quarta-feira, outubro 31, 2012

MIX GASOLINA E GÁS PIMENTA GALAMBARENTOS

João Galamba é talvez o único parlamentar que parece ter engolido uma bomba de gasolina: primeiro emborcou o depósito de Gasolina95, depois o de Gasolina98, por fim todo o Gasóleo. Cada palavra, cada arremesso de Molotov de pavio curto. Não expõe. Vocifera. Não observa e corrige. Injuria. De cada vez que a palavra lhe é facultada, executa, passional, o seu número luxuoso e impostor de desproporcionalidade retórica com lato branqueamento do seu próprio papel de apoiante irrefreável da Dívida à Fartazana. Como alguém comentou, surge «... ainda mais feirante, agressivo e perigoso, como atestam as palmas delirantes com que é brindado por alguns colegas de bancada.» Lá, onde o deputado 'socialista' Pedro Marques faz de palhaço, armado em Marcelo, segundo Ricardo Araújo Pereira, Galamba faz de anarca-arruaceiro, insolente e exaltado, único dono da sensibilidade social num mix de incitador ao destempero pelo destempero. O que é que este Galamba anda a tomar? As consequências desse extremismo pseudo-esquerdo-anarca impostor mantêm-se imprevisíveis, mas graças a esse impostorismo galambarento fica escancarada a porta para a imbecilidade truculenta, o desfile de nabos em pose saloienta, e todas as montureiras de idiotas.

O DR. ULRICH E TODOS OS DEMAIS DRS. ULRICH

Cão, gato, lagarto, galinha, todos emitem opinião politica pública habitual, instaurando não pequena cacofonia nos fora mediáticos, onde o alarme nacional se confunde com o alarme pessoal perante um alto rendimento disponível ameaçado graças ao OE2013. Não. Não é só o Dr. Ulrich o grande emissor de larachas, patacoadas, enigmas e sentenças sapientes, mas também o Engenheiro Mira Amaral, ex-ministro dos Governos Cavaco, que emite todos os dias, mas também o Dr. Pina Moura, outro promovido do Regime, mas também o Dr. Bagão Félix, ex-ministro, ex-oficiante ou ainda oficiante da Banca e agricultor por desfastio. Todos ralham e escolhem trincheiras e partes para trinchar.

O MACACO CAPRICHOSO

James & Other Apes
«... the psychologist David P Barash is even bolder in embracing the unknown: his latest book, Homo Mysterious: Evolutionary Puzzles of Human Nature, is a catalogue of the many unresolved riddles of our history. A surprising number of these mysteries concern female sexuality. The male orgasm, for example, serves a rather obvious seed-sowing function – but what is the point of its female equivalent? The popular hypothesis that such ecstasy enhances the likelihood of a subsequent pregnancy is, Barash informs us, entirely without evidence. The idea that it might motivate reluctant ladies also seems flawed: other animals don’t require an eruption of bliss in order to continue the family line. Perhaps it is simply a “non-adaptive by-product” – an incidental development to which evolution is indifferent?» Stephen Cave

NO PAÍS DAS SUBVENÇÕES VITALÍCIAS

«Posso estar enganado mas julgo que Francisco Louçã nunca teria direito a subvenção vitalícia, pelo menos nos termos em que tal tem sido anunciado: esse benefício terminou em 2005 e, a partir daí, apenas ficaram abrangidos aqueles deputados que ANTERIORMENTE a essa data tinham perfazido perfeito 12 anos de mandato. [...] ... muitos deputados que terminaram funções em 2011 fizeram apelo a esse privilégio pressurosamente e sem rebuço – foi o caso de Manuela Ferreira Leite e de outros supostos senadores que agora vertem catilinárias moralizantes sobre todos os demais...» Carlos Abreu Amorim

PARTE DA CLASSE POLÍTICA É TORPE

«... ou mudamos as regras que disciplinam o funcionamento do Estado e da economia, ou daqui a cinco anos temos outra Troika à perna. Não poderia haver maior atestado de incompetência à classe política que nos dirige.» Camilo Lourenço

QUEM É ANA JARQUE?

Ana Jarque 1,55 metros: "Doy miedo a los hombres porque tengo muchas cosas, soy inteligente, increíble y a mi lado se sienten inferiores. Soy la Eva Longoria española. La admiro porque las bajitas también podemos ser sexys y de pequeña era un patitio feo como yo; fui gorda, fea, con granos..." Interviú via La Voz Libre

CATALUNHA QUER TER O QUE PORTUGAL TEM

«A sua candidatura tem como objectivo dar aos catalães a possibilidade de se decidirem por um Estado soberano, mas não usa a palavra independência. Porquê? 
Porque, na Europa, as independências já não existem. Portugal é um País independente? Realmente? E a Espanha, a Holanda e os outros? São independentes? Já não têm moeda própria, nem banco central próprio para regular as taxas de câmbio e um dia nem sequer terão exército. E oxalá chegue esse dia, em que haja apenas um exército europeu. As fronteiras já não pertencem a cada país. Os capitais, as mercadorias e as pessoas circulam livremente e a independência clássica deixou de existir. 
O que é que a Catalunha quer, então?
O que existe são os Estados. E a soberania, em determinados assuntos. Nesse sentido, o que a Catalunha quer é ter os mesmos instrumentos que tem Portugal.» Visão

ESTA GENTE NÃO FALA. PRESSIONA, CHANTAGEIA

O problema tem sido que esta gente não conversa propriamente com os sucessivos governantes. Faz lóbi monumental e pressiona-os. Chantageia-os. Insiste. Argumenta, escudada no seu poder, com a faca da chantagem apontada à jugular de quem decide. Esta gente leva sempre a melhor. O País perde em qualquer dos casos. O ilícito está no tom e na sua habitualidade. O ilícito está todo nos efeitos nocivos deste acesso privilegiado a sucessivos Governos e a sucessivos Orçamentos: «O presidente do BES Investimento, José Maria Ricciardi, entende que "não é ilícito nenhum falar com o primeiro-ministro" ao telefone e diz não temer ser constituído arguido no caso Monte Branco, por não ver razões para isso.»  Jornal de Negócios

ULRICH E A PARADOXALIDADE DA SITUAÇÃO

<p>Para Fernando Ulrich, Portugal deve apresentar à Europa um programa de longo prazo</p>
Pagar é ganhar tempo.
Protelar a dívida será pagar mais, logo, sofrer mais
por muito mais tempo.
Há um ponto em que acompanho Fernando Ulrich, quando disse o que disse na conferência III Fórum Fiscalidade Orçamento do Estado 2013: também fico horrorizado com os postulados da «gente tão empenhada, normalmente com ignorância com o que está a dizer ou das consequências das recomendações que faz, a querer nos empurrar para a situação da Grécia». Os Demissão-Soares, as Rebenta-Ferreira Leite, os Napalm-Bagão Félix, todos os que se enchem da Infecção ultimatista ao Governo, que hiperbolizam a retórica como nunca a hiperbolizaram, os que só agora descobrem a pólvora e falam, falam, porque têm direito a falar, mas pouco ou nada a apresentam no seu currículo. A paradoxalidade da nossa situação é essa de muitos e muitas terem razão, mas não terem soluções por onde possamos seguir. Também eu, como Fernando Ulrich, fico «absolutamente boquiaberto» perante pessoas com tanta responsabilidade, «raramente da maioria ou no poder», que fazem recomendações e considerações que «terão como consequência levar Portugal, num tempo relativamente curto, para a situação da Grécia». O não pagamos. O ainda mais tempo. O ainda mais dinheiro. Paradoxalmente, Portugueses, a solução mais barata para nós será pagar a dívida. Não há outra. Nunca houve.

PORQUE MENEZES TEM CARISMA E TEM RASGO

«Luís Filipe Menezes recebeu apoio total da concelhia do Porto do PSD para ser o candidato à câmara actualmente liderada por Rui Rio.» Público

UMA ESPÉCIE DE DIA DO JUÍZO

Tendo em conta a abundante ficção norte-americana onde todas as formas possíveis de cataclismo são certeza e aviso, a realidade devastadora desta Tempestade Sandy roça os piores cenários ficcionais: «O governador de New Jersey, Chris Christie, descreveu o cenário no local como “impensável” no telejornal da NBC, na terça-feira à noite. Christie, que sobrevoou a zona da costa durante a tarde para verificar os danos causados pela tempestade, disse que as praias foram engolidas entre Asbury Park e a ilha de Long Beach, numa extensão de 80 quilómetros. O governador visitou uma povoação de 5800 habitantes, Belmar, onde alguns residentes perderam tudo o que tinham. “Belmar inteira desapareceu”, disse na NBC, visivelmente exausto depois de ter dormido apenas duas horas na noite anterior.»

O MEU PRIMEIRO MILHÃO

A minha máxima gratidão e votos de felicidades
a todos os meus leitores.

