo, à Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, em Lisboa, envolvida na polémica da licenciatura do ministro Miguel Relvas, mas, de tão lentas e tardias a arrancar, provam que, em política, tais processos abusam da maçaneta. Por isso nunca dão em nada. O que lá vai, lá vai.

UM REGIME INJUSTO, DEVASSO E EXECRÁVEL

Eis o que escreve um raro varão honesto e probo, um lutador pela causa cívica, pelos interesses da grande massa de portugueses de segunda, há décadas traídos pela porca política: «O destino do país está na mão de aposentados. O presidente Cavaco Silva, a primeira figura do Estado, é reformado. A segunda personalidade na hierarquia protocolar, Assunção Esteves, é igualmente pensionista. Também nos governos nacional e regionais há ministros que recebem pensão de reforma, como Miguel Relvas ou até Alberto João Jardim. No Parlamento, há dezenas de deputados nesta situação. Mas também muitas câmaras são presididas por reformados, do Minho, ao Algarve, de Júlia Paula, em Caminha, a Macário Correia, em Faro. É imensa a lista de políticos no activo que têm direito a uma pensão. Justificam este opulento rendimento com o facto de terem prestado serviço público ao longo de doze anos ou, em alguns casos, apenas oito. Esta explicação não convence, até porque uma parte significativa deste bando de reformados não só não prestou qualquer relevante serviço à nação como ainda utilizou os cargos públicos para criar uma rede clientelar em benefício próprio. Foi graças a esta teia que muitos enriqueceram e acederam a funções para que nunca estiveram curricularmente habilitados. A manutenção até hoje destes privilégios e prebendas é inaceitável, em particular nos tempos de crise que atravessamos. Sendo certo que a responsabilidade por este anacronismo não é de nenhum destes políticos e ex-políticos em particular - também é verdade que todos têm uma culpa partilhada por não revogarem este sistema absurdo que atribui tenças milionárias à classe que mais vem destruindo o país. Urge substituir este modelo pelo único sistema admissível que é o de que os titulares de cargos públicos, quando os abandonam, sejam indemnizados exactamente nos mesmos termos que qualquer outro trabalhador. E que passem a reformar-se, como todos os restantes cidadãos, quando a carreira ou a idade o permita. É claro que dirigentes habituados a acumular reformas de luxo com bons salários jamais compreenderão os problemas dos que têm de viver com salários de miséria; ou sequer entenderão as dificuldades dos que sobrevivem apenas com pensões de valor ridículo. Não serão certamente estes reformados de luxo que conseguirão proceder às reformas estruturais de que Portugal tanto está a precisar.» Paulo Morais

UM BISPO ESTOMACAL E PARVALHÃO

Sem emenda, inchado e caquéctico, o Bispo Parvalhão Januário não dá mais que este tipo de vómito previsível. É possível ser bispo e ser velhaco? É. Acumular com burro? Também. Somar a doses de cretino e faccioso? Completamente. "Diabinho negro" é o descontrolado Januário, incapaz de reconhecer um anjolas Ladrão Filho da Puta a um palmo do nariz, sobretudo quando o Filho da Puta Ladrão anjolas o convida para jantar, como fez com Sousa Tavares, Manuel António Pina e outros peões da opinião, trombones caolhos do excesso, a fim de lhes comprar a benevolência. Como é que se pode nostalgiar Merda em estado bruto, dano ao País e dissipação desenfreada? Este tipo de cegueira januária irreprimível que traz implícita uma paixão pelos maçónicos, pelos velhos socialistas-cosa nostra seus amigos fica-lhe tão mal quanto o rosto acidental com que nasceu. Aliás, o leviano e destravado Januário segue o exemplo do camião TIR sem travões Marinho e Pinto, outro pirata do bitaite parcialóide. Isto de bispos, tirando uns casos exemplares e de elevada estatura humanística, que os há e que os houve, é tudo venal a começar pela sensibilidade exclusiva do estômago que os conduz a uma lealdade canina, por exemplo à consabida corja de devoristas xuxas agora exilada ou a assobiar para o lado. O mal é que os media não aprendem. Não param de dar tempo de arroto a anacrónicos januários senis.