DÍVIDA PÚBLICA: QUANDO GOVERNOS NADA DIZIAM

«A dívida pública é uma das maiores mentiras da democracia portuguesa. Sob as folhas limpas do Estado medrou um submundo de desorçamentação. Nos últimos dez anos (2003-2012), acumulámos défices orçamentais de 71,5 mil milhões de euros, suportados com dívida. O Estado deve quase 200 mil milhões, para um PIB de 166 mil milhões. É possível pagar este valor? [...] Pergunta 1: de quanto é a dívida pública? Depois de a troika obrigar a oficializar dívida escondida em empresas públicas, a previsão em Julho era de que a dívida atingiria o pico de 118% do PIB em 2013. Três meses depois, o pico passou para 124% em 2014. Acima dos 120% acima dos quais a dívida é insustentável. Mas será mesmo de 124%? [...] A tragédia portuguesa foi o Estado ter-se endividado sem que o PIB crescesse. O dinheiro não foi investido, foi consumido. Temos há 16 meses uma intervenção da troika. Agora sim, precisamos de ajuda externa.» Pedro Santos Guerreiro

terça-feira, outubro 30, 2012

HORA DE CHORAR SANGUE E RAIVA

O Regime e as suas sibilas. São sempre os mesmos.
A gente já sabe o que vão dizer.
Ao que parece, na RTP Informação, onde tem viscoso assento, José Lello, com a sua reconhecida subtileza e moderação sanitárias, declara que a treta da "refundação" é um pedido de socorro por parte do Governo Passos e que o PS não sei quê e tal não fará e tal não dará... Tem razão. Perante o lixo, o ninho de víboras-dívidas, que os Governos Socratistas deixaram para trás, um pedido de socorro é pouco. Era preciso mudarmo-nos todos para Marte ou morrer depresa, pois é desgraça de mais para um Povo só: «Reparem em todas as linhas sombreadas a rosa, e em particular nas rubricas Gestão da Dívida Pública (subiu de 49,6 mil milhões de euros em 2006, para uns previstos 124,75 mil milhões em 2013), e Despesas Excepcionais (transparência absoluta...), que subirão de quase 2,3 mil milhões de euros, em 2006, para uns inacreditáveis 19 mil milhões de euros, em 2013. Sabem o que são estas “despesas excepcionais”? Pois é, são tudo aquilo que os governos socialistas esconderam debaixo do nariz dos credores e da opinião pública, com a plena cobertura do PCP, do Bloco de Esquerda e dos sindicatos, ou seja, o forrobodó das empresas públicas colocadas meticulosamente fora do perímetro orçamental até à chegada da tão vilipendiada Troika O António Maria

TAIS OS GREGOS, ASSIM OS PORTUGUESES

Kostas Vaxevanis
Dois Países, duas elites político-económicas incapazes e profundamente corrompidas. Dois destinos talvez inescapáveis: sempre a cair de si mesmos abaixo, coisa só possível devido a uma sociedade profundamente desigual, com o topo ávido, egocêntrico, sociedade cindida entre os que se bem aviaram e os que de todo se desataviam, enganados por cantos de sereia. A ser verdade que o jornalista grego detido este Domingo o foi por ter revelado os nomes de uma lista de cidadãos gregos com contas bancárias na Suíça, quanto mais se reprime a verdade, a denúncia dos excessos devoristas dessa elite política que se fecha em copas e segrega os seus Passos, os seus Sócrates, mais e redobrado escândalo. Há nas nossas realidades grega e portuguesa, qualquer coisa de mortífero que se engendra, fervilha, e um dia levará, ou não, o bom e o mau numa mesma enxurrada. Ao que parece, esse jornalista, Kostas Vaxevanis, vai ser presente ao procurador de Atenas. Porquê? Por ter revelado os 2059 nomes de uma gorda lista de cevados do Regime Grego, entregue ao mesmo Governo grego, versão 2010, por Christine Lagarde, na altura ministra das Finanças de França. O anúncio de que o gabinete de procurador de Atenas ordenou um inquérito à publicação da lista pela revista "HotDoc" indignou muitos gregos e deu origem a inúmeros comentários nas redes sociais: "Em vez de prenderem os ladrões e os ministros que violam a lei, querem prender a verdade", escreveu o jornalista na sua conta no Twitter. Não diríamos outra coisa, caso uma bomba semelhante nos estalasse nos nossos media, atulhados com a ponderosa questão Relvas. A lista faz parte de um conjunto de documentos revelado por um funcionário do banco HSBC na Suíça. George Papaconstantinou, ministro das Finanças grego à época, disse na Quarta-feira passada no Parlamento não saber o que aconteceu ao original da “Lista Lagarde”. No mesmo dia, o actual ministro das Finanças, Yannis Stournaras, disse ter pedido a França que envie uma cópia. Note-se que o Governo de coligação grego saído das eleições de Junho começou por afastar a possibilidade de agir judicialmente contra as pessoas que constam da lista, por evasão fiscal, alegando que ela foi obtida ilegalmente, o que convoca todo um argumentário familiar por cá, arrolado pelos Filhos da Puta fautores da dívida portuguesa à fartazana, pelos Valupi UltraUltra-Socratistas, pelos Marinho e Pinto UpaUpaSocratistas, pelos Proença de Caralho que só defendem Abichadores de Milhões, pelos Júdice, quando os Júdice tinham cara para aparecer a defender qualquer merda, como ainda se presta, coitado, por exemplo, Miguel Sousa Tavares, que não abre mão por nada de santificar e beatificar e incensar o excelso e preclaro parisiense. Cá-Portugal e lá-Grécia, portanto, a mesmíssima lógica de merda das «escutas ilegais» é dita e redita pelas referidas trombetas do Regime, a fim de contestar, debelando-os, os espinhos-problemas-pedra de tropeço no caminho a tingir de sujo percursos políticos impantes, imaculados, de enriquecimento por acúmulo de comissões, como se desenhava o percurso político de Sócrates, se não fosse António Balbino Caldeira, ou mais ou menos o de Passos-Relvas, se não fosse o jornalista Cerejo e quem escarafunchou os favores que os pariram. Os gregos indignam-se. Nós indignamo-nos. Mas é igual a nada. Dá em nada. Os Governos e os Ministérios Públicos dos dois Países, primeiramente, tentam não avançar contra os detentores ilícitos de Dinheiro Greco-Suíço, Evasivos Fiscais MegaMilionários. Depois dizem que avançam, mas só o fazem sob a pressão das ruas, isto é, recuam de não proceder em conformidade com o escândalo. No fim, o não-encobrimento do caso passa a arrastamento do caso. Na Grécia, tal como em Portugal, aí está uma matéria para uma década inócua. Ou mais. Se não formos nós a trocar de Regime e de Bonecos dele, será o próximo terramoto na Capital a fazer-nos o favor. Não se aguenta o fedor nauseabundo a faz-de-conta greco-português! 

segunda-feira, outubro 29, 2012

«VIGARÍSTICA, ENGANÊUTICA E GATUNOLOGIA»

in Público, 29 de Outubro, 2012

FAISÃO ENTRE PAPOILAS

Picture of a pheasant
Michel Giaccaglia

FUCK YEAH, JOSÉ!

José Rodrigues dos Santos (foto ASF)
Ainda o veremos a comentar em pormenor e com brilhantismo a caça aos gambuzinos.
Ele sabe tudo. Está em tudo. Vai a todas. Benditos ares da Madalena
e do Rego da Água.

NAPALM SOBRE O ESTADO SOCIAL PORTUGUÊS

É ISTO, BASICAMENTE

«O Estado social está falido, pelos motivos demográficos e económicos do conhecimento público, e rever-lhe o alcance e a sustentabilidade é uma condição básica de sobrevivência . A recusa de Seguro em fazê-lo apenas prova o que já sabíamos: que o PS está afogado em demagogia, qual Ofélia do regime, e dali não nos vem grande esperança. Não é por negar a realidade que ela desaparece.» Pedro Picoito

SAIA UMA SANDY AMERICANA

O QUE EU FAÇO PARA LIDAR COM ESTA MERDA

Já me deprimi. Já me envenenei de ressentimento. Pelas desventuras nacionais e minhas, já culpei Sócrates, Cavaco, a mim mesmo, o Diabo a Quatro, mas há actores e responsáveis de quem não gosto, os quais, pelo seu egoísmo, hipocrisia e dormência, tenho de verberar e verbero mesmo. Hoje, entendo a escrita quotidiana no PALAVROSSAVRVS REX e no Aventar como a minha luta por um novo Portugal. Progrido por tentativa e erro. Erro muito, mas não é possível que erre sempre. Tenho 42 anos. Laboralmente, desde 1996, nunca tive paz. Nunca tive certezas. Nunca fui sendo senão precário e pontualmente desempregado. Correr todos os dias os meus dez quilómetros bordejando a minha praia, ajuda. Ler ajuda. Viver da família, para a família, ajuda. Estar de alma e coração com a Mulher e as Filhas, Irmãs, Cunhados, Sobrinhos, e os Pais Amados, ajuda, todos, aliás, cada vez mais amados, cada vez mais solidários e, se isso é possível, mais próximos. Estar em casa pressupõe não gastar dinheiro. Nada. Pressupõe privilegiar muitas vezes uma ou duas boas sopas e nada mais. Acho que correr como um cavalo ou um galgo ou uma avestruz a qualquer hora do dia ou da noite os meus cinco mais cinco quilómetros, decisão tomada há três meses e fielmente mantida, devolveu-me um vírus que inconscientemente havia recalcado desde os meus catorze anos, como se camadas e crostas de rotina e habitualidade se soltassem do meu couro: o vírus de um certo messianismo relacional, coisa benigna, fonte inesgotável de comunhão com a Humanidade e concretizada coração a coração. O que é esse meu messianismo relacional? Uma inclinação fortíssima para o outro, seja ele um velho conhecido, um vizinho, seja alguém acabado de conhecer: estabeleço empatias imediatas e fortíssimas com as pessoas de sempre e com as que vou conhecendo, embora nem todas tenham os olhos abertos e o coração pronto para compreender o que é este sorriso que ostento e quanto menos razões para sorrir, mais sorrio e mais acolho venha quem vier autêntico, fraterno, humilde. O meu olhar fixa-se neles. Os meus ouvidos bebem as suas palavras e partilhas de vida. Eventualmente, a cumplicidade firma-se e transforma-se num abraço fraterno, sincero, forte, quotidiano, euforia do encontro com o outro por ser plenitude, por ser a verdade, por ser o centro realizador de se ser humano. Corro a abraçar o ceguinho aqui da freguesia e a trocar umas palavras de bênção e bem-querer com ele. Estou assim. Lembro-me que, com catorze anos, qualquer coisa como isto irrompeu em mim de um modo absolutamente transformador e irreprimível. Simples e humilde, este messianismo nada tem de narcísico. O meu olhar repousa efectivamente no outro por ele mesmo, ele-mistério, ele casa-tenda onde Deus também é centelha e cintila. O olhar é quase tudo, revela tudo, neste meu vírus messianismo relacional. Olhos nos olhos, explicar-te-ia isto de um modo perfeito, leitor, ao apertar-te a mão. Ao abraçar-te. Ao varar-te num relance coruscante. Se isto é doença, faz-me feliz. Se isto é doença, não quero ser curado.

INTERNET NUNCA MAIS, LOL!

OS PORTUGUESES NO SEU LABIRINTO

SISTEMA POLÍTICO PS/PSD CASTIGA PORTUGUESES

Confesso que por vezes sou cego quando me confronto com a realidade estrita de um partido político. O PS enche-me as medidas do asco. Mas não pensem os apaixonados pelo PS que morro de amores por qualquer outro partido. Pelo contrário. Pelo facto de o PS albergar gente hoje riquíssima graças à política, capaz de negociar matérias lesivas ao interesse geral, embolsando comissões e enchendo os bolsos de certos privados, é todo o sistema Político Português está inquinado e é basicamente corrupto. Quanto a Passos Coelho perdi as ilusões. Não sou o único a ter colocado grandes esperanças pelo menos na morigeração e frugalidade no exercício do Poder, com evidente descontaminação do compadrio socratista imbricado no Aparelho de Estado. Em vão. Permanece tudo placidamente como estava. Tanto socialistas como os demais associados aos partidos de Poder não se livram do estigma de ladrões, incompetentes e doidos. PSD finge que deseja a criminalização da bandidagem política, mas depois vem Cavaco, outro nome do Sistema Político que nos trouxe a esta entorse nacional, e veta a Lei do Enriquecimento Ilícito. Está tudo viciado. Até que os cidadãos, quaisquer cidadãos, livres, sem partido, ascendam ao papel-serviço de deputados, não teremos outra coisa senão esta clivagem suja Partidos/Cidadãos. O Ministério Público, capturado pelos partidos de Poder, não faz nada, roube-se como se quiser e o recorde desse roubo com areia atirada aos olhos das pessoas todos os dias, foi Sócrates. Ele foi até aos limites dos limites. Tirou vantagem pessoal óbvia dos mil negócios que hoje contaminam as nossas contas públicas. Foi essa a sua lei e o seu cio, por detrás do sorriso e da pantominice. Portanto, o que temos na Presidência da República é o mesmíssimo Sistema Político que consagra um estado de coisas apodrecido transversal ao PS e ao PSD. No Parlamento, o mesmo. No Governo, temos a bicefalia PSD-CDS-PP onde se improvisa governar na óptica do que pensem de nós lá fora: Passos/Gaspar/Portas, na verdade e em suma, fazem parte do primeiro Governo que actua prioritariamente segundo a imagem externa que convém a Portugal. Pouco ou nada se acautela da realidade concreta dos portugueses, dos seus parcos rendimentos, do seu labirinto numa economia quase desactivada. A Procuradoria-Geral da República tem estado no bolso ora do PS ora do PSD, mas no fundo preserva e protege recíproca, mutuamente, quer os interesses de uns quer os interesses outros porque todos se têm na mão, tendo na mão os podres alheios e assim sucessivamente. A Madeira, com o seu perpétuo Jardim, é, politicamente, um caso de 'sucesso' dos vícios e virtudes do resto do Sistema Político Nacional, uma vez que o Alberto João é um fanático do Poder, um viciado no Poder, um tirano absolutista e multichantagista no Poder, sempre aclamado e sempre hegemónico por razões que nem ao diabo se confessa. Que Sócrates e Paulo Campos permaneçam sossegados na sua impunidade que é, no fundo, a impunidade máxima do actual Regime, deveria repugnar-nos radicalmente todos os dias. Em vez disso, temos a plácida aceitação do estado para onde Portugal foi conduzido e o protesto destemperado com a linha de conduta que o utópico Passos reserva para o seu País: sacrifícios, desesperança, punição. Precisávamos de um Governo com gente atenta ao que somos e ao como vivemos, mais sensível, mais humano, mais próximo da realidade, das realidades pessoais, e a partir daí mobilizador de todos. Não. Temos mais um robot articulado por forças alienígenas. Precisávamos de castigos exemplares para quantos enriqueceram ilicitamente, nos últimos seis anos, à vista do naufrágio nacional, aliás, completamente cientes dele e infrenes na navegação desastrada para ele. Infelizmente, há por aí uns cegos socialistas, apaixonados e cavalares, que não questionam a corrupção do seu partido, em década e meia de poder, como porta quer para a falência nacional quer para todas as actuais derivas experimentalistas, catárticas e punitivas que hoje o Governo Passos/Gaspar/Portas encabeça. É pena quando a cabeça não quer acompanhar o que os olhos flagram. É pena quando os olhos se fecham ao que a razão flagra de escandaloso e dantesco. Nada mais escandaloso e mais dantesco que a vida de dândi parolo levada pelo sr. Sócrates em Paris, que nos resume e resume uma forma de Regime, a República, que falhou. Essa obscenidade brada aos céus todos os dias. Não se pode deixar passar em claro.

domingo, outubro 28, 2012

O DEPUTADO LÁBIL

José Manuel Rodrigues até se esforça por parecer independente e heróico, mas é lábil.

NÃO, NÃO E NÃO!

UM PARTIDO QUE CHEIRA MAL DA BOCA

O PS é um partido decadente. Um Partido que atura o octogenário Soares nas suas desmarcações do Memorando e um Sampaio conspirativo e pitonísico, não tem passado recomendável nem futuro que se augure. Um partido com tal mau hálito na boca não tem elixir oral que lhe valha. Será sempre doentio e sinal de decadência fazer uma coisa na Governação e outra na Oposição: na Oposição, este PS esquizofreniza a sua retórica, ameaçando, por um lado, com um Extremismo Bufo de Esquerda e, por outro, inventando saídas e alternativas com menos Troyka e menos Memorando as quais não sabe nem tem como concretizar. Mandar imprimir dinheiro, deve ser. Todo o nosso Sistema Político tende a ser doentio e a cheirar mal, mas é o PS a exceder-se, partido degenerado, decadente, tomado por facções que governaram Portugal como poderiam ter arrombado caixas de multibanco. Os deputados Galamba e Pedro Marques, por exemplo, parecem metralhadoras sempre engatilhadas. A sua deputação é feita de emoção descontrolada disfarçada com passes de eficácia retórica pífia e disfuncionalidade entre as ideias e a falta de dinheiro para as cumprir. Falam, falam, engasgam-se, seca-se-lhes a boca com os idosos na ponta da língua, com a crueldade dos cortes da Direita, cortes cegos da Direita. Os deputados Galamba e Pedro Marques agora aparecem tribunos de Esquerda como eu, quando me visto de Menino Jesus, apareço puro e louro, brilhando nos resplendores da primeira infância. A deputação socialista continua no seu conforto e desmemória, regada a Audi mais baratos que BMW. Ponto. Pedro Marques e John Galamba são partes de um Partido de Ricos que empobreceu o País rapidamente, e mostram competentemente o completo desequilíbrio entre o passado e o conteúdo, entre a forma e a má intenção, a voz enérgica e a esterilidade, inconsequência própria da cultura política portuguesa onde a oratória parece tudo, tem de ser competente, eficaz, mas bacoca porque não há dinheiro, persuasiva e pedante, mas balofa porque não há dinheiro, arregimentada dos números e dos dados, mas inane, porque não há dinheiro. Andou o País a assistir aos poderosos momentos políticos das imbatíveis intervenções parlamentares socratistas em que o verbo alimentava a idiotia do intelecto e promovia a acção imbecil e impostora, para quê? Espero que Seguro varra o ranço socratista que enche de cínico o Parlamento e de lodo as fossas do Rato. Nem os farrapos do socratismo acabam de ser limpos nem o PS se vê livre da sujidade socratista, com os seus talentosos hipócritas incapazes e irresponsáveis. Há um largo futuro no deserto para esse PS cujas figuras históricas fecharam-se copas na sua omertà 'democrática' só para eles, no venha-a-nós só para eles, líderes tarimbados no devorismo governativo, tão independentes como Teixeira dos Santos submetido aos ditames e interesses eleitorais, rasurando os nacionais, gente vinda do Cu de Judas, como Vara e Sócrates, mas que logo aprende os caminhos da riqueza instantânea, ilícita, jovens quadros partidários ambientados nos meandros geniais em que Paulo Campos 'empobreceu', acumulando milhões comissionados, secretos, offshorizados, bem urdidos, em suma tudo gente, afinal, com evidentes e superiores capacidades de comunicação. Sim, do que necessitamos é de comunicação. Isso.

sábado, outubro 27, 2012

O ALARMADÍSSIMO, CINICÍSSIMO NICOLAU SANTOS

Num banal exercício cínico no caderno Economia do Expresso, intitulado "Alguém deve travar a troika e Gaspar", Nicolau Santos garatuja: «(...) Medidas que devastam a economia são contraproducentes com os objectivos do memorando de entendimento e colocam-nos no caminho grego. Não perceber isto ou releva do mais puro fanatismo ideológico ou de uma enorme incapacidade em lidar com a realidade. Em qualquer caso, o resultado será trágico para milhões de portugueses. Alguém tem de travar o confisco fiscal previsto para 2013.» Gostava de perceber se, nos tempos de sofreguidão obreira socratista, lemos, a tempo e a horas, da parte do sr. Nicolau qualquer coisa como: «(...) As despesas estéreis e sucessivas que comprometem o défice e contas sãs são contraproducentes ao já gravíssimo estado de endividamento público. Não perceber isto ou releva do mais puro facciosismo e dependência de avenças governamentais socialistas ou de uma enorme incapacidade em lidar com a realidade posterior à festa obscena em decurso. Em qualquer caso, o resultado será trágico para milhões de portugueses. Alguém tem de travar o endividamento infrene do Governo Socialista.»