AGENDA DE UM GOVERNO NÃO-FROUXO

«Colocar portugueses contra portugueses na difícil situação em que o país se encontra é uma péssima ideia. Temos, todos, de perder um dos catorze meses de salário, chame-se ele imposto ou corte salarial? Vamos a isso. Desde que sirva para resolver o problema e o Governo tenha a coragem para enfrentar também quem é mais forte e governar com respeito pela ética e a moral.» Helena Garrido

«DA LOUCURA DANÇANTE»

«Quanto ao fascismo, seria um caso de “loucura contagiosa” e era comparado pelo entrevistado à “loucura dançante da Idade Média” – um célebre caso de loucura colectiva em 1518, na cidade de Estrasburgo, que levou centenas de mulheres a dançar compulsivamente até à morte.» Malomil

PASSOS IMPLACÁVEL E À PROVA DE VAIA

Há uma coisa que Passos tem e não sei se será inteiramente bom ou mau para efeitos de bem comum, pois o ano ainda não terminou e os resultados económico-financeiros da tesourada orçamental ainda se não mostraram na sua plenitude ou catastrófica ou redentora: é teimoso, é sorna e sobretudo implacável. Há muito decidira que o funcionalismo público teria de ser podado como se fosse uma excrescência e uma anomalia, e que essa poda teria de ser radical, a desossar. Eu, que votei nele, estava à espera que a grande anomalia monstruosa da corrupção política, dos negócios ruinosos para o Estado, seriam, eles sim, atacados sem dó nem piedade, numa pressão permanente horizontal-dele e vertical-nossa, dos media. Fui estúpido. Sou uma besta. Irremediavelmente ingénuo com estes gajos do sistema político português, que é uma nódoa traiçoeira e vil, a começar no Partido-Merda [PS] e a terminar no Partido-Frouxo [PSD]. Sustentar a tocha política, aliás tição político, Relvas, por exemplo, parece mais importante que garantir/conservar o trabalho e condições dignas para docentes. Estava escrito, desde o tango, desde a impressionante complacência com o sumo cretino parisiense que o antecedeu, que eu e outros milhares é que estávamos a mais e seriam as nossas cabeças a rolar em nome de uma sustentabilidade qualquer, irmã certamente do Poio Ortográfico, das Auto-Estradas Excedentes e Redundantes ou da Barragem Obscena do Tua. Eis-nos, professores, novamente e ainda mais à mercê de experimentarmos o olho da rua, a porta escancarada da emigração para a miragem PALOP, após mais de meia década a lixar-nos a cabeça, legiferando sem descanso, trocando os passos e as voltas a quem trabalha no Ensino, batalha surda entre a Corporação Políticos e a Profissão Docente. Passos não perdoa. Para ele, estreleja a zona de conforto. Para nós, crepita o custe o que custar. E está visto que mais vaia menos vaia, o nosso destino está traçado. Há quem diga que o dele e o do seu Governo também. 

segunda-feira, julho 16, 2012

APELO A TODOS OS RELVAS QUE HÁ POR AÍ

O caso Relvas empesta media e redes sociais desde há semanas e não vale a pena aspirar a mais que a este moer contínuo sem consequências. Continuo a pensar que seria necessário limpar com criolina o Parlamento, julgar e punir os responsáveis pelas últimas PPP absolutamente criminosas e cínicas, mudar de Regime, para me sentir aplacado com a demissão do Relvas e dos relvas todos. Pelo que o apelo é este: precavei-vos, todos os relvas em todo lado, porque abanaremos os fundamentos frouxos e putrescentes deste Regime. Somente um Relvas out, quando há tantos, não chega.

LIMITES PRESIDENCIAIS

«Cavaco, o Presidente, não tem culpa de a revisão constitucional de 1982-83 ter amputado os poderes de intervenção presidencial ao acabar com a dupla dependência do governo do Parlamento e do Chefe do Estado. Cavaco não podia evitar, por consequência, o "estado da arte" que começou a delinear-se com mais clareza a partir de 2008. Todavia, não se poupou em avisos e alertas apesar de o "povo" ter preferido continuar com Sócrates em Setembro de 2009, um "ganho" de praticamente três anos perdidos. Tudo visto e ponderado, não é seguramente ao Professor Cavaco Silva que eu conheço que o editorial do Público alude quando escreve que «é do lado de Belém que têm chegado os mais sonoros apelos à saída de Miguel Relvas». Não imagino Cavaco em "sonoros apelos" e, muito menos, ad hominem.» João Gonçalves

UM CASTIGO PARA LASZLO CSATARY

Primeiro capturá-lo. Em seguida interná-lo num lar da terceira idade, não há prisão pior para quem tenha ou não tenha 97 anos. Importante seria que derramasse milimetricamente as suas memórias negras, no guetto de Kassa, onde 15 700 judeus pereceram. Se dissesse tudo o que sabe, talvez se encontrassem mais peças no medonho e gigantesco puzzle de sangue e miséria causado a tantos na II Grande Guerra.