O MAIS INTELIGENTE DOS IMBECIS

Pedro Passos Coelho e Paulo Portas surgem cada vez mais transparentemente humanos na medida em que, na sua fragilidade e limites, se tornam acessíveis à nossa compreensão comprimida de sacrifícios e privações para os quais não contribuímos de nenhum modo. Sócrates, esse era o Nojo-Messiânico em pessoa e a tentativa de passar por Semi-Deus, mas tão Anão como um daqueles líderes africanos cuja tromba aparece em qualquer recanto borrado aparentado com outdoor. Portugueses imbecis, não vale a pena direccionarem a vossa raiva para o herdeiro da vossa despreocupação obscena do passado, quando governar era fingimento, saciação de clientelas e negócios venha-a-nós-eles, sempre eles. Temos o que temos, enquanto a Europa está a dar o traque. Ou cumprimos ou cumprimos. Passos e Portas podem bem ser os mais inteligentes de todos os idiotas que consentiram neste trambolhão nacional em seis anos. José Sócrates foi, indubitavelmente, o mais imbecil dos inteligentes.

UMA NESGA PARA PORTUGAL

A organização do Estado Português é imoral. Sente-se por todo o lado, da sala dos professores às cadeiras do Metro, a magna insensibilidade e futilidade dos que têm todos os direitos [bons salários, cristalizados, poucos cuidados na vida] perante os que, como eu, não têm trabalho, nem o terão, e ainda vêem decrescidos os subsídios provisórios, para não falar de reformas, nulas, impossíveis. Há uma enorme insensibilidade para gente que, como eu, talvez nada mais tenha a aspirar que uma vida no limiar da sobrevivência. Este OE2013 manifesta essa injustiça, expõe-na, denuncia-a. Não sei se a cava. Não é este OE2013 que é escabroso, escabrosos são todos os factos e covardias de décadas que fazem dele, hoje, a nossa nesga derradeira. Uma certeza tenho: tal Orçamento não é um Orçamento que Cabrões Optimistas ou Filhos da Puta Eleitoralistas teçam. Isto porque quem giza ir tão longe, quem ousa ser tão impopular, como este Governo, só pode estar perante uma aflição manifesta que não espelha somente a insuficiente execução de 2012, mas o somatório de década e meia de Governos Foda, Festa e Faz-de-Conta. Não pode haver um só português, a não ser os Filhos da Puta da Dívida à Fartazana, que deseje o falhanço deste OE, apesar de nem Bagão Félix nem outros com a mesma qualidade de vida e estrato social, conseguirem sossegar a bexiga, interrompendo a criação de hipérboles e metáforas mais catastrofistas que o próprio espectro iminente do Fim do Mundo. Em 2012, é pacífico reconhecer que ter ido Além Troyka foi um tiro no pé nacional e governamental, especialmente na questão do IVA da restauração, zona em que conviria ter avançado apenas sob um módico absoluto de prudência: estavam em causa milhares de empregos e significativa fluidez e retorno fiscais que um zelo míope comprometeu. Não será o Governo a estar em causa perante um putativo falhanço do OE2013, mas nós todos. O primeiro trimestre de 2013 terá de espelhar, finalmente, um sucesso difícil que não tivemos em momento algum ao longo de 2012. Isto não é uma questão política. Sair da Morte não é um ponto de honra para o Governo, mas para nós, para os nossos filhos e os nossos netos. Por isso, desejar e almejar que o Governo caia é tão masoquista e imbecil como ter consentido Governos Rapaces, Desleais, Mentirosos, Amiguistas, Favorististas, Gananciosos à imagem e semelhança de Mário Soares, ao longo de pelo menos três décadas, mormente na última década e meia. Não é preciso ser-se de Direita ou de Esquerda para compreender onde estão os Filhos da Puta da devastação, dos abusos, da improdutividade, da sabotagem, do irrealismo, das práticas regimentais de saque e abuso dos Orçamentos, das práticas de má governança Filhas da Puta, processos de opacidade e desorçamentação Filhos da Puta. É fácil. Mário Soares diz que o Governo tem de cair. Cair para ter o quê em vez dele? A manutenção das mamas e dos tachos, da desordem e da injustiça que precipitaram a nossa quase bancarrota?! Soares é parte do Problema Imoral do Regime e deveria cair da sua cadeira salazarenta e irresponsável abaixo por ser também ele o statu quo rançoso que traiu o Interesse Geral. Hoje temos de levar com um conjunto de personagens com falta de vergonha na cara, sede de poder e irresponsabilidade: sim, ainda os socratistas. São um veneno activo nos interstícios do Sistema Político. A parte limitada dentro do Partido Socialista que os ouve não tem perdão. Depois, note-se quantas vozes de senadores se levantam destemperadas. Dispensam-se. Manuela Ferreira Leite perpetra pessimismo e desespero?! Eu pergunto-me por que motivo pessoal e directo. O Governo terá de resistir e mostrar saúde, unidade, humildade, resiliência e argumentos de bom senso e boa fé muito para lá de Abril, com a economia vicejando para lá dos anúncios de destruição, com o défice finalmente controlado, com uma dívida a sair finalmente da insustentabilidade. Novas eleições seria perder tempo e ver os partidos do Memorando insultados, derrotados, cuspidos e rejeitados [peditório para que estou pronto, mas não pode ser já, já!], com o PS a cair também por continuar a ser basicamente um antro de devoristas sem vergonha na cara; com o PSD a tombar por não ter representado ruptura com a insensibilidade aristocrata socialista, ruptura com a colonização do Aparelho de Estado, ruptura com a nula frugalidade de Estado manifestada pelos longos anos socialistas; e com o CDS-PP a desaparecer inapelavelmente. Em lugar destes três partidos do Memorando, instaurar-se-ia o Nada. Só um Povo Imbecil ao extremo regressaria de novo à fauna indescritível que comporia novamente um novo Governo PS, absolutamente descredibilizado por causa do enriquecimento ilícito dos seus dirigentes, por causa dos luxos proibitivos da Parque Escolar, por causa da Falência por Endividamento Brutal das Empresas Públicas de Transportes, por causa das últimas PPP assassinas, por causa das manobras de hegemonia antidemocrática a que o Parisiense Imoral, o Grande Impune José Sócrates, se dedicou. Para que nos serviria um Governo Podre PS incapaz de uma maioria absoluta?! Quem é que se coligaria com uma Merda Qualquer que teve o País quase quinze anos na mão para tudo redundar em subsídios à fartazana e contas a roçar a insanidade total, no seu descontrolo obsceno?! Um novo Governo PS seria uma tragédia e um desgosto para quem lhes viu os frutos amargos. Vejamos quem defende a tese do apodrecimento do Governo Passos e forçosa remoção: só é defendida por quem deseja passemos de imediato a um segundo resgate e a mais anos e anos de Troyka em cima. Porque se deve evitar todos os vícios e situações infectas que o Socialismo de Nome Mentiroso alimentou é que é esta, este OE, a nossa última oportunidade para evitar o destino fatal da Grécia, vítima, também ela, dos excessos do mesmo tipo infecto de Socialismo de Nome Mentiroso. Na verdade, do que precisamos não é do dinheiro da Troika: precisamos de jamais cair nas lógicas de chantagem sobre o Euro-Moeda e sobre a Troyka em que os Socratistas Sacanas laboram, manifestos conspiradores contra qualquer nesga de sucesso desta governação. São os socratistas que defendem que, confrontados com um segundo resgate, nas negociações com a Troyka usemos deslealmente a bomba atómica da ameaça unilateral da saída do Euro, argumento a ser brandido levemente. Sacanas, desonestos, imorais, como os socratistas e Mário Soares já congeminam um próximo Governo, como se tivéssemos veleidades, tempo e condições para desperdiçar o suor e o sangue que já vertemos. Da cabeça prostituída do PS Socratista só sai merda. Não podemos ser, roçar sequer, qualquer coisa como a Grécia. Ponto. Para nos assemelharmos à irreverência cívica e organizada da Islândia, teríamos de ser umas centenas de milhar unidos e não dez milhões plurais, teríamos de ter um Regime suficientemente credível para processar de chofre José Sócrates e Paulo Campos, a coragem de conhecer bem a fundo os negócios ruinosos que fizeram, e até que ponto o Ministério Público sob Pinto Monteiro, podendo proteger-nos de um carácter sociopata e daninho com dinheiro como acendalhas nas mãos, por alguma razão se fez de cego, mudo e surdo, lixando-nos. O OE2013 é horrível. Mas seguir as teses de desastre e deslealdade chantagista que os galfarros socratistas tecem e entretecem equivaleria a somar horrendo ao horrível. A nossa nesga de salvação passa por nos comportarmos de modo irrepreensível, auxiliados acrescidamente pelos demais Países por termos sido sérios, leais, o oposto à escola de sabotagem e conspiração politiqueira antipatriota que o Socratismo pariu. Deus nos defenda de Seguro e dos demónios do saque e da insolência, a ala de pedantes que ainda nostalgia a besta vaidosa que hoje voga por Paris como se não tivesse sido nada com ela.

NÃO «MORTAIS», MAS MORTÍFERAS

A Língua Portuguesa está sempre a jeito para pequenas facadas e assassinatos. Aqui, por exemplo. Não há cidades mortais, mas mortíferas.

LÁ TERÁ DE SER

Não há dinheiro. Não há dinheiro. Não há dinheiro.

MUDAR O MUNDO, A COMEÇAR POR PORTUGAL

«Por isso encorajo as pessoas de Portugal a lutar pela sua paz, a participar no seu futuro e a compreender que estão a ser enganadas. O vosso país está a ser saqueado por barões ladrões, tal como os EUA e grande parte do mundo foi roubado. E nós, as pessoas de todo o mundo, temos de nos revoltar contra os seus interesses. E esta revolução não exige violência armada, como as revoluções anteriores, porque não estamos a lutar contra os governos mas contra as empresas. E precisamos de entender que são muito dependentes de nós, são vulneráveis, e apenas existem e prosperam porque nós lhes compramos os seus produtos e serviços. Assim, quando nos manifestamos contra elas, quando as boicotamos, quando nos recusamos a comprar os seus produtos e enviamos emails a exigir-lhes que mudem e se tornem mais responsáveis em termos sociais e ambientais, isso tem um enorme impacto. E podemos mudar o mundo com estas atitudes e de uma forma relativamente pacífica.» John Perkins

PODRE DE RICO

«The CCP have six things as their bottom line issues, namely, Tiananmen, Tibet, Falun Gong, censorship, dissidents, and one-party rule. These are the most serious issues. There are of course problems with the Chinese Christians, the re-education through labor system, the disproportionate amount of capital punishments handed out, torture, hukou, border disputes, the one-child policy, pollution, labor issues, or corruption. Now supposed we have a scale to measure political freedom in China, rated from 0 to 100, if China solves all the six major issues listed above, there should be no problem rating China above 60. If more problems are solved, the rating for China will keep move up until perfection, which, I am afraid is not possible within my lifetime.» Stephen

ELE É SÓ TÍTULOS E TAÇAS

Campeão do choradinho
e do bode expiatório das arbitragens.

ADORO ESTES FANTÁSTICOS FILHOS DA PUTA!

Os Rolling Stones actuaram em Paris antes dos grandes concertos em Londres e Nova Jérsia dos próximos meses.
«A banda britânica Rolling Stones actuou quinta-feira à noite em Paris, num concerto surpresa num clube, 
Le Trabendo, que foi anunciado de manhã pelo Twitter.» Público

GASPAR E A ODISSEIA DAS COBAIAS PORTUGUESAS

O homem de quem mais se fala é Vítor Gaspar. Passos desapareceu de cena. Não conta. Decresce de qualquer modo, quer aparecendo quer desaparecendo. Ninguém suspira por ninguém do Sistema Político. Tal como ninguém duvida de que é com o génio posto à prova de Gaspar que teremos de lidar, colocando o pescoço de cobaias involuntárias sob o seu bisturi econométrico experimentalista incansável. A um génio, a qualquer génio, falta sempre chico-espertismo e o lado pragmático e motivacional. Ter razão não chega. É preciso motivar as moles à acção apaixonada. A pureza gaspariana é tal que supõe reacções entre os portugueses só esperáveis entre dinamarqueses ou noruegueses, implacáveis no cumprimento amplo e abrangente, moral, cada qual das suas obrigações fiscais. As obrigações dos ricos avaros portugueses é a fuga mais insensível e impiedosa ao Fisco, caldeadas com insensibilidade e ingratidão. Se por acaso o Fisco recrudesce a sua sanha, todos os avaros ricos boçais-imbecis saltam e escapam pelo caminho mais curto para uma criativa e infiscalizável contabilidade paralela. Gaspar não contava com isto. A Gaspar falta, portanto, um certo contacto íntimo com o lado ronceiro da vida medíocre nacional ou pelo menos concreta. Espera-se dele uma aprendizagem rápida. O génio das finanças e do humor negro ou amarelo nãos sabe tudo, no seu treino, disciplina, maratona: Gaspar deverá entender este País, um País incapaz de heterodoxias ou ironias no humor público. Estava tudo a correr tão bem, pena é a nossa realidade pastosa onde lesmas correm apressadas para lado nenhum, obstaculizando, com politiquice e egoísmo, a salvação geral, o essencial geral.

sexta-feira, outubro 26, 2012

GALAMBA, TODO O TESÃO QUE A 'ESQUERDA' TECE

BOÇAL DE BIGODE GANHA NATURALMENTE

e insultibus cacum
Uma pena que Rui Rangel, um homem de valor incomparavelmente superior, se tenha incendiado todo nesta refrega eleitoral sport-lisboa-e-benfiquista. A saga boçal de Luís Filipe Vieira prosseguirá o seu meritório percurso recheado de títulos e de excelentes resultados operacionais. Parabéns, rapaziada! Está visto que se está a fazer um excelente trabalho e não se vos treme a mãozinha escrutinadora.

SERRA DO PILAR SEDUZ DUAS VEZES

Uma das mais célebres batalhas contra a implantação do Fascismo Soviético travou-se, paralelepípedos na mão, nas faldas da Serra do Pilar e do seu mosteiro, ponto estratégico, nos anos tórridos do PREC, para visar a testa dos comunas sempre minoritários, mas tão perigosos e convencidos do seu bolchevismo flato como os PIDE do seu serviço divino. Meu pai esteve lá. Mas isto agora não interessa nada. Interessa, sim, que a minha amada Gaia, a partir de Dezembro, verá esse templo a acolher, por iniciativa da Direcção Regional de Cultura do Norte, um portal de promoção do património da região junto dos visitantes que, até aqui, batiam com o nariz na porta. Belo, inspirador, uma vista sempre mágica, sedutora, e prestes a tornar-se nova e dignamente visitável pelas hordas de turistas que se enlanguescem com o nosso Porto-Gaia a todas as horas e por todo o santo ano. Até que enfim.

GOVERNO NO DIVÃ. PORTAS VENIAL

A minha vénia a Paulo Portas. Eis o reportar de uma acção meritória e a invenção de um discurso do Governo para dentro do Governo [os treinadores fazem isso!], autoterapia, tentativa de superação da bipolaridade retórica, da paranóia bicefalista, da esquizofrenia na mensagem. Acredito sinceramente que o meu Governo [eu votei CDS-PP] onde quer que tenha feito merda e cometido excessos poderá corrigir o tiro. Estas Jornadas Parlamentares Conjuntas PSD e CDS-PP, para começo de conversa, foram uma ideia excelente, as pazes fazem-se, as pessoas conversam, os excessos e tibiezas perdoam-se, os corações reconciliam-se. Há um Povo lá fora, arremessado à incerteza pelo Zelo Iconoclasta de Passos/Gaspar com o qual urge entabular a esperança e a mobilização. Que tal recuar na maldita experiência de um IVA assassino 23% na Restauração?! Talvez os Dinamarqueses, Suecos, Alemães, Britânicos e Polacos que todos os dias aterram no Porto possam ter menos tempo de espera nas tascas e restaurantes em que se adentram. Talvez se decapite a contabilidade paralela que qualquer sanha fiscalista acciona. Programa de Ajustamento que é Programa de Ajustamento, ajusta-se. A tempo, menino Vítor Louçã Rabaça Gaspar!

CATARINA MIGLIORINI, VIRGEM COM AFINCO!

Notícia mundial, Catarina Migliorini leiloou
a estreia interactiva da sua periquita. Genial.
Eu, que sou viril como um touro, um cachalote,
um leão no cio, também poderia
leiloar o meu excedente
de virilidade.

JÁ SÓ FALTAS TU, SÓCRATES!

Quanto mais encalacrado se vê um País, mais a Justiça assume uma feição aplacadora. Simbólica ou não. A Justiça que actua sobre bandalhos de alguma envergadura, no legado merdificado que deixaram, tem o poder raro de nos aplacar. Ainda não em Portugal. Deve estar quase.

IMPOSTURA E CONSPIRAÇÃO

A 5.ª avaliação do Programa de Assistência Financeira, segundo a leitura indignadíssima do Partido Socialista, não parece ter tido do lado do Governo uma atitude ou iniciativa proactivas no sentido de propor uma adequação do calendário das metas orçamentais previstas para este ano e para os anos seguintes. Segundo esse partido ainda, o Governo não mexe uma palha para que a nossa coroa de espinhos fiscal de algum modo se suavize, com mais tempo e mais dinheiro. Portanto, o Governo de Portugal não defende Portugal. O Partido Socialista, sim, defende um segundo resgate o mais depressa possível, coisa mais patriótica não pode haver. Salvaguardar os Portugueses? Isso é com a Comissão Europeia. A obediência compensa? O suposto ajoelhar de Passos a Merkel supõe torrões de açúcar ou outros prémios? Há um trabalho que está a ser feito no sentido de não beliscar os ganhos de prestígio e credibilidade externos do Estado Português e isso passa por não pronunciar palavras ou ter gestos que instituam desconfiança. Não cumpre ao Governo Português exprimir um desejo de flexibilização das metas. Pode ser um desejo, uma necessidade imperiosa, mas não pode ser expresso, muito menos publicamente. Caberá, sim, à Troyka reconhecer que Portugal está a cumprir. Perante o jogo que os Governos do passado perpetraram do empurra contas e facturas para os anos seguintes, no colo do Governo Passos caem surpresas e armadilhas para além da mais pachorrenta paciência. Vêm de trás, do tempo em que Pedro Silva Pereira e José Sócrates não tinham mãos a medir nos negócios da Parque Escolar, das PPP Rodoviárias e da Saúde. Hoje, a revisão das metas orçamentais é indispensável também por causa do serviço da dívida. Cumprir é, portanto, fazer o que está no Memorando e debelar o problema dos juros e dos pagamentos supervenientes contratados nos anos anteriores. Apesar de todos os sacrifícios pedidos aos portugueses, o Estado Português está armadilhado de dívidas, desordens, compromissos, pagamentos, além da Troyka. Conseguir cumprir as metas do défice em 2012 e para 2013 nunca seria fácil. Fácil foi deixar para trás toda a espécie de entorses e presentes envenenados. O Regime Português falhou. A impunidade consentida a Governos sucessivos determina o risco de falhanço natural do Governo Passos e mesmo de qualquer outro Governo tirado com um gancho do ânus regimental. Está tudo ligado. O caos que vem do passado determina a revisão do calendário inscrito no Memorando inicial, caos de que a Merkel não tem culpa absolutamente nenhuma. O interesse nacional não pode ser defendido agora, só agora, tendo sido trucidado ano após ano, após ano, coisa, por acaso monstruosa, de que o Partido Socialista não se retracta.