MATAR O PORCO

Um dia, quem sabe, Manuel Leitão será candidato à câmara municipal do Porto.

A MONTE

Sim, absolvam-nos. Nada a objectar. Quanto ao manhoso ministro do Ambiente de então, tinha tanto de ambientalista como uma baleia tem guelras: então o assassínio ambiental do nicho ecológico em Alcochete, a pressa em aprovar, as luvas corruptas aludidas não levam nada?! Podem cabrões-ladrões continuar a monte, rindo-se da nossa desgraça e de simulacros-negaças de justiça como este?! Outra vez?!

ROADRUNNER VS. SPEEDY GONZALES

sábado, julho 14, 2012

ESTA MULHER NÃO APRENDE?


PASSOS ESTÁ A PERDER O CABELO

Isto é importante porque não podemos ignorar o desgaste que esmagar os portugueses pode acarretar para um homem, em parte por estar obrigado a isso, em parte porque acredita no valor redentor da dor e de todas as formas de ruptura com as zonas de conforto dos outros. Isto é importante também porque no passado, pelo contrário, a besta que assumia esse mesmo papel político nunca dispensava tratamento de pele, bases, maquilhagem, lamas, rodelas de pepino, unhas tratadas, bons cabeleireiros, vestir bem, como se fosse uma gaja que vai ver o Papa ou não pára de masturbar-se defronte aos espelhos da vida. Sofrer e angustiar-se com impasses e decisões terríveis não faziam parte do menu desse animal, poço de corrupção e malfeitoria. Porque todo o mal que nos fazem hoje e amanhã tem co-autores calados como ratos, basicamente um pessoal porco que se deu bem na vida na podridão. Portanto, preparemo-nos: a calva de Pedro Passos Coelho, que surge reluzente sob cada vez menos cabelos, vai ganhar protagonismo nos próximos meses, que serão duros para toda a gente, se não se fizer nada entretanto. Implantes. Loções capilares. A promessa de um exílio risonho.

AS LUAS DE ANNA E XAVI

Sim, a vida está muito difícil e uma lua de mel pode ser cara. Como compensar os gastos e fantasias? Enodoar e injuriar Mourinho com base num relato a todos os títulos desproporcionado, já que com ele se cruzaram ou nele fizeram questão de tropeçar e com ele implicar, dentre tantos passageiros. Os tempos que vivemos são parvos. Anna e Xavi já perceberam que ser notícia é fazer dinheiro, mesmo violando a verdade. O assédio à boleia mediática mais miserável pode ser lucrativo, que outra coisa os moveria? Paixão clubística? Veremos.

sexta-feira, julho 13, 2012

«UM POVO QUE EU ADORO»

Um povo imbecilizado e resignado,
humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo,
burro de carga,
besta de nora,
aguentando pauladas,
sacos de vergonhas,
feixes de misérias,
sem uma rebelião,
um mostrar de dentes,
a energia dum coice,
pois que nem já com as orelhas
é capaz de sacudir as moscas;
um povo em catalepsia ambulante,
não se lembrando nem donde vem,
nem onde está,
nem para onde vai;
um povo, enfim,
que eu adoro,
porque sofre e é bom,
e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso
da alma nacional,
reflexo de astro em silêncio escuro
de lagoa morta (...) 
Uma burguesia,
cívica e politicamente corrupta ate à medula, não descriminando já o bem do mal,
sem palavras,
sem vergonha,
sem carácter,
havendo homens
que, honrados (?) na vida íntima,
descambam na vida pública
em pantomineiros e sevandijas (= parasitas),
capazes de toda a veniaga (= traficância) e toda a infâmia,
da mentira à falsificação,
da violência ao roubo,
donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral,
escândalos monstruosos,
absolutamente inverosímeis no Limoeiro (...) 
Um poder legislativo,
esfregão de cozinha do executivo;
este criado de quarto do moderador;
e este, finalmente, tornado absoluto
pela abdicação unânime do país,
e exercido ao acaso da herança,
pelo primeiro que sai dum ventre
- como da roda duma lotaria.
A justiça ao arbítrio da Política,
torcendo-lhe a vara
ao ponto de fazer dela saca-rolhas; Dois partidos (...),
sem ideias,
sem planos,
sem convicções,
incapazes (...)
vivendo ambos do mesmo utilitarismo
céptico e pervertido, análogos nas palavras,
idênticos nos actos,
iguais um ao outro
como duas metades do mesmo zero,
e não se amalgamando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém
deu no parlamento,
de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (...)"
l
Guerra Junqueiro, 
in "Pátria", escrito em 1896