FAZERAM O MAL E HOJE FAZEM A CARAMUNHA

Passos pode ser mau, mas Sócrates era mau e o absoluto corrupto meticuloso. A Justiça sabe-o, mas nada sucedeu. Basta um x-acto e lata. O facto de não ter sido constituído arguido atesta apenas a dualidade bipolar da nossa Justiça politizada: oprimir e perseguir o pequeno infractor que não tem carta e anda de vespa. Proteger e acautelar o ladrão em ponto grande que multiplica contratos, negociatas, luxos, dívida, dívida, dívida. É do nosso partido? É da nossa omertà. Não se moleste o seu optimismo e o desastre que perpetre contra a ralé. A ralé papa tudo. Não houve nem há Justiça feita aos Contribuintes e aos Cidadãos do lado dos quais nem Passos e o seu Governo se colocaram efectivamente. Não há respeito pelo nosso sofrimento. Há Paris, entre as delícias de um exílio calculado. Há um consequente País à míngua. Cumpre a alguma imprensa compensar com a ostentação de quanto escandaloso e escabroso o socratismo pariu. Só assim se mitiga esta sensação de aviltamento e uma ânsia de sangue se nos apazigúe porque ao que parece, em Portugal, jamais será a Justiça a fazer-nos justiça. Passos pode mentir e contradizer-se em face das dívidas terríveis do Estado Português, mas Sócrates era muito mais que mentiroso, era um mero charlatão, sodomizando o verbo, subvertendo a verdade, multiplicando dívida a um ritmo vertiginoso, com vantagens para si e para os seus. Passos pode ser sonso e cortar a mil %, mas Sócrates foi absolutamente insolente para com todas as instituições e para com os cidadãos, infrene a endividar Portugal a mil %. Sócrates e os seus merdas, muitos deles anónimos e na sombra, como amantes machos com vergonha, transportados, para dentro e para fora de portas, na mala do carro oficial, fizeram o mal. Hoje fazem a caramunha

NOVO APAGÃO BRASILEIRO

«Um apagão atingiu no início da madrugada desta Sexta-feira a região Nordeste do país e parte dos Estados do Pará e Tocantins, na região Norte.» Folha de São Paulo

quinta-feira, outubro 25, 2012

ESTADO TERMINAL OU MÓDICO?

«Muitos sabiam que chegaria o dia em que teríamos de fazer esta escolha dramática, entre mais impostos ou menos despesa pública. Estava escrito na dinâmica das despesas com pensões de reforma, ditada pelo envelhecimento da população, e no número crescente de apoios para combater a pobreza numa economia que não crescia. A recessão em que vivemos há praticamente três anos acrescentou a despesa com subsídios de desemprego. Durante o tempo do crédito fácil criou-se a ilusão de conseguir distribuir sem criar mais valor, como quem come um bolo que não existe. Hoje percebemos que só se pode distribuir mais se se produz mais ou se quem tem mais rendimento estiver disposto a receber menos para dar a quem mais precisa. Mas a fúria a que temos assistido contra o Orçamento do Estado para 2013 por parte de ex-ministros e de alguma elite portuguesa revela bem que quem ganha mais não está disposto a pagar mais impostos para garantir o Estado social que temos.» Helena Garrido

POVO, SOCIALISMO E FACADA FISCAL

Portugal é verdadeiramente insignificante, se comparado com os demais casos de crise das dívidas soberanas, Grécia, Irlanda, Espanha. Mas profundamente simbólico se fizer o que deve fazer. Eu via com repugnância o servilismo pró-Merkel com que Sócrates poluía os seus Governos Infectos naquele vaivém inútil e pomposo Lisboa-Berlim, mas a mesmíssima linha estratégica de colagem manhosa a Merkel por parte de Passos é vista pela mesma tralha-lastro socratista como repugnante e servil. Podem fechar os olhos aos gastos socialistas desmesurados que agravaram o Caso Português, na sua dívida pública e no seu défice, mas este Governo tem restaurado a credibilidade do Estado Português destruída entre 2008-2011. O orgulho nacional defende-se com obediência ao acordado e assinado, bem como rigor e contas limpas do lastro obscuro das clientelas políticas e dos instalados do Regime. A Troika foi chamada por nós, incapazes de contas públicas sãs durante todo o período pós-25 de Abril, mormente na última década e meia. Os 99,5% de portugueses que assistiram com bonomia, condescendência e desinteresse à rapinagem política não tem agora outra alternativa senão esperar que Portugal cumpra o que assinou. Querem espumar de raiva e esmurrar vidros? Olhem para a missão assassina dos partidos de poder nas últimas décadas de rapacidade e eleitoralismo. O Povo Português sentimos nojo tanto das recentes facadas fiscais como do maior partido da oposição responsável óbvio e directo da nossa quase-bancarrota, consequência de incúria e gestão danosa da Coisa Pública. Quem é esse PS que governou treze anos quase consecutivos para falar em nome do Povo Português, para ter um esgar crítico que seja seja do que for, por exemplo, pelo facto de não se vai mais além na renegociação e corte nas PPP que gizaram em grande número?! O PS histórico pode uma coisa, má, péssima. Outra, horrorosa, criminosa, coisa é corja de ladrões [o cabrão de Paris e os seus assessores mais íntimos, pretorianos, caninos] que assumiu a antepenúltima e a última legislaturas socialistas. Essa merece prisão e ver as nádegas flageladas todos os dias por dois africanos espadaúdos, para ser brando.

SPORTING CRISE DE PORTUGAL

Há vontade de triunfar, mas falta um balneário maduro, resistente, manhoso. Competir ao mais alto nível é uma cultura. O Sporting, com direcções impacientes e estouvadas, atirou-a pela janela.

GASPAR E A PODRIDÃO RESIDENTE

A pouco e pouco, Gaspar passou a ser olhado como o ET inatingível e distante que é. Um ET no Sistema Político Português, sistema irrecomendável por todas as razões, desde as razões locais, isto é, da corrupção autárquica, às razões corruptas da Capital Viciosa, Centro da nossa Decadência. Vítor Gaspar faz tábua rasa em matérias e dossiês que nenhum outro Governo afrontou, por isso está distante da podridão residente. No seu descaramento habitual, os filhos da puta da dívida à fartazana pegam na célebre frase emitida ontem na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças: «Existe aparentemente um enorme desvio entre o que os portugueses acham que devem ter como funções do Estado e os impostos que estão dispostos a pagar» para tentar não enfiar pelo cu acima o enorme desvio que alimentaram ao longo de anos de devasso eleitoralismo. O Sistema Político Português tem feito de nós parvos: nas Câmaras Municipais enriquece-se com a especulação imobiliária. Nos Governos Nacionais tem-se enriquecido a negociar incansavelmente vantagens comissionistas imediatas com negócios bons para a Banca e bons para alguns Privados, mas cujos prejuízos sobre o Estado, ou seja, para Nós-Contribuintes, são atirados para o futuro sem futuro. Evidentemente que está tudo em causa. Também as "funções do Estado" estão em causa. As "funções do Estado" estão em causa porque não há economia para tanta mordomia. Nem neste aumento brutal de impostos se consegue corrigir a necessidade de receita para cobrir ou alcançar a sustentabilidade das "funções do Estado". A maior parte dos portugueses começa a compreender em que merda é que foi votando ao longo dos anos. Votou na Merda-PS para a qual há sempre dinheiro em troca de vantagens eleitorais de curto e médio prazos. Dinheiro para dar. Dinheiro para embolsar. Dinheiro para fazer arder. Mas sem que a nossa riqueza tivesse chegado para pagar os mínimos que incubem ao Estado, coisa até aqui impossível. O Governo está a aumentar os impostos desta maneira para equilibrar o mais rapidamente os gastos institucionais institucionalizados com uma receita fiscal sempre aquém, tarefa para a qual, desde Soares ao Chimpanzé do Zoo, se levantam óbices monumentais. Em Portugal, pela primeira vez em largos anos, aumentam-se sadicamente impostos, exemplarmente, para tapar os buracos infinitos que os Governos Fajutos Sócrates cavaram e atiraram para os anos posteriores às suas decisões. O buraco enorme nas contas públicas de 2012 é, como herança, da responsabilidade exclusiva da Merda-PS que antecedeu a aprendizagem atribulada do Ministro das Finanças no que é o Portugal Político, dos reformados de luxo revoltados cujos porta-vozes têm sido Manuela Ferreira Leite e Bagão Félix; Portugal Político dos abonados ferozes, como Mário Soares e outros patronos gananciosos do Regime, com acesso privilegiado aos media para mais eficaz conspiração obscena e impudente activismo incendiário. Do que se arrecade dos novos impostos boa parte é para o pagamento dos juros da dívida. Atirem-se a quem cavou a dívida. Parafraseando Gaspar, existe aparentemente um enorme desvio entre o que os políticos portugueses acham que devem continuar a beneficiar directamente do Estado e os impostos ou cortes que estão dispostos a alombar. Cada qual come o cínico que quiser.

POEMETO


quarta-feira, outubro 24, 2012

GOVERNO SAI DE FRANCISCO JOSÉ VIEGAS

Removendo o facto de a saúde de FJV eventualmente não andar pelo melhor, há muito que foi o Governo a sair de Francisco José Viegas: em tempos de guerra, tudo é secundário e inútil, comparado com o esforço de guerra que deveria absorver todos os recursos anímicos e orçamentais de um Executivo a braços com o Abismo. Ora, Francisco José Viegas, a sua pessoa e o seu papel, fantasmagorizavam no Ministério da Cultura, numa ausência plúmbea na cor e no peso. Não é o único. Fantasmagoria é o nome do meio de Portugal, onde só nos aparecem Sampaios, Soares, e outras múmias da treta com antena garantida nas TV. Tristeza!

ADORO GATOS

Mas há horas em que perante um dos meus, bem lustroso, roliço, surge a ideia jocosa de comê-lo. Como se fosse um coelho. A gente brinca. Deve ser da fome que algumas horas de privação e contenção o dia-a-dia nos traz.

SWEDISH HOUSE MAFIA - DON'T YOU WORRY CHILD

terça-feira, outubro 23, 2012

CHATICE

As notícias que chovem de Alvalade são deprimentes e demonstram o oco de um Clube que já teve sangue a correr-lhe nas veias e agora tem sobretudo lágrimas a correr-lhe dos olhos. Resta saber se tais notícias são contagiosas para o outro grande lisboeta: é que é uma chatice perder assim. Recorde-se que o Sport Lisboa e Benfica embrenha-se num disputa eleitoral nunca vista. Poderá, finalmente, o poderio tumular de Luís Filipe Vieira oscilar e tombar?! 

ESTADO SOCIALISTA, UM VERDADEIRO NOJO

Eles são sensibilíssimos. São de Esquerda. São generosos. Amigos dos seus amigos. São socialistas: «Os 4 anos de administração de Vítor Ramalho como presidente da Fundação INATEL foram férteis em despesismo, favorecimento aos seus amigos, gestão danosa, falta de transparência, mas sempre demonstrando muito empenho e carinho pelos socialistas da distrital de Setúbal; 1. Nestes 3 anos entraram mais de 300 pessoas, principalmente vindas das hostes socialistas do distrito de Setúbal para ocupar todos os cargos de relevo (e muitos foram criados para lhes dar o que não tinham, visibilidade). Alguns passaram para o quadro com apenas um ano de contrato, aqui não há precariedade [...]» Má Despesa Pública

E O MELHOR SEJA OBAMA

«As próximas duas semanas serão críticas, com os dois candidatos 
a tentar convencer os cinco por cento de eleitores indecisos que restam 
e a tentar motivar todos os outros para não ficarem em casa 
no dia 6 de Novembro.» Público

A ANA ANDA

«A Ana é das empresas públicas mais rentáveis, com uma rentabilidade operacional (margem de EBITDA) nos 50%. Isso mostra duas coisas: que a empresa está a praticar taxas elevadas de mais (margens de 50% num monopólio não será uma "renda excessiva"...?); e que este é um exemplo de que uma empresa pública pode ser bem gerida. Guilhermino Rodrigues pode ser chamado "boy" do PS até à raiz dos cabelos mas, olhando para a evolução dos quadros económicos da empresa, conclui-se que a geriu bem.» Pedro Santos Guerreiro

segunda-feira, outubro 22, 2012

ALI HÁ RATO NO PÚBLICO SONAE

«... não faz sentido ser Belmiro Azevedo a pagar aquilo que o Largo do Rato inspira e desfruta.» José Mendonça da Cruz

OS ELEITORES FOGEM DO BLOCO COMO O DIABO

...foge da cruz. O Orçamento para 2013 é monstruoso, um risco, uma caminhada temível no arame. No entanto, é tudo o que temos. Única rocha de acção até à morte. Única esperança de um longo caminho estreito. Até hoje nenhuma eleição mandatou o Bloco para mais que um resíduo de legitimidade parlamentar e mediática. Sendo minoria, sendo sistematicamente uma minoria, não pode comportar-se como uma maioria. Rasuras à democracia imperfeita que temos por cá só aparecem na boca de gente que se arroga ou independente ou senadora, com anos de tarimba politiqueira embora sem obra que se veja. Olha-se para Pacheco Pereira, Mário Soares, Manuela Ferreira Leite e o que vemos e lemos é excesso de verbo e excessos no verbo. Um verbo estranhamente acirrado pelo que também os espera na redução de rendimentos que nunca os contemplou. Um verbo demasiado excessivo para nos ser solidário. Eu não vejo solidariedade em lado nenhum. Os que têm acesso às TV, gente do Regime, gente das coisas que estão como estão muito bem para os que lá estão, esses estrebucham com hipérboles e requintes retóricos. Os outros, nós, em silêncio humilhado, já sabemos como será. O sofrimento tem destino, palco e público. Até que nos fartemos.

ANTONI DOBROWOLSKI NUNCA EXISTIU


Antoni Dobrowolski, 108 anos, morreu. Polaco, preso em 1942 em Auschwitz-Birkenau, era professor de Língua Polaca, e foi enviado para o campo de concentração de Auschwitz por dar aulas clandestinamente. Após a invasão alemã, em 1939, todo o tipo de aulas na Polónia que fossem para além dos quatro anos de educação primária estavam proibidas, numa tentativa de reprimir a cultura polaca e os seus intelectuais. Dobrowolski foi transferido para os campos de concentração de Gross-Rosen e de Sachsenhausen, de onde saiu em 1945, após libertação pelo Exército Vermelho russo. Morreu em Debno, uma pequena cidade do noroeste polaco, junto à fronteira com a Alemanha. Mais um livro humano que se fecha. Mais um homem que não existiu nem teve nada de tremendo, pior que dantesco, a testemunhar. Nada pelo menos para o regime iraniano.

RAZÕES DO ENTERRO LEONINO

Uma das razões por que o Sporting Clube de Portugal definha é a fragmentação, desencontro e má definição das lideranças internas e a escassa especialização, ao mais alto nível, do que seja uma equipa de futebol sénior. Godinho não percebe nada da poda e não parece galvanizar aquele balneário ou outro qualquer. Depois, o azar começa a explicar tudo o resto. O azar é um factor determinante só quando tudo o mais falhou e que tem a particularidade de crescer exponencialmente na medida em que nada funcione. Há mais bolas na barra, quando a liderança titubeia. Há mais remates à figura, quando a hierarquia não fala a mesma linguagem. Só uma presidência carismática, metálica, absolutamente focada e residente no balneário e um treinador repleto de tarimba e obra feita salvarão este clube da mediocridade galopante e da descida aos infernos da irrelevância.

MALDITA UBIQUIDADE POLÍTICA

«Acontece que os eleitores não são propriamente uma corja de canastrões ignorantes como a “Corte” sempre os considerou desde os primórdios da revolução “liberal”. A aferir pela amostra das recentes Regionais dos Açores, eles não estarão dispostos a premiar atitudes traiçoeiras ou posturas ubíquas: o CDS foi, de longe, o partido que mais desceu e o seu parceiro de coligação pró-austeridade, o que mais subiu.» LR

O FERRO COM QUE GASPAR NOS QUER ACORDAR

«Ao sublinhar, nas suas declarações, que o OE 2013 traz consigo um enorme aumento de impostos, o Ministro das Finanças mais não estava do que a espicaçar, com um ferro afiado, os apelar aos pagadores líquidos de impostos - aqueles que pagam mais do que recebem do OE - para erguerem a sua voz contra os inúmeros lobbies que prosperam à sombra do OE e contra aqueles que, não há muito tempo, defenderam a constitucionalização da chamada regra de ouro (imposição de limites constitucionais ao défice) e defendem agora a inconstitucionalidade do OE.» Carlos Loureiro

FISCALIZAR PREVIAMENTE O INCÊNDIO

Agulheta de combate a incêndio.
Tropeçando nas suas próprias palavras e na agudeza do próprio raciocínio que aliás o ofusca, nem Marcelo parece prever que, antes de qualquer outra coisa e outro efeito, a fiscalização-compaginação do OE2013 com o dinossauro constitucional será um desperdício de tempo e mais um prego certeiro nas nossas hipóteses, garantia quase certa das nossas exéquias. Durante um incêndio, apaga-se o fogo. Não se fiscaliza o estado das agulhetas.

MENEZES NÃO PRECISA DO CDS-PP

Luís Filipe Menezes com Paulo Portas em 2002
Rui Rio foi um autarca excelente num tipo raro de navegação política, a navegação de cabotagem. Mais nada. Geriu o Porto sabiamente, como é de tradição, mas das elites para as elites. Nenhum risco. Todos os passos medidos e calculados. Polémicas? Pequenas. Menores. Contas sérias e em dia. Exemplar. Com ele, porém, o Porto emudeceu. Com ele, o Porto embaciou. Todas as lideranças do passado não tinham de Rio o juízo contabilístico, mas tiveram voz grossa e um tacão bem sonoro no salão donde Lisboa nos negligencia e empobrece. Menezes não precisa do CDS-PP para ganhar largamente a nossa Cidade do Porto. Se esse partido quer ser ainda mais irrisório, que seja. É uma escolha. Não necessita de um partido só capaz de tergiversação e covardia na Parece-Que-é-uma-Coligação. Sabe, sempre soube, rodear-se dos melhores e os melhores quase nunca estão nos partidos. Em vão se estigmatizará o seu trabalho autárquico em Gaia, basta contemplar a vasta obra e os inúmeros benefícios deixados aos gaienses. Com ele, o Porto passará a ter voz, a ter rasgo, e a ver multiplicadas as hipóteses de empreendedorismo e progresso. Menezes representa o que nos levou à Índia e ao Brasil: a coragem de uma navegação política de longo curso, ousada, aventureira. Está-lhe no sangue.

DESPESA PÚBLICA COMO METÁSTASE PERPÉTUA

«A questão é simples, confirmada por estes meses de troika: o poder político dos grupos à volta do Estado é maior que o poder político dos contribuintes. Quem recebe está mais perto do que quem paga e isso faz toda a diferença. Não é abuso e corrupção (que há mas não chega para isto). São muitas pessoas boas que vivem à custa do Estado. Seja expresso em leis ou negociações de ministério, através das queixas de funcionários, polícias e médicos ou por pressão de câmaras, construtoras e fundações, vendo-se no crescimento de pensionistas e desempregados ou no apoio à agricultura e PME, o que é indiscutível é que a despesa pública arranja sempre maneira de subir. Isto significa, ao contrário do que tantos dizem, que o Ministério das Finanças não é culpado, mas vítima. Aliás foi o Tribunal Constitucional que desgraçou o país. Impedindo o corte de salários e pensões, 70% da despesa, obrigou a subir impostos. Isso estrangula a economia, que paga os salários e pensões» João César das Neves

DA BANCARROTA MORAL DA JUSTIÇA PORTUGUESA

A iminência da Bancarrota Portuguesa é qualquer coisa de original. Porque não se trata de uma iminente bancarrota, mas da soma de várias num mesmo País. Se houver uma falência do Estado Português, ela foi precedida por outras microfalências, instituição a instituição. Na Justiça, por exemplo. A fonte da nossa degenerescência? Os partidos. Especialmente o PS socratista que a prostituiu tão completamente até ao ponto de o mesmo partido emudecer completamente sobre ela hoje: o que há a dizer de uma Coisa que se usa para benefício próprio e prosperidade da omertà do Regime?! O se passa no Ministério Público? O mesmo decadente de sempre. Pinto Monteiro abandona o cargo de Procurador-Geral sob uma aura de protecção aos deslizes e nódoas do Poder Político Socialista e de obstaculização sistemática e ostensiva do Poder Judicial, sempre que este teve nas mãos provas, indícios e sinais que abalassem o Regime pois comprometeriam os seus principais actores. Por mais que os políticos pós 25 de Abril tenham tido contra si processos instaurados, o MP não escapa de uma suspeita muito clara: protecção ostensiva, razão pela qual quase concluiu a olho não ter existido qualquer ilícito criminal em nenhuma delas. Pinto Monteiro foi somente o rosto que se pode dar a uma desgraça anunciada: politizou a sua função e mais não fez que ser socialista, isto é, mero amanuense do desGoverno socialista e respectivos desígnios de devastação e descontrolo do erário. Nenhuma desvantagem eleitoral foi resolvida judicialmente graças a Pinto Monteiro. Os problemas políticos de corrupção e desbragamento no desempenho de funções tem somado e seguido, mesmo com esses partidos reeleitos e reforçados no voto. Também graças a Pinto Monteiro. Os chamados assassinatos de carácter e a cultura da calúnia têm deixado em perfeita paz e sossego todos os assassinados e caluniados que efectivamente roubaram e geriram a coisa pública danosamente, por todos os meios dissimulados ao seu dispor. Porque ser corrupto é também armar-se de todos os recursos da dissimulação e da impenetrabilidade para vir depois eructar, com as costas bem quentes, que não havia provas. O socratismo pariu um tipo insólito de discurso e comportamento que passa pela defesa canina da naturalidade e legitimidade do roubo e do saque dos seus, transmutando-se em fervoroso defensor do Estado de Direito e da decência nos casos fora da respectiva facção. É uma doença moral que ainda lavra e explica a Morte do Actual Regime Português. O que temos tido é a politização consumada da Justiça, sobretudo na defesa de quem está a tirar máximo proveito dela-Política, e a desjudicialização da política, com evidentes vantagens no enriquecimento ilícito e numa percepção aguda do estado de impunidade à sombra do que o socialismo socratista conduziu toda a sua actuação. Perante os danos causados à sustentabilidade do Estado Português pelos dois últimos Governos Socratistas, esboroa-se o poder PSD-CDS-PP consignado no Parlamento, esboroa-se a autoridade suposta no Governo PSD-CDS-PP e dissolve-se o magistério, último recurso, da Presidência da República. O PS está em todo o lado e domina tudo. Ainda. O seu último Governo apodreceu por causa da obstinação em fantasia e do abafamento da liberdade interna a qual escassa e pontualmente se insurgia perante comportamentos horrendos com os recursos públicos. O caso Freeport, por exemplo, poucos danos causou às pretensões socialistas nas eleições 2009, que foram ganhas através da mentira quanto ao Défice, da ocultação do problema da Dívida; foram ganhas mediante a perfídia, a impostura dos aumentos na função pública e a baixa fraudulenta do IVA. O Regime resume-se bem na acção de sufocamento da verdade exercida pelo poder socratista, uma vez que as múltiplas negociatas e os múltiplos arranjos Construtoras-Banca-Governo comprometeram gravemente as nossas vidas e a nossa economia sem vozes contra de maior. Um Estado destruído pela corrupção condena os nossos bens, dinheiro, saúde, esperança e futuro. Não fomos a tempo de salvar Portugal de afundar em dívida. Por mais que apontássemos o dedo, o adversário tinha os media, tinha os adão e silva multiplicados nas TV, nas Rádio, na Imprensa, a espingardar anónima e telecomandadamente nos Fora da TSF e outros. Não fomos a tempo de impedir o pior, ao derrubarmos um Governo repleto de malfeitorias e negócios ruinosos. Fomos todos prejudicados por uma Justiça submetida ao mau carácter dos decisores políticos e à mais completa e obscena avidez no exercício do Poder Executivo. Resta-nos agora esperar que ocorra uma serena revolução ética e de independência completa com Joana Marques Vidal e todo esse lastro se reverta.

PACIFIC SHORE

PAULO CAMPOS, MEU GRANDE ASNO!


Paulo Campos tem frequentado as TV para, com o ar mais seráfico do inferno, prostituir a verdade e violentar os factos da sua responsabilidade. E ninguém nos faz justiça! A melhor defesa é o ataque e os calhordas mentirosos do socratismo, como ele, são industriados a depor nas TV, no piscar de olhos nos olhos, o descaramento indecente da sua falsa inocência, quando foram responsáveis por esbulhos em altíssima escala, facturas e encargos que caem, como pêndulos, na nossa triste situação de dívida e défice. E quase chora. Declara-se sofredor, vítima da austeridade. A austeridade não lhe belisca nem faz mossa: a mim encosta-me ao solo, ao pó, à sensação de que não tenho saída a não ser a fome, apenas anulada, por enquanto, graças à tutela dos meus pais, enquanto Deus mos mantiver. Mas, segundo o Correio da Manhã, a Paulo Campos, ex-secretário das Obras Públicas, é possível declarar, de 2001 a 2011, vencimentos que totalizam 1,2 milhões de euros e dizer que passa mal, que os pais o ajudam monetariamente a criar os filhos: estão em causa 111,3 mil euros, em média, por ano, mas Paulo Campos, para todos os efeitos, é mais uma vítima da austeridade. Dividindo por 14 meses, o rendimento de Paulo Campos dá 7971,7 por mês, mas pouco lhe faltou para chorar no Programa de José Gomes Ferreira. Nós passamos fome, nós privamo-nos dos mínimos, mas a escandaleira dos números de Paulo Campos soma e segue, coitado. Ao Negócios da Semana disse que vivia, e mal, dos rendimentos da profissão, confessando até que recebe ajuda monetária: «Tenho 47 anos e sou apoiado pelos meus pais, enfim, para dar uma boa educação aos meus filhos». Puta que o pariu! Outro a gozar com a nossa cara e a sair airosamente da merda que nos fez: atirar com o pagamento todo das novas PPP para 2014-2015.

RECUSO-ME COMENTAR NORONHA

Noronha de Nascimento recusa comentar escutas a Passos
Portugal tem azar. Depois de ter suportado o agente rançoso Pinto Monteiro, que partido-socialistizou ao extremo a função, continua a ter de suportar qualquer coisa de semelhante: a incontornável anedota Noronha do Nascimento, que se recusa a comentar as escutas a Passos. Portugal tem muito azar. O Partido Socialista domina, ainda!, o Aparelho de Estado e, portanto, domina também os antros em que se enfronham os Noronha e se enfiava também o ex-procurador, já evacuado, embora flatulente. Isto enquanto de Joana Marques Vidal não se observar o que a diferencie dessa rançosa pastosidade vigente. Portugal tem tido o infinito azar de ter fantoches e marionetas no lugar onde deveria haver homens, caracteres inquebrantáveis. Até isso se paga caro. Pagamo-lo caro. As bancarrotas nascem da transigência institucional com corruptos, do amolecimento e da permeabilidade a chantagens concebidas, engendradas, perpetradas por corruptos. Eu recuso-me terminantemente a escutar e a comentar Noronha do Nascimento! Ele sabe muito. Sabe o suficiente para nos fazer sentir a todos uns completos imbecis com toda a porcalheira extirpada, recortada, x-actada do processo Face Oculta.

TUDO O QUE PENSO SOBRE PAULO PORTAS

«Uma coisa é podermos morrer da cura, outra é não escaparmos da doença. Deveria ser escusado repetir: quem discorda da presente austeridade tem, em nome dos padrões mínimos de sensatez, de sugerir a austeridade alternativa que prefere. Presumir uma regeneração sem dor é um exercício de demência ou de demagogia, naturais na extrema-esquerda e em certo PS, porém um nadinha perigosos quando praticados por um dos partidos que, se o termo não for excessivo, governa isto. Através de sugestões explícitas ou dissimuladas, Paulo Portas mostra não gostar do Orçamento proposto ou da impopularidade do Orçamento proposto. A maçada é Paulo Portas não mostrar, frontal ou sorrateiramente, o tipo de Orçamento que mereceria a sua bênção. É facto que o líder do CDS mandou espalhar pela imprensa a sua exigência de "cortes" na despesa. É pena tratar-se do mesmo sujeito que recentemente se opôs à privatização da RTP em nome do "interesse nacional", dos emigrantes ou de alguma entidade assim bela e fátua. E que presumivelmente se oporia a qualquer reforma mais profunda, vasta e necessária. Paulo Portas tentou, e em parte conseguiu, pairar pelo poder sem pagar os seus custos. Agora tenta escapar-se dele sem sofrer as consequências. Duvido que o consiga, e o recente comunicado em que professa imoderado amor à estabilidade política e garante melhorias improváveis no OE já insinua relativa noção da trapalhada em que se meteu. Pedro Passos Coelho garantiu que o Governo não está para cair, frase que, se atendermos à capacidade premonitória do primeiro-ministro, prenuncia a queda do Governo para breve, curiosamente não por reivindicação da "rua" mas por conspiração do parceiro de aliança. Esperemos que não. Apesar de tudo, os reveses actuais não passam de uma brincadeira se comparados com o caos que adviria de uma sucessão de eleições ao estilo grego. Por incrível que pareça, o fim deste desgraçado Governo arrisca-se a constituir uma desgraça para o país e, até prova em contrário, para Paulo Portas. Esperemos que o segundo argumento o converta ao juízo, visto que o primeiro lhe é indiferente.» Alberto Gonçalves